25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 41 - Mesa Pra Gente Demais II

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 41 - Mesa para Gente Demais II

POV ANNA
Depois que Juju, gentilmente, segurou uma cadeira para que pudesse me sentar, ele se pôs sentado ao meu lado. E aproveitando a deixa, Ashley foi sentar ao lado de Will. Não gostei disso. Não mesmo. Mas não poderia deixar transparecer. Ela mataria na hora o porque de termos nos encontrado 'conhicidentemente'. E foi assim que ficamos, em meio de conversas nada saudáveis, se assim devo dizer. Eles não pareciam estar confortáveis, mas aquilo era o que menos importava. Era até bom ele estar se borrando de medo. "Estou chegando. Quando me ver, faça sua melhor cara de surpresa. Tenho um 'presentinho' para o Sr. Ladrão de Loiras Indefesas." Li a mensagem de Damon por baixo da mesa, devorando o pequeno tira-gosto sobre ela. Batatinhas Fritas. Será que seria a mesma da última vez? Ela era realmente boa, e esperava que ele tivesse se superado.
- Mas então, Ashley. Como anda os seus estudos? - perguntou Juju, ao passar os olhos pela tela do meu celular. Talvez seja bom descontrair o rapaz, prepará-lo para uma morte lenta e assustadora. Mas não precisava nerdear demais, né, Juju?
- Vão bem,... Eu acho. - respondeu aparentemente nervosa. Aparentemente? Não vou ser modesta, tinha mais partículas de nervosismo e medo o ar, do que partículas de DST no Carnaval.
- E que nota você tirou no seu último exame de matemática? - continuou a perguntar. Ele nerdeando é perigoso. As pessoas só costumam ter medo de conversas extremamente complicadas, quando está relacionado a bombas ou coisas parecidas. Porque ele não fala de bombas?
- Mi-minha nota? Eu tirei 4,5...
- O QUE? VOCÊ TIROU 4,5?! SUA NOTA FOI MAIOR QUE A MINHA SUA VACA LOIRA! - berrei em meu momento de naturalidade, espantada com o que ouvi. Ela riu, parecendo notar que em poucos segundos voltei ao meu normal. Qual é! Eu tirei 3,5! Tudo bem, estou feliz por ela, e até admirada por não ter colado. Mas é que o miserável do professor descontou pontos meus. Alegando que meu coportamento não era adequado, ele retirou pontos meus na prova. Essa, que tirei 8,0 caiu para 3,5. Pois é, mesmo com a resposta que o Justin me deu na prova, de nada adiantou. E se contar a diretora, é capaz de retirar ainda mais pontos. E daí se faço trotes, se corro pelos corredores, se fico em outras turmas só para conversar com meus amigos, se finjo que estou doente para comprar comida, se bato em qualquer um que tente olhar para minha bandeja abarrotada de coisas gostosas? Não tem motivos para mau comportamento. Eu sou um anjo! Ora bolas!
- Eu sei que sou linda, e que você me ama. - rebateu risonha. Mostrei a lingua.
- Cala a boca. - respondi irritada com seu comentário verdadeiro. Sim, eu a amava e ela era a minha loira. Idaí?
- Caaara! Mas que grande conhecidência! - ouvi uma voz rouca, irônica e bem conhecida atrás de Ashley e Will. Sentiram o nojo no nome? Pois é! Mas voltando, Damon piscou para mim antes de tornar a andar e parar a frente de nós. Meu sorriso se alargou ao ver meu companheiro de ameaças chegar. De mãos nos bolsos, seu sorriso sínico ficou ainda mais notável ao parar o olho sobre o carinha ali. É, Will.
- Damon? O que faz aqui? - a voz de Ashley era assustada, apesar de ela tentar falhamente esconder. É fácil saber quando ela não está normal. Basta passar dois minutos sem ouví-la falar sobre unhas, cabelos, maquiagens e Querida Querida Unha.
- Acredita que hoje senti uma fome desgramada? - ele riu e arrumou o cabelo com a mão livre. Justin apertou minha mão, enquanto eu admirava Damon retirar o casaco de couro que vestia. E depois eu que sou a ciumenta.
- Não vão se importar que me sente aqui, não é?... Ótimo. - ele falou e deu a volta na mesa. Puxou Will para levantar-se e sentou no lugar dele. Sempre com o mesmo sorriso no rosto. Tinha certeza de que a loira não estava gostando daquilo. Provavelmente tinha medo que chutásse-mos o traseiro desse idiota, coisa que obviamente iria acontecer. Quem ele pensa que é para tentar algo com a minha loira?  O garoto foi até outra mesa e puxou uma cadeira. Ficamos em um circulo. Com ele entre mim e Damon.
- É bom ter você aqui. Faz quanto tempo que não nos vemos? - falei em ironia. Eles não podem saber dos nossos códigos, ué!
- Algumas horas, talvez? - entrou na brincadeira balançando os ombros. - Ah, mostrei a você o que encontrei jogado no meu quarto? Meu taco de Baseboll. Não é lindo? - continuou deixando o enorme taco de madeira, que me lembrava muito o Bieber II pelo tamanho, hehe, sobre a mesa. Os olhos de Will se arregalaram ainda mais de surpresa e medo se é que isso é possível. Ah então era esse o tal 'presentinho'? Prefiro aquelas coisas grandes que usam para castrar os cavalos. Basta assistir Doce Vingaça para entender o que estou falando. Mas o filme é sangrento e meio pesadinho, então não recomendo para quem não gosta dessas coisas. Não é que eu goste desse tipo de filme, não de modo algum! Mas quando se põe comida na minha frente, assisto a qualquer filme sem problemas. Se é que me entende.
- Ah, Damon! Eu me lembro desse taco, mas é claro! É um velho conhecido. - comentei com um sorriso.
- Lembra?
- Mas é claro! Como poderei esquecer, se usei justamente ele para acertar as bolas do Dyllan? - rebati sorrindo ainda mais.
- É... Bons tempos. Bela rebatida. - completou ele pensativo e saudoso.
- Obrigada.
- Porque não nos contou do seu amigo, Ashley? Ele é tímido mesmo, ou está com medo de algo? - a voz de Justin me despertou e meu sorriso malvado reapareceu. É maravilhoso ter um namorado nerd como cúmplice.
- Tem razão, porque não nos disse nada, Ash? - questionei apoiando os cotovelos sobre a mesa.
- Ela não contou para você? Pensei que já soubesse. - comentou Damon atirando a isca. Se largando na cadeira.
- Não contou o que? - perguntei novamente mirando olhares entre todos na mesa. É claro que eu sabia do que ele estava falando. Era um pequeno teste. Vamos ver se essa loirinha admite que está ficando com esse Desprovido de Bunda.
- É, eu não contei o que?  - questionou ela, nervosa. Esse sorriso nervoso não é nada legal, Ash. Meu lado ameaçador falava, como se ela pudesse ler minha mente. Ainda bem que ela não pode. Caso contrário, o levaria para as colinas por saber dos vários métodos de tortura que estava inclinada a fazer com esse babaca.
- Que você tem um super amigo. Não é mesmo, Will? - respondeu Damon, dando um pequeno murro no ombro do garoto ao seu lado. Se é que posso chamar aquilo que pequeno murro. Ashley e seu parceiro riram nervosos e aliviados.
- Sabia que no dia em que você e seu nerd foram assaltados, vi esses dois fujões jantando juntos? - continuou apoiando-se na mesa, assim como eu. - Grandes amigos, eles, não acha Anna?
- Realmente. Considerando que não sei nada sobre ele... Me diga, Will, o que faz da vida além de jogar basquete e destruir corações? - continuei a perguntar.
- É diz aí, cara! - incientivou Damon dando um empurrão nele. O garoto quase caiu da cadeira. É isso aí, Damon!
- E-eu não destruo corações! - argumentou na defenciva. Não minta para mim, seu ordinário!
- Sabe, você se parece muito com o último garoto que saiu com a Ashley.
- Sério?
- Uhum!
- Porque, ele era bonito? Sou mais bonito que ele? - perguntou alegre, acreditando que tinha conseguido conquistar meu carinho para não apanhar. Boboca!
- Não. Ele não era bonito. Na verdade, a única diferença entre vocês é que você ainda tem um traseiro.  - expliquei simples. Damon riu malvado junto a Justin e o rapaz arregalou os olhos. Bons tempos. Bom chute.
- Posso anotar seus pedidos? - um garçom, até bonitinho, perguntou parado perto da nossa mesa. Era impressão, ou ele estava piscando para mim e para Ashley? Deve ser por isso que os homens da mesa o encararam feio. Mas... Hey, eu conheço esse garoto. Ele estuda na mesma escola que eu.
- Alberto Finnegan? Não sabia que estava trabalhando aqui. - comentei em surpresa. Ele, em troca, sorriu.
- Preciso ganhar um dinheiro extra se quiser um carro. Meu velho acha que preciso aprender o valor do dinheiro e trabalho duro. É um boboca. - respondeu dando de ombros.
- Apoiado! - exclamou Damon.
- Pois é. E que tipo de carro você quer comprar? - tornei a perguntar.
- Um Porshe! - respondeu com um sorriso sonhador no rosto.
- Há! Vai morrer trabalhando! - falei entre risadas.
- O que vão querer? - tornou a perguntar, emburrado, para nós. Ué! Ele ao menos sabe quanto custa um carro desse? Não tenho culpa se ele é tão ingênuo.
- Sinto muito por você, mas um carro desse porte, nos dias de hoje, vale, no mínimo, de setenta mil em diante. Porque não procura investir em um carro popular? - sugeriu Justin.
- Porque não procura se meter no que é da sua conta? - revidou emburrado.
- Porque você é idiota o suficiente para perceber que não tem dinheiro suficiente para comprar um Porshe. Porque além de burro, é estúpido! Você tem sorte por não ter trazido um recipiente com Ácido Sulfúrico para jogar nessa sua cara feia. Ou melhor, instalar uma Mina Terrestre na sua sala de jantar. Infeliz! - esbravejou Justin, e Alberto deu um passo para trás. Will, pelo que pude ver de rabo de olho, arregalou os olhos. Talvez ele saiba o que seja e para que serve um Ácido Sulfúrico. As vezes um nerd, assusta mais do que um bonitão, muito muito bonitão de olhos azuis.
- O que vocês vão pe-pedir? - o rapaz continuou fazendo força para não gaguejar. Estou orgulhosa, Juju. Muito orgulhosa. Viram, só? Ele aprendeu tudo isso comigo. Sou demais!
- Podem pedir o que quiser, eu pago. - se ofereceu Will. Não tente ganhar minha simpatia porque está pagando o jantar. Vou chutar seu traseiro assim mesmo!
- Um Filé Mignon ao Molho de Queijo e um copo grande de refrigerante. Para sobremesa um Pudim. - disse Damon. Alberto logo tomou nota.
- Panquecas com Carne muída com Refrigerante. Para sobremesa Mouse de Maracujá e Cappuccino. - falou Justin irritado para Alberto, que tomou novas notas. Arregalei os olhos. Como assim ele pediu refrigerante?
- Eu quero um Chocolate Quente e Bolo de Cenoura, por favor. - continou Ashley. Não poupe a grana desse idiota, loira! Pensei. Já que os pedidos de Damon e Justin não estão acabando com o cartão de crédito dele, vou dar uma forcinha.
- E você, Anna? - questinou Alberto de cara fechada.
- Para você é Srta. Montês, idiota! - reclamou Juju, ainda nervoso pela raiva. O garoto deu mais um passo para trás.
- E o que a Srta. Montês deseja? - corrigiu-se engolindo a seco.
- Para entrada, vou querer um belo Pão de Queijo, seguido de Fundue de Chocolate. Para o verdadeiro jantar, quero uma Lasanha, Macarrão com Estrogonofe de Frango com muitas batatas palhas bem crocantes, acompanhado, de Purê de Batatas. E novamente, não esqueça das batatas palhas crocantes e o maior copo de refrigerante que tiver. Empadão de Frango e um Belo Bife a Milanesa. Para sobremesa, Pudim de Limão, Mouse de Chocolate, Café com creme de laranja, Churros, Sorvete de Napolitano e muitas cerejas, quero as todas as cerejinhas que tiver. Todas. E para finalizar, um Milk Shake Ovomaltine e acrescente pedacinhos de chocolate. Ah, e uma porção e nachos com bastante molho de queijo. É só. - respondi simples. Olhei a minha volta logo em seguida. Mas porque todos esses olhares arregalados? Até parece que nunca me viram comer! Ora Bolas! Santos Nachos Com Molho!
- E o que você vai querer, Will?
- Tem um emprego aqui?
[...]
- Você é muito má, amor. - Justin falava entre risadas. Me apoiei na cama pelos cotovelos, enquanto a outra mão acariava seu peitoral nu. Sim, nos fornicamos, edai? Comi muito e preciso queimar calorias.
- Mas não fui eu que ameaçei um garçom com Ácido Sulfúrico por ter sido grosso.
- Por ser grosso? Você viu o jeito que ele te olhou?
- Mas fez o mesmo com a loira.
- Mas estamos falando de você. Aquele babaca estava tentando fletar com você! Se aquele lugar tivesse qualquer tipo de ácido, faria uma mistura e jogaria em cima dele. Ai sim, queria ver com qual rosto ele ia ficar piscando pra você. - respondeu emburrado e enciumado. Lhe beijei o biquinho que fazia com a boca, enquanto ria.
- E depois eu sou a ciumenta sem solução. - ri. - Sabe, estou com fome. O que tem na sua geladeira? - tornei a perguntar curiosa. Minha barriga não parava de roncar.
- Você comeu uma 'montanha' de comida a poucas horas atrás, Anna! Faliu a conta bancária do Will só com comida! Como pode ainda estar com fome?
- Estando, ué. - dei de ombros.
- Mas...
- Eu já sei o que você vai dizer. Mas mesmo assim, estou com fome. Você foi incrível o suficiente para e fazer perder calorias, me deixou suada, cançada e feliz. Mas também me deixou com fome. Então, a culpa é toooooda sua! - argumentei dando de ombros mais uma vez. Ele riu beijando a ponta do meu nariz.
- Boba.
- E antes que esqueça, estou orgulhosa de você.
- Sério? - perguntou em meio a um sorriso. - Mas porque?
- Porque você enfrentou o Alberto daquele geito. Antes você ficaria triste e cabisbaixo, mas hoje vejo que você finalmente entendeu que não é inferior a ninguém.
- O grupo me ensinou que não posso deixar ninguém ter mais 'poder' sobre mim, e é isso que estou fazendo.
- E está me deixando orgulhosa. Aliás, você sempre me deixou orgulhosa. - rebati sorridente tomando seus lábios em mais um beijo. Enquanto ele acariciava meus cabelos e rosto.
- Crianças, se desforniquem e se vistam. Venham para a sala, preciso falar com vocês. - a voz de Pattie ecoou pelo quarto, enquanto suas batidinhas na porta nos fez partir o beijo. Poxinha, Pattie. Tava tão bom!
- Estou com preguiça, Tia. - falei alto o suficiente para que ela ouvisse. Justin riu, fazendo carinho em minhas costas.
- Tem bolo de limão e chocolate quente na sala. - disse por fim. Arregalei os olhos e levantei em um salto da cama.
- TÔ INDO! TÔ INDO! TÔ INDO! GUARDA UM POUCÃO PRA MIM! - gritei o mais alto que pude para que ela ouvisse, correndo pelo quarto, pegando minhas roupas jogadas no chão. O que foi? Estou com fome!
[...]
- Está bom, Anna Mel? - ela perguntou. Acenei com a cabeça, levando mais um pedaço do bolo a boca. Hummm... Que gostoso! Ainda bem que ela fez comida, estava morrendo de fome.
- Está muito bom! Estava morrendo de fome! - comentei entre uma garfada e outra.
- Você vive morrendo de fome, Anna. - ela disse rindo.
- Isso também.
- O que a senhora queria dizer, mãe? O gato da vizinha foi hospitalizado por comer os experimentos da Anna? - Justin perguntou curioso. Lhe dei uma cotovelada, de cara irritada. Minhas invenções culinárias não são tão ruins assim!
- Bom, também, a vizinha pediu para que ela parace de perseguir o gato. Agora entendo porque seus pais proibiam você de 'brincar' com os animaizinhos dos vizinhos. - comentou em resposta. Com a boca desocupada, resmunguei de braços cruzados. Primeiro, porque a comida acabou, segundo porque eu não persigo animais. Eu só ando um pouco depressa atrás deles e lhes faço comer meus inventos.
- Isso não aconteceria se vocês me ajudassem no meu caminho para o sucesso! Um dia vou estar no livro de história por inventar uma comida muito importante e que será consumida por séculos por pessoas da alta sociedade... Sabe,... Como o Queijo do Reino. - expliquei vendo eles rirem como bobos. Pararam aos poucos, como se tivesse contado uma piada muito engraçada. Ora Nachos!
- Agora, falando sério. - disse a ruiva quando parou de rir, sentando-se em uma cadeira a nossa frente.  - Lembram do rapaz que ficou ligando para cá...
- Pra saber sobre o Juju? Uhum, o que ele fez? Posso chutar o traseiro dele?
- Calma, querida. Pode guardar sua sede de chutar traseiros pra depois. Não vai precisar. - ela riu.
- Bolas!
- O que ele queria?
- Bem, o nome dele é Scooter Brown. Ele viu seus videos, querido, e está propondo levar você para Atlanta, apenas por uma semana para falar com produtores. Ele acha que tem talento, e quer transformar você em um cantor famoso querido. O que acha? - respondeu por fim, enquanto eu engoli a seco.

Aqui está mais um capítulo. Espero que esteja bom. Ah, eu queria saber se vocês vão querer uma outra temporada. Tipo, se quizerem, vai ser a final, mas preciso da opinião de vocês. Querem uma terceira e última temporada? Gostaram do cap? Beijos :D

My Dear Nerd - What If - Capítulo 40 - Mesa pra Gente Demais I

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 40 - Mesa pra Gente Demais I
POV ANNA
Depois de uma caminhada completamente exaustiva, chegamos a escola. Estava um pouqinho triste. Sim, tinham baleado um dos Doritos. Chorei muito por isso. Nem me importei com as pessoas que me olharam estranho. Cara, acertaram minha comida predileta. Como vou viver sabendo que sangue de nacho foi derramado naquele lugar? Foi um assassinato!
- Caramba, como você tá Anna? Eles foram muito agressivos? Céus, você deve ter ficado muito apavorada! - comentou uma das garotas antes que uma chuva de pessoas caisse sobre mim. Todos souberam do que houve no domingo. Pois é, as notícias se espalham rápido por aqui, ainda mais quando se é popular.
- Estou bem, foi apenas uma situação muito ruim... Mas já podem me deixar respirar, por favor. - pedi sufocada para as pessoas que abriram espaço no circulo humano que formaram. Foi bom saber que estavam preocupados comigo, ao menos eu acho, mas me deixar sem ar já é demais. Porém, ficaria extremamente feliz se me contassem que o Doritos baleado estava bem e fora de perigo. Eu tentei levar ele para o hospital, mas ninguém deixou. Essas pessoas crueis! Achando que um nacho não tem sentimentos! Eu o amava, ok? Ainda me doi sua morte.
- Alguém foi baleado? - perguntou um garoto do primeiro ano do ensino médio. Curioso como sempre. Eu já o conhecia antes de estudar comigo. De certo modo, ele me lembrava um menininho de Harry Potter.
- Não, apenas um mero e inocente pacote de Doritos. - respondi tristonha, e Justin apertou um pouco mais forte minha mão. Ele sabia que aquilo me magoou. Magoou saber que as pessoas não se importam com os Doritos, porque, para elas, são simples salgadinhos que não tem sentimentos. Juro que tentei salvar a vida dele, tadinho, tava lá, caído no chão clamando por ajuda. Não consegui salvá-lo. Estou em luto.
- Ah, então está tudo bem. - comentou outro. Só não o deixaria com o olho roxo porque já estou cheia de detenções para cumprir. Tirando as aulas de reforço com o Justin. Já disse que detesto matemática?
- Tudo bem, agora deixem ela respirar por favor. - ouvi a voz do meu namorado despertar-me dos pensamentos, afastando as pessoas curiosas de mim. Andamos um pouco mais, parando a cada vinte segundos por adolescentes curiosos, ou por pessoas que tentavam ao menos perguntar quando seria o ensaio da torcida. Outros só diziam 'oi'. Foi assim que andei até o armário e abri a pequena porta. Um deles estava lá. Só não sabia como tinham chegado até aí.
- Mas...
- Aninha minha flor! Você tá bem? Seu amor por mim ainda está intacto? - uma voz bastante conhecida gritou no meu ouvido atrás de mim. Senti algúem me abraçar por trás, em um aperto forte e quase sufocante. Talvez ela esteja tentando ser carinhosa.
- Oi Ashley. - ri, enquanto largava a mão de Justin, sentindo-a distribuir dois beijos molhados em minha bochecha.
- Você ainda não respondeu minha pergunta, Abelha. Você tá bem? Acertaram algum Doritos?
- Como sabia que um Doritos morreu?
- Anna, por favor! Essa sua carinha de desolada responde qualquer um, não acha? - perguntou como se fosse óbvio. Partiu o abraço e caminhou até minha frente, onde pude observar sua produção. Ela estava muito bonita. Em seguida, tirou o pacote de 400g de Doritos que deixou no meu armário e entregou a mim.
- Comprei um assim que soube. Espero que este acabe com o seu luto. - respondeu levando algumas mechas do cabelo para trás.
- Obrigada, é lindo.
- Por falar em lindo, você viu o Damon? - perguntou relaxando as mãos sobre a cintura. Abraçando o pacote com uma das mãos, deixei a outra sobre a parte de cima do pacote. Como se estivesse o acariciando. Eu estava acariando mesmo, edai?
- Porque? - questinoei desconfiada semi serrando os olhos.
- Porque ontem ele quase me deixou louca com... - ela se interrompeu arregalando os tão conhecidos olhos azuis. Cheguei ainda mais perto.
- Porque ele te deixou louca? O que foi que você fez pra ele agir assim? - ela riu nervosa e deu um passo para trás com a minha pergunta. Viu só? Eu tinha razão o tempo todo, é aquele garoto dos infernos! Ela está escondendo ele de mim.
- Na-nada... Oi Juju! Como vai, Jujubando como sempre? Adorei sua roupinha, Aninha. - perguntou nervosa, mudando rápido o assunto. Eu pego essa loira na cabeluda.
- O que foi que ele fez, Ashley?
- Na-nada.
- Tudo bem, então. Eu mesma pergunto a ele. - dei de ombros.
- NÃO! Anna não! É que... Bem... Ele não me comprou o esmalte de glitter que eu queria. - mentiu cabeludamente. Estreitei ainda mais os olhos, acariando meu Doritos. Vamos ver até onde ela vai continuar mentindo cabeludamente.
- Sei...
- Então, você vai dormir lá em casa? - interrompeu novamente. Dei de ombros.
- Se você não tiver nenhum afazer...
- O que quer dizer com isso? - juntou as mãos e deu mais um passo para trás. Ela está ficando com medo. Estou indo bem, então.
- Nada, apenas o que ouviu. Porque, você ia sair com alguém?
- Nã-não.
- Eu vou passar a noite na casa do Juju hoje. Deixei uma massa de comida na geladeira, e preciso ir para terminá-la. Amanhã eu vou pra sua casa. Agora, vamos rápido que temos uma aula chata para assistir. - respondi sorrindo internamente, segurando-a pelo braço. Andamos assim até a sala, enquanto Justin balançava negativamente a cabeça. Ele sabia que estava tramando algo. E eu estou. Se prepare, Will. Terá um traseiro chutado.
[...]
Abri a porta do armário, observando o que poderia usar para vestir. Justin tinha organizado muito bem o meu 'lado' no guarda-roupas. Sim, eu estava de volta a sua casa. Ainda era tarde, mais ou menos 3:40pm. Mas recebi uma informação preciosa de Damon. Segundo ele, Ashley iria aproveitar que eu não iria ficar com ela em casa, e assim sairia para um maldito encontro com Will. Os saltos eram especiais para chutar traseiros, mas, ainda faltava um vestido decente. E sim, eu iria ser incoveniente e Damon estaria lá também. Justin era o único 'inocente'. Ele não sabia de nada, e apesar de preferir ficar em casa e estudar, aceitou o meu convite de irmos jantar fora.
- Ainda procurando uma roupa para sair? Já disse que você fica linda com qualquer coisa? - sua voz soou como melodia em meus ouvidos, abrançando-me carinhosamente por trás. Beijando minha bochecha em seguida, como sempre.  Quem disser que ele não é uma Jujuba está mentindo.
- Ainda bem que você esqueceu aquela ideia maluca de tentar acabar com o romance da Ashley e chutar o traseiro do pobre Will. - continuou a comentar, aparentemente aliviado, virando-me para encarar seu rosto. Mordi os lábios, tentando dar atenção a qualquer outra coisa que não fosse seus olhos. Que mentirinha cabeluda deveria usar desta vez?
- Oh não, Anjo! Você ainda está pensando em chutar o traseiro do garoto e acabar com o romance dela? Deixe-a se apaixonar, Anna! - ralhou ele, segurando firme minha cintura.
- Ela não está apaixonada! - rebati tornando a encarar seus lindos olhos. Espero que ela não esteja apaixonada. Vou rezar pra chover. Talvez chova queijo derretido. Quem sabe, né?
- Espera... Então é por isso que me chamou para sair? Para vigiá-la?
- O que? Não!
- Não minta para mim, anjo. Caso contrário  vai ficar dois meses sem comer Doritos. - ameaçou ele.
- Tudo bem, eu admito! Sim, eu planejei isso. O Damon ouviu uma conversa deles e me contou tudo. Vai estar lá também.
- Anna Mel...
- Nem adianta me chamar pelo nome completo. Justin, ela é a minha loira. Estou tentando proteger aquela cabeça de vento. Lembra da última vez que ela arrumou um namorado?
- Nem todos os homens são iguais, você deveria saber disso. - continuou firme em sua posição de defender os direitos da loira. Dei de ombros, caminhando lentamente até a cama. Sabe de uma coisa que nenhuma Jujuba resiste? Mel.
- Se eu fosse você, não iria por esse caminho. - continuei simples. Ele cruzou os braços, parando a minha frente na cama.
- Porque eu não gostaria de ir por esse caminho, e não deveria ir por lá?
- Sabe a 'estrada' que leva você me impedindo de bisbilhotar a Ashley?
- Uhum.
- Leva para estrada ao qual você jamais terá isso novamente. - completei vendo um olhar curioso passar por seus olhos castanhos. Me ajoelhei sobre a cama e tirei a parte de cima do pijama. Depois, lentamente sentei novamente sobre ela. Passei as mãos por minhas coxas, de uma forma sexy até o cós do short do pijama. Justin não tinha mais os braços cruzados. Estes estavam balançando ao ar, enquanto seus olhos pareciam presos em meus seios descobertos. Com lentidão, retirei a última peça do pijama. Me encontrando, apenas, com uma calcinha de renda vermelha. A favorita de Justin.
- É uma pena não é, querido? Adoraria brincar com você antes de irmos, mas já que não vamos, então me resta apenas dormir. - me fiz de inocente, mordendo os lábios. Seu amiguinho parecia querer aceitar meu convite, e quando mal notei Justin tinha deitado sobre mim na cama e tomado meus lábios em um beijo ardente. Eu, é claro, não o recusei. Até certo momento, hehe.
- Mas o que está fazendo? Você não pode mais fazer isso! Me proibiu de bisbilhotar a Ashley, lembra? - erguntei ofegante e sorridente quando parti o beijo.
- Então esqueça o que falei.
- Tudo?
- Tudo. Eu até ajudo você a chutar o traseiro do Will se quiser, mas agora me deixe amar você. - respondeu em quase desespero em cima de mim. Há! Viu só? Meu mel é irresistível.
- Faça o que quiser. - concordei feliz com a cabeça, e assim nos beijamos mais uma vez. Juju ficou deitado no meio de minhas pernas, enquanto nos beijáva-mos ardentemente. Elas, por sua vez, rodearam sua cintura. Uma das mãos grandes de Justin, acariciou meu seio esquerdo durante o beijo. Era um toque firme e muito quente. Nossas línguas despediram-se assim que ele partiu o beijo e tornou a dar atenção para meu pescoço. Ali, deixou beijos e carinhos antes de descê-los um pouco mais. Arfante, bagunçi os cabelos dele, sentindo agora, seus maravilhosos chupões em meus seios. Aquilo me levou ao céu. Deixava chupões, beijos, leves mordidinhas e lambidas. Levada pelo momento, mordi os lábios fechando os olhos. Suas mãos grandes os apertanvam gostosamente, me obrigava a rebolar em seu membro, embaixo dele.
- Você adora fazer amor comigo. - comentei em meio ao sorriso. Ainda de olhos fechandos. Os toques ainda mais intensos.
- Eu não adoro. Eu amo. - respondeu provocativo, descendo os carinhos por minha barriga. Porém, suas mãos permaneciam no mesmo lugar. Fazendo a mesma coisa que estava me deixando louca. Sua língua fria e molhada tocou minha barriga, fazendo meu corpo quase estremecer com o toque. Ainda acariciando um dos seios, com uma das mãos, a outra caminhou por meu corpo. Passando, apertando e acariciando cada pedacinho dele. Quando suas duas mãos firacam totalmente desocupadas, ele afastou um pouco mais minhas pernas, e acaricou minha intimidade molhada por cima da calcinha. Mordi os lábios novamente. Ele sabia ser provocante. Onde está o garoto nervoso e tímido? Deixem-o longe até que esta maravilhosa aventura acabe.
- Espero que goste de alguns carinhos especiais. - falou atrevidamente safado, sorrindo para mim. Abri ainda mais as pernas para lhe dar todo espaço e apoio, e assim ele se prostou no meio delas, acariando minhas coxas. Ainda mais atrevido, passou a lingua em mim, mesmo que por cima da calcinha. Suspirei, mordendo um pouco mais os lábios. Ele olhou para mim, e me presenteou com o sorriso mais lindo que já vi. E foi assim que ele tornou a ficar perto de meu rosto e beijar meus lábios com carinho.
- Eu amo você. Amo mesmo sendo uma comilona declarada, e chutadora de traseiros assumida. - comentou ele risonho.
- E eu te amo mesmo sendo louco por livros, e um CarniComida que sempre fica de olho na minha comida e principalmente na minha lasanha. - respondi em meio ao sorriso, beijando-lhe novamente os lábios. Estava sendo uma tarde maravilhosa.
[...]
- Tem certeza de que estou bonita? - perguntei enquanto estavamos parados a porta do restaurante. Dei uma volta para que ele pudesse me analisar melhor. E assim sorriu em resposta.
- Você é linda. E está ainda mais esta noite. - respondeu doce deixando um beijinho em minha testa. Abraçou meu corpo de lado novamente, e juntos entramos no lugar. Damon iria demorar vinte minutos exatos para chegar aqui. Não perguntei porque. Não pensem que sou assim apenas com a loura. O Sr. Sou Sexy já me deu muitas dores de cabeça. E por falar em dor de cabeça, lá estava uma. Will segurava docemente a mão de Ashley. Que por sua vez, estava o seu vestido mais rosa e romântico e com o sorriso mais doce e ingênuo. Ai que vontade de chutar um traseiro!
- Ashley! Loira que conhecidência! - falei fazendo minha melhor cara de surpresa assim que paramos a frente da mesa. Assustados os dois separam suas mãos e me observavam de olhos arregalados. Por Mil Doritos, aquilo é uma lasanha? Calma. Anna Mel Montês se concentre! Você tem coisas mais importantes para cuidar do que paquerar a lasanha dos pratos visinhos.
- Anna. - respondeu quase sem voz, com um sorriso nervoso. Não adiantar loira. Você pode disfarçar mas eu sei o que você estava fazendo aqui. Pega na mentira cabeluda!
- É! Dãã! É claro que sou eu sua bobinha. Quem mais seria afinal? - me fiz de boba com um sorriso idiota no rosto. Um idiota proposítal. Ela sabia que era um dos sorrisos mais eficazes contra rapazes mal intencionados. E parecia já estar funcionando. Will parecia bem assustado.
- É impressão minha, ou você não queria ter nos encontrado aqui? - perguntou Justin, acompanhando minha ameaça disfarçada.
- É verdade, Ashley. Está tudo bem? É algo conosco? Afinal, assim que nos viu ficou pálida. - comentei fingindo inocência ficando mais perto.
- Nã-não é isso...
- Tudo bem, eu entendo. Você quer ficar a sós com seu namorado. Vamos, Justin querido. Vamos encontrar um lugar onde sejamos bem vindos. - interrompi fingindo tristeza. Depois de dois passos contados, uma voz ligeiramente preocupada nos chamou.
- Ele não é meu namorado. Por favor, não pense assim. É sério, não pense assim. - falou a loira e sorriu nervosa para nós. Justin e eu nos encaramos sorrindo um para o outro. Em seguida, voltamnos a observar o rosto de Ashley tornar a corar.
- Então, quem é o rapaz que está com você? - questinou Justin, aparentemente curioso. Nossa, ele é um bom ator. Se continuar assim, ele vai ter um papel em A Fábrica de Chocolate.  Se bem que, meu sonho mesmo é estar no filme de Harry Potter. Qualquer um da saga. Mas voltando ao que realmente interessa...
- É mesmo querido, tem razão. Quem é o rapaz que está lhe acompanhando? - perguntei também, levando a mão ao queixo.
- Ele é só um amigo...
- Sou Will Johnson, é um grande prazer, conhecê-los. - o rapaz, que no futuro não poderá ter o benefício de um traseiro, falou levantando-se da cadeira e estendendo a mão para que um de nós pudesse cumprimentá-lo.
- Meu bem, acho que tem um inseto zunindo no meu ouvido. Você também ouviu? - perguntei a Justin, ignorando completamente a mão estendida de Will.
- Sim querida, você tem razão. Acabei de escutar a mesma coisa. - respondeu ele, acompanhando a minha ironia. Como eu amo o Juju. Quando ele disse que ia me acompanhar em qualquer coisa, ele estava realmente falando sério.
- Você ainda não respondeu, loirinha. Qual o nome desse rapaz? - tornei a perguntar inocente.
- O nome dele é Will Johnson, é do time de basquete. - respondeu levantando também.
- Ah... Sim. É claro. Sei quem é você. O vi jogar e realmente não me imprecionei. É péssimo. Sem falar, é claro, na sua "pequena" lista de conquistas, se assim devo dizer. - ele pareceu estremecer a cada palavra que saia de minha boca para atingí-lo.
- Eu...
- Ashley, me perdoe pela inconveniência, mas, já que não se incomoda com nossa presença, poderia nos dar mais espaço? - o interrompi mais uma vez, observando agora o mar azul dos olhos da minha loira. Olhos esses, que agora se encontravam ainda mais arregalados.
- Como? Vão sentar conosco? - questinou assustada. Hum, o que você estava aprontando enquanto eu não me encontrava presente, mochinha? Se você tiver feito algo, loirinha, você também vai ficar sem traseiro! Falou a parte ciumenta da minha mente. Pera, eu disse ciumenta? Não, quis dizer, protetora.
- Se não se importar, é claro.
- E se não nos quiser aqui, tudo bem. Entenderemos. - completou Justin, abraçando ainda mais minha cintura e sorrido ameaçador como eu. Somos um casal perfeito, agora tenho a certeza absoluta.
- Não, Juju. Tudo bem, podem ficar. - disse a loira por fim, enquanto sorriamos um para o outro. Vou ser a pedrinha no seu sapato, Will. Pedrinha não. Rocha. Você não sabe com quem está lidando.

Se gostaram, se inscrevam e comentem, sim? Muitos beijos. Até logo? :3
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My Dear Nerd - What If - Capítulo 39 - Assalto a Mão Armada

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 39 - Assalto a Mão Armada
POV ANNA
Ainda de olhos arregalados, em surpresa e raiva por um 'ser' não autorizado estar perto da minha loirinha, me levantei em um salto da cadeira, e digitei alguns números. Pattie e Justin me olhavam curiosos enquanto eu apenas cuidava em tentar ouvir algo do outro lado da linha. E observar minha lasanha. Ou o que sobrou dela. Vai que o Juju pega e come enquanto estou distraída, né? Nunca se sabe. Então, em todo caso é sempre melhor cuidar de sua comida. Principalmente quando se tem um namorado risonho e doido que pode comer toda a sua lasanha.
- Quem me perturba enquanto observo a loira ao longe? - a voz de Damon me despertou dos pensamentos e me fez dar um passo a frente e pegar meu prato de lasanha. Minha comida está mais segura quando está comigo.
- Damon, sou eu. Me conte agora o que está acontecendo e de que instrumento vou precisar para arrancar coisas preciosas de rapazes. - rebati apressada e Justin arregalou os olhos.
- Do que você está falando? - perguntou assustado. Calma Juju, não é com você. Pensei.
- Bem, eu estava andando na rua, e... Bem, você sabe, espalhando meu charme, fazendo garotas se apaixonarem por mim...
- Você está falando como a Ashley.
- É mesmo? Caramba, preciso de um Ternapeuta... Ou... Ah, esqueçe! Como ia dizendo, em meio a minha caminhada, eu notei um pontinho rosa ao longe. E quando resolvi verificar, vi que era a nossa loira. Mas notei também outro ponto azul perto dela. Era um garoto metido a besta, com sorrisinho idiota na cara. Adivinha quem era.
- Hum... Vejamos... Garotos daqui que são assim, tirando você... Hum...
- Hey! Meu sorrisinho é sexy e completamente inofencivo. Não é culpa minha se as garotas se apaixonam pelo meu charme sem igual, e não tenho culpa também, se certos idiotas tentam ser como eu! - explicou em defesa, como se estivesse ofendido com o que disse. Aquilo me fez rir por instantes, afinal, ele falava como a verdadeira Ashley. Mas em poucos segundos eu parei e resolvi desistir de pensar. Pensar me dá fome.
- Tudo bem, eu desisto. Me diga você quem era o 'Decaptado' ao lado dela. - falei.
- Decaptado? Como assim, você vai decaptar alguém?  - perguntou Justin assustado de olhos arregalados.
- Ele vai ser decaptado em cima e em baixo se ele ousar tentar ultrapassar a 'linha'. - respondi.
- O nome do 'Decaptado' é Will Johnson. Você sabe quem é. Um dos jogarodes do time de basquete. - respondeu Damon, e ao fundo de sua voz ouvi o barulho de carro. Ele ainda estava na rua.
- Mas que infeliz! Depois que o defendi e salvei a vida do seu Júnior, ele me agradece dessa forma? Tentando ficar com a minha loira? - perguntei indignada.
- Nossa loira. - corrigiu Damon. Ele e Justin são as únicas pessoas com quem vou dividir a minha amiga doida.
- E onde você está? Está os observando? O que estão fazendo? Ele tentou algo? Ela está sorrindo demais? Comeram alguma coisa? Sorvete de Flocos, Cerveja Amanteigada, Pizza, Feijoada? - disparei em perguntas e ele pareceu rir, mesmo que sem querer. O que foi? Só quero os detalhes, não sou maluca!... Bem, eu acho que não.
- Em primeiro, você não está em Hogwarts para perguntar sobre Cerveja Amanteigada,... Aliás, não é Hogwarts, é Hogsmead, Três Vassouras. E presumo que todo esse absurdo sobre comida é porque ainda está com fome. Mas em resposta a pergunta anterior, estou seguindo os dois. Entraram agora em um restaurante de comida Japonesa. Estão sentados perto da janela,... E trocando sorrisinhos.
- Ora Nachos Crocantes! - praguejei irritata, deixando o prato de lasanha no balcão e pegando o garfo cheio com a última porção, que levei a boca em um piscar de olhos. Agora minha comida está salva de um namorado maluco. Sim, por falar nele, porque está com essa carinha de quem observa alguém que está prestes a aprontar?
- Tenho permisão para ser inconviniente? Posso bater nele? - Damon tornou a perguntar intusiasmado. Olhei para o lado e vi Juju negar com a cabeça, com um sorrisinho no canto dos lábios. Será que ele sabia que eu ia ser inconviniente junto com o Damon? E porque ele tá levantando? Santas Batatas Fritas que me ajudem!
- Claro! Vá até eles, sente entre os dois e seja bem irritante. Não os deixe um segundo sequer sozinhos, e faça o possível para que o garoto tenha medo o suficiente para nunca mais sair com ela. E,... Bem, só bata se ele tentar ultrapassar 'as linhas'. Estou chegando, acho que sei onde fica esse lugar.
- Certo, pode deixar comigo.
- E caso eu não chegue, leve ela para casa, e não deixe o rapaz olhar mais do que cinco segundos para ela antes de ir. Se ele encarar os seios, terá permissão para bater nele. Te vejo mais tarde. - falei por fim e encerrei a ligação.
- Vai pra onde? - perguntou ele já na minha frente, braçso cruzados e olhar firme. Ou seja, estava fazendo carinha de que está observando alguém que está prentendendo aprontar. Mas eu não vou aprontar, apenas vou defender uma loira em perigo, então porque ele tá fazendo essa carinha pra mim? Achei ofenciva, tira.
- Eu vou encontrar o Damon... Nós vamos comprar doces! - menti tentando parecer convincente.
- Mas não foi isso que você falou enquanto conversavam. Até resmungou 'Ora Nachos Crocantes!". - falou em resposta. Porque ele sempre descobre minhas mentiras cabeludas?
- Bom, eu...
- Você vai bisbilhotar a sua amiga? - perguntou dando mais um passo a frente. Não faz isso, Jujuba, acabei de comer, e fico lerda e vulnerável quando isso acontece.
- É claro que não! - menti tentando, em vão, fazer uma carinha fofa.
- Esses jovens! Mas quantas aventuras bobas! - Pattie comentou baixinho em meio a algumas risadinhas.
- Não tente mentir para mim, Srta. Esposa dos Nachos! Pelo que entendi, você e Damon estão planejando estragar o encontro da loira. Deixe-a curtir as felicidades do amor, Anna. - continuou com a carinha de " Não faça isso, mocinha".
- Mas não é um encontro! E ela não está apaixonada! Esse garoto está tentando ultrapassar a 'linha' da minha Ashley Purpurinada Benson! Eu não posso permitir que isso aconteça, porque caso contrário, terei que decapitar a cabeça dele. - argumentei.
- Mas que 'linha'?
- A linha da calcinha. - respondi simples e ele riu, balançando a cabeça. E assim deu mais um passo a frente. Era impressão minha, ou a mãe dele tava comendo sua lasanha, com um sorriso na boca enquanto nos assistia falar? Tipo, como nos seriados de TV?
- Você é muito ciumenta, anjo. Porque não deixa que ela descubra se ele é bom ou não para ela sozinha? - segurou gentilmente meus braços, deixando pequenos carinhos com o polegar.
- Você não sabe o que se passa naquela cabecinha de vento.
- E nem você.
- Por isso mesmo! - continuei e ele riu.
- Mas a Srta. não vai. Tenho certeza de que Damon já está sendo inconveniente pelos dois.
- Mas eu sei que ele não serve pra ela. Sei que merece belos chutes no traseiro! Por favor, me deixe chutar o traseiro dele! - pedi de um modo fofo e Pattie riu alto.
- Mas que ciumenta! - falava entre gargalhadas. Ora Bolinhos de Carne, não sou ciumenta! Eu não sou, né?
- Viu? Até mamãe concorda. - dizia ele. Mas aí tive uma ideia brilhante. Como ele não sabia onde eles estavam, poderia pedir que ele me levasse a uma loja de doces, e em seguida um passeio pela cidade. E durante o 'passeio' iria até onde eles estavam e fingiria ser uma grande conhecidência.
- Se você me levar para uma loja de doces, eu esqueço de tentar chutar o traseiro do Will. - menti mechendo nas mãos, com um biquinho infantil no rosto.
- E porque esses seus olhinhos me dizem que você está Sapecando algo dentro dessa cabecinha?
- Sapecando?
- Quer dizer que você está pensando em aprontar.
- Eu não estou. Juro por um bolinho que irei comer! - balançei a cabeça de forma afirmativa, fazendo minha melhor carinha de inocente possível. Segundos depois de pensar, ele beijou minha testa e sorriu.
- Tudo bem. Mas lembre-se. Nada de Sapecar. - concordou enquanto pulei em felicidade. Eu sabia que no fundo, ele tinha ideia de que eu iria Sapecar, ou que pretendia, ou que tentaria... Mas enfim, vocês entenderam. Mas espero estar errada, caso contrário, nunca irei atuar em A Fábrica de Chocolate.
[...]
- Tudo isso, e mais algumas balas custaram... 22,95. - falou a moça do caixa. Eu nem estava acreditando que eu consegui trazer o Juju até aqui. Na rua de trás, é onde fica o tal restaurante Japonês. Finalmente vou poder olhar cara a cara para aquele filho de uma mãe e pai, boas pessoas da sociedade, e fazer medo pra ele. Eu sabia ser misteriosa e aterrorizante quando queria.
- A senhora ainda não me devolveu os meus cinco centavos. - falei, um minuto depois de ter dado o dinheiro para ela.
- Você aceita o troco em balinha?
- Eu quero os meus cinco centavos.
- Mas a balinha é saborosa e nutritiva...
- Eu não quero o troco em balinhas! Quero os meus cinco centavos! - rebati irritada. O que foi? Eu tenho direito, eu posso muito bem exigir o meu dinheiro. Se fosse um único centavo eu também cobraria. E porque não, ora bolas?
- Como você é mão-de-vaca. - reclamou ela, deixando o troco nas minhas mãos.
- Sou mesmo! - rebati birrenta, pegando uma das sacolas de compras, enquanto Justin carregava duas delas.
- Mas veja só, dar o troco em balinha. Hum! - reclamei mais a frente, arrumando com a mão livre minha roupa, que agora se encontrava meio rebelde. Justin apenas riu enquanto andávamos. Depois preciso ver o que esse menino tem para rir tanto assim. É a Febre da Vaca Louca?
- Parados, os dois. Entrem agora. - um homem de touca no rosto falou. Pronta para reclamar, senti Justin largar meus preciosos doces e puxar meu corpo para trás. Foi o suficiente para descer meus olhos sobre os outro quatro que entraram para entender, enfim, o que se passava. Era um assalto.
- Todo mundo no chão, agora! Quem não obedecer leva bala! - gritou o primeiro que nos forçou a entrar. Aquela não era uma simples loja de doces. Era um supermercado. Só que menor e mais moderno. Aquela era a lojinha de doces mais famosa da cidade. Lá estavam os melhores doces, as melhores marcas e os mais altos preços. Por isso minha birra com os cinco centavos. Em agonia, Justin me puxou para trás de si, o que me fez abraçar seu corpo em puro pânico.
- O que vamos fazer, Juju? - perguntei aflita, enquanto um deles revirava o caixa. A moça, desesperada, tentava retirar o dinheiro do caixa o mais rapido possivel, dinheiro esse que não era pouco.
- Aconteça o que acontecer, não reaja. - respondeu baixo, o que me fez apertar ainda mais o abraço em sua cintura.
- E vocês dois? Estão fazendo o que aí? Venham para cá, agora! - disse um deles apontando para nós. Segurando firme nele, andamos até os demais reféns sentados no chão, perto de uma das prateleiras de doces. Fizemos o mesmo, e Justin sempre fazia com que seu corpo ficasse sobre o meu. Em forma de proteção. Tentava de todas as maneiras fazer-me parar de tremer.
- Está tudo bem, anjo. - Justin falou baixo para me tranquilizar, mas aquilo não resolveu. Não com uma arma apontada para minha cabeça. Santa Batatinha, o que fiz de tão cruel pra todo mundo querer me matar?
- Cala a boca, idiota! Você só vai falar quando eu mandar, caso contrário, pode marcar um encontro com o cemitério. - brandou ele mais uma vez, deixando o cano da arma ainda mais perto de nós. Me encolhi apertando Justin ainda mais a mim.
- Certo, agora vocês dois vão no cofre, agora andem depressa, não podemos deixar o carro parado, pode chamar a atenção. - um dos membros do grupo falou baixo. Quando percebi, a moça do caixa estava sentada junto a nós. Choravam baixinho, assim como eu. Justin parecia tentar manter a calma. Ele era o único que parecia se controlar. Ou que estava tentando se controlar. Quando dois deles foram mais adentro da loja, um dos homens armados, ficou parado atrás de nós enquanto outros dois vasculhavam o que podiam. Tinha certeza de que tinha mais um no lado de fora, provavelmente no carro.
- Juju, eles vão levar os salgadinhos também. - cochichei em seu ouvido, de coraão batendo rápido. Eles não podiam levar os meus bebês. Não meus salgadinhos, meus Doritos.
- Anna pelo amor de Deus, são apenas salgadinhos. Não vale a pena, não tente nada, por favor. Fique quieta. - respondeu ele abraçando meu corpo como podia.
- Mas são meus Doritos...
- Está surda? Não ouviu seu namorado? Senta e cala a boca. - falou o que estava atrás de nós. Engoli a seco, enfiando a cabeça no ombro do meu namorado. Estava muito assustada.E se eles levassem meus Doritos? E pior. Se eles machucassem o Justin? Ou o cachorrinho que tava passando na frente da loja durante a saída?
- Hey... Espere, eu conheço você de algum lugar. - falou o ladrão para Justin. Ele por sua vez, segurou minha mão com força.
- Conheço sim! Você é o carinha que tentei roubar. Aquele que tinha acabado de levar um chute de uma garota. - olhei para o nerd e vi seus olhos se arregalarem. Mas não de medo, e sim de surpresa. Já tentaram assaltar ele?
- Acho que estou me lembrando de você.
- É isso aí carinha!Você estava tão mal que até te ofereci dinheiro para encher a cara. Mas e aí? Conseguiu a garota? - tornou a perguntar, um pouco mais próximo de nós. Apesar da conversa estranha e do aparente intusiasmo do ladrão, aquela metralhadora estava me fazendo revirar o estômago.
- E-eu...
- É dessa garota que você falava? Ela é sua namorada agora? - interrompeu novamente ainda mais próximo. Acho que ele não tinha percebido que tinha a arma quase no meu rosto, ou fez de propósito.
- E-eu...
- Nossa, cara ela é muito linda! Que sortudo você é. Não se encontra garotas assim hoje em dia. Falo por experiência própria. - apontou para si e piscou o olho. Justin olhou brevemente para o lado, e ao notar meu medo pela arma que o homem impunha, pigarreu para lhe chamar a atenção do que ocorria. Por sorte, ou qualquer outra coisa, ele entendeu e tirou ela do meu rosto.
- Me desculpem aí pelo inconveniente, mas é que meus comparssas são um pouco nervosos. Sabe como é. E eu não reconheci você, carinha. Me desculpe.
- Tudo bem. - respondeu sem tentar gaguejar. Não deu muito certo, é claro. Mesmo sendo um pouco maluco, aquele homem estava me assustado.
- O que é que você está falando aí? - perguntou um dos homens. Ele trazia um saco ernome, que carregava a custo. Obviamente dinheiro. E aquilo me fez encolher ainda mais, abraçando meu namorado ainda mais forte do que antes. Em troca, recebi seu abraço acolhedor e protetor. Ele também estava noervoso.
- Nada. Pegou tudo? Já podemos ir? - respondeu o ladrão que conversava com Justin.
- Mas o que faremos com os reféns? - perguntou outro. O que estava atrás de nós.
- Matá-los para que não haja testemunhas. - respondeu o que parecia ser o chefe. Minhas mãos tremeram e minhas lágrimas molharam ainda mais meu rosto. Justin também me abraçava. Ele, assim como eu, temia o que viria a seguir.
- Cara, nós já pegamos o dinheiro, vamos embora. - rebateu o ladrão da conversa.
- Esqueceu do plano, idiota? - indagou o chefe, largando o saco de dinheiro. Ainda abraçada, olhei para o lado, vendo um homem que estava na loja pegando alguns chocolates dicar números disfarçadamente no celular, este atrás dele. Os bandidos, agora, brigavam entre si, e o que estava atrás de nós foi para o meio dos outros.
- Nós vamos morrer, Juju? - perguntei baixinho com medo.
- É claro que não, anjo. Vai ficar tudo bem, vai ver. Não vou deixar que machuquem você. - respondeu no mesmo tom, beijando o topo de minha cabeça.
- Mas e você?
- Vou ficar bem se você ficar bem.
- Qual é a sua, cara? Nós combinamos, seu imbecil! Quer morrer junto com eles? - gritou outro, e antes que ele pudesse pegar a metralhadora e disparar, a porta da doceria foi arrombada e vários policiais entraram no local. Os ladrões fugiram como podiam, não conseguindo levar a sacola maior e mais pesada. Justin me agarrou ainda mais me deitando no chão, antes de um tiroteio começar. Seu corpo ficou sobre o meu, e apenas o som dos tiros ecoavam na minha cabeça. As coisas caindo e se quebrando, os ladrões revidando atrás de algumas prateleiras do jeito que podiam, enquanto a policia do outro, respondia com mais tiros. Enterrei a cabeça no ombro do meu namorado, e abracei sua cintura, de olhos fortemente fechados.
- Eles estão indo alí! Vão! Peguem-nos! - gritou alguém, e para minha felicidade, ou simplesmente alivio, os passos e tiros foram ficando mais distantes. Ainda tremendo, Justin saiu de cima de mim, dois minutos depois, quando um policial simpático veio até nós e informou que os ladrões foram capturados. Consegui me mover apenas, com a ajuda das mãos meio trêmulas de Justin, que me ajudaram a sentar. Meus olhos estava arregalados, meu corpo tremia e o coração batia nervosamente.
- Está tudo bem, anjo. Acabou, eles foram pegos. - falava meu nerd, deixando beijos em meu rosto, enquanto eu tratava de abraçá-lo o mais forte que podia, de lágrimas silenciosas escorrendo os olhos. Obrigada Senhor.

My Dear Nerd - Capítulo 38 - Hogwarts ou Camisas Coloridas?

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 38 - Hogwarts ou Camisas Coloridas?
POV ANNA
Sentei no sofá, vendo a pequena mulher por um bolo sobre a mesinha de centro.  Com um sorriso, a vi encher os copos de refrigerante, enquanto Justin colocava alguns doces e empadas nos pratinhos. Minha barriga roncava em fome ao ver a comida posta a mesa, porém nada me deixava mais feliz do que saber que estava tudo em paz. Ainda era o mesmo dia. Quando soube que reatamos, Pattie nos puxou para fazer um bolo para comemorar. Mas, acabamos comendo uma bela lasanha enquanto a massa estava no forno. Eram risadas, piadas, comentários bobos e muita comida. Nunca imaginei que pudesse estar novamente nesta casa dessa forma. Jamais imaginei que estaria novamente com ele. Aquele era de fato, um dos melhores dias da minha vida. A noite era agradável, apesar de um pouco fria. Mas estava perfeito.
- Aqui estão os talheres. Divirtam-se meus amores. – falou doce com o costumeiro e largo sorriso no rosto.
- A senhora não vai ficar para comer conosco? – perguntei confusa segurando um pratinho cheio de mini coxinhas, empadinhas de queijo, bolinhos de carne e bolinhas de queijo.
- Acho que essa é uma comemoração de vocês. Apenas de vocês. Por tanto, vou para a casa de uma amiga, uma pequena reunião, irei dormir lá, então não precisam esperar por mim, a casa é toda de vocês. – respondeu a mulher a minha frente. Sempre sorrindo e sempre gentil.
- Não precisa sair. Eu adoraria que a senhora comesse um pedaço do bolo conosco. – insisti.
- Não posso meu amor, esse é para vocês. Além do mais, eu realmente não posso ficar.
- Nada disso. – levantei do sofá, e deixando meu pratinho de salgados ao lado, peguei a faca específica para cortar bolos, retirando uma fatia considerável. E depois de organizá-lo corretamente em um pequeno recipente de plástico, senti a mulher deixar um beijo doce em minha testa. Aquilo me fez sorrir.
- Obrigada querida. Você é um doce. - comentou a ruiva a cima de mim. Era impressão minha ou ela estava com os olhos cheios de lágrimas? Será que o pedaço do bolo foi muito pequeno? Ou será que ela só estava feliz mesmo? Vou perguntar aos nachos depois.
- É por isso que meu nome tem um 'mel' no meio. - brinquei vendo ela rir enquanto deixava um beijo na bochecha do filho. E hoje tinha descoberto que era alguns centímetros maior que ela. Nem preciso dizer que estou feliz, certo? Pensei que fosse a pessoa mais baixinha do mundo. E apesar de tudo isso, Pattie continuava sendo fofa. Ainda mais fofa e apertável.
- Juju, tenha modos! Vamos levantar para levar sua mãe até a porta. - falei enquanto levantava do sofá. Porém, ela me impediu delicadamente fazendo-me tornar a sentar.
- Não precisa, meu bem. Já é maravilhoso ter você em minha casa novamente. Vejo vocês amanhã. Até logo meus amores. - falou baixinho por fim, com a mesma voz calminha que eu conhecia. Porém, ela parou quando estava quase saindo, virou-se para nós e sorriu travessa. Epa! O que será que ela estava aprontando? Hum.
- Ah, esqueci de falar. Justin querido, deixei algumas 'camisas' na primeira gaveta da cabeçeira ao lado da cama. Acho que vão gostar, elas brilham no escuro. E lembrem-se. Tenham cuidado, não coloquem fogo na casa e tenham juízo. Agora sim. Até logo. - piscou ao fim e finalmente saiu. Ué, mas a gaveta da mesinha de cabeceira dele é muito pequenina para guardar camisetas e... Pera, porque o Justin tá todo vermelinho? Não, calma! Camisetas, perto da cama, brilham no escuro, nós vamos 'gostar', sorriso travesso da tia Pattie, Juju vermelho e envergonhado... Mamãe dos Nachos! Ela tava falando das coisas que usamos durante o fornico. Entenderam? São camisas no diminuitivo. Entenderam agora? Pois é, também estou um pouco sem palavras. Mas sorri sapeca encarando ele, todo vermelhinho e envergonhado com a declaração da mãe.
                                              Ouçam Cathy Heller - You Make Me Happy
- Hum... Camisas coloridas? Podemos usar todas as cores, sabia? Ouvi falar que brilha tanto que até parece uma espada. Claro, eu não tenho certeza, porque nunca tive a posse de uma mas... Hum, podemos descobrir não acha? - fiz minha melhor cara de safada, tentando segurar as risadas que queriam sair a qualquer custo. Ele pareceu ter ficado mais vermelho ainda. E para manter a brincadeira, que não era em todo uma brincadeira, afinal, eu queria usar aquelas 'camisas' coloridas com ele, mas era muito engraçado ver ele ficar todo vermelho e envergonhado. Lembram quando disse que ele tinha vergonha até... Até 'naquela' hora? Pois é, não estava mentindo.
- Po-podemos? - guaguejou arrumando o óculo ao rosto. Sem aguentar mais eu ri alto, sentando em seu colo, beijando a poninha de seu nariz. Ele sorriu.
- Estava brincando, bobo... Mas vou ficar muito feliz se experimentar-mos essas 'camisas'. - justifiquei rindo, pegando o pratinho de salgados deixando-o sobre o colo. Peguei uma empadinha e levei a boca. Hum, que gostoso. Amo empadinhas.
- Você é muito sapeca. - ele riu me encarando comer. Atenção salgados, risco de perigo. Namorado maluco de olho. Preparar para correr a qualquer momento. Câmbio. Alertou minha mente.
- Mas você gosta quando estou no meu 'Estado Sapeca'.
- Você está falando de boca cheia, sua porquinha. - riu segurando minha cintura com firmeza e passando a mão no meu rosto para retirar o pó da empadinha. Observei o pratinho, ainda em estado de alerta, caso ele tentasse roubar os meus doces que na verdade são salgados, e vi uma bela mini coxinha chamar por mim. E correspondendo ao seu chamado, levei-a até um passeio turístico maravilhoso pelo céu da minha boca. Estava ainda mais crocante e quentinha. Gosto de mini coxinhas também.
- Não interrompa da sagrada hora da minha refeição. Quer ficar de castigo e perder a oportunidade que a Tia Pattie nos deu para experimentar as camisas coloridas? - perguntei ainda de boca cheia de coxinhas e empadinhas, e ao encarar seu rosto, pude notar que ele segurava o riso. Ora bolas! Pelas barbas de Merlin! Porque ele está rindo? Hum? Ah, e por falar em Merlin, onde está minha carta para Hogwarts? Iria adorar visitar Hogsmeade e passar pela Dedosdemel. Sapinhos de chocolate lá vou eu!
- É mesmo? - perguntou risonho.
- É mesmo! E trate logo de encontrar minha carta de Hogwarts e meu formulário para visitar Hogsmeade. Preciso passar na Dedosdemel e comprar todos os doces de lá.
- O que? Do que está falando? - perguntou. Arregalei os olhos. Como assim ele não sabe?
- Como assim ' do que está falando'? Você não tem cultura? Hum! Pensei que gostasse de coisas boas. Ora bolas. Isso é uma ofença! Como pode não saber? - rebati com as mãos na cintura. Ele continuava risonho. Certo, qual é o problema dele?
- Que?
- Estou falando de Harry Potter, bobo! O melhor livro da história! Ainda estou besta pelo fato de você não conhecer essa maravilhosa e deliciosa história. Você sabia que lá, quando um Dementador te ataca, quando ele tenta sugar suas lembranças felizes, se você escapar, os professores ou enfermeiros te dão chocolates para ficar melhor? Sabia que comprar uma varinha para o primeiro ano na escola é muito maneiro? Sabia que Olivaras é um velhinho muito apertável e que se lembra de cada varinha que vende? E que eu estudaria com todo prazer se fosse em Hogwarts?  E depois dessa sua pequena demonstração que não tem cultura, que não sabe apreciar o que é bom, você será condenado a virar um aborto! Não, pera, aborto a pessoa já nasce... Ah, já sei! Você é um Trouxa. Isso mesmo, Trouxa. - falei rápido, fazendo por vezes gestos com as mãos, ou apontando pro seu nariz, ou rosto. É, rosto. Porque eu apontaria para o nariz? Louca presente na casa de pessoas normais. Ou como conhecem melhor, Anna Mel Montês.
- Tudo bem, não precisa xingar...
- Mas eu não estou te xingando.
- Mas me chamou de Trouxa. Eu não sou trouxa.
- Não, Justin. Trouxa é a pessoa que não tem dons mágicos, que não é um bruxo. É assim que os bruxos chamam aqueles que não podem fazer magia. Entendeu? - expliquei cruzando os braços. Eu deveria baterno traseiro dele por nunca ter lido Harry Potter. Hum. Menino mal. Muito mal.
- Entendi...
- Agora imagine,... Eu na Dedosdemel. Rodeada de doces de todos os tipos e tamanhos diferentes. Ou tomando uma Cerveja Amanteigada.  Fazendo ratos e pássaros se transformarem em cálices. Qual seria a forma do meu Patrono? - continuei a falar rápido pensando nas maravilhosas possibilidades de estar lá agora. Onde está minha carta? Eu quero ir para Hogwarts!
- Você pode falar mais devagar...
-  ...Tenho certeza de que se você não fosse Trouxa, o Prof. Snape não iria gostar de você por fazer parte da Grifinória. E ser muito inteligente. Eu acho que eu seria da Sonserina, é minha casa favorita. Adoro o estilo do Malfoy, apesar de que as vezes ele é um pé na jaca. E você, qual prefere? Lufa-Lufa, Corvinal, Grifinória ou Sonserina? - perguntei de repente, tornando a encarar Justin que parecia perdido.
- O que? Quem foi que Lunfou biscoito?
- O que? Não, Justin. Essas são as casas de Hogwarts! Ah, esqueci que você ainda não leu. Sabia que merecia apanhar no bumbum por isso? Só acho uma pena ser ilegal usar feitiços para multiplicar comida e dinheiro. Você acha que Dumbledore me ensinaria um feitiço desse calibre? - perguntei sonhadora com os olhos brilhando e aboca cheia de empadinhas. O que, ao que parecia, fez Justin rir e limpar meu rosto como podia. Mas estava agitada demais.
- Porque será que você só pensa em comida? - brincou ele rindo deixando um beijinho na pontinha do meu nariz.
- Eu não penso só em comida.
- É mesmo? - continuou brincalhão enquanto eu levava mais um bolinho de carne a boca. Qual é, eu não penso em comida vinte e quatro horas por dia, certo? Pera! Onde está a outra empadinha? Ainda restavam sete. Desconfiando do Juju enquanto eu falava da Dedosdemel? Não magina! Sentiram a ironia? Estou de olho em você, Justin.
- É! Por exemplo, sou completamente apaixonada pelo Johnny Depp. Nos meus sonhos eu caso com ele, tenho dezessete ou trinta pacotes de Doritos, que devoramos enquanto observamos o mar. - dei de ombros, ouvindo a chuva cair forte lá fora. Ainda bem que a Tia Pattie saiu antes dessa chuva ficar mais grossa. Mas ainda sim ele riu.
- E você dizendo que não pensa em comida o tempo inteiro! - ele ria alto com as mãos na barriga, enquanto eu cruzava os braços, irritada. Eu não penso em comida o tempo inteiro!... Ui, estou com fome.
Parem a música.
[...]
- Eu não sabia que você guardava roupas minhas no seu guarda-roupas. Ainda bem que esqueci algumas peças aqui... - falei abraçando meu namorado um pouco mais forte. Deitados a cama, assistíamos a um filme qualquer. Dessa vez, eu resolvi assistir ao documentário sobre a vida marinha que Justin estava louco para ver comigo. As luzes que vinham da tela da TV eram as únicas a iliminar o quarto.
- Vi também que separou um lado do guarda-roupas para mim. Foi muito fofo. - comentei beijando sua bochecha, enquanto seus braços rodeavam meu corpo em um abraço.
- Você gostou? Assim, sempre que vier aqui terá um lugar para guardar suas coisas. Pode até arrumá-lo do jeito que gosta. - sugeriu ele.
- Tudo bem, o farei depois.
- Mas o que está achando do documentário? Não acha a vida marinha fascinante? - perguntou e pude notar um brilho especial em seus olhos. Apoiando o cotovelo na cama e uma das mãos em seu peito, deixei um beijo simples em seus lábios.
- Justin... Eu posso perguntar uma coisa?
- Claro anjo. O que quer saber? - perguntou ele dando-me toda a atenção, que antes era destinada a vida dos peixes. Mordi os lábios, presunçosa.
- Como soube que... Bem... Como soube o que a Britney tentou fazer comigo na festa? Digo, quando estava submersa. O que...
- Eu simplesmente sabia que ela tentaria algo. Sabia que para ela, machucar seus sentimentos não era mais suficiente. Fiquei com extremo medo de que algo ruim acontecesse com você.
- E foi por isso que foi a festa? Só para me proteger?
- Sim. Porque eu te amava demais para deixar que alguém lhe fizesse mal. Porque eu te amo demais para deixar que algo ruim lhe aconteça. E agradeço até os dias de hoje por ter chegado a tempo. Não suportaria a ideia de perdê-la. É a coisa mais importante e valiosa que tenho. - revelou acariciando meu rosto, encarando com firmeza meus olhos, porém de um jeito doce e carinhoso. Eu não tinha palavras para respondê-lo. Ele fez tudo aquilo por mim. Fez tudo que pode para me manter bem, feliz e segura. Ele era maravilhoso, eu realmente não o merecia.
- E eu tenho uma coisa para mostrar. Mas espero que não fique chateada. Vou lhe mostrar. - comentou, levantando-se da cama quando saí de cima de seu corpo. Quando tornou a sentar na cama, percebi que ele trazia uma pequena maleta, ou caixinha vermelha. E pude me permitir arregalar os olhos ao ver a quantidade de papéis que ela guardava. Mas havia uma em especial. E esta, ele tomou em mãos e entregou-a para mim. Realemente parecia não estar acreditando no que via. Era ela. Era ele.

Carta ao admirador secreto.

Ao final de todos os dias, meus ouvidos põem-se atentos. Às vezes acho que lhe conheço, noutras tenho a certeza de que não. “É loucura!”, penso todas as vezes que desligo o telefone com um sorriso nos lábios. – Não lhe conheço. – Nunca vi os traços de teu rosto, nunca toquei tuas mãos, não sei teu endereço, não lhe conheço por nome... Apenas ouço a tua voz. Tua voz que é tranqüila e serena. Tua voz que me acalma, me trás paz, me fala coisas lindas... Tua voz que já reconheço ao telefone todas as vezes que tentas me enganar.
“É loucura!” – mas já me acostumei com a idéia de apenas te escutar. Acostumei tanto que, quando o telefone não toca, o coração perde a calma. “É loucura!” – pois não importa.
Lhe imagino do meu jeito. No decorrer dos dias, fico a recordar tudo o que tu me falas durante as noites. Saio de casa reparando as pessoas, e quando sinto alguém me olhando, penso: “Será que é você?”. – Será que é você que foi mandado para me devolver o chão? Será que é você que vai me contar a verdade? Será que é você que vai ganhar o meu amor?
Pois faça por querê-lo. Faça por merecê-lo. Assim como tu sempre repetes: “Descobri que o amor é algo mais. Eu aprendi uma coisa: quem ama, corre atrás. Faz por merecer. Luta. Tenta ser melhor...”. E assim tu me falas sempre com a certeza de quem foi magoado – como eu fui. Tu me falas com a certeza da desilusão e com a coragem de acreditar. Obrigada!
Obrigada por todas as palavras doces, pela atenção, por ouvir meus lamentos, pelos conselhos... Obrigada pelo sono que me roubas quando tu me falas frases que me deixam à refletir.
Tu pareces saber de cada detalhe que há dentro de mim. Tu pareces ter encontrado um manual de instrução que explica como lidar comigo. Tu conheces os meus gostos. Tu sabes me fazer suspirar. Tu pareces saber da minha vida – mas como disseste ainda ontem: – “não é difícil saber sobre a vida de quem escreve”.
“Pois escrevo...” – lhe respondo.
“...nas entrelinhas.” – tu completas.
E assim parece ler meus pensamentos. Pois escrevo nas entrelinhas. Aproveito cada palavra para deixar claro o que quero transmitir e espero ansiosa que os leitores sejam detalhistas. Melhor! O leitor* seja detalhista... – tu já sabes: escrevo sobre um único amor.
Mas aqui estou eu – encantada, agradecida, com um sorriso de paz nos lábios – escrevendo sobre meu admirador secreto. Que me liga todas as noites, que diz me admirar, que diz querer me amar, e, fala-me com a certeza da voz de anjo: “É muito fácil gostar de você. É extremamente fácil se apaixonar por você. Uma menina tão especial! É fácil... O difícil é merecer o teu amor! Eu quero merecê-lo! (...)”.
Sorri boba, com meras lágrimas que molhavam meu rosto silenciosamente. Era a carta resposta que deixei para meu admirador secreto dentro do armário. De lá, ela desapareceu dias antes de Justin tentar se machucar pela primeira vez. Era minha resposta para ele, a pessoa ao qual passou anos conversando comigo, me fazendo passar noites em claro, de sorriso bobo no rosto a imaginar como seria essa pessoa especial. Porém, somente agora, percebi que aquele que sempre desejei conhecer, sempre esteve ao meu lado. Sempre esteve escrevendo lindas frases para mim. Que por raras vezes ligava-me para casa, apenas para ouvir minha voz. A pessoa que nunca desistiu de mim. Era ele. O meu amado garoto nerd.
- Você é o meu admirador secreto? - perguntei quase sem fala, de mãos tremendo.
- Eu nunca desistiria de você. Eu te amo. - e foi isso, foi tudo que bastou para meu coração bater ainda mais rapido em pura felicidade. Quando ele confirmou, me atirei ao seu corpo, beijando-lhe urgentemente os lábios. Eu precisava dele, agora mais do que nunca. E foi assim que, tive uma das mais maravilhosas de todas. Amando e sendo amada. Fazendo amor com o homem da minha vida. O meu amado nerd.
[...]
- Nossa, como ela fica fofa com essa carinha de sono. - Justin brincou, apertando minhas bochechas. Era o café da manhã. Ou almoço. Eu movia os olhos lentamente, e comia no mesmo ritmo. Porém sempre atenta caso ele tentasse tocar no meu prato de lasanha.
- Não tente... Não tente roubar minha... Mi-minha lasanha. - reclamei sonolenta, abraçando como podia o prato a minha frente. Sempre com os movimentos lentos. Ele, é claro, rui de mim junto a Pattie. Não me olhem assim! A culpa é dele. Totalmente dele. Ficou se sentindo tão bem usando as camisas que ficamos até altas horas nos amando. Viram? A culpa é toda dele!
- Porque não a deixa aí e vai dormir um pouco meu bem? - sugeriu a mulher, sentada a nossa frente. Rindo da minha lerdeza matinal.
- Não posso. Estou com fome. - respondi baixo e preguiçosa, levando mais uma colher a boca. E senti ainda mais pregiuça ao esticar o braço para ver e xingar o ser que atrapalhou minha rrefeição, pela tela do celular. Mas aí vi que era uma mensagem. Droga. Queria xingar alguém. É, mas se bem que com essa preguiça... É, deixa para lá. Mas minha preguiça foi deixada de lado ao ler a mensagem. Alguém tem uma faca, uma serra ou um machado? Vou precisar arrancar a cabeça de um certo rapaz.
" Comunicado Urgente! Nossa loira maluca foi vista na rua usando uma roupa completamente cor de rosa. Ela parecia uma bola de pelos rosa. Mas o pior vem por ai. Ela estava acompanhada de um garoto.     Damon. "

My Dear Nerd - What If - Capítulo 37 - Bem Vindo o Amor

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 37 - Bem-Vindo o Amor
POV ANNA
Um dia Depois...
Segurei o copo em mãos, sentindo Ashley me abraçar de lado, enquanto me encontrava sentada na cama do hospital. Precisei tomar uma injeção, já que o prego que perfurou minha pele e fez nela, um belo estrago, se encontrava bem enferrujado. Depois disso, me trouxeram para uma ala do hospital, em um dos quartos, apenas para observação. Meu pulso estava enfaixado, e doía levemente. Porém nada se comparava ao pavor que ainda percorria meu corpo com a velocidade de um raio. Aquelas foram às horas mais apavorantes de toda minha vida. Nunca pude imaginar que se iria tão longe. Britney talvez, mas Clarice... Eu nunca sequer sonhei que ela pudesse ser capaz de fazer uma coisa dessas. Ainda mais por causa de um garoto. Justin não era meu. Apesar de meu coração ainda pertencer a ele.
Eu não sabia o que tinha acontecido entre o namoro deles, se é que eles realmente tiveram algo... Além daquele beijo, é claro. Mas era absurdo ela querer me punir por ele não querer ficar com ela. Do jeito que falava, deu a entender que sempre fui um empecilho. Como se ele ainda me amasse. Aquilo era loucura. As palavras dela pareciam não sair da minha cabeça. Mesmo depois de tudo, meu coração ainda parecia pular. Ainda sentia medo, ainda sentia o cheiro do menino morto do meu lado. Não entendia porque ela tinha mentido pra mim na época. Porque ela não esquartejou e enterrou como disse. Porque ele estava tão bem conservado? Ou será que ela não o matou naquela época? Minha nossa, aquilo estava me deixando louca e ainda mais assustada. Ela é ainda mais perigosa do que imaginei.
- Termine seu café, Anna. – disse Ashley em um tom doce ao meu lado. Levei a pequena xícaras a boca, e dei um último gole. Ela pegou-a de mim, e deixou sobre uma mesa. Largou-me e sentou a minha frente na cama. Segurou em seguida as minhas mãos juntas e frias e fez um pequeno carinho com os polegares.
- Eu sei que... Bem, sei pelo que passou e que não foi fácil...
- Você salvou minha vida. Nunca poderia agradecer por isso. – comentei sincera e ela sorriu fraco.
- Faria quantas vezes fossem necessárias.
- Foi horrível, Ash... Ele tava morto, do meu lado. Ele cheirava tão mal, tinha os olhos tão arregalados. Estava tão assustada. Tentaram me matar, Ashley!
- Eu sei que foi horrível. Não sabe o quanto fiquei com medo de perder você.
- Eu só queria saber porque! Eu nunca fiz mal a ninguém. Tudo que fiz a Britney foi porque ela estava sendo uma imbecil e desumana. Porém jamais a machuquei fisicamente, e emocionalmente como ela fez comigo. Tudo aquilo por causa de um garoto? É isso? Eu quase morri porque a Clarice tinha ciúmes do Justin? – perguntei encarando seus olhos brilhantes e azuis. E vendo-a suspirar, Ela tirou algo da bolsa e deixou sobre minhas mãos. Aquilo era um envelope?
- Mas o que...
- Dentro disto está a resposta para sua pergunta. Mas não vai abrir agora. Primeiro precisa ir à delegacia e prestar seu depoimento. Lá você vai entender porque tudo aconteceu, e bem, se tiver alguma dúvida, estarei aqui para responder. Tudo bem? Agora termine de se aprontar e vamos. Você precisa saber a verdade. – e deixando um beijo carinhoso em minha testa, ela caminhou até a saída e fechou a porta do quarto. Encarando o envelope, e mesmo sentindo absoluta vontade de abrir, virei e comecei a vestir minhas roupas. Iria respeitar o que me foi dito. Segundo ela, ainda não era a hora certa. E eu iria esperar.
[...]
- Tem certeza de que não se lembra de mais nada? Não lembra se viu quem pôs o sonífero em sua bebida, ou não lembra de como foi parar dentro de uma caixa? – tornou a perguntar o investigador, sentado a minha frente, atrás da mesa que nos separava.
- Sim, falei tudo que lembro, já lhe disse. Tudo ainda está confuso para mim. Mas eu sei que disse a verdade.
- Não estou duvidando de você. Só acho que poderia esforçar-se um pouco mais para lembrar.
- Já fiz isso. Mas não obtive resultados.
- Certo. Não vou insistir, não quero aborrecê-la. Apenas quero que me siga, e ouça tudo que puder, sem nada falar. – cortou ele levantando-se do acento. Depois de repetir o ato, segui o policial para fora. Depois de cruzar um corredor, passei por uma porta e minha primeira visão foi de um enorme vidro. O mesmo que havia na sala onde estava há poucos segundos. E, vendo através dele, notei cabelos loiros e negros como a noite. Britney e Clarice. As duas estavam sérias, sentadas sobre as cadeiras nada confortáveis, e encaravam um homem de costas com olhares bravos. Eu não sabia que elas tinham sido presas.
- Será bom você ouvir isso da boca delas. – repetiu o homem ao meu lado, enquanto meu olhar permanecia fixo as duas criaturas sentadas no outro lado da sala.
- Posso sair daqui? Estou com fome. – reclamou à loira.
- Não vai sair daqui até que responda minhas perguntas. Aliás, suspeitos de assassinato não tem direito de exigir muita coisa, meu bem. – rebateu o homem de costas com ironia no final de suas palavras. As duas bufaram em irritação.
- O que quer saber?
- Saber tudo. Quero entender porque matou aquele garoto, e porque tentou matar sua amiga deixando ela presa dentro de uma caixa, deixada a própria sorte.
- Ela não é minha amiga! – esbravejaram as duas ainda mais irritadas do que o normal.
- Aquela cobra jamais será minha amiga! – continuou Clarice com olhar irritado para o homem a sua frente. Ele ergueu os braços e parecia continuar com sua ironia.
- E porque aquela pobre garota é uma cobra? Afinal, foi você quem tentou matá-la.
- Para de defender aquela vadia! Entendeu? Eu estou cansada de ouvir o quanto ela é perfeita e boa em tudo que faz. Da comida até o sorriso angelical. Para! Ela não é tão boa quanto parece. Sempre todos a amavam mais do que eu. Não importa se ela sempre achou que Ananda fosse o centro das atenções, porque na verdade ela também era. Todos os meus namoradinhos sempre ficavam encantados quando a conheciam, ela sempre tinha o melhor. Era sempre a perfeita. Eu achei que fosse ter paz quando ela veio morar aqui. Porém, mais uma vez ela conseguiu acabar com minha vida. Ela roubou o garoto dos meus sonhos de mim! Até mesmo quando não estavam juntos, ela ainda o tinha de alguma forma. Chega de defender a Anna. Ela não merece viver.
- Olha, observando bem, ele nunca foi seu, não acha? Afinal, pelo que sei ele já era o namorado dela quando o conheceu. Ou seja, ela não teve culpa por ter se apaixonado pelo namorado dela. Além do mais, é idiota tentar matá-la apenas porque ele ainda não a esqueceu. Afinal, se algo ruim acontecesse com ela, seria aí que jamais a esqueceria. Acha que matar a garota vai resolver as coisas? Ora, faça-me um favor! Porque não tentou bater a cabeça contra a parede? Seria bem mais proveitoso. – ele riu ao final. Ela parecia estar ainda mais enfurecida e tentou pular em cima dele, que por sua vez, não mexeu um dedo sequer para afastar-se dela. No lugar disso, um policial que estava de pé no fim da sala, correu a tempo de segurá-la e impedir que ela batesse em seu superior.
- Seu vagabundo, vou acabar com você! Desgraçado! – gritava ela enquanto se debatia fortemente nos braços másculos do homem que a agarrava pela cintura.
- Policial, por favor, leve essa descontrolada para longe. Senhorita, está presa por tentativa de assassinato e desacato a autoridade. – falou com calma, uma calma que me assustou por segundos. Será que ele era assim na vida, ou apenas no trabalho? Bem, depois que ela foi puxada para fora, outro guarda se pôs de pé atrás da loira, porém encostado à parede da sala.
- Terminou o escândalo? – perguntou tediosa de braços cruzados.
- Se você não começar outro.
- Sei que vou passar minha vida dentro desse lugar. Então não há motivos para tanto.
- Certo. Então me diga o que houve. – ele arrumou-se melhor a cadeira, e eu dei um passo à frente. Talvez ela não soubesse que estava do outro lado, ou talvez sentisse minha presença. Mas tudo que sabia era que ela encarava fixamente o vidro por segundos, antes de virar e respondê-lo.
- Quer saber primeiro sobre o garoto, ou sobre minha nova tentativa?
- Comece pelo que desejar.
- Certo. Ele era idiota! Simplesmente repugnante. Acho que na época, tínhamos treze ou quatorze anos. Éramos amigas, e fazíamos festas do pijama. Desconfiada do que ele fazia enquanto nos divertíamos, filmei tudo, com uma câmera instalada em locais estratégicos. Anna ficou assustada quando soube o que ele fazia. Claro, ela sempre era uma garota fraca e boba. E bem, depois de fazer uma piada, ela entendeu que matei e esquartejei o cara. Bem, eu até pensei nisso, mas não iria perder meu tempo com um inútil. – deu de ombros e olhou as unhas. Arregalei os olhos com aquelas palavras. Então ela não o matou? Mas então porque ele estava comigo na caixa? Naquele estado? O que ele fez além daquilo?
- Ele as observava enquanto trocavam de roupa. Certo. Então o que fez depois?
- Fui até a casa dele e mostrei minha gravação. Ele tinha apenas duas escolhas. Ou saia da cidade da cidade apenas com a roupa que vestia, ou entregaria a fita e ele seria preso por pedofilia.
- Ele foi embora?
- Sim, ele foi. Mas não se manteve um bom menino por muito tempo. Retornou a cidade a alguns dias, dizendo que sabia de tudo sobre minha vida e sobre o Bullying que cometia contra o ex-namorado da Anna. Vale salientar que apesar de odiá-la, jamais entendi o que ela viu naquele garoto. É mais repugnante do que uma barata, isso é verdade. Se ele morresse, o mundo estaria melhor. – continuou simples. Bufei tentando controlar a raiva dentro de mim. Precisava ouvir o que tinha a dizer antes de lhe deixar careca.
-... Então ele pegou uma das fotos que usei para chantagear no namorado nerd dela...
- Chantagear?
- É. Um dia eles estavam se pegando na sala do zelador, então eu tirei algumas fotos e esperei o momento em que ela estivesse  mais vulnerável para poder usar minha ‘cartada’. Disse a ele que caso não terminasse com ela, e fingisse ser meu namorado por duas semanas, espalharia as fotos por toda a cidade. Ele, como um idiota, resolveu proteger a dignidade dela e fez o que mandei.
- Terminou com ela?
- Exato.
- E enquanto o outro rapaz morto?
- Bom, ele pegou o único envelope com as fotos e foi até a um esconderijo. Ameaçou dizer a Anna que Justin foi inocente, e que só queria protegê-la. Precisei de paciência e dinheiro para calar a boca daquele idiota. Depois que encontrei onde ele estava, tratei de lhe acertar boas marteladas.
- Você o matou a marteladas? – perguntou o investigador e minha boca se abriu em completo terror. Oh Céus! E sua frieza ao dizer sim me fez tremer, seguida de uma fina lágrima. Porque tanta crueldade?
- E depois, sabendo que Clarice também queria Anna Mel longe, me juntei a ela para acabar de vez com a moreninha popular. O problema é que se tem 99,9% de ser pego quando se trabalha com amadores. Esse foi o meu caso. Porém se puder comer uma rosquinha todos os dias com um belo suco de laranja, estará tudo bem. Meu advogado logo me tirará daqui. Então está certo. – deu de ombros ao final. Sentindo a mão tremer deixei outra lágrima cair, e antes mesmo do homem ao meu lado falar, virei e saí as pressas até encontrar Ashley em um dos diversos corredores daquele lugar. Sem falar nada a abracei forte tentando controlar o choro. Porque ela era daquele jeito? Aquela não era a Britney que conheci. Ela não parecia ser humana.
- Me perdoe. Mas você precisava saber a verdade, eu sei que não era o melhor jeito, mas era necessário. Desculpe-me, por favor, abelha. – dizia ela me apertando em seus braços. Quando nos separamos, vi que ela também tentava não chorar.
- Você sabia? – perguntei em um fio de voz.
- Eu descobri no dia do baile. Ela estava gritando com ele para que ficasse longe de você, mas ele decidiu lutar por você. Quando tentei te contar, descobri que corria perigo.
- Céus...
- Eu fui covarde por não contar pra você antes de vir para cá. Eu não tive coragem de ver você assim. Mas agora vejo que foi pior não ter dito antes. O que ela usava para chantagear ele, está no envelope que está guardado na sua bolsa.
- Eu não tenho coragem de olhar. –respondi baixo e triste. Era coisa demais para pouco tempo. Para mim.
- Você precisa ver. – continuou ela pegando a bolsa que carregava no ombro, e dela tirou o agora famoso, envelope amarelo. De olhos arregalados, a vi passar as exatas dez fotos. Fotos de nossa intimidade. De nosso momento. O momento que gerou tudo isso. O descuido de quase acabou com minha vida. Com a vida do Justin.
- Ele sofreu por mim, ele... Ele fez tudo isso para me proteger da burrada que fiz por ser safada demais e não poder esperar. Ele quase se matou, Ash!
- E você também quase morreu.
- Mas isso não faz diminuir o sofrimento que ele passou só para que nada acontecesse comigo. Agora entendo porque ele disse todas aquelas palavras no dia da festa. Fez tudo por mim. – falei baixo ainda tentando entender porque ele fez tudo aquilo, apesar de ser óbvio.
- Sim, ele fez. Ele ainda ama você. E foi por isso que Britney tentou fazer mal a você. Porque eu ia contar a verdade. Clarice achava que com você longe, Justin poderia amá-la. Era isso que ela odiava em você, Anna. Nunca foi os garotinhos que ela gostava na infância, ou o fato da família gostar muito de você. O amor que Justin, sentia e sente por você era tão forte que ela não conseguiu suportar.  A força do amor verdadeiro foi demais para ela. – disse Ashley levando uma mecha do meu cabelo apara trás. Apertei as fotos em minhas mãos e as pus dentro da bolsa.
                Ouçam:  Adam Agin - Please Don't Leave Quite Yet
 - E como o Damon fica nessa história? Eu não quero machucá-lo. Eu... Eu realmente não quero. – encarei a loira que sorriu fraco.
- Você não vai. – olhei para trás, vendo um ser sexy de mero sorriso no rosto caminhar até mim e beijar minha testa. Ao encarar seus olhos, tentei a custo manter as lágrimas no lugar. Jamais me perdoaria se o magoasse. Jamais.
- Você nunca foi minha. E eu sabia disso desde o instante em que a vi chorar por ele. Agora vejo que ele é uma boa pessoa. Justin merece você, eu não. – falou doce.
- É claro que merece. Você é maravilhoso!
- É justamente por isso que estou pedindo para que siga seu coração. Vá atrás dele, não o deixe escapar. Ficarei bem, prometo. Mas vá. – continuou gentil deixando-me um último abraço antes de ver os olhares felizes de Ashley, quando comecei a correr para longe daquele lugar. Enquanto corria, pensei que tudo aquilo parecia um seriado de TV. Mas aquela era a minha vida. Aquela era a minha corrida em direção à pessoa que mais amei e amo nesse mundo. O homem que cuidou de mim e que me protegeu de todas as maneiras que pode. Que continuou me amando e salvou minha vida, quando ninguém sabia que estava submersa em águas frias e profundas. Em minha corria, pensei em como fui boba por não ter prestado atenção em detalhes. Porém tudo parou quando vi Justin parado à porta de sua casa. A me ver, ele desceu com rapidez as escadas passando pelo jardim da frente, correndo em meu encontro. Apressei minhas passadas o mais rápido que minhas perninhas curtas conseguiam.
- Justin! – foi à única coisa que disse antes de sentir seus braços rodearem meu corpo e me erguer do chão, fazendo a bolsa que carregava cair sobre ele. E quando seus lábios tocaram os meus, e sua língua encontrou novamente a minha, me senti como se tivesse sido a primeira vez. Encontrava-me em urgência para senti-lo novamente e meu coração parecia pulsar descompassado no peito. Sorrindo entre o beijo recheado de saudade, senti que aquele foi o motivo pelo qual precisei passar por tudo aquilo. Para entender que apesar de a vida não ser um conto de fadas, o amor verdadeiro poderia vencer qualquer coisa. Essa foi minha lição. Uma lição que irei levar para o resto da vida.

My Dear Nerd - What If - Capítulo 36 - Verdadeiro Dia das Bruxas

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 36 - Verdadeiro Dia das Bruxas
POV ANNA
Meses depois...
- Ali tem um perfeito... Não, ali... Não, os daquela loja são feios... Não, espere, encontrei o perfeito. – falava Ashley agarrando meu braço.
Ela me arrastava de um lado para o outro das ruas, entrando e saindo das mais diversas lojas a procura de uma fantasia perfeita. Outubro, o mês mais esperado do ano por todos tinha chegado. Dia das Bruxas. Para esclarecer as coisas, depois do que falei para Frad, ele nunca mais fez as coisas terríveis que costumava realizar todos os dias. Minha popularidade cresceu ainda mais, principalmente entre os nerds, que sempre faziam questão de agradecer pelo que fiz. Alguns deles perguntavam pela saúde do parceiro de turma, Justin. Ele, por sua vez, passou um tempo considerável no hospital. Sempre em observação, caso tentasse se machucar novamente. O que graças aos céus não se repetiu. Tive uma conversa séria com ele, depois de dizer simples verdades a Frad.
Mesmo ainda magoada com as palavras ditas por ele no dia da minha festa de aniversário, resolvi tentar novamente. Éramos amigos. Se é que posso dizer assim. Talvex colegas fosse a palavra certa. Achava que naquele momento, ele precisava de uma companhia. É claro, ele tinha seus ataques de choro ao lembrar tudo, mas era algo que nós poderíamos conversar, e fazê-lo entender que existiam pessoas que se importavam com ele. O fiz prometer que nunca mais tentaria se matar, não importando a situação. Ele estava cumprindo até agora. Jeremy conseguiu fazer que Frad e as demais pessoas do vídeo “ Justin em seu Trabalho Diário” serem presos pelo crime de Intimidação Vexatória, que consiste na intimidação contínua e agressiva a um menor por um longo período de tempo. Ou seja, pelo crime de Bullying. Ficaria preso por quatro anos. Nem mesmo o melhor advogado contratado pelos pais do garoto, conseguiu diminuir a sentença dada pelo júri. Depois de duas semanas, Justin retornou a escola.
Tímido, ele estava um pouco calado, mas logo foi recebido com entusiasmo pelo seu grupo de estudos. Os outros nerds.  Já os demais alunos não lhe fizeram ofensas, como costumavam fazer antes.  Quando soube que Frad recebeu a punição merecida, o sorriso de Justin apareceu com rapidez e iluminou seu rosto. Ashley continuava ainda mais doida que o normal, porém, linda como sempre. Eu continuava a andar a noite atrás de comida e bater meus dedinhos nos móveis, a cair da escada, e depois voltar ao quarto com um grande pote de sorvete. Que tinha acabado de chegar à geladeira, e que comi tudo sozinha em questão de minutos. Damon era maravilhoso. Nosso namoro esta se seguindo muito bem. Ele sempre tinha aquele jeito de badboy sexy que me deixava maluca. Sabia ser doce, sexy, engraçado de sarcástico na hora certa. Era um dos motivos por gostar dele. Mas o único problema é que Justin ainda vivia em minha mente. Por mais raras às vezes em que sonhava com ele, e... Certo, não eram tão raras assim, mas não estavam tão frequentes. Porém o assunto do momento era o tão aguardado baile de Dia das Bruxas. No começo, resolvi não ir, mas com uma loira com um esmalte cor de rosa nas mãos, cara de má e biquinho de criança insatisfeita no rosto, acabei concordando. Com medo dela, é claro. Mas tudo bem. Lá vai ter comida. É... Comida! Lembrar de um belo X-Burguer fez meu estomago roncar.
- Será que dá pra você escolher logo? – perguntei entediada sentada em um dos banquinhos. Só não tanto porque ela teve a bondade de comprar comida pra mim.
- Eu quase gastei meu dinheiro intero pra alimentar você, e ainda não coopera? Porque não tem a bondade de calar a boca e admirar minha beleza enquanto pode? – reclamou ela com um bico. Ainda comendo, bufei enquanto ela continuava a escolher as roupas. Eu já tinha escolhido a minha fantasia em menos de vinte minutos. Mas ela é a Ashley, não é? Ela “precisa de tempo para continuar linda”. Ao menos tenho comida. Minha companheira maravilhosa. Joguei o saquinho do cachorro quente no lixo, junto ao pequeno copinho de refrigerante. Depois de sentar, abri meu pacote de Ruffles Cebola e Salsa.
[...]
POV ASHLEY
- Diga que estou sexy, Damon. Faça sua amiga feliz. – comentei, enquanto a música baixa fazia um tipo de plano de fundo. Ele riu de um jeito muito sexy por sinal, e junto a ele, Anna também riu.
- Você está muito sexy nesta fantasia, Ashley. – disseram juntos, e meu sorriso ficou bem grandão.
- Ah, obrigada não precisava dizer, eu sei que sou linda, sexy, maravilhosa, tudo de bom... Mas se bem que vocês não estão para trás. Temos aqui uma abelha linda com muito mel pra dar e vender, com seu namorado sexy que também me ama, porque eu sou linda e tudo de bom. – comentei para os dois, que riram. Mamãe Rosa! Eles vão ficar rindo o tempo todo?
- Não sabia que a escola podia dar festas tão legais. – comentou o Damon lindão. Mais outro que me ama e não sabe. Ah, qual é! Todos me amam. hehe
- Tem razão. É bem diferente ter uma festa de Dia das Bruxas em um trem. A direção se empenhou bastante para isso pelo visto. Não vejo tantos enfeites desde a última vez que a Ashley foi a um encontro com um garoto. – comentou Anna observando a volta, enquanto dançávamos em um dos vagões. O cantor era nada menos que Adam Lambert, e olhando bem, ele era até bonito. Não tanto quanto minha beleza e meus esmaltes, mas que podia fazer? Gostei dele. Achei fofinho com aquela fantasia de vampiro. De frente ao pequeno palco, a paisagem passava rápido por nós, pela janela. Seria uma noite maravilhosa, principalmente depois de chegarmos ao nosso destino. Anna estava louca para que isso acontecesse, afinal, o que ela ama mais do que comida farta e de graça? Ah, é. Eu, é claro. E também seria a oportunidade perfeita para mostrar a esses seres, meros mortais, o meu brilho especial. Fazer o que se já nasci lindona? Pode admirar, eu deixo.
- Pessoas que me amam, sintam minha falta. Vou andar por aí e espalhar meu encanto por esse trem. Sua amada voltará em breve. – falei para Damon e Anna. Mas antes, é claro, os cutuquei para falar. Minha voz não poderia ser esbanjada de qualquer maneira, apenas porque eles estavam fornicutando ali. Porém não posso ser egoísta de deixar que os demais fiquem sem admirar-me. Seria egoísmo, certo? Com tanta maravilosidade para dar e vender. Por tanto, vou espalhar meu glamur e ser feliz com meus admiradores. Beijos a todos.
POV ANNA
- Acho que nunca dancei tanto em toda minha vida. – comentei cansada, enquanto Damon abraçava minha cintura. Já em outro vagão, depois de alguns minutos que Ashley saiu, resolvemos parar para descansar. Sim, eis aqui a Srta. Preguiça. Este é meu segundo nome. Depois de acharmos algum lugar agradável, nos sentamos frente a frente. Vendo por vezes a paisagem pela janela.
- Tem razão. Meus pés estão doloridos.  Não sei como vou dançar quando chegarmos ao nosso destino. – comentou ele em resposta.
- Eu não preciso me preocupar com isso.
- Porque?
- Lá tem mais comida do que aqui? Já imaginou? A única coisa que eu preciso, é que minhas pernas me segurem enquanto eu devoro toda a mesa de doces e comidas em geral. – respondi, segurando o copo de refrigerante. Aquilo estava bom.
- Não precisa se preocupar. Eu seguro você. – brincou com cara de safado. Bati em seu ombro.
- Aqui não seu bobo. Está ficando maluco? – falei em meio a risadas.
- Não se preocupe. Vou sequestrá-la quando menos esperar... Mas enquanto isso, vou pegar alguma comida pra você. Deverá estar bem alimentada quando for sequestrada pelo Sr. Sexy.  – rebateu mandando beijos e piscando provocativo. Rindo, vi Damon deixar um beijo em minha bochecha e ir à direção de outro vagão, para pegar minha comida. Bebi mais um pouco do refrigerante, o deixando mais uma vez sobre a pequena mesinha. Ele foi buscar a comida, mas minha fome dizia que ele não ia voltar logo. Não tenho fome o tempo todo, eu só... Ok. Eu tenho sim.  Mas parecia uma eternidade mesmo ele tendo acabado de sair daqui. Não sou uma boa companhia quando estou faminta. Tudo bem que falo de comida durante vinte e quatro horas por dia, mas não posso evitar. É algo involuntário, a comida parece me chamar. O pior é quando assisto Bob Esponja e percebo que nunca irei comer sequer uma migalha de Hambúrguer de Siri.  Posso ficar depressiva agora?
- Oi. – algum ser atrapalhou meus pensamentos famintos e assim que olhei para o lado, vi o mesmo cantor do outro vagão. Ele era até bonitinho, o cabelo em topete, com leves fios em loiro, e sua fantasia era de um vampiro, mas não conseguia ser melhor que Damon. Na minha humilde opinião.
- Oi. – sorri simpática para ele.
- Estava tão chato lá? – perguntou.
- Não, não. Não é isso. Só parei para descansar um pouco... Você canta muito bem.  – respondi e ele riu.
- Tudo bem, estava brincando. Mas obrigada... Então... Está acompanhada? – perguntou novamente com um mero sorriso no rosto. Foi até fofo, mas eu prefiro comida. Comida essa que meu namorado esta demorando demais para trazer. Estou com fome!
- Sim, é que meu namorado foi pegar alguma coisa para comermos. Está se divertindo? – tornei a perguntar. Ao menos essa conversa desvia minha atenção da comida. Ou não, porque estou pensando nela novamente. Estômago pare de roncar!
- Estou adorando, é uma festa incrível... Qual seu nome? – perguntou.
- Anna. – respondi em troca. Mas o trem parecia ter passado por um túnel ou algo parecido porque simplesmente se fez um barulho enorme e não pude falar, já que ele não ouvia. Então me dirigi à janela molhada pela chuva recente, e escrevi o meu primeiro nome.
- Anna... É um nome bonito, combina com você. – disse depois que todo o barulho parou. Sorri agradecida.
- Eu tenho que voltar agora. Vejo você lá?
- Claro. – disse sorrido e ele se afastou. Com suspiro virei para a janela por segundos, com fome e cansaço evidentes, e tornei a beber meu refrigerante. Que gosto esquisito. Mas tudo bem, deixa pra lá.  Pensei  preguiçosa, bocejando. Não demorou e tudo ficou escuro. Aquilo é um Hambúrguer de Siri?
POV ASHLEY
Com a cabeça erguida, mexi nos cabelos loiros e maravilhosos que tinha, até o final onde abri a porta e entrei em outro vagão. Fiz isso por algum tempo, e como toda popular as pessoas elogiavam minha beleza. Paravam-me para conversar, e perguntavam sobre os novos treinos da torcida. Meus súditos, pessoas que me amam. Sei que são meus fãs. A única coisa que achei estranho foi Britney ter sumido de uma hora para outra. E Justin também. Sim, ele veio. E Amanda Clarice Montês também. É esse o nome completo dela. Eca. Pessoa desprovida de mim. Enfim, depois de abrir uma das outras portas que separavam os vagões, ouvi vozes um pouco alteradas. Mamãe Rosa! O que estava acontecendo? Curiosa, cheguei um pouco mais perto para saber o que passava.
- Eu disse para você ficar longe dela!  – a primeira pessoa falou. Pera, aquela é a voz da Britney!
- Eu já estou cansado! Já chega, não vou mais fazer o que quer! Eu a amo, e não vou mais deixar você destruir isso. – pera. Agora era o Juju... Digo o Justin. Do que eles estavam falando? Cheguei mais perto com cuidado.
- Você sabe muito bem que posso mostrar essas fotos pra todo mundo! Você vai ficar longe dela como mandei, ou vai se arrepender. – ela falou mais alto. Epa, epa, epa! Estão falando da minha abelha! Com raiva bati a porta do vagão e eles viraram para mim. Dei dois passos e parei ao lado dos dois. Ela parecia suar frio, e carregava um envelope nas mãos.
- Porque ele vai se arrepender?  Eu posso saber? – perguntei em deboche. Descruzei os braços e puxei o envelope amarelo das mãos da vadia. Quando ela tentou dar um passo a frente, para tentar tirá-lo de mim, Justin a impediu e ficou a minha frente. Ela estava vermelha de raiva. Mas não tanto quanto eu quando abri e vi as fotos. Céus!
- Eu não creio... Então era isso? O tempo inteiro? Você estava ameaçando ele usando as fotos da intimidade dos dois? É isso vadia? – gritei em fúria. Mas Justin me segurou pelos braços para que eu não batesse naquela vagabunda. Era quase irônico ver que ele fez tudo isso por ela, mas que precisou machucar seu coração para que a honra dela não fosse abalada. E foi aí que percebi que ele passou por tudo isso, que sofreu o que sofreu para protegê-la. Aquela vagabunda da Britney vai me pagar por fazer minha abelha chorar que nem doida, e quase virar uma bola de basquete de tanto comer. E vai pagar também pelo que fez com a Jujuba. E como vai.
- Devolva já essas fotos! Caso contrário vai me pagar caro! – ameaçou ela irritada e frustrada.
- É o que vamos ver! Vem Juju, vamos resolver essa situação. – o puxei pelo braço, saindo daquele vagão. Às pressas. Anna precisava saber disso, e já. Andamos quase pelo trem inteiro e nada dela. Já estava ficando nervosa.
- Damon você viu a Anna? Preciso realmente falar com ela.  – falei apressada.
- Ué, ela está ali. Vim pegar alguma coisa para ela comer, não parava de me encher os ouvidos dizendo que estava com fome. – dizia ele segurando uma pequena bandeja de comida, e nós o seguimos até o outro vagão. Arregalei os olhos, ao ver que lá estava apenas a bolsa dela. Quando meus olhos pararam no vidro a primeira letra do nome de Anna ainda permanecia, enquanto o restante estava borrado. A letra “A” e “B” dominava o vidro embasado pela chuva recente.  Eu entendia o B, ou seja, Britney. Mas a letra A?
- O que está havendo? Pra onde ela foi?  – perguntou Damon assustado deixando a badeja em cima a mesa.
- Ashley, nós vimos um movimento suspeito lá atrás. Você sabe se a Clarice e a Britney são amigas? – perguntou Lola parando ao meu lado segurando o fôlego. Junto a ela, Jullian também tinha olhar curioso. Elas eram nossas amigas mais próximas. Oh céus! Agora entendi tudo. Aquele “A” era a letra de seu primeiro nome. Mas que vadia, não consigo acreditar que ela está tentando fazer mal a própria prima.
- Vamos nos dividir e tentar achar a Anna. Agora. – falei alto e nos separamos em grupos e fomos a direções opostas. Por favor, proteja minha amiga.
POV ANNA
Abri os olhos e minha visão estava um tanto embaçada. Mas para minha surpresa o silêncio reinou no lugar que antes era uma festa e... Espere.  Onde estou? Porque está tudo escuro, não consigo mexer minhas mãos ou sequer falar? Olhei a minha volta e meu coração bateu mais rápido ao perceber que estava presa dentro de um caixote. Em desespero, com apenas algumas frestas de luz entre os espaços da caixa, balancei meu corpo o que podia para frente e para trás. Até que ela virasse e caísse no chão. Minha cabeça bateu na madeira e pude sentir uma lágrima de desespero molhar meu rosto. Em ideia de pedir socorro, soprei o adesivo em minha boca até que ele caísse com a pressão do ar quente. Estava com medo. Muito medo. Não sabia onde estava e minhas mãos permaneciam presas.
Passei os olhos pelo local pequeno em que me encontrava e senti algo em meu lado. Era um pouco fofo até. Respirando fundo, olhei para o lado e arregalei os olhos soltando um grito de terror. Céus! Era o garoto que a Britney matou. Ele estava do meu lado, e cheirava muito mal. Oh meu Deus!
- Socorro! Alguém me tira daqui!... Ajuda!  - gritei o mais alto que pude em completo pavor. Tinha um cara morto do meu lado. Não queria saber por que ele não estava em pedaços, ou porque estava um bom estado de conservação. Eu só queria sair dali.
Com os olhos lacrimejantes, vi em cima de mim um prego com uma ponta bem fina. Ergui as mãos e comecei a passá-las sobre ele para tentar cortar a fita que as prendia. Entre suspiros angustiados, senti que pouco a pouco meu nervosismo foi aumentando porque a fita não estava se rompendo. Mas parei no mesmo instante em que senti um movimento na caixa, do lado de fora. E minha cabeça bateu mais uma vez, quando a movimentaram. Olhei para cima de tornei a tentar romper a fita grossa que rodeava meus pulsos. Nervosa, consegui soltar minhas mãos, ferindo-as quando o ferro entrou em contato com minha pele. Causando um corte considerável e doloroso. Bati algumas vezes na madeira a cima de mim, enquanto movimentavam a caixa. O garoto morto estava com o corpo apoiado sobre o meu e seu cheiro parecia ser ainda pior a cada segundo que se passava.
- Empurra logo. – ouvi um sussurro do lado de fora. Ao som de minha respiração descompassada, peguei uma chave de fenda que estava embaixo de mim. Não sabia por que ela se encontrava lá, mas aquilo era o que menos importava no momento. E no segundo seguinte, ouvi um rangido e um som mais alto tomar conta do lugar. Meu coração pedia para que não houvessem aberto a porta lateral do trem. Mas estava errada.
- Não dá!
- Vai logo. – continuavam a falar baixo. Com as mãos tremendo, segurei firme o instrumento em minhas mãos, sentindo o corpo gelado do cara morto se encostar ainda mais do meu. Quando percebi que um dos donos das vozes estava mais próximo, passei a chave entre os espaços da caixa, e no segundo seguinte ela estava em contado com a carne perfurada da pessoa.
- Ai!... Vadia desgraçada. – a voz falou alto em revolta. Céus! Era Clarice. Era a voz dela.
- Me tira daqui. Por favor, Clarice não faz isso. – pedi em meio ao choro batendo na caixa.
- Isso é para aprender a não tirá-lo de mim, vadia. – respondeu ela em um grito e a caixa moveu-se novamente. Suando, tremendo e chorando, continuei a bater contra a madeira em completo desespero. E entre outras lágrimas, segurei o casaco do garoto morto ao meu lado fechando com força os olhos. O caixote onde estava agora balançava com tanta velocidade  que era assustador. E logo pensei que ele estava balançando em cima na ponta do chão do trem. Preparada para nunca mais acordar, ouvi pessoas gritarem meu nome. Porém, assustada, continuei de olhos fechados, me preparando para cair do trem em movimento.
- Anna?... Segurem-nas garotos!... Está tudo bem, estamos aqui. Vamos te tirar daí. – a voz em forma de grito de Ashley me fez abrir os olhos e gritar o mais alto que podia por ajuda. Enquanto a caixa foi puxada para longe daquele ‘balanço’, ouvi uma espécie de correria e gritos. Quando a tampa da caixa foi aberta, Ashley estendeu sua mão para mim, que a peguei o mais rápido que pude, saindo daquele lugar em prantos.
- Está tudo bem. Pegamos você. – falava Ash abraçando-me forte, enquanto as minhas outras amigas da torcida faziam o mesmo, olhando com espanto para o corpo fedorento lá dentro. De respiração desregulada, abracei fortemente o corpo da minha loira, e despejei todas as lágrimas que pude. Aquilo foi um pesadelo.

Oi gente, gostaram do capítulo? Bem, essa cena foi inspirada em um dos episódios de PLL, onde tirei a ideia. Espero que tenham gostado e até logo :D

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