31 de mai de 2013

My Angel - Capítulo 10 - Fora de Casa


28 de Fevereiro, Quinta-Feira,  New York City, 09:22am
    A porta se abriu lentamente, e por ela, pude ver passar um garoto com um lindo sorriso. Carregava uma bandeja na mão, e parecia saber, como ninguém, segurá-la para que não fosse de encontro ao chão. Sentada na cama, o observei caminhar e sentar a minha frente, não antes de deixar perto de mim, a bandeja que carregava. Esta, cheia de frutas, torradas, pães frescos, um belo e comprido copo de suco de abacaxi, e alguns biscoitos caseiros. Segundos depois de suspirar, ele encarou meus olhos e sorriu ainda mais largo.
- Veja, fiz tudo sozinho! - se gabou orgulhoso de seu feito. Realmente não imaginei que ele acordara tão cedo apenas para me preparar um bom café da manhã. Aquele sorriso, um velho conhecido e amigo, me dizia tudo, sem precisar perguntar ou sugerir. Ele estava aprontando alguma coisa.
- Jura? - perguntei em leve brincadeira, fingindo desconfiar da veracidade da informação.
- É verdade! Não tive ajuda de ninguém, nem o Kenny me ajudou a preparar. Juro! Fiz tudo sozinho. Completamente só. - confirmou ele ainda mais orgulhoso, e para não rir, mordi os lábios. Aquele agoro realmente não existia.
- Você está me mimando demais, se continuar assim, vou ficar ainda mais preguiçosa. - ri.
- Você não é preguiça, está longe de ser isso, acredite. Mas prove, está bom... Bem, eu acho. - falou saltando uma pequena risada nervosa ao final da frase. Ainda duvidosa, sabendo do 'dom' dele para cozinha, escolhi a torrada a minha frente. O suco era uma escolha mais lógica, porém, conhecendo-o bem, aquela não seria a certa a se fazer. Com a comida perto do nariz, cheirei disfarçadamente. Parecia bom. E assim, levei-a a boca, tendo a aprovação de meu paladar no mesmo instante. Estava muito bom. A geléia sobre ela dava um sabor ainda mais especial, certamente. Ele sorriu ao ver minha aprovação. Orgulhoso de si, estendeu ainda mais o sorriso. Não entendia como, mas estendeu-o ainda mais.
- Você gostou? Viu, eu sabia que ia gostar, sou um verdadeiro Mestre Cuca! Sou muito bom na cozinha... E Kenny, dizendo que sua reação seria sair correndo de tão ruim que estaria. Vou adorar contar a ele que foi totalmente o contrário... - comentava feliz, quase pulando na  cama. Um completo bobo.
- Sim, bobão, eu os adorei. Estão muito bons...
- Há! Viu só? Estou louco para ver a cara dele quando disser isto! - interrompeu contente, fazendo alguns gestos de vitória com as mãos. Nunca vi tão bobo.
- Tudo bem, tudo bem. Agora pode acalmar os ânimos, sim? - questionei segurando o riso mais uma vez.
- Certo. Quando terminar de comer, tome um bom banho...
- Mas porque?
- Nós vamos sair. - respondeu simples e meus olhos se arregalaram. Em meu interior, minha alma implorava para que fosse mais uma das muitas brincadeiras dele.
- O que?
- Nós vamos sair. Você não pode ficar em casa o tempo inteiro, está um dia lindo lá fora...
- Eu não vou. - rebati com firmeza, passando as mãos pela boca para limpar os restos de pó, que a torrada que devorei deixou.
- Do que é que tem tanto medo, Hanna? Realmente entendo o que passou, foi cruel. Mas não pode se esconder para sempre. Um dia você precisará enfrentar o mundo. Eu vou estar sempre aqui por você, não sairei do seu lado. - argumentou ele, tentando manter um contato visual firme. Mas não havia como, já que envergonhada, encarei os próprios dedos.
- Você não sabe de nada. - murmurrei em resposta.
- Não, eu não sei. Mas você pode me contar. - continuou de forma doce e cuidadosa. Me mantive calada, controlando a respiração. Porque ele queria que fizesse aquilo? Viu só, sua medrosa? É isso que resulta chorar como uma criança nos braços de alguém. Idiota! Gritava uma parte de minha mente.
-Tudo bem, eu... Eu não vou forçar você a dizer. Tenho certeza de que quando estiver preparada irá falar tudo. Eu só  não entendo porque não prestou queixa contra aqueles canalhas. Eles não lhe faria mal, não enquanto eu estiver do seu lado.  - continuou ele.
- Nao me julge. O que presenciou não é nada. Nada comparado a todo resto. Apenas... Não me sinto disposta a sair. Por favor...
- Eu sinto muito, Hanna. Mas não posso deixar você sentir medo de sair de casa. - retrucou Justin.
- Não estou com medo de sair de casa! - rebati mentirosa, ainda sem encará-lo. Quem é você e o que fez com a Hanna Evans? Perguntei-me mais uma vez.
- Tudo bem, então, apronte-se e venha comigo a um passeio pela cidade. - propôs.
- Não!
- Me perdoe, mas não adianta o que você diga. Se não estiver pronta em meia hora, irei buscar você. Sou o estranho doido, mais doido que já conheceu. - brincou em sua última frase, deixando-me um beijo na testa antes de levantar-se e sair do quarto. Respirando profudamente, percebi que ele não me deixara escolhas.
[...]
- Pensei que não viria. - brincou ele perto da porta. Parei perto do sofá, apertando a bolsa em meu ombro. Não demonstre nervosismo, Hanna. Não seja fraca! Pensei mordendo os lábios.
- Panda? - perguntou apontando para o meu suéter. Encarei minha roupa por breves segundos, antes de tornar a encará-lo.
- Gosto de pandas.
- Não, não é isso... Está fofo. De verdade, você está adorável. - rebateu aparentemente nervoso com meu comentário. Sua mão tocou a maçaneta e a girou. Minhas entranhas pareciam revirar e se espremer ainda mais, assim que a porta estava completamente aberta. O vento entrou com força na casa e me fez tremer. O sol brilhava forte, e tinha a impressão de ver crianças correndo e brincando na calçada.
- Está pronta? - perguntou Justin forçando-me a tornar a encará-lo. Controle suas pernas sua medrosa! Que tipo de Hanna vive aqui? Desejo a antiga Hanna de volta. Já! Gritava-me a mente quando minhas pernas tremeram, sendo incapazes de dar sequer um passo a frente.
- Vai você primeiro. - respondi baixo. Justin riu, se preparando para atender meu pedido.
- Não há nenhum monstro de sete cabeças aqui. A não ser, é claro, que você ache crianças de cinco anos uma ameaça. - brincou parado do lado de fora da casa. Um sorriso agradável brincava em seu rosto. Definitivamente, ele estava lindo. O sol banhava seu corpo com sua luz, deixando-lhe um aspecto extremamente angelical. Seu cabelo e pele brilhavam de modo a deixar-me confusa, e ao mesmo tempo encantada. Encantada, certamente. O que foi que você disse? Encantada? Ficou Maluca! Quero já a antiga Hanna, uma verdadeira mulher. E não uma garotinha que fica boba por observar um rapaz bonito! Reclamou minha mente, repreendendo-me. Respirei fundo, esquecendo o que minha mente reclamava e dei um passo a frente. Outro, outro e mais outro. Quando percebi, me encontrava parada rente a porta. Justin estendia o braço pra mim, fazendo meu estômago revirar. Podia sentir o vento bater maravilhosamente em mim, um frescor maravilhoso. Porém minha mente se encontrava em outro lugar. E era onde estava Justin. Observando-o minuciosamente. Seus traços perfeitos, o nariz empinado, as bochechas vermelhas, os dentes brancos e alinhados. Os olhos castanhos e a boca carnuda. Certo, agora ela está admirando-o mais do que deveria! O que está havendo com você, sua idiota? Esqueceu o que passou sua vida inteira? Vai querer passar o que seus 'pais' passam? Realmente não reconheço você! Suspirei mais uma vez, devido ao alerta de minha mente. Talvez estivesse certa, observar demais os delhates não estava sendo uma coisa senssata.

- Não precisa ter medo, vou estar do seu lado. Sou o estranho doido que vai levar você a uma loja de doces. - tornou a dizer, brincando em sua última frase como de costume. Certo, seja corajosa. É apenas um  passeio. Iago, Holy ou Luca não poderiam ver você. Está segura. Ouvi novamente. Tentando controlar meus ânimos, tomando cuidado para não tremer, estendi duvidosa a mão para ele. Segundos depois ela estava sentindo a de Justin. Leve e macia.


                                              (Ouçam enquanto lêem)
- Vamos. - continuou ele incientivando-me a dar o primeiro passo para fora. E assim o fiz, mesmo que lentamente. Meu pé esquerdo saiu do chão, cruzando a linha da porta e parando um pouco a frente dela. O direito repetiu a ação, e assim me encontrava fora do meu refúgio. Quando tornei a abrir os olhos, a primeira coisa que pude ver foi o rosto do garoto perto do meu. Ele parecia orgulhoso, e notando, enfim, o quão nervosa demonstrei estar apenas parar dar o primeiro passo para fora, fez-me corar. E assim encarei o chão, fechando os olhos novamente em seguida. Ainda nervosa. Ainda assustada.
- Viu? Ninguém irá fazer mal a você, Hanna. Abra os olhos. - sua voz, agora doce e calma encheu meus ouvidos, invadindo-me de coragem. Sua mão acariciava docemente a minha com o dedo polegar. Um carinho maravilhoso e agradável. E lentamente tornei a abrir os olhos, contemplando nossas mãos unidas se tocarem dom um carinho nunca recebido por mim antes. Era tão maravilhoso observá-las juntas, que precisei segurar-me as forças para não sorrir. Pareciam se encaixar perfeitamente, como se fossem feitas uma para outra. Pensando estar em completo delírio, a mão livre de Justin subiu até meu rosto,o erguendo delicadamente pelo queixo com um dos dedos. E percebi, então, quando sentir sua respiração bater no meu rosto que, aquilo não era um delírio.
- Você conseguiu. - disse baixo com o mesmo sorrio maravilhoso nos lábios. Depois de depositar um beijo terno em minha testa, uma de suas mãos pegou um dos meus braços o levando ate apoiá-lo sobre o dele. Agora, lado a lado, de braços dados, observei cautelosamente cada detalhe da rua que conhecia apenas nos limites de minha janela. Pelos meus ouvidos passaram as vozes das crianças animadas, que brincavam, correndo uma atrás das outras, pequenos bebês brincando com os cachorros na grama excessivamente verde, tentando inutilmente engatinhar. O carinho de sorvetes que atraia vários pequenos e adultos, o sol quente, as casas elegantes com seus diversos tamanhos e cores. Os pássaros, voando livremente ao céu. Pela primeira vez em toda vida, pude realmente, me sentir uma pessoa livre.
- Está preparada para fazermos um passeio pela cidade antes de irmos a loja de doces? - perguntou, dois ou cinco minutos depois. Apertei levemente seu braço, encarando-o com mais firmeza dessa vez. Talvez a coragem, ou ousadia, qualquer ela que fosse, me fez reagir com mais rapidez. E foi assim que dei meu primeiro passo, ao seu  lado. Vendo tudo que podia, escondendo o entusiasmo que percorria meu corpo tão veloz quanto as batidas do meu coração. Mesmo tagarelando ao meu lado, nenhuma palavra que ele dizia atravessava meus ouvidos. A caminho da rua principal, a famosa Times Square, meu interior dizia que ela não parecia a mesma. Nada tinha mudado, é claro. As lojas, ruas, carros e pessoas continuavam as mesmas. Apressadas, olhares baixo, ou até mesmo superiores. Olhares cheios de preocupação. Turistas a cada pequeno lugar, tirando fotos com grandes sorrisos satisfeitos no roto. Justin ria, ao meu lado, de uma mulher que dançava uma música estranha com roupas de festas de dia das bruxas. Sua aparente idade avançada não parecia-lhe um obstáculo. Ela parecia muito feliz.
- Nunca vi uma velhinha tão doida como essa! - falava Justin rindo contente enquanto caminhávamos. Uma risada contagiante e absurdamente difícil de resistir.
- Olá jovens! O que acham de viajar para Las Vegas? Com tudo pago e estadia em um dos melhores Hoteis-Cassinos da cidade? - perguntava um homem estendendo folhetos para nós enquanto passávamos. Justin pegou os papéis que o homem oferecia, com um sorriso nos lábios, de maneira a conquistar as pessoas para contratarem seu plano, ou participar de alguma promoção completamente maluca.
- Louco de pedra! - brincou o louco ao meu lado outra vez. Quase não podendo andar, devido as suas ridadas altas e engraçadas. Mesmo não rindo abertamente, em meu interior minha alma gargalhava junto com ele. Era incrível como aquele garoto maluco fazia-me feliz com apenas um único sorriso. De fazer-me rir com apenas uma palavra boba e sem preparação. Você disse feliz? Feliz, Hanna? O que há com você, afinal? Sua erva estava tão ruim assim? Não repita jamais essa tolice! Feliz! Mas oras!
- Olhe! Uma loja de doces!... Doritos e Rosquinhas lá vamos nós! - e antes que pudesse fazer qualquer coisa, Justin puxou meu braço, andando rápido e animado em direção a doceria. Uma completa criança.
[...]
Ainda 28 de Fevereiro, Quinta-Feira, New York City, Central Park, 15:30pm
- Você roubou meu chcolate! - reclamou Justin com um bico relativamente grande no rosto.
- E você comeu metade do meu Doritos Queijo Nacho! - rebati tentando realmente não rir. Mas aquilo parecia realmente impossível com ele por perto. Debaixo de uma árvore, que nos fornecia uma maravilhosa sombra, regada de um vento particularmente fresco e agradável, nós nos divertimos durante boas horas. O Central Park parecia ainda mais magnífico, comparado a última vez em que estivemos aqui. Última vez em que Justin roubou um beijo meu sobe a luz do luar. Beijo esse, que retribuí sem pensar duas vezes. Mesmo tento profundo arrependimento, logo em seguida. Pois, segundo a parte racional, e até por certas vezes cruel da minha mente, insistia que não poderia ser um simples beijo caso fosse vê-lo todos os dias na escola. Criar sentimentos não era uma boa escolha de fato, e por partes tinha certeza de que não eram palavras erradas. No entando, não o impediria caso acontecesse novamente. Seus lábios pareciam ser feitos especialmente para esta função em especial. Eles pareciam ter um encaixe perfeito com a minha boca. Eram carinhosos, gentis, e certamente atrevidos. E, mesmo sendo difícil admitir, mesmo que para mim mesma, fora um dos melhores beijos que já recebi.
- Não foi culpa minha!... Aliás, sabe o que eu deveria fazer? Boas cóssegas em você, para aprender que não deve roubar minha comida enquanto como. - deixou um pedaço do guardanapo sobre uma pequena cesta que compramos na maravilhosa loja de doces. Aquela era a primeira vez que fiz um pequenique na vida. E era o mais estranho também.
- Nem tente!... Eu vou gritar, Justin! - ameaçei levantando também. Mas foi tarde demais. Quando dei por mim, o garoto maluco estava por cima de mim. Apertando minha barriga, enquanto eu me contorcia em gargalhadas e mais gargalhadas.
- Pa-pare com isso!... E-eu não consigo respirar... Chega de cóssegas. - falava com dificuldades. Ele ria e não dava ouvidos ao que eu dizia. Se divertia com aquilo, ouvindo minhas gargalhadas altas, que por sua vez, atraiam a atenção de algumas pessoas que passavam por nós. Elas sorriam enquanto olhavam para nós.
- Sai de cima... S-seu gordo! Obeso! - gritei mais uma vez, entre mais gargalhadas altas.
- Obeso? Agora você me magoou! Vai pagar caro, mocinha! - disse rindo de mim também.
- Não... P-para por favor!
- Só se falar que você é louca por mim, e que deseja ver e fazer 'coisas' com o meu corpinho sexy nu. - propôs ele parando e encarando meus olhos por alguns instantes. Um sorriso ainda brincava em seu rosto sapeca.
- Nunca vou dizer isso! - eu ri tentando livrar meus braços da posse de uma de suas mãos. A outra fazia o serviço que me obrigava a gargalhar.
- Certo, então. - deu de ombros e fez menção de continuar com as cóssegas em mim.
- Tudo bem, tudo bem! Sou louca por você! - gritei rendida ouvindo uma risada gostosa sair de sua boca, vitorioso.
- E o que mais? - arqueou a sobrancelha.
- E quero ver e fazer 'coisas' com o seu corpinho sexy nu. - respondi vencida e ele finalmente gargalhou vitorioso, ainda em sentado em cima de mim. Com a mão livre, bati em sua barriga tentando empurrá-lo para longe de mim. Mais uma tentativa falha. Quando ele caiu para o lado, segurou meu pulso, carregando-me com ele. Rolamos pela grama, até parar próximos a uma pedra. Mais e mais risadas. Foi assim que ele levou embora meu plano de não querer rir em nenhum momento de minha vida.
- Mas que garota malvada você é! Me empurrando... Agora deixarei meu peso obeso em cima de você. - ele comentou sapeca, com o corpo em cima do meu.
- Nada disso! Saia de cima de mim, seu doido obeso.
- Não foi isso que disse a um minuto atráz... "Sou louca por você!... E quero ver e fazer 'coisas' com seu corpinho sexy e delicioso nu" - comentou arqueando a sobrancelha.
- Mas você me obrigou.... Hey! Não falei a palavra Delicioso! - retruquei indignada e ele riu mais uma vez. Era um sorriso tão lindo, sincero e espontâneo que... Pare com isso Hanna! Nada de pensamentos impróprios! Alertei-me.
- Mas você bem quis dizer. - piscou o olho ainda rindo. Se apoiou na grama pelos cotovelos, e tornou a rir um pouco mais. Ficando com o rosto perigosamente perto do meu. Prevendo o que ele faria a seguir, vi Justin parar de rir pouco a pouco. Em seguida, apoiou-se em um único braço e acariciou meu rosto. Fechou os olhos e fez um biquinho com a boca, vindo com ela para muito perto da minha.
- Nem pense nisso. - comentei rindo. Ele abriu os olhos no exato instante e suas bochechas ficaram violentamente vermelhas.
- Nisso o que?
- O que você ia fazer. Me beijar. - respondi mordendo os lábios para não rir dele. Ao menos, não agora.
- E-eu não ia beijar você! -rebateu envergonhado, levatando desajeitado de cima do meu corpo.
- E o que significava aquele biquinho nos seus lábios? Estava imaginando que devorava um Hamburguer? - encarei-o.
- I-isso mesmo! - respondeu rápido e nervoso, olhando ara algo no chão. Talvez encanrando uma formiguinha para fugir do meu olhar e da gargalhada que veio a seguir.
- Você realmente realmente é o estranho mais maluco que já conheci! - dizia como podia, entre algumas - altas - gargalhadas. Por vezes ele observava meu rosto, talvez satisfeito por conseguir fazer com que, finalmente risse com vontade. Porém, naquele momento, nada me parecia mais divertido do que vê-lo sem jeito e de bochechas vermelhas. Ele realmente não existia! Mas que bobo.

Oi gente, esse é um capítulo inédito da fic, acabei de escrever e fiz tudo hoje. Não sei se ficou muito grande, mas ainda sim, espero que esteja bom, que vocês tenham gostado do capítulo. Poupei a Hanna nesse, mas talvez no próximo isso poça não acontecer. Comentem pra eu saber o que estão achando, ok? Muitos beijos :D

My Dear Nerd - What If...



 Sinopse:
Eu imaginei que minha vida fosse seguir normalmente depois daquele sonho maluco. Mas onde já se viu, eu, Anna Mel Montês a garota conhecida por odiar matemática, namorar um garoto nerd? Pois é, eu achei que isso ficaria apenas nos sonhos, porém tudo mudou depois que perdi uma aposta ridícula.
Eu não queria machucá-lo, ele era o garoto mais maravilhoso que já conheci e de nenhuma forma pensei que, me apaixonaria. Me apaixonaria por ele, o oposto de mim, o meu querido nerd.
Mas, e se...

Iniciado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Drew Bieber, Damon Salvatore, Ashley Victoria Benson, Anna Mel Montês
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Hentai, Drama (Tragédia), Violência, Colegial
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais.Nenhuma das situações encontradas aqui realmente aconteceu. Não há nada que prove que as personalidades correspondem as originais ou que qualquer cena se assemelhe a qualquer acontecimento real. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Esse é só o comecinho da fic, espero do fundo do coração que vocês gostem dessa história tanto quanto eu, que se divirtam e se emocionem com toda essa aventura. Muitos beijinhos e brigadinha à todos :D

My Dear Nerd - Capítulo 50 - Um Sonho Pode Se Tornar Realidade?

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - Capítulo 50 - Um Sonho Pode Se Tornar Realidade?
POV ANNA
  Acordei cedo, na verdade acordei a horas e horas e fiquei encarando Justin dormir tranquilamente ao meu lado. Ele parecia um pequeno anjinho de tão lindo, sem os seus óculos no rosto. O deixando ainda mais anjelical e apaixonante. Ai eu pensava em como seria a futura garota que estaria no meu lugar. O que ela faria e pensaria se estivesse assim com ele. Eu tentava imaginar se mesmo depois de tantos anos lembraria de mim. Do amor que vivemos, e se ainda me amaria. Mesmo estando com outra pessoa. Mas eu sabia que era ilusão. Tenho certeza de que, depois de subir naquele avião e depois da fama, hum, ele com toda a certeza nem faria idéia da minha existência. E quer saber, isso dói pra caralho. Ver ele com outra pessoa, beijando outros lábios e tocando outros corpos. Mas seria pior atrapalhar sua vida. Já fui motivo de tristeza e desgosto a alguns anos atrás. Não quero repetir a dose.
– Tem certeza de que não quer ir? Eu não quero ir sem você. – ouvi sua voz doce me despertar dos pensamentos, enquanto eu acariciava seus cabelos sedosos. Suspirei.
– Por favor, não vamos começar novamente com isso. Eu já tomei a minha decisão, por mais que isso doa. Um dia ainda vai me agradecer por isso. – respondi baixo. Ele fechou a cara, levantando da cama com raiva. Apenas de boxer azul. Pondo no rosto os óculos grandes e pretos. Suspirei.
– Você só pensa em si mesma. Se soubesse o quanto isso me dói, jamais diria isso. Mas pelo que vejo, você está louca para se livrar de mim. – disse ele, irritado. Aquilo me partiu o coração.
– Não diga isso. Eu jamais iria querer me livrar de você. – argumentei sinsera, levantando e ficando frente a frente com ele. O mesmo me olhou de cima a baixo, quando vi uma lágrima molhar seu rosto.
– Não é o que parece. – respondeu ele. Dando as costas, caminhando em direção ao banheiro. Batendo a porta com força. Sentei na cama, desolada. Sentindo meus olhos arderem com tamanha intensidade que quase derramei uma lágrima.
– Sinto muito querida, ele só está triste. Não quer ir sem você, tente entedé-lo. Por favor. – falava Pattie, doce como sempre. Me abraçando de lado, quando eu encostei minha cabeça em seu ombro.
– Não está tão triste quanto eu. Mas esse é o certo a se fazer, não posso voltar atrás.
– Tem certeza de que não quer mesmo ir? – perguntou ela. Ainda doce.
– Tenho. Tenho certeza e, além do mais ele vai me agradecer por isso um dia. Escreva o que digo, o melhor é deixar vocês irem. Mas me dói ouvir ele dizer isso, que eu quero me livrar dele. Isso não é verdade. Eu o amo. – admiti baixo.
– Ele não deixou de amar você, apenas não quer aceitar sua decisão. Por favor, venha conosco Anna Mel. Ele precisa de você. Ele a ama. – argumentou ela.
– Estou fazendo o que acho certo, eu sei que posso me arrepender depois por não ter ele perto de mim, mas, tem que ser assim.
– Irei respeitar sua decisão. Vou por as malas no carro, querida. Até mais tarde. – falou ela em meio ao suspiro. Deixando um beijinho doce na minha bochecha. Suspirei vendo a mesma sair do quarto. Infelismente eu não podia voltar atrás. Não podia.
[...]

                                         (Ouçam Danity Kane - Stay with me)
      O dia estava chuvoso, o céu permanecia negro. O transito estava lento e eu quase não saia do lugar. Eu já estava ficando angustiada, porque a cada minuto que se passava, a cada vez que eu via o semblante triste de Justin, a cada lágrima que ele derramava silenciosamente olhando pela janela do banco de trás, me deixava ainda mais sem forças. Porque eu sabia que se demorasse mais, eu perderia toda a força, toda a razão e iria com ele para Atlanta. Uma música tocava baixinho, no rádio. E aquilo me deixou ainda mais furiosa por ser romantica. Suspirei quando a chuva parava aos poucos, e o trânsito começou a andar. Com o carro, não foi diferente. O silencio no automóvel era um tanto constrangedor, e nem Pattie, Justin, Damon, e eu ousamos nos pronunciar.
      Até mesmo a loira, que dava nome a mosquitos, estava caladinha no seu canto. Encolhida, com a cabeça apoiada nos ombros largos de Damon.  Não custou muito para que o carro parasse perto do aeroporto. Como uma flexa, Juju desceu do carro caminhando rápido em direção ao aeroporto. Levando em mãos sua única mala, enquanto sua mãe o seguia carregando suas duas malas de rodinhas. Pude sentir meu coração vacilar algumas batidas, e movida pela raiva murrei o volante com fúria quase urrando de dor em seguida. Mas que se dane.
– Está tudo bem, Aninha Abelinha que me ama muuuuitão? – perguntou a loira, sentando ao meu lado no banco do passageiro. Bufei, encarando-a sentindo minha mão ainda doer.
– Não, Ash não está nada bem. Justin acha que eu estou querendo me livrar dele. Você não viu que ele sequer olhou pra mim? Não quero que ele vá embora pensando nisso. Com raiva de mim. Ele não é o único que está sofrendo com isso. – falei raivosa e triste. Com a respiração descompassada.
– Percebi sim. Olha eu sou loira, mas eu tenho “caixola”. Percebo tuuuudo. – respondeu. Apondando para sua cabeça, como se dissesse : Sou quase tão inteligente quanto o Juju, a única diferença é que sou loira”.
– É, pois é. Eu só não quero que ele vá embora com raiva de mim. É tudo o que menos quero.
– Então diz pra ele que ama ele, ué. Bom... Diz de novo. – sugeriu ela.
– Eu já disse, mas não é assim que ele pensa. Mas quer saber? Vamos logo, acabar com isso de uma vez. Odeio despedidas, por isso quanto mais rápido ele for, eu continuarei firme na minha decisão. Vamos.
[...]
– Não esquece de dizer pros seus produtores que eu sou uma diva divastica, entendeu Jujubão? E sim, eu sei. Você vai sentir minha falta porque me ama. Mas é claro, todos me amam. – dizia a loira, partindo o abraço com Justin em seguida. Fazendo o mesmo dar uma risadinha fraca. Caminhou até Damon que estava do meu lado, dando um simples aperto de mãos.
– Se cuida, cara. – disse Damon. Justin acentiu.
– Vou me cuidar. – respondeu ele. Virando caminhando junto a mãe, em direção ao portão de embarque. Dei dois passos confusa a frente confusa com sua atitude.
– Não vai se despedir de mim? É isso? – perguntei confusa. O vi parar onde estava. E quando virou, pude ver seu rosto vermelho. Ele fungava, enquanto lágrimas molhavam seu rosto sem piedade.
– Despedir?... Despedir?... Você acha que eu quero me despedir de você? Pra começar, era pra você entrar comigo naquele avião. – respondeu alto em meio ao suluço e choro. Parei a sua frente, derrotada.
– Eu estou fazendo isso para o seu próprio bem, Justin. Entenda. Eu amo você, isso está doendo mais em mim do que em você, acredite.
– Quer que eu acredite que isso é uma prova de amor? Que você não quer me prejudicar, e por isso não vai? Eu não entendo esse seu amor. Se me amasse de verdade iria comigo.
– Eu amo, eu só não quero sofrer e fazer você sofrer. Porque eu sei que mais pessoas que amo irão morrer, e eu vou me fechar ainda mais. E no mundo da fama você precisa de um porto seguro. Por que se eu for o seu “porto seguro” você afunda junto comigo. E eu não quero isso.
– Você está errada. Se fosse tão “fraca” como diz, não me defenderia na escola, mesmo passando por todos os problemas que passa. Não se preocuparia comigo, ou até mesmo se estou sendo feliz. Não me faria cafuné a noite, dizendo que um dia todos na escola iriam me admirar. Isso foi o que sempre me deu forças pra continuar, Anna. Será que não vê? Eu não vivo sem você. Eu te amo, entendeu? Amo! – dizia ele. Em um momento de angústia o abraçei forte. Muito forte. Enquanto sentia seus braços correspondendo meu abraço com mais força do que eu. Chorando em meu ombro, o encarei beijando seus lábios com doçura e desespero. Tristeza. Dor. Era terrível ver o garoto que amo, chorar desse jeito, e ainda mais por minha culpa. Porém era um sacrifício necessário. Doloroso, triste, porem necessário.
– Fica com isso. Assim que olhar pra esse anel, sempre vai se lembrar de mim. Vai se lembrar do nosso amor, e vai lembrar também que... Que... Que eu nunca te esquecerei. Que eu amo você. – falei, tirando a aliança do dedo, deixando-a em suas mãos.
– Passageiros do voo 009 última chamada, embarque em oito minutos. – falava uma voz, ecoando pelo lugar. Respirei fundo mais uma vez. Me segurando firme, para não chorar na frente dele.
– Eu nunca vou esquecer você, meu anjo. Eu vou voltar pra buscar você, prometo. Eu te amo. – prometeu me dando um último beijo. Um beijo doce mas, ao mesmo tempo triste. O nosso último beijo. Ultimo. Caminhando junto a mãe para o portão de embarque. Me apoiei em uma das paredes do aeroporto tentando segurar as lágrimas, enquanto meu coração seu partiu de vez o vendo ir. Infelismente essas lágrimas miseráveis molharam meu rosto com crueldade, caindo sem piedade de mim. Ele foi embora... Foi embora. Droga. Mas de repente, eu senti como se estivesse deitada sobre algo fofo, e as vozes das pessoas no aeroporto ficando cada vez mais longe, e tudo ficando preto lentamente. Sentindo como se alguém estivesse me balançando pelo ombro. Balançando muito forte, numa intensidade assustadora.
– Anna! Anna Mel filha, acorda! Acorda! ACORDA! – pulei da cama com um susto incrível, sentindo meu coração bater depressa. Vendo de olhos arregalados, minha mãe Rose me encarando estranho. Junto a Ashley com os olhos azuis extremamente abertos, me olhando curiosa.
– O que aconteceu com você, menina? Que pesadelo teve desta vez? – perguntou ela.
– Céus! Mas... Mas.... Mas você estava morta e... Ah! – gritei assustada, me escondendo entre as cobertas. Tremendo de medo. O que está havendo? Onde estou? Como assim, cobertas?
– Mas deixe disso menina! Está louca? Eu não morri, e não fale isso para sua mãe Anna Mel Montês. – reclamou ela.
– Tá sim. Você sofreu um acidente de carro, e foi pro hospital, e daí eu tentei conseguir o dinheiro para sua cirurgia, mas você morreu quando cheguei ao hospital. Você não é minha mãe, a minha mãe verdadeira morreu quando eu nasci e você me roubou quando eu era ainda bebezinha. – argumentei assustada. Ela riu nervosa, junto a Ashley. Que por sua vez, riu alto. Mas não parecia nervosa. E sim que eu tinha contado alguma piada realmente engraçada. Dando aquelas risadas que dão medo, de tão escandalosas que são.
– Mas que imaginação a sua meu bem. Foi apenas um sonho. – disse minha mãe. Esclarecendo minha situação de completo medo.
– Não. Nós nos mudamos para cá no começo desse ano, não lembra? – perguntei receosa, curiosa. Ela negou. Levemente risonha.
– Não meu bem. Nos mudamos para o Canadá faz quatro anos. Seu nome é Anna Mel Montês, eu sou Rose sua mãe, essa loira maluca é Ashley sua melhor amiga e você é lider de torcida da escola em que estuda. E trabalha em um programa de dança adolescente da tv local. E isso que acabou de me contar, que eu roubei você e depois morri atropelada foram apenas frutos da sua mente. Foi apenas um sonho. Preciso esclarecer mais algo, mocinha? – perguntou ela. Tirei a coberta do rosto aos poucos, encarando seu rosto, quando a risada da loira parou.
– E ei, florzinha que me ama, porque você tava falando o nome do garoto nerd da escola?- perguntou ela. Curiosa.
– Garoto nerd? – perguntei confusa. Espera. Ela tá falando do Justin?
– É, o Justin. Aquele que senta ao seu lado na aula de história, literatura e matemática. Você tava sonhando com ele? Ele te deu a cola da prova de matemática de amanhã? Eu tava no sonho? Eu era a diva do seu sonho? Todos me amavam no seu sonho, como me amam na vida real? Hum? – perguntou ela. Foi aí que a ficha caiu.
– Então, era tudo um sonho? Desde o começo? Tudo era apenas um sonho? – perguntei mais a mim mesma do que para as duas mulheres a minha frente.
– Uhum. Bom, desde a parte em que você chegou em casa reclamando da outra garota que você não gosta, e depois disso acordei as 2:00am com você falando sozinha e andando pela casa. Por sorte eu e Ashley conseguimos trazer você de volta a cama. – respondeu minha mãe. Simplesmente. Sorri mais do que largo para ela. Na felicidade de vê-la corri em seu encontro, a abraçando fortemente contra meu corpo. Era tão maravilhoso abraçá-la novamente, e ouvir sua voz me repreender ou me chamar de “mocinha”. Nossa. Que susto. Era tudo apenas um sonho. Desde o começo. E eu digo, estou feliz por ter minha mãe de volta em minha vida. E saber que, era apenas um sonho. Um bom sonho.
 [...]
Sai do banheiro já pronta, tentando manter a todo custo o cabelo em seu devido lugar. Encarei meu reflexo no espelho, respirando fundo. Alivada por ser acordada desse sonho a tempo. O que me estranhava era o fato de eu estar apaixonada pelo garoto nerd da escola. Bom, apaixonada no sonho né?! Mas eu fiquei aliviada por saber que minha mãe não está morta e por, toda aquela coisa de “criança roubada”, “pais biológicos mortos” não ter passado apenas de um sonho bobo e...
– Querida, está pronta? Ashley está esperando você lá em baixo. – ouvi a voz doce da minha mãe invadir o quarto. Sorri me virando para encará-la. Lhe dando um beijo na bochecha.
– Sim estou. Até mais tarde, amo você. – falei a ela, dando-lhe um beijo na bochecha. Desci as escadas com um pouco de pressa, saindo da casa em seguida. Entrei no carro, batendo a porta.
– Nossa, você demorou pessoinha que me ama mais que a sim mesma. – falou ela. Eu ri.
– Desculpa, mas... CUIDADO COM O ESQUILO!... OLHA A VELHINHA NA RUA!... O SINAL VERMELHO!... CUIDAAAAAADO! – eu gritava desesperadamente para a louca no volante.Ela dirigia rápido, olhando o reflexo do seu rosto pelo retrovisor quase matando um esquilinho, atropelando uma velhinha apenas por causa de um batom borrado. Mas ultrapassar o sinal vermelho já é costume, apenas me assuto com a velocidade que ela o faz.
– Pronto, chegamos. Agora todos vão poder prestigiar minha beleza linda. – falava ela, balançando os cabelos alegremente. Eu ri com isso. Sai do carro, caminhando junto a loira maluca.
– Ei Ash eu vou ter que passar na diretoria antes, ok? – avisei-a. Caminhando pelos corredores ainda vazios da escola. Mas que droga, eu até imaginava que a velha ia me dar uma bronca por ter brigado com aquela vaca loira ontem. Além do mais, eu.... AU! Sério, a parte que eu mais odeio é quando estou andando distraída e vem algum bobão e tromba comigo me fazendo cair com o traseiro no chão. Exatamente como agora, traseiro dolorido pelo impacto da queda. Será que ninguém entende que eu preciso sentar, não?
– A-ai meu De-Deus me des-desculpa! – ouvi uma voz guaguejante e tirar mais uma vez dos pensamentos revoltados. Olhei para cima, vendo o garoto dos meus sonhos, literalmente, alí a minha frente. Com os óculos no rosto, expressão nervosa e voz gaguejante. Sorri largo pra ele. Aí eu percebi, que por mais que eu amo o mundo dos sonhos onde todos os amores, as coisas mais lindas podem se realizar e se desfazer a medida do que nos agrada. Porém agora percebo que, a realidade é muito melhor. E que talvez, os sonhos possam sim, se tornar realidade. A mais linda realidade de todas.
 "Eu não vim fazer juras, nem promessas. Estive na sua vida por esse curto período de tempo com a intenção de mostrar a você o quanto nós poderíamos ser felizes... Mas fui condenada antes disso... Lembre-se, amei você todos os dias em que estivemos juntos".
(Vera Waterkemper)



Então é isso meus amores. Aqui está o ultimo cap da história. Agora, podem entender que todas aquelas coisas malucas, ou até normais, tudo era apenas fruto da imaginação dela. A Anna estava apenas sonhando. O que não quer dizer, que o Juju a Ash e o Damon não existam de verdade. haha Então... Surpresas? A segunda temp dessa fic, é a My Dear Nerd - What If. Espero que tenham gostado.

My Dear Nerd - Capítulo 49 - Meu Querido Nerd

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - Capítulo 49 - O Meu Querido Nerd
POV JUSTIN
   Sim, foi uma festa incrível. Certo que não pude trazê-los para cá, os parentes adotivos de Anna Mel tiveram que vir com o próprio dinheiro, mas foi tão lindo ver ela quase chorar ao reencontrar a família. Isso mesmo. Quase. Ela não chorou, o que não me foi nenhuma surpresa. Sempre guardando suas emoções para si. Mas eu podia ver em seus olhos o quanto ela estava feliz por rever as pessoas que tanto ama. E ainda mais depois do presente que recebeu dos avós paternos. Sim eles vinheram, e além de terem comprado uma bela casa grande e luxuosa para a neta, comprou também um belo Porshe esportivo preto. Uma verdadeira maquina.
    Além de uma descoberta bem maluca pra ser sincero. Vocês sabiam que Anna Mel é dona do Hotel O Paraíso da Ilha Atlantida, em Bahamas? Um hotel lindo, eu sempre sonhei que iria em um desses, e olha que ironia do destino. Minha namorada é a dona deste incrível hotel, nessa ilha incrível.   (Vídeo do hotel)  É difícil acreditar eu sei, mas é a pura verdade. Pena que tudo que é bom dura pouco. A festa acabou para Anna, quando ela soube de outra terrível notícia. Seu avô adotivo, pai de Rose, tinha poucos dias de vida. Sim, ele tinha uma espécie de cancer e seu estagio era terminal. Não tinha volta. E aquilo acabou com ela. Mas não, o avô dela não disse nada a ela. Mas em uma conversa boba, a tia de Anna Mel deixou escapar que o pai estava em seus últimos dias.
    Já até imaginam como ela reagiu, não é? Pois é, eu também, e sinceramente não sei mais o que fazer. Todas as pessoas que ela ama morrem, e isso deixa ela muito pra baixo. Era uma verdadeira tortura. Mas enquanto a mim, e a escola e todo o restante nada mudou. Eu continuei estudioso, tirando as melhores e mais altas notas da escola, Ashley continuou doida como sempre, dando nomes a mosquistos falando com todos que voavam ao seu redor. Damon permaneceu conosco, alegando que voltaria a New York apenas no final desse ano. Pipoca, como era chamada a cachorrinha da minha Anna, era bem sapeca e claro ama ser o centro das atenções. Porém, como ela era um cachorro de pequeno porte permaneceu do mesmo tamanho, o que por certas vezes deixava minha namorada preocupada, já que os cachorros maiores sempre corriam atrás dela, da Pipoca.
    Sem contar que, ao que tudo indicava, Pipoca tinha arranjado um namorado. Sim, um namorado. Um cachorro da mesma raça, a rondava e os dois ficavam latindo um para o outro sempre que se viam. O nome do cachorro ela Billy, e pertencia a vizinha da frente. Ashley, a loira maluca, sempre achava fofo quando via os dois cachorrinhos “conversando”. E sim, a loira agora, morava perto de nós, já que depois de muito tempo me adulando nos mudamos para a casa que Anna havia ganhado de presente de aniversário dos avós paternos biológicos. Era uma casa linda, claro, mas... Esquece.
    Caminhei em direção as garotas, sentadas em um sófa perto da parede. Saindo daquela roda sufocante de alunos, loucos para saber se foram aprovados ou reprovados. E antes que perguntem sim, estamos no final do ano e como de costume os resultados saíram depois do natal. O tempo passou rápido né? Eu estava ancioso. Iria para Atlanta nesse final de ano, para tentar minha carreira de cantor. E enfim, realizar meu sonho. Mas enquanto a isso, Anna parecia estar distante, e não gostava de quando eu falava dessa mudança. Será que ela ficou chateada por eu não ter consigido escrever aquela música?
 – Então, Jujuba linda que me ama, passamos ou não? – perguntou Ashley, enquanto eu fazia aquele suspense.
 – Passamos ou não? – perguntou Anna Mel dessa vez. Apreensiva. Ajeitando-se melhor ao braço do sofá. Curiosa. Ri.
 
POV ANNA
  Continuei encarando aquele ser Jujubado a minha frente, totalmente nervosa. É só o que me falta agora, repetir o ano. Se isso acontecer, posso dizer com todas as letras: Jogaram macumba em mim. E das boas, só pra garantir que o serviço ia sair bem feito. E enquanto Ashley cochichava com um mosquito, tentando saber se foi aprovada, eu continuava tensa. Encarando a Jujuba ainda a minha frente. Que ria. Talvez, estivesse rindo da loira ao meu lado, ou... Sei lá, rindo de qualquer coisa. Até que meus momentos de angústia finalmente acabaram quando ele resolveu se pronunciar.
 – Bom, querem mesmo mesmo saber? – perguntou ele. Bufei.
 – É Jujubão, fala aê. – rebateu a loira.
 – Mas, vocês querem mesmo, mesmo, mesmo, mesmo saber?
 – Sim, nós queremos mesmo, mesmo, mesmo saber. – rebati entediada.
 – Mas tipo, mesmo mesmo, ou meeeeeesmo meeeeeesmo? – perguntou ele. Segurando o riso.
 – Olha aqui Jujubona, se você não disser a Bolinha Preta vai dizer. Me fala aí Bolinha, agente foi aprovada ou não? – dizia ela. Conversando com um mosquito que voava na frente do rosto dela.
 – Na verdade, Ashley não é possível uma mosca falar com um ser humano. E tecnicamente mosquitos não falam, eles criam vibrações auditivas com as asas. – falou ele. Nerdeando.
 – Cara, agora eu quero bater em você. – comentei, mandando aquele olhar ameaçador. Ele por sua vez, riu nervoso
 – Tudo bem, eu digo. Bom, vocês... PASSARAM! – gritou ele no final animado. Eu até gritaria, e abraçaria o pescoço dele, até que perdece todo o ar do corpo, mas, a loira maluca tomou o meu lugar, gritando e apertando o pescoço do coitado. Depois de tão vermelho buscando desesperadamente por ar, Ashley o soltou correndo atrás de Damon que por sua vez, correu quando viu a loira gritando. Medroso.
 – AHHHHH! DAMON, LINDÃO! VOLTA AQUI! VOLTA PRA EU TE ENCHER DE BEIJOS LINDOS E MARAVILHOSOS VINDO DE MIM MESMA! AHHH! –gritava ela, correndo atrás dele pelos corredores da escola. Agluns dos alunos que estavam vendo suas notas, pararam o que faziam, observando por alguns segundos, a loira correr desesperada atrás de Damon, que parecia mais desesperado do que ela.
 – Estamos livres! Livres, livres, liiiiiiivres! – cantarolei balançando os braços para cima. Festejando o fim das aulas e início das minhas tão desejadas férias. Juju riu do meu entusiasmo, me abraçando a cintura. Deixando um beijinho doce na bochecha. Juju e sua fixação por minhas bochechas, e olha que nem gordas elas são. Rsrs.
 – E logo nós vamos para Atlanta, aí eu fico famoso, depois você também fica famosa, logo após nos casamos, e teremos quatro filhos que terão “J” como a letra inicial do nome deles. E seremos felizes para sempre. – comentou ele. Planejando um futuro para nós que, ao meu pensar só existia nos contos de fadas. Suspirei. Aquilo era loucura, e me doia saber que eu não iria com ele. Não, isso não é “charminho” meu, afinal eu não sou disso. Mas eu sei que sou uma distração pra ele. Perto de mim, ele não consegue produzir nada e até agora não conseguiu compor uma música.  E eu não quero estragar tudo, não quero estragar o sonho dele. Isso não seria justo, isso não é justo. Eu adoraria ir com ele, mas, durante esses meses todos eu percebi que só atrapalho. Ele não consegue compor, fica preocupado com o meu bem estar, me paparica o tempo inteiro. Agora imagina, como isso seria se estivessemos no estúdio? E tudo por minha causa. E foi por isso que tomei a pior e mais dolorosa decisão da minha vida. Mas esse era o certo a fazer, e eu o faria. Por ele. Apenas por ele.
 [...]

                                       (Ouçam 3 Doors Down - Here Without You)
  Era o último baile da escola. O úlitmo baile do ano, o famoso Baile de Despedida. Esse nome era tão familiar, sabe, despedida. Meu avô adotivo morreu dois dias antes do natal, e eu mal pude chegar a tempo ao seu enterro. Com a ajuda dos meus avós biológicos, cheguei de jato particular a minha cidade natal. Eu não pude ao menos, lhe beijar a testa por uma ultima vez antes de fecharem o caixão. Quando cheguei, as pessoas estavam caminhando em direção a suas casas, enquanto eu ouvia o choro desesperado da minha tia. Quase desmaiando nos braços do marido. Tudo o que pude fazer, foi sentar em seu túmulo e observar a foto da lápide. Foi triste, na verdade ainda é triste. E essa música romantica não ajuda em nada. Eu não podia chorar aqui. No meio da pista de dança. Essa era a última noite que eu teria Justin comigo. Eu também o perderia. Não era para a morte, não. Deus o livre disso. Me livre dessa dor. Mas ele ia embora, e eu não iria poder ir. Além de atrapalha-lo, eu tinha os meus deveres a cumprir. Propriedades para cuidar, avós para conhecer melhor e claro, tentar uma chance de aceitar o contrato da Broadway.
   Não era minha vontade de realizar meu grande sonho, a razão de deixar Justin. De não ir com ele. Na verdade, todo o problema é que sou uma distração. E distrações não são bem vindas. Eu não podia estragar o sonho dele, e eu sabia que isso aconteceria caso fosse. Apesar de correr um grande risco. O risco de perder seu coração. Dele nunca mais se lembrar de mim, depois da fama. Essa era uma terrível hipótese, porém eu sei que, quando é pra acontecer acontece. Mesmo se e for com ele, ele pode acabar se apaixonando por outra. E ai sim, aí a dor seria ainda maior e devastadora.
 – Meu anjo, o que houve? Você está tão quietinha. – falou ele baixinho em meu ouvido. Enquanto dançavamos a música triste e lenta. Sem o responder, apoiei minha cabeça na curva de seu pescoço, sentindo seu cheirinho maravilhoso e inebriante. O abraçando ainda mais contra meu corpo. Sentindo o mesmo deixar doces beijinhos em meus cabelos. Esse gesto poderia até ser reconfortante. Seria. Se não fosse o caso de ser o último que teria. Aquilo me partia ainda mais o coração, se é que tenho algum, de tal forma que eu tinha que controlar o choro a cada instante. Lutar contra as lágrimas. Ele não merecia. Eu estava tão fria ultimamente. Sempre ou quase sempre calada e pensativa. Ele merece alguém que seja sempre alegre, com um belo sorriso sempre. Alguém forte que, apesar dos problemas siga em frente sempre sorrindo. Eu não sou assim. Sempre que tenho uma perda tão significativa, me fecho. Isso ele não merece. Porquê de certa forma, ele sofre também, e talvez até quase tanto quanto eu sofro. Isso não é justo com ele.
 – Você tá tão calada, o que houve? Eu danço muito mal? – perguntou ele, risonho no final. Encarei-o lutando mais uma vez contra as lágrimas. Respirando fundo.
 – Não, vo-vo-você dança muito bem. – gaguejei tentando manter as lágrimas longe do meu rosto. Mas ficar olhando para aquele par de olhos cor de mel, por baixo dos óculos gitantescos não ajudava nem um pouco.
 – Então o que foi? Tá com dor? “Naqueles” dias? Ou é dor de cabeça? Eu trouxe remédio, tá no meu bolso... – tentou ele. Desisti de encará-lo, saindo de seus braços caminhando entre os casais apaixonados, e até os mais estranhos que eram A Complicação e Britney. Correndo em direção a área extremamente verde e bem cuidada do jardim da escola. A essa altura, uma lágrima desgramada molhou meu rosto. Solitária e teimosa, molhou minha bochecha totalmente sem vergonha, enquanto eu tentava conter as demais. Mas que merda meu!
 – Ei o que houve? Eu pisei no seu pé? Me desculpe, meu anjo eu não vou fazer de novo. Se quiser eu até peço pra minha mãe me ensinar a dançar para que isso não se repita. Mas não fica chateada por favor. – dizia ele inocente. Me obrigando a encará-lo. Suspirei.
 – Você não entende? Não vai ter “próxima vez”. – falei meio alto. Vendo ele me encarar estranho.
 – Como assim? O que você quer dizer com isso? – perguntou confuso. Suspirei prendendo a todo o custo as lágrimas que ainda insistiam em cair.
 – Eu estou falando, não terá uma próxima vez, Justin.
 – Eu danço tão mal assim? – perguntou confuso. Bufei. Isso vai ser mais difícil do que pensei.
 – Não, você dança muito bem.
 – Então o que é? O que eu fiz?
 – Eu não posso, Justin.
 – Não pode o que?
 – Eu não posso ir para Atlanta com você.
 – Mas... Mas porquê não? O que eu fiz?
 – Será que não entende? O problema não é você, o problema na verdade sou eu. Eu não posso ir com você. Porque eu sei que vou atrapalhar. Não quero ser o motivo pelo qual, você vai jogar seu sonho pelo ralo. E se eu for eu sei que vou acabar atrapalhando as coisas... – eu dizia rápido e nervosa. Com os nervos a flor da pele.
 – O que? Você nunca me atrapalhou, pelo contrário...
 – Para com isso, Justin? Será que não dá pra perceber que eu só atrapalho sua vida? Você não consegue compor, por ficar preocupado demais comigo. Eu sinto que meu coração está se partindo em milhões de pedaços, por que eu amo você. Amo mais do que amo a mim mesma. Você é minha vida, mas, eu não posso ser egoísta com você. Isso doi tanto, mas eu tenho que deixar você ir. Deixar você livre pra seguir a sua vida e realizar seu sonho, pois eu sei que, se eu for isso não vai acontecer. – rebati nervosa. Angustiada. Triste. Meu coração parecia doer a cada lágrima que ele derramava, em desespero.
 – Não, eu não vou sem você. Eu posso querer ser cantor, dar uma vida melhor a minha mãe... Mas eu amo você. Você é o meu sonho, a minha vida. O meu tudo. Não me interesa, eu não vou embora sem você. Eu não posso, não consigo. Eu preciso de você. – dizia ele. Chorando.
 – Amor você esquece. Com o tempo esquece. Eu não posso ser egoísta com você. Como tenho sido durante todos esses meses, desde que nos conhecemos. Você merece uma boa vida, uma garota que te dê os mais belos sorrisos, os sorrisos que eu nunca vou poder dar. A felicidade que eu não posso dar a você. Meu amor por você é puro, verdadeiro. Mais grandioso e intenso de todos. Você é o amor da minha vida, e por isso que preciso deixar você seguir o seu caminho. Por mais que isso doa meu coração. Mas não esqueça, eu sempre. Eu repito. Eu SEMPRE amarei você. Sempre. – falei entre a lágrima solitária que molhou meu rosto. Beijando os lábios de Justin com vontade. O mesmo retribuiu ainda entre o choro, me abraçando com muita força.
 – Eu te amo, eu nunca, nunca vou esquer você. O meu anjo. O amor da minha vida. – dizia ele entre o choro. Tomando novamente meus lábios em um beijo urgente e desesperado. Agora era oficial, eu teria que deixá-lo ir. O amor da minha vida. O meu querido nerd.


Bem, esse é o penúltimo cap da temporada. É um pouco tristinho e tal. Mas espero mesmo assim que tenham gostado do cap. Comentem para eu saber o que vocês estão achando, ok? Hihi e mais beijos a todos :D

My Angel - Capítulo 9 - Medo de Mim

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Angel - Capítulo 9 - Medo de Mim
16 de Fevereiro, New York City, 09:10am
Estava mesmo enlouquecendo? Aquilo parecia tão idiota. Lá estava eu, sentada na cadeira da cozinha. Cozinha de um simples conhecido, que em pouco tempo tornou-se quase importante em minha vida. Desfrutando da comodidade de sua casa. Ele me tratava com carinho, e atenção. Era um brincalhão natural. Kenny, era seu segurança particular. E uma das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Muito parecido com o protegido, estava sempre com um sorriso largo e branco.  Era muito doce e adorava conversar. Também adorava comer, assim como eu e Justin. Perto dos dois, era como estar perto de palhaços. No bom sentindo, é claro.
O grandalhão a minha frente, saboreava com lentidão a panqueca que preparei para eles. Já Justin, parecia uma verdadeira criança de cinco anos. Comia rápido e sujava o rosto no caminho. Falava de boca cheia, despejando-se em elogios. Segundo o que dizia, seu amigo e segurança, não era bom na cozinha. E ele poderia dizer o mesmo. Falava o quão maravilhoso fora aquele café da manhã, e que nunca comera tão bem em toda vida. Seus elogios tinham certo poder de fazer-me arrepiar. De sorrir. De ter as bochechas vermelhas e quentes em segundos. Mesmo falando de boca cheia. Mesmo com o rosto completamente sujo.
- Nós podemos ficar com ela? Hanna é tão adorável... Pode ser nosso bichinho de estimação. – brincou Justin, em mais um comentário de boca cheia.  E aquela brincadeira me fez quase sorrir.
- Obrigada... Eu acho.
- É claro que ela irá ficar! Se ousar pensar em sair desta casa, menina, puxarei você pelo braço e a trarei de volta. Nunca comi tão bem em toda vida! É definitivo. Gosto ainda mais de você depois deste belo café da manhã. – comentou Kenny em reposta ao garoto a sua frente. Sorri fraco, levando um pedaço da comida a boca. Aquela conversa boba era incrivelmente agradável. O clima era descontraído. O melhor. Um que nunca tive em toda vida. E graças aquele garoto maluco, este pequeno sonho estava enfim, se realizando. E pensar que a estas horas, as lágrimas molhariam meu rosto em meio aos gritos das pessoas que chamava de pai e mãe. Agora, a sensação de segurança era inabalável. E era maravilhoso.
- Céus... Coma devagar, Justin. Desse jeito irá se engasgar. – alertei, tomando um pequeno gole do suco de laranja em seguida. Ele passou a mão sobre a boca, limpando a pequena sujeira que ali se encontrava e, encarou-me.
- Estou comendo devagar. Na verdade, não tenho culpa se você é tão boa na cozinha. – justificou-se tornado a comer. Com uma pequena risada, o grandalhão levantou de sua cadeira, passando as mãos sobre a barriga estufada. O sorriso de satisfação estampava sem rodeios seu rosto.
- Meu bem, poderia levar alguns de seus waffles? – perguntou ele apontando para o prato a cima da  mesa.
- Mas é claro que sim. Deixe-me por em uma panela pra você...
- Acho que tem algumas aqui... Pode continuar comendo, menina. – respondeu doce, dirigindo-se ao armário atrás de si.
- Kenny, aproveite e ponha alguns dos biscoitos junto aos waffles. Eles são os biscoitinhos...
- Mais gostosos que já comeu. Você já disse isso, Justin. – interrompi segurando um pequeno riso. Depois de limpar-se, e se certificar de que Kenny havia atendido ao seu pedido, encarou-me com um sorriso nos lábios.
- Em relação aos biscoitos, sim, eu falo isso sempre que os provo. Mas saiba que a culpa é toda sua. Agora terá de aguentar ouvir-me falar o quando tem mãos maravilhosas para cozinha. Em segundo, por mais que não goste, irei repetir. Tem certeza de que realmente não deseja vir conosco? Sei que falar sobre negócios em pleno domingo não é agradável, mas ficar sozinha nesta casa pode ser um pouco deprimente. – argumentou arrumando a jaqueta de couro melhor sobre o corpo. Seu olhar se mantinha firme ao meu. E realmente não sabia como agir a isso.
- Ainda não me sinto... Hum... Preparada para sair. Sinto muito, acho que não serei uma companhia agradável. Vá, não se preocupe comigo.
- Irei se me prometer que ficará bem. E se prometer também, que ligará caso aconteça algo. E lembre-se, não importa se é ruim ou não. Promete?
- Isso é bobo.
- Certo. Então ficarei com você. Não me importo de passar minha tarde de domingo, correndo pela casa com a tigela de bolo nas mãos, como já fiz antes. – deu de ombros. Ele não brincava no que dizia. No dia de ontem, durante a tarde, fiz um bolo de chocolate com cobertura de morango. Porém, durante o preparo, o rapaz pegou a tigela de mistura e correu pela casa com ela. Quando finalmente o encontrei, depois de correr por cinco minutos, vi que Justin tinha comido toda a massa cremosa, tendo o rosto lambuzado por ela. Tive de refazer, é claro. Mas deveria admitir, foi divertido. Foi engraçado.  E lembrar aquele pequeno momento feliz, me proporcionou um pequeno sorriso nos lábios.
- Está bem. Prometo mantê-lo informado caso haja algo. – dei-me por vencida, retornando a sentar na cadeira, em frente ao balcão. Ele sorriu vitorioso, pondo as mãos nos bolsos, enquanto esperava o guarda-costas, fazer seu pequeno embrulho.
- Muito bem. E sabe as regras. Nada de por fogo na casa. Nada de ficar chorando pelos cantos, gosto de ver você sorrindo. Sorrindo sempre. Antes de atender o telefone, ouça com atenção a voz de quem fez a chamada. E caso baterem a porta, não atenda. De maneira nenhuma!
- Eu já sei as regras.
- Mas não há problemas em ouvi-las outra vez. Acha que quero que, um estranho entre aqui e tente fazer mal a você?
- Mas você era um estranho...
- Eu não era um simples estranho. Era um estranho doido. Mas o estranho doido em que você pode confiar. Esses outros, são apenas estranhos. E não quero nenhum deles perto de você.  – continuou a discursar em seu modo protetor. Ri fraco, quando seu corpo se apertou ao meu em um abraço forte e carinhoso. Terminado com um doce beijo na testa.
- Será que pode fazer outro bolo, menina? É que andar me deixa faminto. – justificou Kenny, passando a mão livre sobre o estômago, enquanto a outra carregava uma pequena sacola.
- Claro. Bolo de morango, o que acha?
- Perfeito. – sorriu largo e caminhou em direção à porta. Aminado como sempre.
- Cuide-se. Voltarei o mais rápido que puder. – disse Justin por fim, e então, ele e seu olhar preocupado rumaram até a porta.
E essa foi à última vez que pude observar seus olhos, antes de estar entregue a solidão desta casa. Com um longo suspiro, deixe-me sentar lentamente sobre o sofá macio da sala de estar. Quatro dias. Quatro dias morando um garoto gentil. Ele me ofereceu um abrigo, cuidou de mim e de  minhas feridas. Mas não pode curar uma. A mais profunda e dolorida de todas. Era o tipo de machucado que nenhum medicamento poderia curar ou amenizar. Perder a única coisa realmente valiosa era tão... Droga! Minha honra era mais importante do que qualquer coisa, mais valiosa do que qualquer quantia em dinheiro. Era a única coisa que importava, que valia a pena conservar. Mas a perdi. E aquilo doía. Provavelmente, se Justin não houvesse escutado meus gritos quase sem força de socorro, talvez não estivesse aqui.
Luca poderia ser cruel, essa era uma de suas especialidades. Sabia que depois de abusar de mim, se divertiria em mais uma de suas torturas, antes de um assassinato a queima roupa. Ou, ainda pior, tornar-me sua ‘ajudante’ em suas vendas. Aquelas eram as mais terríveis lembranças de toda minha vida. Porém, era ainda mais terrível, saber que me encontrava sozinha. Bom, talvez sozinha com um garoto maluco. Estar com ele, era como estar entre amigos. Mas algo ainda não se encaixava.  Mesmo estando rodeada por duas pessoas maravilhosas, a sensação de solidão não deixava de ser presente. Até porque, nenhum deles sabia a verdade. Nenhum deles, sabia em exato, tudo o que passei nesses últimos dezesseis, quase dezessete anos. E nenhum desses pensamentos deixavam minha mente.
Aquela casa silenciosa, atraia memórias que nunca deveria ter guardado. Lembrei por exemplo, do dia em que conheci Louise. E consequentemente o dia em que foi embora. Uma ligação foi o bastante para que me desse seu adeus da melhor forma que podia. A comida sobre o calção da cozinha, trazia, porém, as melhores recordações. Os maravilhosos biscoitos com pedaços de chocolates, feitos por minha avó, as maravilhosas aventuras contadas por meu avô, em um mundo de piratas, princesas e príncipes encantados. Os vários doces que devorava, a cada vez que estava com eles. As maravilhosas brincadeiras, o chocolate quente... Como sentia saudade disto. Saudades deles. Agora me encontrava sozinha, em um jardim de grama tratada em um verde vivo. Sentindo as lágrimas molharem silenciosamente meu rosto, levando com elas as maravilhosas e, dolorosas lembranças.  Talvez aquela dor nunca passasse, mas conviver com essa angústia certamente não seria a melhor solução. Ou talvez... É, talvez.
[...]

17 de Fevereiro, New York City, 10:20am
Toquei a maçaneta fria da porta, e recurei novamente, afastando-me dela. Era a quinta... Sexta... Não sei, talvez sétima ou oitava vez que repetia o mesmo ato. Essa luta interna estava deixando-me a tremer. Vinte e dois minutos, e sequer consigo tocar a maçaneta da porta, sem recuar. Sem sentir arrepios, ou medo.  A essas alturas, Justin estaria reunido aos demais adolescentes, em uma sala de aula pequena, com sapos para dessecar.  E era um momento ao qual pedia para ser uma pessoa normal. Eu precisava fazer algo.
E o primeiro passo seria encontrar um emprego. Seria, já que mal consigo abrir a porta, sem pensar que Luca poderia estar me esperando do lado de fora. Ou talvez, e ainda pior, Iago. Aquela era uma Hanna assustada, com medo das pessoas, com medo do mundo. Tento ideias assustadoras de que sair do refúgio da casa de Justin, seria a pior decisão da vida a ser tomada. Respirando profundamente, tornei a caminhar lentamente em direção a porta. Segurando com firmeza a roupa que vestia ergui a mão até a porta.
- Alguém em casa? – uma batida forte interrompeu-me, e assustada dei um salto para trás. De coração batendo forte, juntei as mãos em plena tremedeira, apoiando-me no sofá. Era impossível parar de encarar a porta.
- Alguém? Tenho algumas cartas aqui... Justin? – arregalei ainda mais os olhos, sentando-me no sofá. A voz era grossa e firme. Mas de onde conheciam, Justin? Será que é um visinho?
- Vamos abra a porta, não acredito que esteja na escola há essa hora. -  depois de bater por mais três vezes, um enorme silêncio reinou no ambiente, quando ouvi passos caminhando para longe.  Passando os olhos para baixo, vi algumas cartas em baixo da porta enorme de madeira.
Talvez estivesse louca, e bem... Certamente estava. Poderia ser um amigo, ou até mesmo um vizinho. Mas o medo que alertava minha mente, dizia que a qualquer momento algo ruim poderia me acontecer. Dizia também que Luca não descansaria até finalmente conseguir o que queria. E no fundo, o maior medo era de Iago e Holy encontrarem-me aqui. Os planos de Iago Evans costumam sempre dar certo.  E ele iria até o fim, para alcançar seu objetivo. E para isso, precisaria eu, estar lá. Amedrontada, apoiei a cabeça sobre as pernas e me pus a chorar. Sentindo-me uma completa estúpida por estar desabando em lágrimas. Por estar com medo. Por ter medo das pessoas. Por ter medo de mim.
[...]
- Acredita que tive de abrir um sapo ao meio? Foi nojento. Mas veja, trouxe algumas rosquinhas pra você. Estão deliciosas... – ouvi a voz animada de Justin ao entrar na casa. Em sua euforia, enquanto fechava a porta, enxuguei depressa as lágrimas e, ainda triste, pus da forma que pude, um sorriso no rosto.
- Nossa, obrigada. – respondi fraco, vacilando em algumas partes. Engoli em seco, tentando parecer o mais feliz possível. Ou o que eu pudesse parecer. Ele já fez demais por mim. Não seria justo retirar de seu rosto, aquele lindo sorriso que trazia provavelmente desde o início do dia.
- Estão realmente bons. Passei em uma loja de doces, e não pude resistir. Sei que gosta, então decidi trazer. E, me permita dizer que sinto muito por deixá-la tanto tempo só. O pessoal conversava demais, e quase não me deixaram sair. – comentava, deixando sobre o sofá a mochila e na mesa de centro, uma pequena caixinha em que, dentro,estavam deliciosas rosquinhas.
- Obrigada... – olhei para baixo observando minhas próprias mãos. Não chore agora, Hanna. Não na frente dele. Não chore. Alertava minha mente mais uma vez.
- Você saiu?... – perguntou cauteloso. Seu cuidado dizia tudo. Não fingi tão bem quanto planejei. Que as lágrimas já não negavam a dor em meu peito. Que os pequenos soluços, por mais que fossem silenciosos, relatavam uma parte do que tinha acontecido. E foi assim, impossível conter as gostas quentes que escorriam de meus olhos.
- Eu tentei... Eu não consegui sair... Tenho medo, eu... – explicava em soluços minha situação constrangedora. Depois, sentindo os braços dele, rodearem meu corpo, em um abraço carinhoso e protetor. Mas que vergonha, Hanna. Nunca pensei que se sujeitaria a isso. Logo você. Dizia minha mente, em sua plena decepção. E não era mentira. Porém, o calor do corpo dele era maravilhoso, e seu cheiro único, invadiam minhas narinas de maneira a deixar-me atordoada. Talvez estivesse derretendo em seus braços, enquanto as pequenas lágrimas achavam-se mais ousadas a cada vez que molhavam minha bochecha.
- Está tudo bem, eu estou aqui... Calma... Vai ficar tudo bem, nunca vou deixar isso acontecer novamente. Irei proteger você, prometo.  – dizia deixando pequenos beijos sobre meus cabelos. Talvez ele não soubesse o que dizer. Ou talvez, aquilo fosse exatamente a coisa certa a se falar. Por um momento, aquele pequeno carinho pode me fazer despejar toda a dor que sentia. Aquilo não era certo, não chore na frente de ninguém. Continuava minha mente. Mas entregar minha dor daquela maneira era tão diferente. Como se um enorme peso caísse de minhas costas. Era tão estranho, tão novo. Jamais poderia negar que, Justin me trazia sensações antes nunca sentidas por mim. E o pior de tudo isso, era que... Eu gostava disso.


 Espero que tenham gostado e muitos beijos. Até os próximos caps. AnjinhaPipoca :D

My Angel - Capítulo 8 - A Salvo

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Angel - Capítulo 8 - A Salvo
14 de Fevereiro, New York City, 14:22pm
   Uma luz branca e forte me despertou da escuridão, obrigando-me a abrir os olhos. Minha cabeça doía, mesmo que levemente e logo pude perceber onde me encontrava. Ainda deitada sobre o colchão, observei lentamente o que me rodeava. Era um ambiente aparentemente calmo. Era um quarto levemente luxuoso em cores claras. Uma enorme televisão de LCD se encontrava pregada a parede, a frente da cama macia, ao qual me encontrava deitada relaxadamente. As cortinas de cores em creme encontravam-se abertas dando passagem à luz do sol que por sua vez me despertou dos sonhos. E apesar de ser um belo lugar, seu luxo aparente não me deixou desconfortável. Era de fato agradável e acolhedor, pensei, enquanto sentava-me com certas dificuldades sobre o estofado.
   De mãos sobre a barriga, levantei confusa uma espécie de pijama azul claro, vendo ali, na região ferida, um curativo de tamanho médio. Já não sentia dores no estômago, o corpo estava relaxado, cheiroso e macio. Porém não me lembro de ter me banhado enquanto andava pelas ruas frias de New York. A única lembrança que sobreviveu, antes de tudo apagar-se, foi do rosto preocupado de Justin. De uma luz de um provável farol de carro. De um homem abusando de mim, roubando a única coisa que eu realmente achava que jamais poderiam tirar. Ainda sentia dores um pouco fortes na cabeça. A única dor que ainda parecia resistir firmemente. E abraçando as pernas e relaxando a cabeça sobre os joelhos, pedi para que onde quer que estivesse, nada mais atormentasse minha vida.
- Que bom que acordou, fiquei preocupado. Como se sente? – uma voz rouca atravessou meus ouvidos, e assim olhei na direção da porta, que se abriu lentamente. E vi passar por ela, um Justin levemente atrapalhado carregando em mãos uma bandeja. Esta por sua vez, continha frutas, torradas, waffles, um belo e grande copo de suco de laranja e um prato de cereais com leite. E claro, um pedaço considerávelmente grande de bolo de chocolate. Já sentado na cama, ele deixou a bandeja de madeira sobre ela e encarou fixamente meus olhos. Não poderia estar mais envergonhada.
- O que foi?
- Pode me contar o que houve? – perguntou cuidadosamente. Passei a língua entre os lábios, controlando o nervosismo. Essa luta não era dele.
- Você viu, eu acho. Além do mais estou melhor agora.  - contei, mentirosa. Era muito para se esquecer de uma hora para outra. Mas ele não precisava saber disso.
- Não tenho tanta certeza.
- Porque está dizendo isso?
- Você não está sentada corretamente. Sua... hum... Bem, aquilo... Aquilo que tem entre as pernas, ... Está doendo, não é? – perguntou novamente, levemente constrangido. Olhando rapidamente para baixo, e tornando a encará-lo entendi finalmente a que ele se referia. Sim, doía também. Mas não como antes, não como doía no exato momento em que tudo aconteceu. Mas doia, ardia. E envergonhada, abaixei a cabeça encarando as mãos.
- Você viu tudo? – questionei baixo.
- Vi o suficiente para sentir ódio de quem fez aquilo. Em um momento estava passeando de carro com um velho amigo, e em outro, me deparo com gritos de dor e terror pedindo por socorro.
- Há quanto tempo estou aqui?... Onde estamos realmente? – tornei a interrompê-lo ainda de cabeça baixa. Não me sentia bem para encará-lo neste momento. Tinha extrema vergonha por saber que ele, viu-me em um estado tão deplorável e penoso. Mil vezes droga.
- Não quer falar sobre isso agora, não é? – continuou com cuidado nas palavras.
- É.
- Tudo bem, não precisa sentir vergonha. Não vou forçá-la a falar, tenho certeza de que foi uma terrível experiência. Vou dar seu espaço, quando estiver pronta, irei ouvi-la... E bom, respondendo sua pergunta, estamos em minha casa. Então se sinta a vontade, por favor. – falou educado, tocando carinhosamente minha mão. Ainda duvidosa sobre meu ato, ergui a cabeça e encarei seus olhos sinceros e brilhantes. Ele parecia dizer a verdade. E no fundo, acreditei em cada palavra dita por ele.
- Mas... Não quer prestar queixa na policia? Fazer um boletim de ocorrência? – continuou ele, sempre cuidadoso e calmo em suas frases.
- Não. – respondi baixo.
- Do que você tem medo? – perguntou ele por mais uma vez. Neguei com a cabeça. Não seria uma boa ideia denunciar Luca. Ele sabia exatamente onde ‘tocar’ para machucar alguém. E não é apenas medo por mim. Acredite. Além de que, ele é influente, e o dinheiro que adquiriu era o suficiente para ser acusado de todas as acusações.
- Fui expulsa de casa... Esfaquearam-me o estômago. Foi você que cuidou dos meus ferimentos? – perguntei duvidosa, sem responder sua pergunta anterior. E ele moveu a cabeça em um gesto positivo. Ou quase isso.
- Em partes sim. O Dr. Simon, um grande amigo da família examinou você enquanto dormia. O ajudei a fazer alguns curativos, porém precisei sair quando ele foi cuidar dos ferimentos da... Hum... Você sabe... Das partes baixas. Da ‘entrada da nave mãe’. – respondeu mordendo os lábios em vergonha, e pela primeira vez desde que fui posta para fora de casa, eu gargalhei. Gargalhei alto, da maneira mais estranha que se pode conhecer. Ele, levado por minha onda de gargalhadas, acompanhou-me em algumas risadas. Evidentemente confuso, mas ainda sim risonho.
- Entrada da nave mãe...  Você realmente é doido. Só poderia ser você, para dizer algo tão bobo. – falei entre risadas, agora, controladas. Entendo então, ele riu balançando a cabeça.
- Fiz você rir, já é um bom começo...
- É verdade, obrigada por ter me salvado. Talvez se não houvesse chegado a tempo...
- Não mencione isso. Não iria acontecer nada, tenho certeza de que Deus não seria cruel a deixar você sofrer horrores nas mãos daqueles infelizes. Além do mais, não precisa agradecer. Fiz apenas o que deveria fazer. – interrompeu, segurando minha mão com mais firmeza e pude me permitir assentir e beijar seu rosto em agradecimento.
- Eu insisto em agradecer. Afinal, não são todos os dias que um estranho doido, salva uma donzela em perigo, certo? – brinquei o vendo rir por mais uma vez. O que esse garoto faz para deixar-me assim? Divertida e risonha? Bolas!
- Mas acho melhor ir. Não quero fazê-lo perder tempo. Ou mais do que já perdeu...
- O que? Como assim, o que está dizendo?
- Não precisa ficar assim, apenas vou embora da sua casa, não vou mudar-me para Londres. – brinquei. Justin segurava, agora, meu braço com firmeza impedindo de que me levantasse da cama. Mas seu toque continuava cuidadoso, talvez até carinhoso. Um toque que arrepiou os pelos de minha nuca. Céus, Hanna! No que está pensando? O que está sentindo? Enlouqueceu de vez? Alertou meu cérebro.
- Mas você está sem dinheiro, comida ou roupas. Foi expulsa de casa. Como acha que vai encontrar um lugar para chamar de lar, com apenas dois mil dólares?... E se os mesmos homens a encontrem? E se eles tentarem machucá-la, novamente? Você pode ficar aqui por quanto tempo quiser... Ou até que tenha condições de ter um lugar digno para viver. Na verdade, não me importaria se morasse aqui. Faço questão que fique.
- Mas...
- Eu repito. Faço questão que fique... Não posso deixá-la na rua, jogada a própria sorte. Por favor, fique aqui.
- Não quero incomodar. Além do mais, você é um garoto. Vai querer ter privacidade caso queira trazer alguma garota para sua casa. Não irei me sentir bem, sabendo que estou atrapalhando sua vida. Realmente agradeço a preocupação, mas realmente não acho necessário. Eu sei me virar. – respondi baixo. Era horrível depender de outras pessoas, mas de fato ele estava completamente certo. E esse choque de realidade foi necessário para ver que precisava de sua ajuda.
- Pare com isso Hanna, por favor. Eu insisto, você jamais será um incômodo. Por favor, fique. Quanto tempo quiser, se desejar ficar aqui permanentemente não tem problemas. Na verdade até ficaria feliz. Assim poderíamos jogar Banco Imobiliário, comer torta todos os dias... Ou até mesmo apostar quantos peixes mortos se consegue beijar. – comentou rápido, retirando a mão de meu braço lentamente. Utilizando-as para gesticular em meio às palavras.  Um comentário engraçado o suficiente para me arrancar mais uma gargalhada controlada.  E suspirando em seguida, resolvi respondê-lo, antes que falasse algo relacionado a peixes.
- Tudo bem, você venceu. Ficarei aqui. Mas apenas até conseguir encontrar um lugar para morar.
- Isso é ótimo! Irei arrumar o quarto de hóspedes e...
- E lembre-se. Nada de beijar peixes ou algo parecido. – brinquei e ele riu por mais uma vez. Tentando, claro, imitar uma risada maligna. Obviamente não deu muito certo.
- Isso nós veremos, mademoiselle. Afinal, sei que você anda observando-me. Sei também que deseja meu corpinho nu. – brincou piscando olho. Em seguida, mandou um pequeno beijo com os lábios e moveu as sobrancelhas, brincalhão. Ri por mais uma vez, escondendo a boca com as mãos. Ele é, de fato, o rapaz mais maluco que vai conheci. E de longe, o melhor.
- Justin, ela já... Srta. Evans que bom que acordou, estávamos ficando realmente preocupados. Como se sente? Já comeu algo? – um homem alto, forte e negro entrou no quarto com um lindo e branco sorriso no rosto. Ele usava uma camiseta xadrez, e uma bermuda jeans. Estava descalço. Ele parecia ter rosto de segurança particular, e pensei no quanto ele poderia ser assustador em um acesso de raiva. Porém ao observar melhor seu sorriso gentil e extremamente largo, tive a certeza de que não era necessário sentir medo.
-  Oh sim, estávamos conversando tanto que esqueci de dizer. Eu trouxe isso para você. – disse Justin apontando para a bandeja de alimentos repousada sobre a cama. Ele pegou-a e deixou a minha frente. Sorri agradecendo o cavalheirismo.
- Obrigada.
- É uma moça muito linda e educada. Justin falou muito de você, Srta. Não faz ideia de como ele me encheu os ouvidos falando o quanto é...
- Kenny! – bronqueou o homem que riu erguendo as mãos em rendimento.
- Tudo bem rapaz. Não irei comentar que falou o quanto ela é bonita e...
- Kenny! – brigou mais uma vez para ele que riu ainda mais alto. Segurei o riso quando seu rosto encarou o meu, e sorriu nervoso.
- Mas enfim, é um prazer conhecê-la Srta. Evans.
- Hanna. Chame-me de Hanna, por favor. É um prazer conhecê-lo Kenny. – falei gentil, apertando levemente a mão que ele estendeu para mim.
- Tudo bem, Hanna. Agora que sei que está tudo bem com você, irei comprar alguns nachos. Devo demorar a chegar, então se comportem. E caso ele queria ficar pelado, alegando que quer vê-lo nu, ligue-me. – brincou na ultima frase piscando. Justin riu negando com a cabeça.
- Não há com o que se preocupar. Ele anda paquerando alguns peixes. Não posso competir com eles. – entrei na brincadeira e o grandalhão apontava para o garoto enquanto ria e saia do quarto. Essa era a risada mais estranha de toda minha vida. Mas era impossível não acompanhar. E ri também.
[...]

Ainda no mesmo dia, New York City, 22:10
Arrumei-me melhor a cama, puxando um pouco mais os cobertores para mim. A noite estava um pouco fria. A única luz vinha do televisor. As cortinas encontravam-se fechadas, e as luzes do quarto, obviamente apagadas. Justin, deitado ao meu lado esquerdo, ria de uma das frases ditas pelo ator principal do filme. Usava apenas uma calça de moletom azul e meias brancas. Sem a camiseta, ele exibia os músculos a cada vez que, se curvava para frente em meio a uma risada.
Era dono de um belo abdômen. Não era exagerado, tão pouco magrelo. No antebraço esquerdo, havia três tatuagens. A primeira eram letras que formavam a palavra Believe. A segunda era uma coruja. Um tanto grande, para ser sincera. A terceira era uma tatuagem em formato de X, também um pouco grande. Nos ombros, ao que parecia era um desenho de um índio.  Na frente, estavam desenhados uma coroa, e uma inscrição em números romanos. Eram até agora, as únicas que notei. E descendo um pouco mais o olhar, observei que ele segurava um balde de pipocas. Justin as devorava com rapidez enquanto gargalhava. Por um momento achei que ele morreria engasgado.
- Você quer mais pipoca?
- Não, obrigada. Comi tanto que me sinto uma verdadeira bola de basquete. – recusei o balde extragrande que ele oferecia. Sentados a cama de seu quarto, assistíamos a um filme bobo de comédia romântica que passava na televisão. Era 14 de Fevereiro. O dia em que os amantes se reuniam para comemorar um dia, para eles, mágico. O Valentine’s Day. Ou dia dos namorados. Em tempos passados, nesta mesma data, estaria em alguma festa, beijando alguns garotos. Bebendo e me drogando. Mas a companhia de Justin era altamente agradável. Os comentários bobos, as piadas sem graça sempre me causavam crises de risos. O que não era uma grande novidade, de fato.
- É uma bola de basquete muito fofa. – piscou.
- E você é doido.
- E você quer ver meu corpinho nu. Ou acha que não percebi sua atração por mim? Mas tudo bem, não a culpo. Sei que sou muito sexy. – brincou. Quando percebi ele passou o braço em volta de meu corpo, trazendo-me para mais perto dele.
- Relaxe, eu não vou morder você. Só se pedir é claro. – continuou e em resposta dei-lhe um pequeno beliscão na barriga. Ele riu novamente.
- Se for para beliscar, é melhor fazer isso em outro lugar. Só peço que não machuque meu traseiro, ainda preciso sentar.
- Você é doido e atrevido. Porque acha que tenho a intenção de ver seu ‘corpinho sexy nu”?– perguntei brincalhona, quando ele me apertou mais contra seu corpo.
  Contato suficiente para arrepiar-me em questão de segundos. Com a cabeça apoiada sobre seu peito descoberto, e a mão apoiada sobre sua barriga me permitir respirar fundo. Controle-se Hanna. Ele é apenas um amigo. Um amigo que salvou sua vida, mas que, porém, não pode salvar a única coisa que é mais importante e valiosa do que qualquer outra coisa. Sua virgindade. Tirada de maneira errada. Roubada. Da pior forma possível. Não é hora de pensar em beijos. A beleza dele não importa agora. Lembre-se, ele é um garoto. E você sabe o que os garotos querem. Alertou minha mente. Mas era tão estranho. Ele não parecia ser igual aos outros.
- Hanna?
- Hum? – perguntei quando a voz de Justin puxou-me para a realidade.
- Está tudo bem mesmo? Quer conversar? – tentou fazendo pequenos carinhos em meu braço com a o dedo polegar. Não havia percebido que passei tanto tempo pensando.
- Deve estar sendo o Dia dos Namorados mais chato de todos, não é? – falei olhando para cima e encarando seu rosto.
- Está brincando? Finalmente encontrei alguém que ri das minhas piadas sem graça, e que gosta de comer tanto quanto eu. Além de claro, desejar meu corpinho nu, o que todas querem é claro... – comentava ele brincalhão. Ri pela milésima vez, encaixando minha cabeça na pequena curva de seu pescoço. Ele era maluco. Mas algo dizia que com ele, estaria segura. Sempre. E foi assim que segui com a noite mais divertida de todas.
 

Ele tá bem mais 'atrevido' né? haha  Então o que acharam do cap? Ah, leiam minha fic My Dear Nerd - What If. Não é tão boa, mas prometo boas gargalhadas, com um Justin fofo e nerd. Haha. Comentem para o que eu saiba o que estão achando, ok? Se virem qualquer erro, pode falar, e aceito críticas construtivas, ok? Muitas beijocas :D

My Angel - Capítulo 7 - Escuro

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Angel - Capítulo 7 - Escuro
13 de Fevereiro, New York City, 16:35pm
  Abri lentamente os olhos assim que senti alguém mexer no meu braço desnudo. Sentia-me ainda pior que o dia anterior. Parecia ainda mais suja, ainda mais ensanguentada, ainda mais dolorida. O sentimento de dor e revolta era grande. Era a primeira vez que dormia na rua. Deixada a própria sorte. Aquilo não era nenhum pouco justo. Adolescentes normais estariam com dúvidas de que peça de roupa usar para a próxima festa. Porém lembro-me todos os dias que não sou todo mundo. Talvez se não chegasse a tempo no hospital, ou caso não parasse o sangramento, morreria lentamente com a perda de sangue. Mas aquilo também não importava. Nenhum pouco para ser sincera. Só desejava que esta dor desgraçada terminasse logo.
- O que faz aqui, criança? – o dono da mão que me despertou dos sonos perguntava em sua evidente curiosidade. Não sabia quem ele era e como chegou aqui. Não cheguei a me certificar de que ainda tinha os dois mil dólares guardados no sutiã. As dores corporais já eram problema suficiente.
- Você dormiu aqui?... Foi expulsa de casa?... – continuava a perguntar passando as mãos em frente a meu rosto. Pisquei algumas vezes em seguida tentando controlar minha visão, que no momento, não era das melhores.
- Pelo que vejo imagino muito bem o que houve. Mas precisa saber que este é o meu lugar... Deixarei passar apenas desta vez, já que está machucada. Está sentindo muita dor? – perguntava ele ao final e pude me permitir assentir positiva. Estava tudo rodando, tinha a impressão de que minha cabeça explodiria a qualquer momento.
- Eu tenho uma coisa para você, vai ajudar. Mas tem de por toda a fumaça para dentro. Tenho certeza de que vai se sentir melhor. – aconselhou estendo o tão conhecido amigo.
     Mesmo de visão turva, não me demorei em dar a primeira tragada. E a segunda, e a terceira e a quarta. Talvez aquilo me fizesse mal algum dia, e de fato faria. Mas agora, a sensação era quase maravilhosa. Já faziam apenas alguns minutos e a dor parecia não existir. Mesmo suja e levemente descabelada, levantei cambaleando com a bolsa nos ombros. Já de pé, dei meus primeiros passos ainda lentamente, ganhando velocidade à medida que meus pés agora descalços, estavam mais firmes no chão.  Eu sentia o efeito poderoso da erva começar a agir em meu corpo. Mesmo depois de algum tempo de uso. Sentia-me feliz, e apesar da fome não estava cansada fisicamente. Qualquer coisa me fazia rir e cair no chão. Eram momentos felizes. Breves momentos felizes. Era capaz de fazer qualquer coisa e que nada nem ninguém poderiam impedir-me. O céu estava mais colorido e mesmo com energia que a droga parecia oferecer, a impressão era que me movia lentamente entre as pessoas. Como se estivesse em câmera lenta.
- Que frango bonito. –falei baixo parando na porta de um dos muitos restaurantes da avenida mais famosa do mundo. Passei a mão sobre o estômago e mordi os lábios. Estava faminta. Arrumei a roupa com rapidez ao corpo entrando no estabelecimento em seguida. O cheiro da comida parecia ainda mais forte, e o frango na mesa à frente me obrigou a arregalar os olhos.
- Com licença, eu gostaria de uma mesa. Eu quero aquele frango. – apontei para a mesa que observava há alguns segundos atrás. Minha testa suava frequentemente e meu corpo parecia estar cada vez mais quente. E depois de passar a mão pelo pescoço, sentindo calor absurdo, encarei o rapaz a minha frente. Não gostei das feições dele.
- Desculpe-me senhorita, mas não há mesas disponíveis.
- Mas eu vou comer o frango, não a mesa.
- Sinto muito, não temos mesas disponíveis. – rebateu ele educadamente.
- E as mesas vazias no fundo?... Estou com fome! Eu posso pagar pelo que vou consumir, tenho dinheiro. – argumentei em resposta vendo o garoto negar meu pedido.
   Irritada saí do local, não sem antes causar um grande prejuízo quebrando os vidros, jogando os pratos de comida ao chão e batendo em um dos seguranças que me carregavam a força para fora, pela porta dos fundos. E jogada ao chão respirei fundo, tentando a todo custo acalmar os nervos. Observei minha roupa entre as lágrimas que escapavam de meus olhos e percebi o estado deplorável em que me encontrava. E foi ali que percebi que tinham pensado que era uma ladra. Emanava o cheiro forte da erva por onde passava e eles infelizmente perceberam isso. Ainda sentada abri a mochila retirando a única barra de cereal que resistiu a minha gula. Eu sabia que poderia pedir ajuda a Luca. Mas caso o fizesse, estaria assinando minha sentença de morte.
   Não paguei a dívida que tinha com ele. No momento de dor e desespero comprei mais alguns cigarros da erva, aumentando minha dívida. Sentia-me uma fugitiva. Talvez de fato fosse, porém a única coisa que realmente importa é a situação ao qual estou passando. O que importa é que estou na rua, jogada a própria sorte, e mesmo tendo dinheiro para comer não posso me alimentar como qualquer cliente. Depois de secar uma lágrima, fechei a mochila e ergui o corpo levantando-me em seguida. Eu precisava de um lugar para passar a noite e tomar um bom banho. Mas percebi que meu corpo estava fraco e quase não tinha forças para andar. Fiquei tanto tempo jogada ao chão? Pensei.
- Com licença, poderia me dizer que horas são? – perguntei a uma senhora bem vestida que andava ao meu lado. Ao virar o rosto ela arregalou os olhos e segurou firmemente a bolsa Dolce & Gabbana.
- Saia de perto de mim sua ladra! – respondeu grosseira andando o mais rápido que podia na direção do carro estacionado logo à frente. Era só o que faltava!
Só precisava saber que horas eram exatamente. O que há de errado comigo? Aliás, o que há de errado com as pessoas? Não custaria ela esticar os braços e informar as horas pelo relógio que carregava no pulso. E aquilo me fez bufar mais uma vez. E novamente me senti sozinha como sempre me senti. Irritava-me saber que o efeito do baseado tinha acabado e, no entanto o cheiro continuava impregnado em mim. Eu não tinha ideia de onde começar. Minha aparência não ajudaria em nada em uma procura de emprego no momento. E por um momento tive certeza de que nada poderia fazer minha vida piorar. Estava enganada.

                                                    (Escutem a música)
- Veja só quem encontramos... Finalmente achei você princesa, pensei seriamente que estivesse evitando-me. O que acha de me pagar o que deve, hum? – perguntou Luca parado atrás de mim.
Insultei-me por ter saído da Times Square. Praguejava-me em pensamentos por ter me afastado da multidão e ir justamente, na direção das casas mais afastadas do centro. Aquele era um lugar quase deserto, uma área residencial. Estava sozinha e quase caindo. Uma presa fácil. Ele era mal e não costumava respeitar ninguém. Tinha certeza de que se visse o dinheiro que tinha, o tomaria por completo. E de nada adiantaria por mais uma vez. Porque certamente, não teria condições sequer para comprar um hot-dog. Teria de pensar rápido. Muito rápido. Mesmo sabendo que estava completamente perdida.
- Não vai responder? Estou perdendo a paciência, eu quero meu dinheiro Hanna. – continuou ele. Engoli a seco, virando lentamente para ele que por sua vez, arregalou os olhos ao encarar-me da cabeça aos pés. Meu corpo voltara a doer, me sentia suja e suada e as mãos tremiam. Céus, o que está havendo?
- Eu não tenho o dinheiro...
- Como é que é? Como assim você não tem o dinheiro? O que houve com você? – disparou em perguntas, agarrando-me o ombro chacoalhando meu corpo com extrema força.
- Largue-me, por favor, está machucando. – pedi remexendo-me em suas mãos que me apertaram ainda mais ao seu corpo.
Funguei em seguida, assim que fui jogada ao chão. Meu corpo arrepiou-se e logo pude sentir meus cabelos serem puxados pela raiz. De visão turva, e ainda as lágrimas, pude ver Luca de rosto completamente vermelho. Seu olhar raivoso fixava-se em mim e suas mãos puxaram-me novamente para cima. Ele não estava sozinho, e sabia disso, pois sentia mãos agarrarem meu corpo por trás e me levarem para longe dele. Não havia escapatória, isso era certo. E também não havia ajuda, é claro. Estou perdida.
- Estou machucando?... Tem certeza, sua vaca? – perguntava raivoso, jogando no chão a bolsa que eu carregava em ombros antes de ser abordada. Era algo novo vê-lo desta forma. Também assustador. Luca era um homem sarcástico, frio e cruel. Jamais aumentou a voz a suas vítimas, seu sorriso debochado e os olhos contentes faziam muito bem esse trabalho. Mas aquele poderia ser um homem diferente. Seus gritos eram mais assustadores que seus sorrisos debochados. E para minha total infelicidade, ninguém passava pelo local.
- Vamos ver se isso machuca. – fechei os olhos gritando em pura dor. O punho dele direcionava-se varias vezes em meu estômago ferido pela lâmina de Iago. Eram diversos murros desferidos contra meus ferimentos, o que me deixava ainda mais fraca. Ainda mais vulnerável. Seus homens pareciam gostar da cena que presenciavam suas gargalhadas altas não negavam. Tão cretinos! Céus! Como alguém pode divertir-se com o sofrimento de outra pessoa? De outro ser humano? Tudo que queria era uma vida tranquila, tudo que desejava era ser uma adolescente de vida normal. Porque tudo isso? Pensei.
- Vou ensinar uma lição, que vai fazer você entender porque é importante pagar suas dívidas. – disse ele por mais uma vez.
       Luca pegou-me nos braços e caminhou comigo para um lugar ainda mais escuro. Um pequeno beco. Afastado, escuro, sujo. A água do esgoto molhava meu cabelo, enquanto ele preocupava-se em atirar-me ao chão molhado e rasgar minhas roupas. Ou uma parte dela. Minhas lágrimas não pareciam comovê-lo. Assim como meu choro extremamente alto, o sangue que escorria de minha barriga o corpo suado e que tremia quase que descontroladamente. Meu coração parecia bater mais rápido do que deveria e a dor consumia minha alma, enquanto ele tocava meu corpo e machucava-me. Suas palavras duras, seus toques violentos me faziam sangrar. Dois homens seguravam meus braços e pernas para que não houvesse escapatórias. Luca tinha um sorriso maldoso e em cima de meu corpo, se movimentava com rapidez. Ele e seus capangas eram os únicos a gostarem daquilo. Minhas forças pareciam esvair-se de meu mim, mas antes de deixar a escuridão levar meus pensamentos uma luz extremamente branca iluminou o lugar, que antes era tomado pela escuridão.
      Ainda atordoada, me permitir levantar a cabeça e ver que se tratava de um carro. Dois homens saíram dele com rapidez, o que fez Luca e seus dois homens correrem para não serem pegos. E quando deitei a cabeça novamente no chão sujo, ouvi uma voz conhecida chamar meu nome. A dor era tamanha que, minhas pálpebras tornaram-se donas de si e iam abaixando lentamente.
- Hanna?... Oh Céus!... Está tudo bem, estou aqui. – e vendo com dificuldade a silhueta preocupada de Justin, deixei que a escuridão tomasse conta de mim.

 Então o que vocês acharam desse cap? Ficou muito triste, muito violento, ruim? Comentem para eu saber o que estão achando, ok? É muito importante saber se estou deixando vocês felizes ao ler. Bom, acho que é só isso. Muitas e muitas beijocas pra todo mundo, espero que tenham curtido muito e até o próximo cap :D

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