28 de dez de 2013

My Dear Nerd - Heart by Heart - Capítulo 3 - Um dia Divertido

POV ANNA
- Agora, vou passar pelas mesas para avaliar e dar as notas, okay? - perguntou o professor e todos assentimos. Minha barriga roncou levemente, e tentei não olhar muito pra minha comida em cima da pequena bancada de mármore. O professor - muito gatinho - de Gastronomia ia passando de mesa em mesa, avaliando e dando notas; era uma prova prática e eu queria me sair muito bem. Esse era um sábado muito importante para mim; vai que eu consigo ficar na turma avançada de culinária, né? Justin não gostava muito do meu professor ser o tipo de cara que só em olhar pra você, te faz babar: olhos azuis, cabelos escuros e bem cortados, corpo atlético, voz sensual e muitas outras coisas. Ele era realmente um homem maravilhoso, mas eu só estava aqui por causa da comida mesmo. As garotas suspiravam e até se insinuavam pra ele, na medida que ele passava pelas mesas e provava a comida delas.
- Você precisa acertar mais na medida do sal, Margô. - disse ele para a garota da mesa atrás de mim. Como sempre, eu era a última a ser testada. - Ainda está muito salgado, diminua da próxima vez, certo?
- E qual foi a minha nota, professor? - perguntou ela e eu revirei os olhos. Ela era o tipo de garota que tem peitos grandes e decotes maiores ainda; ou seja, os peitos dela chegam sempre antes dela e eu tinha certeza que ela tava flertando com ele. Resumindo, era aprendiz de puta.
- Vai ficar de recuperação, me desculpe. - ouvi ele suspirar frustrado. Olhei pra minha comida, e logo alguém cutucou meu ombro; sorri depois para ele. - Agora é sua vez, vejamos o que temos aqui. - ele deu atenção para meu prato e arregalou os olhos. - Minha nossa, pelo visto você realmente adora comida salgada.
- Eu gosto de qualquer coisa, contanto que seja comida. - ele riu com minha revelação. - Esse é um Empadão de Camarão, mas eu prefiro chamar Empadão Tudo de Bom. - ele riu de novo; porque esse pessoal ri tanto assim? Até agora não entendi o porque.
- Me explique mais sobre o seu prato. - disse ele, enquanto a sala de aula ia ficando vazia.
- Bem, professor...
- Já disse que pode me chamar de Bruce, e caramba, nem sou tão velho assim! - dessa vez, foi eu quem riu.
- Tudo bem, Bruce. Esse prato demorou, aproximadamente 1 hora e 30 minutos, serve 8 porções. Diferente do tradicional, fiz algumas pequenas mudanças como, tirar o coentro e pimentão o que o deixa com um gosto melhor, principalmente para quem não gosta desse tipo de verdura.
- E a sua história? Me conte um pouco mais. - perguntou interessado. Eu sou o gênio da culinária, tá pensando o que? É claro que eu vou passar nessa prova.
- Bem, empada ou empadinha é uma espécie de salgado popular no Brasil e em Portugal. A origem dessa comida maravilhosa é desconhecida, mas é um prato encontrado em quase todos os lugares do mundo. É claro que é encontrado em qualquer lugar, ele é muito bom! - comentei no final, arrancando algumas risadinhas do meu professor bonitão. - Provavelmente, tem origem nos pastelões portugueses, que consistiam em grandes tortas salgadas, com recheios diversos, com forte influência medieval. No século XIX os pastelões pequenos eram conhecidos como empadas de caixa. Uma outra razão do sucesso das empadas e empadões, era de que serviam como refeições para os seguidores da Igreja Católica, nos dias de abstinência de consumo de carne de vaca ou suína. Ou seja, eles comiam muito bem já naquele tempo, sortudos, não? - tá legal, é impossível não fazer uma observação desse tipo, Justin tem razão. -  Em Portugal, as empadas de frango são hoje as mais populares, e onde quer que você vá, pode encontrá-las na maior parte dos cafés e pastelarias.
- Muito bom resumo...
- Calma, ainda tem mais. - interrompi, tomando fôlego pra continuar. -.O salgado é feito de massa podre (massa preparada de farinha com gordura para assar), e com recheios variados: carne, carne-seca, frango, requeijão (catupiry), camarão, palmito, entre outros. Qualquer recheio fica bom nessa maravilha. - sorri, sabendo que poderia levar minha comida pra casa; depois que o professor provar e dar a nota, é claro. -  A etimologia da palavra Empada é uma simplificação para a palavra empanada (também usada no idioma espanhol), com origem no latim panis, que significa pão. O significado mais próximo seria de iguaria de massa com recheio de carne (normalmente), com fechamento (tampa) da própria massa. Aqui nos Estados Unidos, pode-se encontrar uma empada de frango, chamada chicken pie, e na Inglaterra encontra-se uma empada de frango e cogumelos,e a famosa Melton Mowbray Pie, recheada com carne de porco picada e colágeno. - sorri satisfeita, terminando meu discurso. 
- Muito bem, você realmente conhece a história. Meus parabéns, Anna. - sorriu de volta. Viu? Eu sabia, quando o assunto é comida, posso me considerar um "Justin" da vida.
- Obrigada.
- Agora vou provar o seu prato e dar a nota. Se bem que, isso não seria preciso, afinal, você é minha melhor aluna. - sorriu chegando mais perto. Pegou o garfo e cortou uma porção. É impressão minha, ou ele está olhando demais para mim? Okay, é só impressão mesmo.
POV JUSTIN
- Tudo bem, Ashley eu já sei. Vou dizer a ela para comprar seu conjunto de esmaltes. - falei sentado no banco do motorista, com o carro parado no estacionamento, esperando por minha Anna.
- E não esquece de comprar também, aquele livrinho de Como Deixar as Unhas ainda Mais Lindas pra mim. Ou você sabe o que vai acontecer se não me obedecer, não é? - eu não precisava estar perto pra saber que ela tava com uma carinha ameaçadora. Ainda bem que era apenas uma conversa pelo telefone.
- Sei sim, assistir Querida, Querida Unha. - ri.
- Muito bem, você é uma Jujuba muito boa. Diga pra minha abelha que eu mando um beijão cheio de cor de rosa pra ela. E beijocas pra você também Juju, mas agora eu tenho que ir porque preciso dar umas beijocas no meu Damon, enquanto ele aprecia minha beleza.
- Se a Anna soubesse disso, ela chutaria o traseiro dos dois, sabe disso, não é?
- Uhum, é por isso mesmo que vou aproveitar. Eu só liguei pra avisar isso mesmo. Depois você e a abelha podem admirar minha beleza, até loguinho. - ela encerrou a ligação do jeito doido de sempre, e eu, ri como sempre fazia. Amora e Collin latiram no banco do carona; Anna e eu prometemos que sairíamos para passear com eles depois da aula dela. Olhei para meu relógio de pulso, incomodado com a demora.
- Oi fofo, o que você está fazendo aqui? - perguntou Margô, colega de classe da minha namorada.
- Estou esperando a Anna, ela está em prova prática não é? - perguntei, enquanto ela se inclinava para a janela do carro, deixando seu decote ainda mais a mostra. Okay não olhe, são peitos feios, muito, mais muito feios; pensei comigo mesmo tentando apenas para o rosto dela.
- Ela está, mas faz algum tempinho que ficou sozinha com o professor. - respondeu. Ela sozinha com aquele cara? Acho que vou chutar um traseiro hoje, ele que não se atreva a tocar na minha morena. - Se quiser, eu olho seus cachorrinhos enquanto você sobe para verificar o porque dessa demora. 
- Faria isso por mim?
- É claro fofo, pode ir. - sorriu e eu agradeci por ter alguém pra cuidar deles. Sai do carro e os dois me seguiram. Pus a coleira nos cães e as deixei nas mãos da morena à minha frente. - Vou cuidar deles, pode ir tranquilo, lindinho. - sorri meio constrangido quando ela deu um beijo na minha bochecha. Com um aceno de cabeça e uma última olhada em Collin e Amora, saí quase que em disparada para dentro do edifício. 
- Oi Justin, que bom ver você! - uma loira me parou sorrindo feliz. 
- Oi Laura, como está? - respondi educado; era ela aluna fazia uma semana e já era uma espécie de "amiga de classe" da minha namorada, mesmo sendo de turmas diferentes.
- Estou ótima, e você?
- Também. Olha, estou procurando a Anna você sabe onde ela está? Passei na sala de Culinária 2 e ela não estava lá. - cocei a cabeça. Eu tinha que encontrar minha namorada, não vou deixar nenhum idiota de olhos azuis tentar alguma coisa com minha doida por nachos.
- Ah, sim, ela está na sala 402B, a sala de provas. Acabei de passar por lá.
- Obrigada. - sorri agradecido, e continuei meu caminho: entrando e saindo de corredores, subindo escadas e outros afins - não vou ser doido de usar o elevador. Quando estava perto da porta, ouvi algumas risadas e fiquei ainda mais nervoso. Ao abrir a porta, vi que ele ria alto - provavelmente de alguma bobagem que ela falou - enquanto ela comia descaradamente sua Empada de Camarão; ela também ria.
- Justin querido, vem cá. - ela chamou feliz. Me aproximei, ficando de pé ao seu lado. - Eu passei para a turma avançada, acredita? - um sorriso lindo brincava em seu rosto, enquanto segurava o garfo cheio de comida. Dei um beijo em sua bochecha, feliz por ela. Vocês não sabem o quanto ela me enchia os ouvidos falando do quanto queria ir pra Culinária 3 - A Turma Avançada; e não me entendam mal, eu adorava ouvi-la falar disso, era muito fofo.
- Meus parabéns, querida. - falei em seu ouvido enquanto a abraçava; dava pra sentir que ela não se contia de felicidade. Enquanto a mim, bem, eu queria chutar o professor dela, então, estava atento a qualquer tentativa de flerte dele.
- Você tem uma namorada maravilhosa, Bieber. Tem muita sorte. - falou o carinha que eu odeio e que prefiro não dizer o nome. Meu sorriso não foi aqueles de se mostrar os dentes.
- Eu sei que sim. - respondi, finalizando a conversa, em seguida, ajudei Anna a guardar a comida e por na bolsa - que ela comprou apenas para guardar esse tipo de coisa - depois ela arrumou as coisas e guardou as anotações. 
- Até sábado que vem, professor. - ela acenou para ele enquanto saíamos da sala. Fiz questão de abraçar sua cintura enquanto andávamos para longe dali. 
- Não precisa ficar com ciúmes, Juju. - ela riu, quando descemos o último degrau: pois é, descemos de escada. Eu odeio ter claustrofobia, mas o que poderia fazer?
- Ciúmes? Aquele idiota está dando em cima de você, não vê? - me defendi, sentindo o calor do sol assim que finalmente saímos do prédio. - Eu odeio aquele cara. - ela riu. - Só não bati nele, porque você está feliz.
- Com o que você ia bater nele? Um livro? - brincou. - Justin, você sabe que só tenho olhos para você, e que só estou lá por causa da comida. Além do mais, ele é só um amigo.
- Então está me dizendo que ele já passou para a "qualidade" de amigo? Bom saber. - ironizei.
- Deixe de ser bobo.
- Algum problema se cuido do que é meu? - continuei irritado. O sorriso que Anna mantinha no rosto, morreu no exato momento em que percebeu Margô brincando com Amora e Collin, no estacionamento, próximos ao nosso carro. E depois, eu que sou o ciumento de nós dois.
- Vejo que encontrou sua namoradinha. - disse a morena peituda, assim que viu nos aproximar. Levantou e limpou as mãos na saia do vestido.
- O que você está fazendo aqui? Com eles? - Anna apontou para os cachorros, mas sem tirar os olhos da garota a sua frente. Margô lhe devolveu as coleiras e sorriu calma.
- Fiquei cuidando desses pequenos cães adoráveis, um pequeno favor para o seu namorado fofuxo. - ela passou por mim e deu uma piscadela rápida para que minha namorada não percebesse; e bem, não deu muito certo. - Até sábado que vem.
- Mas você foi reprovada. - disse Anna.
- Já ouviu falar em recuperação, neném? - ela riu, enquanto ainda caminhava para longe. - Ah, e se enjoar do seu nerd, eu o aceito de braços abertos. Você já sabe onde fica minha casa. - nesse momento, eu sabia que Anna não chutou o traseiro dela, por ter coisas demais nos braços para carregar. E quando percebi isso, tratei de abrir o carro e por a bolsa dela no banco de trás - ouvindo-a resmungar e ofender sua colega de classe a cada instante - e assim ela ficou segurando apenas as coleiras. Se ela estava furiosa? Isso ela com certeza estava.
- Eu não gosto dessa garota. Por mim, ela poderia até morrer que ninguém ia sentir falta. - reclamou vendo Margô entrar no carro e sumir com ele.
- E depois eu quem sou o ciumento aqui, né? - eu ri.
- Você acha isso engraçado? Acha mesmo? - parei com minhas risadas assim que percebi seu tom ameaçador. - Se você gosta do seu traseiro é melhor ter cuidado com o que diz. - ela pôs Amora no colo e entrou no carro do lado do banco do carona. Pus Collin no banco de trás e agora foi minha vez de entrar no carro de fechar as portas. Anna tinha um biquinho tão fofo que não consegui segurar a risada.
- Desculpa, mas, cara! - bati levemente no volante enquanto ria. - Você é muito linda com ciúmes. - falei em meio as gargalhadas enquanto ligava o carro. Amora latiu concordando, se mexendo feliz no colo da dona.
- Para, isso não é justo. - cruzou os braços. - Hoje é o meu dia, então feche a sua cara.
- Doida. - ri e ela mostrou a língua. - Nem a Ashley consegue ser tão bipolar quanto você.
- Hey! - reclamou batendo no meu ombro. - Não é só porque você é nerd que pode me chamar de... Não, pera. O que é que eu ia dizer mesmo? - ela parou para pensar e em seguida deu de ombros. Tudo que fiz, foi rir dela.
[...]
POV ANNA
- Então quer dizer que você conseguiu ir pra classe avançada, abelha? - perguntou a loira pegando um biscoitinho de dentro do potinho de vidro. Piquenique no parque, no meio da tarde de um sábado era um dos meus programas favoritos. Todos os meus amigos estavam ali; e claro, nossa pequena cachorrada. Era exatamente isso que fazíamos quando não tínhamos nenhuma coisa da faculdade para fazer, e eu simplesmente adorava esses pequenos momentos com eles.
- Uhum, sou a mais nova aluna da Culinária 3. - afirmei orgulhosa, mordendo um Doritos encharcado de molho. Perto de nós, nossos cães brincavam felizes com uma bolinha de ping pong: Amora era a única que estava se divertindo mais, perseguindo uma borboletinha.
- Então, meus parabéns Anna. - Cait sorriu.
- É mesmo, parabéns, abelhuda! - exclamou Ashley com a boca cheia. - Eu ensinei tudo que ela sabe. - se gabou mentirosa.
- Ensinou nada, nem lavar um prato você sabe. - rebati.
- Eu vou chutar o seu traseiro se continuar me chamando de mentirosa.
- Não chamei de mentirosa.
- Falou indiretamente. - disse ela.
- Não não, você não vai chutar o meu traseiro porque você está com preguiça demais para levantar e correr atrás de mim.
- Isso também. - concordou rindo, deitando na toalha enorme de deixamos sobre a grama e apoiando a cabeça na perna de Damon.
- E quem vai ser o seu professor, Anna Mel? - perguntou Mike, mordendo um sanduíche.
- O idiota do Bruce. - reclamou Justin.
- Ih, se ferrou! - Damon riu mostrando a língua.
- Pensei que fosse aquela velhinha simpática que...
- É Cait, mas ela foi substituída por ser velha de mais. E então, aquele retardado ficou no lugar dela. Me diga, desde quando aquele cara entende de cozinha? - continuou resmungando. Peguei outro nacho encharcado de molho, olhando para o meu namorado.
- Ele entende desde que é dono de um restaurante. - respondi e ele quase me mata com o olhar.
- Porque você está defendendo ele? Se gosta tando dele, case-se com ele então. - resmungou irritadinho. Gargalhei, sentando no seu colo e beijando sua bochecha.
- Ciumento.
-Vocês são doidos ou oque? Eu já disse um milhão de vezes para não fornicarem no parque! Tem crianças por aqui. - repreendeu Mike. Olhei estranho para ele.
- Pelos Doritos mais lindos do mundo, Mike! Não estamos fornicando, é só um beijo na bochecha.
- Parecem estar fornicando.- deu de ombros, mas eu continuei sentada no colo de Justin. Dessa vez, peguei o pãozinho de queijo mais grande que encontrei.
- Alguém vai a festa de hoje a noite?
- Que festa, Caitlin? - perguntou Damon curioso.
- A festa da Raquel Anderson, todos sabemos que ela também odiava a Angelina, então não cancelou a festa. Mesmo que Angelina tenha morrido a menos de um dia. - explicou ela.
- Vai ter comida?
- Uhum, comida e bebida a vontade. Ela acabou de me enviar um SMS, e convidou a todos nós. - sorriu. Peguei outro pãozinho de queijo.
- Então eu vou.
- Não acho isso certo. - comentou Justin. - Eu sei que ela não era uma boa pessoa, mas devemos respeitar a sua morte. Ao menos por uma semana, mostrar respeito. - todos nós o olhamos estranho. - Vocês entendem?
- Não! - respondemos em uníssono.
- Esqueceu que aquela vaca quase matou a Amora queimada? Que tentou empurrar você da escada? Que pôs uma cobra na mochila da Caitlin? Ou que fez a Ashley chorar?
- Não, querida, é claro que não. - ele arrumou o óculo com o dedo enquanto tentava se explicar. - Só estou tentando dizer que podemos mostrar que não somos como ela.
- Nós entendemos a sua boa intenção, Jujubona. - Ashley começou. - Mas acho que o que ela fez não tem perdão. Não eramos os únicos alvos dela, ela fazia coisas ainda piores com outras pessoas. Angelina não merece que as pessoas se lembrem dela.
- A não ser, que se lembrem dela como a vadia que destruiu as nossas vidas. - completou Mike.
- Porque você é tão bonzinho, cara? - Damon resmungou e Justin deu de ombros. Amora chegou mais perto, - provavelmente cansada de perseguir a borboleta - e apoiou a cabecinha no meu colo, assim que saiu de cima do meu namorado e sentei ao seu lado. Os demais animais, imitaram-na e se juntaram aos seus respectivos donos. Justin tomou um gole do suco.
- Vamos deixar de falar de coisas ruins, pessoas que me amam, minha pele vai ficar feia desse jeito. - resmungou a loira, mordendo um morango. - Vamos comemorar pela abelha, e pela festa que vamos daqui a algumas horas. Aí, o pessoal da faculdade vai poder admirar um pouco mais a minha beleza linda.
- Não podemos ir a festa hoje. Eu tenho que ensinar matemática a Anna.
- Ainda está tentando fazer a minha irmã entender álgebra?
 - Não vou desistir, ela tem potencial e vai aprender.
- Boa sorte, cara. Vai precisar. - ele riu e joguei a pedrinha mais próxima que encontrei na cabeça do meu irmão bobão.
- Não me chame de burra, seu mané!
- Mané é a vovozinha!
- Caso não tenha reparado, nós temos a mesma avó. - aquilo era um risinho de Justin, ou um barulhinho qualquer?
- Cala a boca, sua pirralha.
- Me obrigue. - respondi e ele bufou, pondo fim a nossa pequena discussão. E aí está, o psicólogo brilhante; deu pra sentir a ironia? - E pirralha é a vovozinha!
- Temos a mesma avó, retardada mental.
- Retardado é seu pinto que não cresceu. - rebati irritada. Todos arregalaram os olhos, mas ouvi as risadas de Justin e Damon. - Ou você pensa que eu não ouvi você reclamar porque tinha um 'equipamento' muito pequeno?
- Eu vou esganar você, Anna! - acho que não preciso dizer que as bochechas de Mike estavam mais vermelhas que o meu pacote de Doritos. - Eu juro que não tenho pinto pequeno, é mentira dela. - virou-se para Caitlin, nervoso e ansioso para que ela acreditasse nele.
- Eu não sabia que você sofria da Síndrome do Pequeno Príncipe! - Justin não aguentou e gargalhou tão alto que Amora pulou do meu colo, assustada. Ele estava jogado na grama, rindo como um camelo. Eu estava rindo mais da risada dele do que do meu irmão. - Meus pêsames, cara. - Damon também ria.
- Eu vou assassinar todos vocês, um por um! Infelizes! - esbravejou. - Não os ouça, Cait, eu não tenho pinto pequeno. Eu posso provar, eu...
- Não, obrigada. - ela riu, se afastando um pouco dele, o deixando ainda mais envergonhado e desesperado. Depois que olhou para nós, ela riu como uma besta, se jogando na grama como Justin, rindo loucamente como ele.
- Eu juro que vou te matar, Anna Mel Montês. - disse bravo. Pisquei para ele, pegando Amora no braço. Quando olhei para meus amigos, tudo que fiz, foi me unir a eles nas gargalhadas.

Notas Finais
Oie pessoal, como é que vocês vão? Como foi o natal de vocês? Primeiro eu queria pedir desculpas por demorar tanto pra postar, parece que passei uma eternidade sem atualizar. A verdade, é que eu estava com muita preguiça e as ideias para o capítulo pareceram ir embora da minha mente toda vez que começava a escrever. Eu não queria deixar um cap pequeno, sem graça, bobo e ruim pra vocês, e foi por isso que não postei nada até agora. Queria algo com mais qualidade, então, eu parei, reli o que já tinha escrito e quando vi, tinha feito o capítulo. E mesmo achando que precisa de mais alguns ajustes, vou entrá-lo a vocês. Desejo um maravilho fim de ano, e um 2014 cheio de coisas boas pra todas vocês. Grandes beijos meus amores, e até ano que vem :D
Comida da Anna
http://1.bp.blogspot.com/_efvr2DfrLgs/S-U4O7um_CI/AAAAAAAAAGc/-ulHXfcK7AE/s1600/Empad%C3%A3o+de+Camar%C3%A3o.JPG
Professor de Culinária
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Roupa da Cait: http://data1.whicdn.com/images/78078882/large.jpg
Roupa da Ash: http://data3.whicdn.com/images/81356221/large.jpg
Roupa da Anna: http://data2.whicdn.com/images/82082798/large.jpg

2 de dez de 2013

My Dear Nerd - Heart by Heart - Capítulo 2 - Aulas Suspensas

POV ANNA
Passei a geleia na torrada e dei uma longa mordida, enquanto colocava a ração da Amora, minha cachorrinha. Bem, há alguns segundos atrás, tive a maravilhosa notícia de que Caith tinha feito um café da manhã especial em agradecimento, sabe, por acolhermos ela em nossa casa. Ela já tinha se instalado, e morava no quarto da frente. Acho que não preciso dizer que enchi ela de beijos por ter me feito comida, e quando digo que a mesa estava farta, acredite, eu não estava brincando. A comida estava muito boa, não me culpe. E segundo ela, faria o café da manhã sozinha por uma semana inteira apartir de hoje. Era sexta feira, e como sempre, tinha uma festa. Mas ainda era de manhã e nos preparávamos para ir a faculdade. Os outros ficaram meio tensos ao saber que Frad tinha saído da prisão; aquilo não me afetou tanto. Afinal, ele só era um idiota que queria atenção. Porque teria medo de alguém assim? Só incomodava saber que depois de tudo que fez, estava livre, para mim ainda não era o suficiente. Sentei na minha cadeira e dei uma colherada no meu cereal, ou como diria, meu prato de entrada. Amora comia quietinha e educadamente sua comidinha perto de mim. Meus fones de ouvido estavam um pouquinho alto, mas eu adorava quando estava nesse volume. Especialmente quando ouvia David Bowie - Heroes.
- Você cozinha muito bem. - elogiou Mike, comendo uma panqueca. Bati em sua mão assim que ele ia pegar outra panqueca, tirando quatro ou cinco para mim e deixando-as no meu prato, pus bastante calda de chocolate. Ele me olhou feio, mas eu não liguei. O que importa se peguei todas as panquecas restantes? Me aproveito mesmo, e sem vergonha na cara.
- Não tão bem quando a Anna. - admitiu ela, feliz. Eu usava apenas o lado de batatas fritas dos fones, então, pude ouvir o que ela e os demais diziam.
- Obrigada pela sinceridade. - falei como pude, mordendo minha panqueca. Os outros riram, e ao meu lado direito, Justin tentava comer e rir ao mesmo tempo.
- Eu também sei cozinhar muito bem. - falou a loira.
- Ashley, você não sabe nem fritar um ovo. - falou Mike, de testa enrugada, olhando para a loira sem entender. A música estava na parte lenta, e mentalmente ajudei o cantor com a música, cantando alguns trechos da música.
- Quer perder o traseiro? Te derrubo da escadaria da escola se quiser.
- É faculdade, Ashley. - Justin corrigiu rindo, comendo mais um pouco do seu cereal. E quando as panquecas acabaram, peguei meu punhado - bem avantajado - de morangos com cobertos de chocolate derretido. Levei um deles a boca.
- Isso também. - ela resmungou olhando para Justin. Desci do banco, empurrando meu pratinho de cereal - já vazio - para o centro do balcão de mármore. Caith e Mike colocaram os pratos no lava louças - Ashley não lavava os pratos, ia acabar com as unhas perfeitamente lindas dela - e caminharam para fora de casa. Os outros se despediram de seus cachorrinhos e me virei para desligar a Tv; e bem na hora, vi o comercial do meu programa de culinária e fiquei parada ali, sabe, só admirando.
- Vamos anjo, não quer se atrasar, quer? - perguntou Justin, abraçando minha cintura e deixando um beijo em meu pescoço. Arrepiei com o contato.
- Mas é o Culinária Gostosa. - murmurei sem tirar os olhos da tela, mas adorando os carinhos que ele deixava no meu pescoço.
- Você prefere o Culinária Gostosa a mim? - perguntou, apertando o abraço e agora, brincando com minha orelha. Ele perdeu a nerditude dele só porque estamos sozinhos? Safadinho ele, né?
- Isso não é justo, não posso escolher entre os dois. É muita gostosura. - reclamei baixo e ele riu. Amora continuava comendo como se nada estivesse acontecendo ali. Minha garota. Continue assim, coma mesmo, e coma sem vergonha na cara. Ou será no focinho?
" O corpo de uma mulher aparentando ter 22 anos foi encontrado hoje, dentro da Faculdade da Califórnia com sinais de tortura. A identidade da moça por enquanto ainda é desconhecida assim como a autoria do crime. Voltaremos com mais informações. "
- Nachos de Queijo, alguém morreu na nossa faculdade! - comentei perplexa assim que ouvi a notícia do jornal da manhã. Virei, ficando de frente para Justin e ele me deu um beijo carinhoso nos lábios.
- Vai ficar tudo bem, não precisa ficar com medo. - disse ele, segurando meu rosto com as duas mãos para não tirar os olhos dele.
- Não estou com medo, eu só... Vai que esse tal assassino queira matar comidas inocentes? Não, nem pensar! - ele riu negando com a cabeça.
- Não mata dizer que está com medo. - ele e seus trocadilhos.
- Não estou com medo. - menti cabeludamente. - Você quem deveria estar com medo por não ter me chamado para o café da manhã. - tá, essa última frase tinha um tanto de verdade, ele demorou demais e deixar uma pessoa com fome não é uma boa atitude.
- Mas eu fui até seu quarto e fiz você levantar. Até tomamos banho juntos! - protestou ele, tirando as mãos do meu rosto. E foi culpa dele também de termos fornicutado no banho e não ter dado tempo de descer e comer antes dos outros. Ele é uma gostosura, cês acharam mesmo que eu ia resistir um banho gostoso sem tirar um pouquinho do seu "doce"?
- Mas não foi rápido o suficiente, ué! Quando cheguei tava todo mundo comendo. - dei de ombros dando um último abraço na Amora. Ao trancar a porta da frente, ouvi um barulhinho de brigas. É, esse é o ruim de dividir um carro com três doidos; era assim todo dia antes de ir pra faculdade, só pra ver quem ia dirigindo.
- Não, é a minha vez!
- Não é não, loira. Você dirigiu ontem, é a minha vez. - reclamou Mike. Caith só assistia, sentada no capô do carro, rindo daqueles doidões que são meus amigos e irmão. E olha que ele tá fazendo psicologia, imagina só se não estivesse.
- Sua vez uma pinóia! Eu não dirijo há quase uma semana. - disse Damon entrando na briga. Justin uniu nossas mãos enquanto andávamos até o grupo.
- Não seja dramático, você foi ante-ontem. - rebateu meu irmão. Caith riu da careta que ele fez.
- Quem vai dirigir sou eu e ponto final. - se irritou Ashley.
- Nada disso! - reclamaram os dois para a loira. Depois Damon arregalou os olhos - lindos olhos - azuis  e deu um pequeno empurrão em Mike.
- Hey, não grite com a minha namorada. - exclamou Damon. Ashley pareceu boba com o ato de cavalheirismo do namorado. Chegamos mais perto deles.
- Precisamos de um segundo carro. Essa briga todos os dias por causa de uma porcaria de um volante. E depois dizem que eu sou a doida por comida. - reclamei baixo e Justin riu.
- Quando eu ficar rico teremos um carro só para nós dois. - disse no meu ouvido e sorri quando ele deixou um beijo molhado na minha bochecha.
- Vai ter comida no carro? - perguntei e ele riu baixo, abraçando minha cintura.
- Toda a comida que quiser.
- Então por mim tudo certo. - ele riu quando concordei e nós finalmente chegamos perto dos quatro, parados perto do carro, ainda discutindo sobre quem iria pegar no volante hoje.
- É a minha vez.
- Sua vez é um esmalte ressecado, Mike. Sou eu quem vou dirigir. - falava Ashley.
- Desculpe querida, mas é a minha vez de dirigir. - interviu Damon, sendo doce com ela.
- Podem me dizer o que está acontecendo aqui? - perguntou Justin por mim, mesmo já sabendo a resposta.
- Você pode, por favor, dizer para esses dois mongols que sou eu quem vai dirigir hoje? - disse Mike irritado.
- Eu vou acertar a sua cara se continuar chamando a minha namorada de mongol. - ameaçou Damon.
- Já chega vocês três. Mas que coisa! Teremos de ter carros individuais, é isso? - perguntei.
- É, boa ideia. - falou a loira.
- Nada disso. Vamos resolver logo essa briguinha ridícula, temos um dia cheio hoje. - falou Justin.
- Tá, mas quem vai dirigir? - foi a vez de Damon perguntar.
- O Justin. Faz cinco dias que ele não dirige. - dei de ombros.
- Mas ele fez isso ontem! - reclamou Damon; revirei os olhos.
- Deixe de ser mentiroso, Damon, você quem dirigiu ontem...
- É mentira...
- CHEGA! - berrei e eles se calaram assustados. - A Caitlin dirige, pronto.
- Eu?! - questionou assustada. Os outros olharam para ela e depois para mim.
- Não comecem, ela foi a única que não dirigiu até agora e já fazem quatro dias que ela está morando com a gente.
- É,... Tudo bem, a Caitlin dirige. - concordou Mike ajudando-a a descer do capô do carro. Okay Anna, você não pode chutar o traseiro da Caith ela é sua amiga. Respire fundo e pense nos nachos com queijo e o pudim que vai comer na hora do almoço.
- Vamos fazer assim; Caith pega o volante e Mike vai no banco do carona. Justin, Ashley, Damon e eu iremos atrás. - propus. - Todos concordam?
- Tá, concordamos. - resmungaram Ashley e Damon entrando no carro. Sentei ao lado dela no meio, Damon ia sentado perto da janela do lado esquerdo e Justin no direito. O trajeto até lá foi mais rápido do que o comum, e precisava admitir que minha amiga morena era melhor em direção do que a loira; sim, Ashley já matou dois esquilos fofinhos enquanto estava no comando do carro. Os dois da frente foram os primeiros a descer; logo Damon e minha loira fizeram o mesmo, e em seguida eu e Justin descemos fechando a porta atrás de nós. Tudo que pude ver era uma tremenda confusão. O campus estava absurdamente lotado: muitos repórteres, policiais, alunos curiosos; era uma loucura total. Justin apertou minha mão enquanto tentávamos entender o que estava acontecendo; bem, eu sabia exatamente o porque de tudo isso, mas tinha certeza de que era uma surpresa para os outros afinal, eles não assistiram o pequeno aviso na televisão.
- O que houve por aqui? - ouvi Caitlin perguntar baixinho, talvez mais para si mesma do que para nós. Observando com firmeza uma roda de pessoas gigantesca perto da entrada da faculdade, comecei a andar instintivamente, arrastando Justin sem querer junto comigo. Parecia que alguma coisa me chamava para mais perto daquela roda de curiosos. Justin, por vezes, apertava um pouco a minha mão tentando me fazer voltar. Não me importei com aquilo e continuei andando até o limite de uma fita amarela onde se tinha escrito "não ultrapasse".
- O que acha que aconteceu com ela? - ouvi alguns garotos falarem ao meu lado esquerdo. Odiava o fato de policiais e investigadores bloquearem minha visão do corpo da provável vítima, mas não deixei de ouvir a conversa, mesmo que sem querer.
- Não faço a mínima ideia. - murmurou o outro. - Mas pra falar a verdade, ouvi um dos investigadores dizerem que ela foi jogada pela janela do seu quarto.
- Caramba,... De ser horrível morrer assim.
- Mas aí é que está. - o loirinho fez um pequeno suspense, deixando o amigo ruivo ao lado curioso; e a mim também é claro. - Ela já estava morta quando a jogaram pela janela. - enquanto eles trocavam ideias, olhei para cima na direção dos quartos e confirmei mentalmente o que os dois rapazes disseram. Mas eu queria ver quem era. Queria ver a garota.
- Não é bom você ver isso anjo, ela deve estar horrível. - senti a mão de Justin segurar firmemente meu braço, fazendo um pequeno carinho com o polegar. Por um momento, esqueci completamente que ele estava do meu lado. Porém, não movi um único músculo para sair dali. - Estou falando sério, não vai ser bom pra você ver isso. - continuou ele, falando baixinho no meu ouvido, sem tirar os olhos de onde o corpo estaria, assim como eu fazia agora. Tinha um policial gorducho na minha frente, e se pudesse, jogaria uma pedrinha nele para entender que estava atrapalhando a minha visão.  Apertei um pouco os olhos, vendo algo escrito em sangue na parede, próximo ao corpo: "Você precisa pagar!" Uma onda de calafrios tomou conta de mim assim que terminei de ler e nesse exato momento, o gordinho saiu da minha frente. Sem acreditar no que via, percebi que a garota era Angelina Torres, estava no segundo ou terceiro - não sei bem ao certo - período de Advocacia e eu a odiava. Era o tipo de garota de nariz em pé, humilhava os outros por ter dinheiro, uma tremenda egoísta; briguei por várias vezes com ela e em uma dessas quase saímos aos tapas se não fosse pelo Justin chegar na hora e me impedir de continuar com aquela briga. E isso tudo, tirando o fato dela adorar uma erva; sim ela usava drogas e todos sabiam disso, mas eu só não sabia que ela tinha dívidas com traficantes até ontem, quando ouvi sua conversa com um cara bonitão, porém de olhar frio e assustador. E agora ela estava assim: caída no chão, machucados por onde quer que a olhasse, olhos azuis abertos e vidrados; tinha a horrível sensação de que ela me encarava mesmo estando morta, e não pude evitar um arrepio. Olhei mais uma vez para a mensagem na parede e outra vez para ela.
- Vamos sair daqui, já chega. - a voz de Justin me trouxe de volta para a realidade e me puxou para fora da roda de curiosos, enquanto cobriam o corpo de Angelina com um lençol branco. Ele me abraçava de lado de forma protetora, mas nada me faria tirar aquela imagem da cabeça. Angelina indefesa e torturada, Angelina morta. Não parecia em nada com a garota que matava mentalmente todos os dias, a garota que odiava e que também me odiava.
- Foi você, não foi? Foi sim é claro, você a odiava! Desgraçada! - gritou Emília Stwart, melhor amiga de Angelina: outra idiota e egoísta, quase tão pior quanto a amiga.
- Está maluca? Ela não teve nada com isso, deixe-a em paz. - Justin respondeu por mim enquanto caminhávamos de volta ao carro.
- Cale sua boca, não falei com você sua barata asquerosa! - respondeu aos gritos, com lágrimas molhando severamente seu rosto. Ainda sim não sentia pena dela. - Assassina! - gritou para mim, e um garoto a puxou antes que chegasse perto demais a ponto de iniciar uma briga. - Foi ela, só pode ser! - alguns policiais olharam-na com pena, mas tudo que conseguia fazer era manter meus olhos fixos na criatura que gritava enlouquecidamente para mim. Justin continuou ao meu lado, mantendo o abraço mais caloroso e protetor.
- Acho que você esqueceu que ela era usava drogas, e que metade dessa faculdade, se não ela inteira, odiava Angelina profundamente. - começou Caitlin ao perceber o que acontecia. Alguns se viraram para observar aquele pequeno escândalo.
- Então cale-se antes que acusar alguém sem provas. Ela não era uma santa e você sabe muito bem disso, até muito mais do que todos aqui presentes. Pense bem antes de gritar absurdos como esse novamente, você entendeu? - completou Ashley ao lado de Caitlin, e Emília calou-se.
- Sugiro que tome um bom chá para acalmar os ânimos e aconselho também a repensar no que acabou de dizer e fazer. Essa cena que armou foi absurdamente ridícula. - terminou Justin olhando-a de cima para baixo; depois disso tornamos a caminhar até o carro onde Mike e Damon esperavam à espera de respostas.
- Eu ouvi aquilo mesmo, ou foi ilusão da minha cabeça? - perguntou Mike descruzando os braços e olhando para nós.
- Aquela garota é doida, acusou Anna de algo que não fez. - respondeu Justin.
- Ela é uma ridícula. - concordou Caith
- Mas porque ela te culparia, o que houve? - questionou Damon sem entender.
- Angelina Torres está morta. - falei pela primeira vez depois de minutos.
- A garota que vivia implicando com você e o Justin? - afirmei vendo ele fazer uma careta de surpresa, mas é claro que tinha um pouquinho de alegria ali: quando se dizia que quase toda a faculdade não gostava dela, é porque tenho razão. - Então foi por isso que a Emília armou esse barraco todo?
- Exatamente Damonlindo, aquela tonta que usa tanto baseado que não sabe nem que está no mundo, veio tentar acusar a minha abelha. É um absurdo! - respondeu Ashley, abraçando-o e ele fez o mesmo com ela. - Ela é minha abelha e só eu posso acusá-la de algo.
- O que vocês acham que aconteceu? - perguntou Caitlin, e aproveitei que eles discutiam formas de como Angelina teria sido morta, para abraçar meu nerd e apoiar a cabeça no seu ombro; ele abraçou minha cintura e deixou um beijinho em meus cabelos.
- Eu avisei que não era para ter presenciado aquela cena terrível. - disse Justin, mas ele não estava brigando comigo; sua voz era baixa e calma. - Se ficar com medo posso dormir com você esta noite. - o encarei ao ouvir sua sugestão.
- Não estou com medo. - falei o vendo rir fraco e beijar a pontinha do meu nariz.
- Quando vai entender que pode confiar em mim?
- Mas eu confio em você. - respondi simples. - Mas como disse, eu não estou com medo, só fiquei um pouco impressionada. - a sua mão que estava em minha cintura fez carinho naquela região e sorri leve com o contato. - Nunca imaginei que ela acabaria daquele jeito, sabe, parecia tão indefesa...
- Completamente diferente do monstro que era quando viva, eu sei. - disse ele. - Eu só não quero que fique com medo pelo que aconteceu, ok?
- Porque eu teria medo? Talvez seja só um traficante quitando sua dívida, não é? Ela usava drogas Justin, e não era só maconha.
- Ela era rica.
- E se os pais dela perceberam algo errado e deixaram de dar a mesada? Aí, talvez, ela fez muitas dívidas e ficou sem dinheiro para pagá-las. - propus e depois respirei fundo. - Quer saber? Não me interessa o que aconteceu, só estou feliz por aquela víbora ter nos deixado em paz. Ela era a pior pessoa em que se sonha conhecer. - Justin sorriu, me puxando ainda mais para perto; nos abraçamos novamente.
- Hey, vocês dois! - senti uma bolinha de papel bater na minha cabeça e quando virei, vi Ashley rir.
- A diretora acabou de dizer que as aulas foram suspensas por hoje, mas com todo esse furnico vocês provavelmente não escutaram. - disse a loira entre risinhos. Desci meus olhos até sua cintura, onde vi as mãos de Damon abraçarem-na. Okay Anna, ainda estamos em público, você não pode chutar o traseiro dele agora. Se controle e conte até dez rosquinhas. Uma rosquinha...
- O que acham de fazermos uma coisa legal? - perguntou Damon sorrindo para o grupo. Duas rosquinhas, três rosquinhas...
- Que tal um salão de beleza? - perguntou a loira animada, Caith concordou com a cabeça. Quatro rosquinhas, cinco rosquinhas...
- Que tal uma biblioteca? Tem livros legais por lá. - sugeriu Justin atrás de mim, todos olharam estranho para ele. Qual é pessoal, ele é nerd, o que mais ele poderia sugerir? Ah já contei que ele, meu nerd, agora é fã de Harry Potter? Ele tem até poster no quarto; bem, graças a mim é claro. Damon beijou a bochecha da loira. Seis rosquinhas, sete rosquinhas...
- Bem melhor irmos a uma sorveteria e encher a barriga. - falou Caith. - Hi, rimou. - ela riu se apoiando no carro e Mike riu da risada dela. Ashley riu da gargalhada do meu irmão e Damon aproveitou para dar uma rápida "cheiradinha" no pescoço dela. Oito rosquinhas, nove rosquinhas...
- É, vamos pra uma sorveteria, é bom comer. - concordei com a doida que ainda não parava de rir.
- Tudo bem, vamos pra sorveteria. - Damon concordou alegre. Pera, ele passou a mão perto do traseiro dela?! Dez rosquinhas, onze rosquinhas, Doze rosquinhas... - Eu dirijo!
- Uma pinóia! - reclamou Mike. Ele passou os olhos por todo o grupo e os parou justamente em mim, em seguida, riu nervoso largando a loira devagar e sem jeito. Adoro o jeito como intimido as pessoas sem precisar fazer esforço. Mas eu ainda quero chutar o traseiro dele, quero muito mesmo.
- A Caith é quem vai dirigir. - falei um pouco mais alto.
- Mas ela já dirigiu, abelha. Não é justo! - reclamou a loira, cruzando os braços.
- Tudo bem, tenho uma solução muito eficaz e adulta. - Mike fez pose. Olhou para todos nós, fazendo o seu tão conhecido - e chato - suspense. - Pedra, papel e tesoura.
[...]
- Pare de tentar roubar o meu sorvete, Caith! - reclamei enquanto ela ria. Ainda ria.
- Ainda acho que deveríamos ter ido á biblioteca. - disse Justin, nerdeando. - Tem mais coisa pra se aprender do que se imagina. Ainda me sinto um completo burro em várias áreas da...
- Qual é, Justin! Não acha que estudar demais vai te deixar doidão? Lelé da cuca? - perguntou Damon.
- Porque doidão? - questionou meu nerd confuso: aquela carinha de quem não entendia nada era perfeitamente fofa.
- Ele é responsável e maduro, é diferente. - defendeu Mike.
- Maduro? Olha quem fala! O rei do pedra, papel e tesoura. - ironizou Damon. Caitlin riu mais ainda. - Verdade Mike, você é com certeza, o mais maduro entre nós. - pus a mão na boca enquanto ria, ou acha mesmo que vou cuspir o sorvete da minha boca? Mas nem morta! Isso é desperdício, e ainda mais quando é meu sabor preferido, napolitano com pedaços grandões de chocolate, caldas de quase todos os sabores, M&M e pedacinhos de biscoito. Minha taça de sorvete era a maior e a mais cheia da mesa: ou até mesmo da sorveteria. Sabe, o carinha do balcão ficou com os olhos arregalados quando me viu por toda aquela quantidade de coisas gostosas na minha taça. Veja o que é a inveja, você não pode ser feliz com sua comida, sempre tem alguém de olho dela. Affs. Justin ao meu lado arrumou o óculo com o dedo indicador. Com a outra mão, fez um carinho em minha perna, fiz o mesmo com ele com a mão que estava livre. Ainda bem que somos os únicos nesse lado da mesa, assim ninguém vai ver essa nossa safadeza.
- Vou chutar a sua cara. - ameaçou Mike.
- Tenho pena dos seus pacientes. Você devia ser Psiquiatra isso sim. - continuou Damon, Caitlin continuou rindo e Ashley a acompanhou nas risadas.
- Ele pode ser um bom profissional se quiser, não é porque ele é doido que não possa conseguir ser um bom Psicólogo. - disse Justin inocente. Dei uma gargalhada alta junto as meninas e Damon.
- Cara, você é demais! - dizia Damon entre muitas risadas. Justin ainda não conseguiu entender e nos olhava a procura de resposta.
- Você quer me ajudar ou acabar comigo? Eu não sou doido! - reclamou Mike. Justin pareceu finalmente entender e riu junto com o resto da mesa. Continuei meus carinhos na perna de Justin, enquanto ele se curvava levemente pra frente para tomar um pouco mais do seu sorvete de chocolate.
- Você é doido sim. Foi o único garoto até hoje que usou roupa de abelha no dia das bruxas. - falei sapeca - já que ele não queria que ninguém soubesse - e como eu já esperava, meu irmão parecia um pimentão de tão vermelho que estava; não sei se era de raiva ou de vergonha, mas ainda acho que pode ser os dois juntos. Caitlin ria tanto, que até caiu da cadeira: mesmo no chão a doida continuou rindo e Mike tentou ajudá-la a levantar, ainda irritadinho. Aproveitei que estavam todos distraídos e dei uma apertada gostosa do membro do meu namorado. Ele arregalou os olhos, e eu ri da cara de indignado que fez quando tirei minha mão dali. Então você gostou né, safadinho?
- Eu ainda quero saber o que houve com aquela desgliterizada da Angelina. - disse Ashley de repente. Dei outra colherada, ainda lembrando da carinha de Justin quando parei de acariciá-lo por cima da calça.
- Pensei que não gostasse dela, querida.
- Eu não gostava e ainda não gosto, só estou curiosa mesmo. - a loira deu de ombros. - Será que toda pessoa que é desgliterizada como ela, vai morrer assim? - perguntou a loira e ri de sua inocência.
- Não querida, só as que merecem. - respondi sorrindo. Mike me olhou estranho e não entendi porque fez isso. - O que foi? Eu não gosto que me olhe assim.
- Você está feliz por ela ter morrido? - perguntou ele.
- Não diria feliz, mas ela era cruel. E você sabe muito bem, Angelina não era um anjo, ela já fez coisas muito ruins. Você estava lá quando ela tentou jogou um garoto escada a baixo, porque ele recusou sair com ela; você estava lá quando ela tentou falar mal de mim para todo o campus, estava lá quando ela tentou incendiar minha mochila com a Amora dentro dela. E não foi a primeira vez que ela tentou machucar a Amora ou algum de nós. - argumentei levando uma colherada de sorvete a boca. - E para ser sincera, sim, estou feliz que ela está morta; poderemos seguir nossas vidas de forma tranquila sem ter medo do que ela possa fazer em seguida.
- Nisso ela tem razão. - concordou Ash e Caitlin também afirmou com a cabeça. - Ela era má, assustava as pessoas.
- É verdade, se ela sozinha já era assustadora, imagine-a com Emília. Eu vi quando ela matou um gato afogado perto do lago; foi terrível. - comentou Caitlin.
- E porque você não tentou denunciar aquela garota? - perguntou Justin.
- Pelo mesmo motivo que ninguém fez nada para impedi-la. Ela era rica, tinha um nome influente e...
- Então porque ninguém sabia que era ela quem tinha sido assassinada? - perguntou Damon a Mike, interrompendo-o no meio de sua explicação.
- Você sabe que ninguém gostava daquela garota. Acha mesmo que alguém perderia seu tempo dizendo quem ela era e como se comportava na faculdade? Os únicos que podem ter dado alguma informação os policiais podem ser  Luke, Emília e Rick. - respondeu meu irmão. É, até que fazia sentido. Peguei minha taça e me arrumei melhor na cadeira, apoiando minha cabeça no ombro de Justin. Logo ele tinha um dos braços em volta do meu corpo, e fazia um carinho na minha pele com a mão livre.
- Acho melhor mudarmos de assunto ou vocês querem que eu vomite aqui mesmo? Não é legal desperdiçar coisas, principalmente quando o assunto é comida. - falei um pouquinho alto e eles riram.
- Certo, porque não falamos sobre livros? Encontrei um bem legal, são curiosidades sobre o universo. - falou Justin alegre. Ri comendo mais um pouquinho; ele era tão fofo quando nerdeava.
- Ah não, por favor não! - reclamou Damon.
- Bem, eu li que a via láctea... - Justin começou com seu discurso.
- Alguém atire em mim, por favor! - Justin fez uma carinha brava quando Dam voltou a reclamar com os braços erguidos. Depois ele continuou com a sua nerditude muito mordível. Ah, por falar em mordível, acho que vou pegar mais comida.

NOTAS FINAIS
Oie gente! Voltei, depois de um tempão mais voltei. Hehehe, ainda acho que peguei um pouco pesado nesse cap, já metei alguém e a fic nem começou direito, hihi. Quase que o Jubs não nerdeava nesse cap, né? No próximo ele vai aparecer mais, prometo. Quem ai viu ATM? Quase tive um ataque cardíaco, o Jubs com essa safadeza toda. Aí eu penso, se ele fizer o clipe de PYD o youtube não vai permitir que menores de 18 assistam haha. Ah, mudei a capa da fic, depois deem uma olhadinha e me digam o que acharam, ok? Espero que vocês tenham gostado do cap, fiz com muito carinho para vocês minhas doritas lindonas e salgadonas como um nacho hihi. Beeeeijocas pra vocês :D
Roupa da Caith: http://data2.whicdn.com/images/85824583/large.jpg
Roupa da Ash: http://data3.whicdn.com/images/85787217/large.jpg
Roupa da Anna: http://data1.whicdn.com/images/87560570/large.jpg

17 de nov de 2013

My Dear Nerd - Heart by Heart - Capítulo 1 - Ano de Faculdade

POV ANNA
     Mordi um Doritos, anotando tudo o que podia; o professor falava muito rápido. Bem, devem estar se perguntando o que está havendo; e calma, eu vou explicar. Quatro anos tinham se passado desde que Justin voltou pra mim. Terminamos a escola e agora estávamos fazendo faculdade na Califórnia, Estados Unidos; era incrível. Damon e Ashley estavam namorando, pois é, não pude impedir, ela acabou aceitando e beijando ele antes que meu pé acertasse o seu traseiro gordo. Justin tentou me impedir, mas não deu muito certo. Ele voltou com o traseiro dolorido para casa, e mesmo feliz por ter batido nele, fiquei muito preocupada pela minha loira. Isso aconteceu na festa de natal, quando meu nerd me surpreendeu com a notícia de que tinha desistido. Bem, ele tinha "desistido" apenas por aquele instante, bem, ele conversou com o tal Scooter, e se ele quisesse, depois da faculdade, Justin poderia começar sua carreira musical: ele tinha aceito a proposta, e nada poderia me deixar mais feliz do que saber daquilo. Meu nerd, me prometeu que me levaria junto, que fazia questão que o acompanhasse em cada etapa da futura carreia, e não pude negar seu pedido; e também nem queria.
      As únicas brigas que tive com meu nerd - se é que posso chamar aquilo de brigas - eram por comida, - ou seja, quando ele comia e não me chamava, quando não me deixava comer algo legal porque era muito gorduroso e blábláblá, sabe, nerdeando pela minha saúde - mas sempre fazíamos as pazes duas horas depois, com beijos e carinhos. Ele continua o mesmo garoto apertável e mordível de sempre. É claro, com algumas mudanças: ele aparou um pouco mais o cabelo, deixando seu rosto um pouco mais visível, a armação de seu óculos era um pouco menor, e ele tinha ganhado alguns músculos; nada exagerado é claro. Sua voz tinha engrossado um pouco, agora, estava mais rouca e sexy.  Mas continuava com uma carinha de bebê.
     Ashley e Damon - vou chutar o traseiro dele novamente - cursavam a faculdade com a gente - o que era bom, assim, eu poderia vigiá-los mais de perto - e eram modelos fotográficos em horas vagas. Um olheiro os viu e no mesmo instante eles tinham um emprego garantido. Fiquei feliz por eles, mas era uma pena que eu não podia estar lá sempre; vai que Damon tente bolinar minha loira? E por falar na loirinha, ela fazia a faculdade de moda - bem óbvio, né? - e Damon cursava artes cênicas, era seu sonho ser um grande ator.
      No meio disso tudo, conheci uma garota chamada Caitlin Beadles, ela era uma fofa! Contou que estudou comigo durante o fundamental e médio, mas nunca nos falamos. Fiquei triste por isso, afinal, ela era muito divertida e amiga, sem falar, é claro, que essa amizade rendeu cenas de ciúmes de uma loira doida. Bem, ela ainda tem ciúmes quando estou com a Caith, mas é altamente engraçada a carinha e o biquinho que ela faz. Caitlin cursava a mesma faculdade que eu, e era modelo fotográfica profissional.
     Meu irmão, aquele bobão, também estudava na mesma faculdade que eu e meus amigos. Ele fazia Psicologia, e não aguentei de tanto rir quando ouvi aquilo. Mas era verdade, ele não estava brincando, e meu queixo quase caiu, enquanto ele sorria vitorioso. Quando cheguei ao campus, vi um Mike totalmente diferente - ou quase totalmente - do que conhecia. Estava mais maduro e responsável, além de muito bonito. Ainda não tinha namorada, e agradeci por isso. Era menos uma pra chutar o traseiro.
     Bem, agora, falando de mim; eu cursava a faculdade de Artes. É eu gostava, e não, eu não quero ser professora de Artes, não tenho a menor paciência. Mas era bom conhecer todo um mundo novo, saber como o pessoal de mil novecentos e bolinha pensava e vivia e... AH! Era muito bom! Apesar de, claro, meu maior sonho ser abrir um restaurante que ficará muito famoso. E era por conta disso, que resolvi abrir mão dos meus dias de sábado para um curso de gastronomia, para aprimorar meu talento - digo mesmo, sou boa no que faço, nem me olhe assim - e realizar meu sonho. Depois da faculdade de Artes, cursaria gastronomia, só para aprimorar um pouco mais meus conhecimentos. Bem, devem estar se perguntando porque eu não fiz Gastronomia primeiro;... Bem, na verdade, nem eu sei ao certo.
      E meu nerd amado, estava mais nerd do que nunca. Nerdeava quase o tempo todo o que deixava Damon de cabelos em pé. Mas qual é, era até fofinho ele nerdeando... poxa! Ele ganhou uma bolsa e cursava Música. Continuava sendo o mesmo doce de pessoa de antes, e mesmo com tanto tempo de namoro, o romance ainda estava no ar. Para ele, era crucial demonstrar afeto, carinho e proteção, ser romântico e outras coisinhas. Por várias vezes, comprou roupas íntimas para mim, me surpreendeu com jantares, e camas cobertas de pétalas de rosas para manter o amor vivo, apimentar a relação. Eu adorava quando chegava da faculdade e tinha uma cama cheia de rosas e, na cômoda ao lado da cama, comida a vontade, tipo, morangos cobertos com chocolate, batatas onduladas, nachos com molho e tantas outras coisas gostosas. Se bem que, eu não prestava muita atenção nas rosas quando percebia que tinha comida no recinto. Sorri ao lembrar.
- Eu já disse pra você parar de ficar no mundo da lua e admirar minha beleza linda. O que há com você? - alguém estralou os dedos na frente do meu rosto, e quando focalizei o rosto da criatura, vi uma loira ficar de braços cruzados e com uma carinha de má. Foi quando percebi que a aula - e infelizmente meu Doritos - tinha acabado.
- Oi, meu dia foi ótimo, aprendi muitas coisas novas e você? - ironizei, mas ela continuou bravinha. É TPM ou o que? Ah, essa é ela, sendo ela mesma. - Oi Ash, sua beleza está linda, como foi o dia?
- Sério que minha beleza tá linda? Brigadinha, mas não precisava dizer! - falou contente, e eu ri, como sempre fazia. Ela ainda está sem um pedaço do cérebro. - Meu dia foi ótimo, aprendi coisas bem legais e minha professora tem bom gosto para roupas. - quase deu pulinhos de alegria. - Estava falando isso, neste instante, com o Dam. - depois disso, foi que notei a presença de Damon encostado no capô do carro. Sempre que o via, tinha vontade de lhe chutar o traseiro, mas me segurei um pouquinho: ele tava com Ruffles Cebola e Salça.
- Esse é pra você. - estendeu o pacote - grande, vale lembrar - na minha direção.
- Não pode me comprar com comida. - falei. Olhei para o pacote mais uma vez. - Mentira, pode sim. - puxei o saco de suas mãos e o abri com rapidez, ouvindo sua risada. Mas que se dane, estou com fome!
- Mas onde está o nerd? - perguntou Damon.
- Deve estar saindo da sala, porque?
- Estou muito cansado, quero ir para casa e dormir.
- E minha beleza? Não vai admirar, não? - reclamou a loira, de braços cruzados e virando-se para ele. Damon riu beijando a ponta do seu nariz. Acho que ele perdeu a noção do perigo.
- É claro que sim, minha gatinha. - ela sorriu e deu um beijo nele... OI?
- Epa, epa epa! Tudo bem essa coisa de vocês namorarem, mas nada haver essa história de ficar se beijando. - reclamei puxando a loira para perto de mim e longe dele.
- Você é a melhor amiga mais ciumenta que já vi. Tem muito de mim pra você, flor. - ela sorriu beijando minha bochecha, enquanto meu mordia meu Ruffles, emburrada. - Mas que demora desse pessoal, que danado estão fazendo?!
- Estamos esperando há muito tempo? - perguntei.
- Sei lá, talvez uns 60 segundos ou mais. - deu de ombros, flertando com meu pacotinho de comida. Me afastei um pouco, arrumando a bolsa ao ombro e mordendo outro Ruffles Cebola e Salsa. Avistei Caith ao longe. Ela caminhava junto a Mike, que também vinha em nossa direção. Ao meu lado, ouvi Ashley resmungar baixo. E dizendo que eu que era a ciumenta; pensei. Quando estavam perto o suficiente, abracei-a e assim que nos soltamos ela riu. Minha boca tava suja?
- Pensei que sua comida tinha acabado. - começou ela.
- E acabou. Damon acabou de me dar esse pacotinho aqui.
- Eu não te vi a aula inteira. Me perdi de você no corredor e depois não te vi mais. Onde estava?
- Eu sentei na frente, no canto esquerdo, perto da janela. O que achou da aula?
- Muito divertida, eu adoro aquele professor ele é muito engraçado.
- Menos a piada do "pavê", tipo, é uma comida gostosa, mas a piada é pra lascar a batata listrada.
- Batata listrada? - ela riu, balançando a cabeça negativamente.
- Eu também tenho um professor legal, e ele nem conta essa piada do pavê. - disse a loira de repente, e nós a encaramos confusas. - Tipo, minha roupa está linda, não é? Fui eu mesma quem fez. - continuou falando. Ciumenta.
- Você tem alguma coisa pra fazer agora, Caith?
- Na verdade, eu tenho que organizar algumas coisas. A minha colega de quarto tem um cheiro horrível, se posso chamar aquilo de "cheiro". Ela é muito suja!
- Porque não fala com a diretora sobre isso?
- Eu já falei, mas ela disse que não pode me mudar de quarto, e a única maneira de ficar longe daquela garota é sair dali. Vou procurar uma casa para morar. - resmungou ela.
- Você pode vir morar com a gente.
- OI? - Ashley desistiu de tentar roubar minha comida assim que ouviu que... OI? Roubar minha comida?
- Não quero incomodar ninguém, mas obrigada mesmo assim. - sorriu gentil e sincera.
- Como assim? Não vai incomodar ninguém, todos nós gostamos de você. - falou Mike olhando bem nos olhos dela. Ainda acho que ele tá sentindo alguma coisa pela Caith, mas deixa em off. - E não vamos aceitar um não como resposta.
- Não insistam se ela disse que não quer ir. Quero dizer, a garota vai ficar toda sem graça com a gente por perto. - argumentou Ashley. Será que é só eu que acho que ela não quer que a Caitlin venha morar com a gente?
- É claro que não vai. Além do mais, vai ser divertido; ah, e não se preocupe, não tem ninguém cheirando mal por lá. - ela riu assim que terminei minha fala, mordendo outro Ruffles. Ao longe - mas não tão longe assim - vi meu nerd caminhando em nossa direção. Carregava uma mochila que parecia bem pesada e um livro na mão. Arrumou o óculo e beijou minha bochecha ao chegar a nossa roda.
- Hey, Justin, estávamos dizendo que a Caith poderia morar com a gente. O que você diz? - perguntou Mike.
- Seria um prazer, talvez você nos ajude a por um pouco de juízo na cabeça desses garotos. - respondeu educadinho, me abraçando de lado. Sem ter mais como negar, ela riu concordando em se mudar para nossa casa. Era impressão minha, ou tinha ouvido Ashley resmungar?
[...]
      Tirei as chaves da bolsa, abrindo a porta da casa. Meus amigos saiam do Ranger Rouver, carro que compramos juntos, enquanto eu entrava na sala ao som de Jason Derulo - It Girl, nos meus lindos fones de hambúrguer e batatas fritas. A primeira coisa que que ouvi foram latidos altos. ção. Ao olhar para baixo, vi cinco cachorrinhos correndo em minha volta, alegres e entusiasmados. Fiz carinho em todos e peguei minha pequena Amora nos braços. Ela era minha cadelinha linda, uma pequena e fofa Yorkshire de quatro meses de idade, e no momento, recém-chegada, já que foi o último cachorrinho a ser adotado. A medida que os outros entravam, seus respetivos cães, corriam em direção aos donos. Billy, O Buldoge Inglês, famoso por suas dobrinhas fofas, era acariciado pelo dono, Damon, deixando sua linguinha para fora. E assim fizeram os demais: Collin, o Husky Siberiano de Justin, Bruce o Pastor Alemão de Mike e Rosinha a cadelinha da loira. Sim, era uma cachorrada desgramada - ou Despipocada, como gosto de dizer - , porém era a nossa cachorrada. Nós desistimos dos nossos quartos na faculdade por preferir uma casa para nós, sabe, mais conforto e privacidade. O carro era de todos que moravam aqui, ou seja, tínhamos de dividir.
   A casa não era muito longe do campus, era um pouco simples, porém, muito confortável. Tudo bem, era difícil manter minha comida a salvo desses doidos, mas até agora, não sumiu nenhum item importante do meu armário. Enquanto subia as escadas, ainda segurando minha Amora nos braços, entrei no quarto e joguei a bolsa no chão, perto da cama. Mas que dia! Mas finjam que não perceberam que quase pulei de susto quando alguém tirou meus fones de comida dos meus ouvidos.
- Eu estava chamando você à séculos. - disse ele, percebi que Collin acompanhou-o até aqui. - Sabia que ouvir músicas no fone de ouvido, em volumes muito altos, podem prejudicar sua audição? - disse ele, nerdeando. Sorri, parando a música no celular e o deixando sobre a cama. Continuei fazendo carinhos em Amora, reclamando internamente por meu Ruffles Cebola e Salça ter acabado na metade do caminho para casa.
- Está mais bonito hoje, o que você fez? Está tão diferente. - ele riu quando tentei mudar de assunto. Cara, não dava pra competir com um nerd, ele sempre - ou quase sempre - argumenta melhor que você. Olha só a injustiça.
- O pessoal está planejando fazer uma "Hora do Pijama" - dizia ele. Collin sentou perto da porta. - E me pediram para perguntar e você faria alguma comida legal para acompanhar. - beijou a pontinha do meu nariz. Adorava quando fazia isso.
- Tenho muitas ideias legais de comida para nossa Hora do Pijama, mas alguém vai me ajudar a lavar a louça quando terminar. - abracei eu pescoço, enquanto ele fazia o mesmo com minha cintura.
- Posso ajudar a preparar se quiser. - sugeriu.
- Nada disso, moço! Pensa que eu não vi você comendo a mistura do bolo? Do meu bolo? - questionei; ele riu. Que foi? Sou ciumenta com minha comida, digo mesmo!
- Ciumenta. - me deu um selinho.
- Protetora. Isso é muito diferente. - corrigi beijando sua boca. Isso não durou muito tempo, porque o celular dele tocou. Nos separamos enquanto ele atendia a chamada. Sentei na cama, abraçando minha almofada de comidinha, e Amora apoiou a cabecinha no meu pé. Ri de sua fofura, vendo em seguida, Justin encerrar a chamada.
- O que foi? - perguntei curiosa. Ele suspirou e não desviou os olhos dos meus.
- Frad está solto.


Notas Finais:
HEEEEEEY POVO! Aqui estou eu novamente, enchendo o saco de vocês mais uma vez, hehe. Esse é o primeiro capítulo da fic, ele não é muito importante, é só, basicamente, para vocês terem uma noção de como eles estão agora e essas coisinhas. Eu resolvi por a Caitlin na fic porque eu gosto muito dela, ela é fofa e apertável. Eu vou or aqui, uma foto de como está a aparência do Jubs nessa temp, ele continua nerd, ok, só que um pouquinho mudado. Senti saudades de vocês, quem foi na Believe Tour? Se divertiram? Eu não fui :( Mas espero ir na próxima, quem sabe né? Mas como estão as minhas doritas lindas? O que acharam desse cap de início de temporada? Vou tentar caprichar pra fazer uma última temporada beeeeeem legal, hehe. Gente eu não sei a raça da cadelinha da Ash, se alguém souber, me avisem, ok? Venham conversar comigo, me dizer o que acharam, se gostaram ou não, e se tem um nome de comidinha fofinho pra cadelinha da Anna. haha  Beeeeeijocas grandonas. Briiigadinha :D

Anna...
Quarto: http://data3.whicdn.com/images/84108964/large.jpg
Mesa de pc: http://data3.whicdn.com/images/83192780/large.jpg
Roupa: http://data3.whicdn.com/images/83319997/large.jpg
Cão: http://images02.olx.com.br/ui/18/44/27/1375494945_530773727_1-filhote-de-yorkshire-CENTRO.jpg
Fones: http://1.bp.blogspot.com/-sLMdT9JP7-U/UFKGBDAslFI/AAAAAAAACV0/uxPEgfMcp-w/s1600/pedrocasmind-fones-divertidos-batata-frita-hamburger.jpg
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Almofada: http://marcozero.rec.br/wp-content/uploads/2011/06/396315_1_400.jpg
Ash...
Quarto: http://data1.whicdn.com/images/83275734/large.jpg
Roupa: http://data3.whicdn.com/images/83992506/large.jpg
Mesa de Maquiagem: http://data2.whicdn.com/images/78498028/large.png
Fones: http://3.bp.blogspot.com/-l0bwnhe9gjw/UcNdh9NTruI/AAAAAAAAD8g/MCZxprzWmLk/s1600/5.png
Cão: http://data3.whicdn.com/images/81805258/large.jpg
Justin:
Quarto: http://bonitarosa.cataaqui.com.br/wp-content/uploads/2012/12/tumblr_luq63aJG5x1r6a2n3o1_500_large.jpg
Cachorro: http://data2.whicdn.com/images/28559860/4_large.jpg
Aparência dele: http://photos.posh24.com/p/1617219/z/trendy/justin_bieber_golden_necklace.jpg
Damon...
Cão: http://data2.whicdn.com/images/81074218/large.jpg (BULDOG INGLES)
Quarto: http://data2.whicdn.com/images/83091536/large.jpg
Mike...
Quarto: http://www.home-designing.com/wp-content/uploads/2013/03/older-boys-surfing-themed-bedroom-in-earthy-colors-700x700.jpeg
Cachorro: http://www.racasdecachorros.net/wp-content/uploads/2011/09/pastor-alem%C3%A3o-7.jpg
Outros: 
Casa: http://27.media.tumblr.com/tumblr_lz9z0uHUqi1qk7mgfo1_500.jpg
Sala da casa: http://data2.whicdn.com/images/83244725/large.jpg

15 de nov de 2013

My Dear Nerd - Heart by Heart

Sinopse:
 Existem dois fatos incontestáveis na vida deles. 
O primeiro era que os tempos não eram fáceis, e tudo parecia desmoronar sobre suas cabeças. Pessoas demais estavam envolvidas, segredos do passado estavam aos poucos sendo revelados e coisas sinistras estavam acontecendo por todos os lados. 
O segundo fato incontestável era que, apesar de tudo, ele sempre voltaria a amá-la por infinitas vezes, não importasse o que acontecesse. E que ela sempre iria lutar por ele. Sempre. 
"E você conhece meu coração de cór." - Demi Lovato
Iniciado em: 15/11/2013
Categorias: Justin Bieber
Personagens: Justin Bieber, Anna Mel, Ash Benzo, Damon Salvatore, Mike Montês, Caitlin Beadles
Tags: Romance, Drama, Mistério 
Gêneros: Romance e Novela, Violência, Drama, Mistério, Saga, Comédia
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
                            NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS

"Oi oi gente. Aqui estou com a minha nova fic, a última temporada de My Dear Nerd. Essa é só uma apresentação, logo postarei o primeiro cap da fic e espero de verdade que gostem bastante. Eu fiz a capa, então perdão se estiver ruim, ok? Vou providenciar uma capa mais decente em breve. Muitos beijos e até logo :D

30 de out de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 51 - Epílogo

POV ANNA
24 de Dezembro de 2010
     Respirei fundo, anotando o último ingrediente. O programa de culinária estava muito bom hoje, era sobre comidas para o dia de natal. A essas horas, Mike, muito provavelmente, estaria se preparando para a festa de natal da escola, seu par era Debby. Eu não gostava muito dela, mas, não queria interferir. Ele estava feliz, então era o que bastava. Quase um mês depois da partida de Justin, as coisas pareciam ter mudado drasticamente, e ao mesmo tempo, não tinham mudado quase nada. Não sei, até hoje, como não engordei, já que assim que ele partiu, comi tanto, mas tanto, que deveria ter ficado uma verdadeira baleia. Eu tinha mentido para Justin quando disse que meus parentes iriam vir para cá este ano. Eu só não queria que ele pensasse que eu ficaria em casa, porque ele não iria comigo, se bem que essa era a verdade. Ainda era recente para mim, meu amor por ele ainda permanecia vivo e forte, e parecia que sem ele, nada era bom. Já tentei me divertir, admito. E admito também que não obtive sucesso. Comecei a frequentar um pouco mais minha antiga casa, e vi minha mãe por algumas vezes. Trocamos olhares, porém, nenhuma palavra. Mike parecia estar namorando com Debby, é, por incrível que pareça, ele está apaixonado. Não sei o que ele viu nela, mas essa garota não me impressionou muito.  Não sabia da sua existência até ela ter um 'rolo' com Damon, e depois do interesse do meu irmão por ela, parei para observá-la melhor e saber se ele tinha bom gosto; minha conclusão era que ele continuava cego. E por falar em pessoas que se apaixonam, Ashley andava suspirando demais por meu amigo, Damon. Tá, ele era charmoso, bonitão, romântico e bom de cama, mas... Ah, qual é! Ela é minha loira, eu tenho todo o direito de interferir e chutar o traseiro do moleque. Ele a tinha convidado ao baile, iriam juntos. Eu queria muito ir, só pra vigiá-los, pra ter certeza de que não fariam nada que não deveriam. Sem falar que ele, simplesmente, queria morrer. É sério, o jeito que olhava para minha loira, como sorria e falava com ela. Se ele tentar qualquer coisinha, eu chuto o traseiro.
     Sentia uma falta absurda do meu nerd. Eu me perguntava todos os dias se ele ainda se lembrava de mim, de como estava, se seguia todas as regrinhas do livro de receitas com seriedade, se comia direito, se tinha encontrado alguém. Afinal, em um mês, muitas coisas podem acontecer, não é? No quarto ao lado, eu ouvia a loira fazer alguns barulhos, talvez de possíveis saltos no não. Suspirei, levando um nacho à boca. Poxa, eu poderia estar fazendo o mesmo, mas estou aqui, incrivelmente sem ninguém para me acompanhar ao baile. Pensei, comendo outro nacho. A questão não era ter um par, e sim, ser a pessoa que eu realmente queria que estivesse comigo lá. É claro que depois que Justin foi embora, muitos garotos se aproximaram de mim, me convidaram: minha resposta era sempre não. Por um tempo tive esperanças de que ele voltaria, mas, depois de uma semana, tudo isso morreu. Era difícil admitir, mas era o fim de tudo que tivemos e que, de agora em diante teria de seguir minha vida sem ele.
- Abre a porta. - gritou alguém do outro da porta. Abaixei um pouco do volume da tv, agradecendo por a luz do quarto estar apagada. Vai que ela pense que estou dormindo? Assim ela não me enche os ouvidos e posso ficar aqui. Não faz mal ter seu momento de depressão, não é? - Eu sei que você tá acordada Abelha, eu ouvi o som da tv. - insistiu dando leves batidas na porta. Permaneci calada, pedindo mentalmente que ela desistisse. - Você está assistindo ao Culinária Gostosa, abre logo isso. - continuou ela. Bufei. Ela tinha mencionado o nome do programa de culinária, ela sabia que estava acordada. Mas não me rendi. Se ela acha que pode me fazer sair daqui, está muito enganada. - Olha, eu só vim avisar que tem Panetoni na cozinha. E eu trouxe um pouco pra você.
- É? Cadê, eu quero, eu quero! - abri a porta apressada, sentindo meu dedinho do pé doer. É, eu saí tropeçando em tudo, e quanto digo tudo, é tudo mesmo. Olhei para ela, e me arrependi no mesmo instante de acreditar que ela tinha trazido comida.
- AHÁ! Eu sabia que você tava aí. - vibrou vitoriosa. Bufei, cruzando os braços depois e coçar os olhos. - A senhorita ia me deixar chamar ali, até mofar? Sabia que minha beleza poderia cansar? Isso não se faz não! E é tão malvada, que nem me elogiou hoje. - reclamou no final, cruzando os braços abaixo dos seios. Parei para observá-la. Seus cabelos estavam perfeitamente presos e brilhosos - mais do que normalmente - o vestido rosa - ou era vermelho? - dava a ela uma silhueta perfeita, o decote era sexy, mas não vulgar - levou um ponto por isso - usava brincos de argola e uma maquiagem suave. Na boca, um batom rosa. Linda, ela estava linda.
- Ual, Ashley! Você está deslumbrante! - exclamei a admirando de olhos arregalados. Ela sorriu agradecida.
- Brigadinha, eu sei que estou arrasando, mamãe me ajudou com o penteado; já que a senhorita, estava ocupada demais se entupindo de Doritos. - pôs as mãos na cintura. - E porque ainda não está pronta? Hum?
- Pronta para que?
- Ainda pergunta? Para o baile de natal da escola. - falou como se fosse óbvio, fazendo gestos com a mão. É claro que eu sabia do que ela estava falando, só queria adiar uma mentira cabeluda.
- Ah, é.
- Vou esperar você para irmos juntas.
- Eu não vou ao baile, Ashley.
- Como assim, não vai? Quase todos os meninos da escola convidaram você, como pode não ter um par? - perguntou curiosa. Suspirei.
- Recusei todos os pedidos. Eu já disse a você um milhão de vezes que não quero ir. Vou ficar em casa, e comemorar com seus pais...
- Ah, mas não vai mesmo! Você vai sim senhora, e pode começar a se arrumar já!
- Ma-mais... - tentei falar enquanto ela me empurrava para dentro do quarto.
- Nem mais um pio! Você vai tomar um bom banho, e vai fazer isso agora. Vou trazer sua roupa...
- Como é que é? Você comprou um vestido pra mim?
- É claro! Achou que eu iria deixar minha melhor amiga passar a noite inteira comendo e engordando, enquanto pode estar se divertindo e admirando minha beleza?
- Mas eu não vou, não quero ir.
- Não, eu me recuso! Me recuso a deixar você aqui.
- Mas não tenho par.
- Isso nós vemos depois. Agora, vou dar dez minutos para um banho e mais dez para se arrumar, Damon vai chegar em alguns minutos. - depois disso, saiu do quarto, fechado a porta, deixando que apenas a luz da tv iluminasse o cômodo. Eu não queria ir, mas, se a desobedecesse, perderia o traseiro. É melhor não me arriscar. Foi o que pensei antes de me direcionar ao banheiro. Aí vida.
[...]
- Já terminou? - perguntei mais uma vez.
- Está quase. - respondeu concentrada em seu trabalho. Arrumou uma coisinha ali, outra aqui, e mais um bocadinho acolá. Ela me olhou de cima a baixo e sorriu satisfeita. - Agora sim. Pode ver como está, veja que Abelha linda que é você. - disse sorridente. Me virei lentamente para o espelho e me surpreendi com o resultado. Ela tinha mais do que razão. Estava absolutamente linda! Os cabelos presos para trás em um coque bem arrumado - tão arrumando, que nenhum fio estava fora do lugar - os brincos grandes e brilhantes. O vestido vermelho sangue com detalhes, uma pulseira linda em um dos braços. A maquiagem perfeita, destacava meus olhos verdes e, um batom de um vermelho muito forte na boca. Nem eu me reconheceria.
- Ual. - falei admirada com o resultado.
- Verdade, ual. Sei que fiz um bom trabalho, mas só ressaltei o que você tem de belo. - ela falou. Sorri sem jeito. - Ah, qual é abelha! Uma pessoa linda como eu, só pode ter uma melhor amiga igualmente linda. Tá achando, o que? Eu posso, querida. - ri quando ela voltou ao normal.
- Mas e o meu par? Ou você esqueceu que só pode entrar acompanhado? - perguntei rindo levemente. Só ela pra me fazer rir assim.
- Seu parceiro está esperando por você lá embaixo. - piscou para mim.
- Você preparou tudo? - perguntei curiosa e surpresa.
- De nada, pessoa que me ama. - ela sorriu sapeca me segurando pela mão, andando comigo assim até as escadas. Admito que no começo, tive a pequena esperança de que quando chegasse a sala, encontraria o meu nerd, lindo em uma roupa de festa. Mas não foi bem o que encontrei, mesmo vendo dois lindos rapazes parados, de mãos nos bolsos, ao pé da escada.
- Minha nossa, vocês estão absolutamente deslumbrantes! - exclamou Damon. Ele obviamente não tirava os olhos da loira, que fazia o mesmo que ele. Assim que descemos as escadas, ele segurou sua mão e deixou um pequeno beijinho sobre ela sem tirar os olhos de Ashley. Acho que foi por isso que ela pôs esse vestido em mim: assim não poderia chutar o traseiro dele.
- Você está lindíssima. - olhei para frente, vendo meu irmão, lindo como nunca, um largo sorriso no rosto. Ué, ele não estava com a Debby?
- Obrigada. - sorri. - Você também está muito bonito, mas eu pensei que estivesse com a sua namorada. Onde ela está? - perguntei. Ele riu.
- Irei encontrá-la na festa.
- E porque não vai com ela?
- Porque não posso deixar minha irmã sem um par adequado, não acha? - sorriu galante. - Ou achou que eu permitiria que esse idiota levasse você? Iria ficar se gabando o tempo todo, dizendo o quão "gostoso" é... - fez aspas com as mãos e uma careta; eu ri - ... por ser o par de duas lindas garotas.
- E pode um garoto levar duas garotas ao mesmo tempo? - perguntei curiosa.
- Eu sou gostoso, Mike. E não preciso ficar me gabando, minha gostosura fala por si. - respondeu Damon. Mike revirou os olhos.
- Além do mais, eu tenho certeza que ele ia abusar de você. - continuou meu irmão.
- Eu quero abusar é outra pessoa. - resmungou o meu amigo, baixinho.
- Espero que esteja falando do zelador, porque se for quem estou pensando... - não precisei encerrar a frase para que ele ficasse nervoso ao perceber que tinha escutado.
- Vamos tirar a foto, antes que vocês se matem? - perguntou a mãe de Ashley. Mike e a loira riram, enquanto nos posicionávamos para a foto. Cuidado com o se traseiro, Damon. Estou bem pertinho de você.
[...]
- Obrigada. - falei depois de alguns minutos. Tínhamos chegado à alguns minutos, e estava dançando uma música lenta com meu irmão. Ele sorriu confuso.
- Porque?
- Ué, por tudo. Mesmo sendo um idiota, um bobo completo, mesmo roubando minha comida e reclamando de tudo....
- Tudo bem, agora pode ir para a parte do elogio. - interrompeu ele. Ri com isso. Viu como ele é chato?
- Mas você é incrível. Não pensei que pudesse fazer isso por mim, quero dizer, largar sua namorada pra ficar comigo.
- Na verdade, ela não é minha namorada.
- Como assim? Pensei que gostasse dela.
- E gosto. - retrucou ele. - Mas, eu não quero alguém superficial, e infelizmente ela é assim. Debby escuta muito o que as amigas dizem, e simplesmente não gosto. Não quero uma garota que se comporte como uma vadia, mas não sei como dizer a ela que não estou mais interessado. Quero uma garota como você.
- Como eu? Nossa, espera, você está doente? - brinquei passando a mão em sua testa, ele riu. - Porque como eu?
- Por que além de linda, é inteligente, educada, carinhosa. E cozinha muito bem. - sorri convencida. - Eu não devia ter feito isso, agora você vai ficar se achando pro resto da vida. Se falar que disse isso a alguém, eu roubo toda a sua comida. - ameaçou no final.
- Eu também te amo, idiota. - ri, deixando um beijo em sua bochecha depois de abraçá-lo. - Mas acho que deve falar com a garota, ou simplesmente aproveitar a noite. Ficarei bem.
- Promete?
- Prometo. - assenti. Ele me abraçou mais uma vez. Nos afastamos juntos da pista de dança, onde Ashley e Damon dançavam, e Mike caminhou rumo a sua garota. Suspirei.
- Você quer dançar? - perguntou um garoto parando a minha frente.
- Não, obrigada. - neguei saindo rápido dali. Passei pelas pessoas, saindo do salão. Lá estava eu, novamente no jardim da escola. Andando pelo caminho de pedras. Ainda podia ouvir a música de onde estava, e para ali, olhando para o céu, pensei em Justin. Como eu queria que ele estivesse aqui.
- Já disse o quanto está linda? - virei lentamente, logo reconhecendo o dono da voz. Lá estava ele. Parado a minha frente, vestindo trajes de gala, uma das mãos no bolso. Um sorriso brincava em seu rosto, enquanto, com a outra mão, ele arrumava o óculo. Não consegui esconder minha surpresa. Acho que se poderia ouvir o bater do meu coração à quilômetros de distância.
- Justin? - perguntei ainda surpresa - felizmente surpresa - vendo que ele dava passos calmos até mim.
- O próprio. - respondeu em um sorriso parando a minha frente. Não sabia o que fazer ou dizer, mas, era verdade que estava mais do que feliz por vê-lo novamente.
- O que está fazendo aqui? Pensei que estivesse em Atlânta, o que... Como soube que estava aqui?
- Eu sabia que Ashley não deixaria você em casa. - sorriu fazendo um pequeno carinho em minha bochecha, mantendo a pequena distância que havia entre nós. - Mas eu não poderia deixar a mulher que amo, sozinha nesse dia tão especial. - um pequeno sorriso surgiu em minha face. A música mudou lá dentro. Logo reconheci a melodia e a voz. Meu sorriso cresceu ainda mais. Ele se aproximou e pegou gentilmente em minha cintura. Apoiei minhas nãos em seus ombros. - Vamos dançar.
Ouçam - novamente - Jason Derulo - What If
- Mas que coincidência maravilhosa, não é? A nossa música. - comentou ele. A troca de olhares era intensa. Eu tinha uma vontade incontrolável de beijá-lo.
- Você está lindo. - elogiei.
- Não tanto quanto você, é claro. - sorri em meio a dança lenta.
- Não acredito que está aqui. É maravilhoso revê-lo. Eu senti tanto a sua falta. Pensei que nunca mais o veria outra vez.
- Amei você ainda mais enquanto estava longe. Eu não posso simplesmente esquecer o que sinto por você, e nem pretendo. Percebi uma coisa extremamente importante durante esse tempo em que fiquei longe.
- E o que foi? - perguntei sem parar de encarar seus olhos castanhos. Lindos olhos castanhos.
- Percebi que não daria certo. Não daria certo, sabe, simplesmente não.
- E porque não?
- Porque eu não seria feliz; não por completo. Eu percebi que amo essa cidade, amo meus amigos loucos, amo você. - uma de suas mãos largou minha cintura e fez um carinho em minha bochecha. Simplesmente amei o toque. - Eu não poderia viver longe desse lugar que tanto adoro.
- O que está querendo dizer?
- Estou dizendo que estou voltando para cá. Voltando para minha vida, para sua vida.
- Não pode fazer isso por mim...
- É claro que posso. - interrompeu. - E também é por mim. Minha mãe disse que não importa o lugar, o que realmente interessa é a felicidade. Ela perguntou se estava feliz ali, e respondi que não. E sabe o que ela respondeu?
- Disse que estava louco, cometendo um grande erro de perder essa grande oportunidade por uma garota? - arrisquei e ele riu fraquinho.
- Não. Disse que deveria correr atrás da minha verdadeira felicidade. E ela é você. Eu te amo, Anna Mel Montês. Amo do jeito que é, da ponta dos pés, até o fio dos cabelos. Você só precisa me pedir para ficar. Me peça e eu ficarei. - nossos rostos estavam tão próximos que poderia sentir seu hálito batendo contra minha pele.
- Justin...
- Me peça, Anna. Me peça pra voltar para sua vida. - sussurrou roçando nossos narizes.
- Eu quero que fique, Justin. Fique comigo, fique aqui. Eu amo você. - respondi, perdida na veracidade das minhas palavras, perdida pelo calor do momento, pelo meu amor por ele.
- Eu amo muito mais. - ele sorriu e tomou meus lábios em um beijo. Ainda ouvindo a música, a nossa música, sorri entre o beijo mais maravilhoso de todos. Estava tudo bem agora.

NOTAS FINAIS
Bem, aqui está, esse é o último cap da fic, dessa fic. Pois é, acabou ou ou ou - eco - mas eles terminaram juntos, ele desistiu da fama EBA! haha Surpreendi vocês? Espero que sim, haha. Acharam mesmo que iria desistir do meu nerd? hehe Vocês ainda vão ter muito um jujuba totoso por aqui se depender de mim. Obrigada á todos por estarem comigo, pelos que acompanharam a fic até aqui, que comentaram e me fizeram rir que nem idiota. Por todos os elogios, todos os favoritos. Sem vocês essa fic não estaria aqui, e obrigada por ler minha humilde - muito humilde mesmo - história. Vocês são incríveis, muito obrigada de verdade. Mas, eai, o que acharam? Gostaram do cap? Ficou legal? Eu não postei a roupa dos garotos porque estão todos de Smooking, então, não achei necessário, mas a roupa das garotas está aqui, e espero que gostem também. E eu sei que enche o saco sempre ouvir quase a mesma música em momentos críticos, mas ela é tema da fic, e vai aparecer assim mesmo, mas se não gostarem, podem ouvir outra música enquanto leem. Já falando da terceira temporada, estou fazendo alguns ajustes, escrevendo os capítulos; logo logo ela será postada, eu prometo. Vou atualizar esse cap com o link da fic, ok? Fiquem atentos. Enquanto isso, vou dando algumas dicas da fic, só pra ficarem curiosas, porque sou má, haha. brinks. Brigadinha por tudo minha lindas, e até a próxima temporada. Mil beijocas beijcadas pra vocês, e pra quem vai pra Believe Tour, tenham um ótimo dia/show. :3 :')
vestido da ash na festa:
http://dammit.com.br/wp-content/uploads/2013/02/ashley-benson-faviana-fashion-tips-08.jpg
vestido da anna na festa:
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28 de out de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 50 - Adeus

POV JUSTIN
Ouçam Leona Lewis - I Will Be
- Vamos querido, não podemos nos atrasar. - disse a minha mãe do andar de baixo.
- Já vou, mãe. - gritei em resposta. Arrumei o óculo no rosto com o dedo indicador e parei para observar meu quarto. Era como se todo o meu passado, estivesse voltando à tona. Todos os momentos bons e ruins, a maioria, vividos bem aqui. As noites em que passei chorando por apanhar na escola, por Anna Mel namorar Damon e não perceber o quanto eu a amava; o dia em que tentei me matar e ela salvou minha vida, mesmo depois de tudo o que a fiz sofrer; os dias em que assistíamos filmes, trocávamos carinhos e tínhamos relações. Até mesmo, do tempo livre em que aproveitávamos para ler, comer ou apenas olhar a rua através da janela. Respirei fundo, tomando coragem para andar para fora; e com uma última olhada para o cômodo onde passei grande parte da minha vida, precisei conter as lágrimas. Prometi a mim mesmo que não iria chorar; Anna tinha feito o mesmo, sabia disso. Fechei a porta e comecei a caminhar na direção das escadas. Lembrei do dia em que corri pela casa com o Doritos da minha namorada; ela berrava pela comida, enquanto eu ria como um idiota. No final, nos beijamos e dormimos abraçados.
 A cada degrau, pequenas recordações de momentos maravilhosos passavam pela minha cabeça: O dia em que Anna rolou escada a baixo quando ia a cozinha, isso claro, depois de bater o dedinho nos móveis. Já na cozinha, lembrei do dia em que ela nos fez o jantar - ao qual a loira ajudou a preparar - e nos divertimos muito com com Anna e sua crise de ciúmes, correndo atrás de Damon com uma colher de pau, depois dele tentar roubar um beijo da loira. Parei perto do balcão, e não pude conter o riso ao perceber que relembrava um dos momentos felizes que tive aqui.
- Nossa, como ela fica fofa com essa carinha de sono. - brinquei, apertando suas bochechas. Era hora do almoço. Ela movia os olhos lentamente, e comia no mesmo ritmo. Porém sempre atenta caso eu tentasse roubar a comida dela. Eu ria como um completo idiota. Aquilo era muito engraçado; e muito fofo também.
- Não tente... Não tente roubar minha... Mi-minha lasanha. - reclamou sonolenta, abraçando a comida como podia, sempre em movimentos lentos. Eu, é claro, ri do seu ato maluco, e fui acompanhado por minha mãe. 
- Porque não deixa a comida aí, e vai dormir um pouco, meu bem? - sugeriu minha mãe, sentada à nossa frente, rindo da lerdeza matinal da minha namorada. 
- Não posso. Estou com fome. - respondeu baixo e preguiçosa, dando outra garfada na lasanha. Continuei a rir dos movimentos preguiçosos que fez, até mesmo para mastigar, abrindo e fechando os olhos tão lentamente, que as vezes, tinha a impressão que tinha dormido.
         É, foi nesse dia que ela recebeu uma mensagem do Damon dizendo que a loira tinha um encontro, e ela, em segundos, perdeu toda a preguiça. Eu ri daquilo, dando uma última olhada no cômodo e tornei minha caminhada em direção à sala de estar. Era incrível que, em cada cantinho dessa casa, havia sido o cenário de momentos maravilhosos e inesquecíveis.
- Porque será que você só pensa em comida? - brinquei rindo, deixando um beijinho na ponta do nariz dela.
- Eu não penso só em comida. - justificou Anna.
- É mesmo? - continuei a perguntar brincando, vendo ela levar um bolinho de carne à boca. Eu sabia que ela estava com ciúmes da comida, com medo que roubasse, comesse e bem... Acho que sabem o restante. Afinal, estamos falando de Anna Mel Montês. Mas era tão engraçado, e ao mesmo tempo tão fofo. Adorava aquilo nela. 
- É! Por exemplo, sou completamente apaixonada pelo Johnny Depp; nos meus sonhos, eu caso com ele, tenho dezessete ou trinta pacotes de Doritos, que devoramos enquanto observamos o mar. Isso, é claro, depois do casamento. - justificou dando de ombros. Ela até que tentou não por comida no meio, mas, eu sabia que não tinha conseguido. E eu ri, na verdade, gargalhei alto; ela me olhou estranho.
- E você dizendo que não pensa em comida o tempo inteiro! - continuei a rir com as mãos na barriga, enquanto minha namorada me olhava indignada, cruzando os braços. Ri ainda mais. 
          Aquela era uma das muitas das recordações maravilhosas que tinha. Tiramos diversas fotos naquele dia, comemos como loucos e, bem, nos fornicamos, como diria a loira. Lembrava até do dia em que ela trouxe o cão da vizinha para cá, para que ninguém visse ela dando comida para o animal; um de seus experimentos culinários, é claro. Ela ficou feliz porque o cão pareceu gostar e falou disso por uma semana inteira. Teve momentos críticos, é claro, como a vez que ela saiu correndo atrás de Ashley e Damon com um taco de basebol, porque os dois armaram para ela, fingindo que tinham fornicado. Anna ficou louca, é claro, e não pensou duas vezes para chutar o traseiro do amigo: ela foi bem rápida, devo admitir. Ele nunca mais fez esse tipo de brincadeira, ficou uma semana inteira sem andar direito. Eu ria toda vez que lembrava dele choramingando de dor, apalpando o traseiro.
- Justin querido, vamos depressa. - disse mamãe, me despertando das lembranças maravilhosas. Suspirei, e tornei a andar, agora, na direção da porta. Dei uma última olhada para a casa ao qual vivi a parte mais importante da minha vida, fechei a porta e a tranquei. Quando virei, vi minha mãe pondo as malas dentro do porta malas do táxi. Anna sorria fraco para mim, Ashley estava abraçada a Damon e também sorria, mesmo que triste. Ele acenou com a cabeça. Mike, fazia um leve carinho no braço da irmã e parecia não saber se sorria ou se ficava calado. Quando estava perto o suficiente de Anna, a abracei e beijei sua testa. Segurei seu rosto com as duas mãos e beijei sua boca, um selinho levemente demorado. Ela era a melhor coisa que tinha; e já estava perdendo.
- Vai ficar tudo bem, prometo. - disse Anna, em um leve suspiro.
[...]
POV ANNA
Observei Pattie ao longe, enquanto ela fazia os últimos ajustes para a viagem. Como eu estava? Terrivelmente triste. Nem toda comida do mundo me deixava mais feliz, ou me fazia esquecer um pouco que ele ia embora. Eu aproveitava cada momento que tinha ao seu lado, para guardar na memória todo pequeno detalhe daquele garoto nerd. Ele me abraçava apertado, a cabeça na curvatura do meu pescoço. Ashley estava sentada em um dos bancos do aeroporto, e Damon ao seu lado. Permaneci cadala a maior parte do tempo. Não sabia o que dizer ou fazer. Era verdade que eu não queria que ele fosse; mas isso seria tão absurdamente egoísta que... Droga! Eu odeio esse pequeno fato de que em algumas horas, terei de esquecer tudo isso, de que terei de seguir em frente sem ele e ele sem mim. Parecia até mentira, mas infelizmente não era. Queria que fosse um sonho ruim e quando acordasse e fosse para a escola, o encontrasse sorrindo para mim perto do seu armário.
   O relógio também estava brincando comigo, porque a hora parecia correr, só pra ele ir embora mais rápido. Queria muito pedir pra ele não ir, eu realmente não queria de forma alguma que ele fosse embora. Mas eu não conseguia fazê-lo; não tinha coragem de pedir que ele ficasse, mesmo me doendo profundamente a sua partida. Mas agora já era tarde demais, eu sabia disso.
- Pronto, querido. Eu já fiz os últimos ajustes para a viagem. Em alguns minutos chamarão o nosso voo. - comentou Pattie ao chegar perto de nós. Ele afirmou com a cabeça, sem dizer uma palavra sequer. - Vou ali comprar uma rosquinha e café, alguém quer? Qual sabor de rosquinha você prefere, Anna Mel, querida? Talvez tenha a de...
- Eu não quero. Muito obrigada, mas estou sem fome. - neguei com um sorriso amarelo. Ela parecia não acreditar no que tinha ouvido, mas não insistiu. Justin me abraçou um pouco mais forte, enquanto via a mãe andando para longe de nós. Acreditem ou não: Não estava com a mínima vontade de comer.
- Tem certeza de que não quer nada? Você deve estar com fome. - Justin falou baixo em meu ouvido. Neguei, apoiando a cabeça na curva do seu ombro.
- Mas eu quero. Estou morrendo de fome, Jujubona. - comentou Ash, passando a mão na barriga. Eu não tinha visto, mas não era necessário; conhecia muito bem aquela loira desajuizada.
- Então tente alcançar minha mãe, ela pode pegar alguma coisa pra você. - respondeu o nerd. Ouvi os passos da loira ficarem apressados; ela caminhava para longe de nós.
- Espere, eu vou com você. - dessa vez, foi a vez de Damon falar, correndo atrás da loira. Em tempos normais, eu iria até ele e lhe chutaria o traseiro. Mas não tinha forças nem para virar a cabeça e encará-lo. Não era um dia bom para aquilo. Quero dizer, Justin estava indo embora, e me preocupar em chutar o traseiro do meu amigo não tinha cabimento.
- Não vai querer chutar o traseiro dele? Ainda tem tempo. - comentou baixinho.
- Hoje não. Não quero perder nenhum segundo do meu tempo com você. - respondi. Ele não me respondeu, e por um momento, foi assim que ficamos. Estávamos sozinhos, por assim dizer, abraçados em pé, em um aeroporto, há poucos momentos da decolagem dele.
- Ainda há tempo.
- Tempo de quê?
- Sabe do que estou falando. Eu quero ir, mas não sem você. - respondeu. Suspirei baixo, sem tirar minha cabeça da curva do seu pescoço.
- Não comece com isso, por favor.
- Então você quer que eu vá embora?
- É claro que não.
- E então?
- É egoísta.
- Você poderia parar de falar isso? Eu não ligo para nada disso, pode ser sim, que eu queira uma vida melhor, em questões financeiras, mas, não vai ser a mesma coisa. Não quero perder você.
- Não vai me perder.
- É claro que vou. Porque quando eu entrar naquele avião, não seremos mais namorados. Eu não quero me despedir de você.
- Eu muito menos. Não pense que não dói ver você indo.
- Acho melhor irmos, querido, nosso voo já foi chamado. - falou Pattie de repente, interrompendo a nossa conversa. Estávamos tão concentrados um no outro que não ouvimos a voz eletrônica chamar. Calma, Anna, não chora na frente dele, não chora na frente dele. Pensei.
- Não esquece de mim não, tá bom, Jujuba? Não esqueça da minha beleza linda, do quão maravilhosa eu sou, e do quanto é apaixonado por mim, mas eu resolvi deixar você pra abelha, porque jujuba e abelha combina mais. - eu ri de lado, vendo a minha loira abraçar forte o meu nerd. - Ah, e fica com o meu Bottom de Amo a Mim Mesmo, só pra você ver e lembrar da minha beleza, tá bom? - ela enxugou uma lágrima ao partir o abraço e dar a lembrancinha pra ele. Justin riu encarando o bottom cor de rosa e agradeceu a ela.
- Obrigada Ashley, prometo não esquecer de você e da sua beleza linda. - ela enxugou outra lágrima e sorriu contente. Depois, ela foi se despedir de Pattie.
- Espero que tudo dê certo, você merece. E obrigada por aquele livro, estou realmente conquistando a garota que amo, valeu mesmo. - disse Damon sem jeito; eles deram um aperto de mão logo em seguida.
- É verdade, obrigada pelo livro. Que tudo dê certo, irmão. A gente se vê. - Mike disse e abraçou o garoto de óculo a sua frente. - E obrigada por fazer minha irmã feliz. Ver ela sorrindo é o que importa pra mim. - cochichou no ouvido dele. Mas eu tinha ouvido, e ouvido muito bem. Justin assentiu positivo depois que o abraço foi partido.
- Então... - falei meio tímida pra ele. Estávamos frente a frente, e nesse momento, eu não sabia o que dizer nem o que fazer. Era uma tortura. - Bem, eu quero que fique com isso aqui. Nesse saquinho tem alguns docinhos pra você comer durante a viagem, e... - dei o saquinho para ele, onde tinha Doritos, Ruffles Cebola e Salça e Alcaçuz. - ...Também tem esse livrinho aqui... - mostrei um livrinho feito a mão que tinha guardado na bolsa. - ... Tem algumas receitas, pro caso de você ter fome. Anotei também que você tem que comer de duas em duas horas, e que deve comer nachos ao menos uma vez ao dia para se manter saudável, e que não deve falar com estranhos e ser uma boa pessoa... - parei minha fala para enxugar uma lágrima que ameaçou cair. A essas horas, não sabia o que estava dizendo ou fazendo. Minhas mãos tremiam, apesar de tentar de todas as formas, mantê-las firmes. - E vai ter de prometer que vai experimentar todas as receitas, porque eu não quero que fique desnutrido ou que morra de fome. Você me entende? - falei entre lágrimas - é não consegui segurá-las - e logo fui abraçada com força por ele. Não queria chorar, mas, infelizmente, não consegui me manter firme.
- Vou sentir tanto a sua falta. Prometo fazer todas as receitas, vou comer tudo, do jeitinho que você mandou, prometo. - disse ele, abafado entre o abraço.
- Eu te amo. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo estando longe, eu te amo. Amo de verdade.
- Eu também amo. - juntando nossos lábios em um último beijo, o senti mais perto e ao mesmo tempo longe de mim do que nunca. Quando nos separamos, ainda com os rostos próximos ele beijou a pontinha do meu nariz. - A gente se vê em breve. - assegurou ele. Tirou um papel do bolso e o deixou em minhas mãos; entendi que deveria ler mais tarde. Afirmei com a cabeça, ainda atordoada. Assim que nos separamos de verdade, fui abraçar Pattie. Como sentiria falta dela.
- Cuida bem dele por mim, tá? - falei em seu ouvido. - Não deixe que ele fique desnutrido. Amo você. - ela sorriu triste fazendo um carinho em meu rosto assim que partimos o abraço que nos unia.
- Pode deixar meu doce. Também amo você. - só pude ouvir sua voz doce por alguns segundos, antes que eles caminhassem para longe de nós. Tentando controlar a vontade evidente de chorar, vi Justin parar perto do porão de embarque e olhar para mim: seu olhar triste, a lágrima caindo. Funguei sorrindo sem forças; no segundo seguinte ele deu as costas e sumiu do meu campo de visão.
   Mordendo a levemente os lábios, desdobrei papel que ele tinha me dado. Ali estava a música que ele tinha escrito para mim. Senti Ashley me abraçar de lado, porém, deixei todas as lágrimas que segurava, caírem. Elas molhavam meu rosto de forma impiedosa, e em meu choro silencioso, a ficha finalmente caiu. É,... ele foi embora.

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