31 de jul de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 44 - Quando Você se Vai

 

 POV ANNA
 Suspirei irritada. Aquela era a coisa mais chata que existia. Não a matéria, eu gostava de literatura, ou estava começando a gostar. Acreditem ou não, milagres acontecem. Mas era apenas porque a professora indicava livros muito bons? Não. Bem, eles não eram de todo ruim, mas, geralmente tinham uma conversação difícil. Os diálogos acabavam com minha vontade de ler por conterem palavras que eu nem sabia que existia. Mas como uma fã declarada de Harry Potter, de certa forma, me lembrava de certas passagens do livro que me faziam rir, ou simplesmente sentir fome. Sim, ainda sonho tomar Cerveja Amanteigada, problema? Além do mais, por algumas vezes, mesmo que raras ou não, ela citava o meu outro autor favorito. Nicholas Sparks. E era aí que simplesmente participava da aula e dava opiniões e falava quase como uma verdadeira nerd, para completo espanto dos meus amigos de classe. Mas todo o problema era a professora. Ela parecia uma minhoca morta. Agradeci por ter saído da escola a horas. Pensaram que estava na escola? Não, na verdade estou na casa do Justin. Ele estava me ajudando com a atividade de casa de Literatura. Ficava chato quando era algo que não estava relacionado com meus atures prediletos.
- É sério, eu desisto!
- Não fale assim, não é tão difícil.
- Isso é muito chato, fala sério! Não seria tão complicado se pudesse fazer uma resenha de A Última Música, ou de...
- Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Sei. - completou risonho. - Mas, seria mais fácil se experimentasse ler o livro antes de fazer a atividade, não acha?
- Mas é para entregar amanhã!
- E isso foi passado a um mês.
- É pouquíssimo tempo! Não acho justo. - reclamei, finalmente sentando na cama. Fechei o caderno e o guardei na bolsa. Tudo que queria agora era provar um bolo de cenoura da Pattie. Mas onde ela se encontrava? Pois é, trabalhando. E Justin não me deixa sair para preparar nada antes de terminar os deveres de casa pendentes. É mole? Porque ele tem que nerdear tanto? E porque estava rindo da minha cara, como se estivesse vendo algo engraçado?
- Porque está rindo?
- Por causa de sua carinha de raiva e as bochechas vermelhas. - riu. Ainda irritada por ele insistir que preciso fazer a lição sozinha, saí da cama e caminhei rápido até a minha bolsa dentro do guarda-roupas. Abri a bolsa, que na verdade, era uma pequena malinha, a procura de comida. Nada. Ah, eu tinha comido todos os doces no caminho e cinco minutos depois de ter chegado lá. Contrariada, abri a porta do quarto andando até a cozinha. Cadê a tia Pattie com os biscoitos com leite? E cadê também...
- Ai! - reclamei quando meu dedinho do pé se chocou contra o corrimão. Sim, me digam quem é absolutamente estúpido a ponto de bater o dedo no corrimão. Eu.
- Tá tudo bem? - ouvi Justin perguntar do quarto. Provavelmente organizando os livros que deixei espalhados sobre a cama. Mesmo com o dedinho do pé doendo, continuei a andar até a cozinha. A única coisa que encontrei, para minha total infelicidade, foi um pode de granola, e um saco com três batatas. Talvez, pensei, elas fossem suficientes para fazer algumas fritas.
- Você pode me ajudar aqui? - ouvi o nerd gritar lá de cima. Subi, batendo o dedinho na escada. Uma burra no recinto. Bem, retornando, quando entrei no quarto, lá estava ele.  Com uma mala enorme na cama, e roupas espalhadas. Toda a minha raiva por bater meu dedinho nos objetos da casa pareceram sumir. Ele ia amanhã. Amanhã. Ainda estava tentando digerir isso.
- Me chamou?
- Acha que devo levar isso? Essa roupa fica legal para me apresentar a produtores musicais? - perguntou, apontando para vestes separadas cuidadosamente sobre a cama. Fiz esforço para inventar uma mentira, e também para que minha voz não berrasse subliminarmente "Não vá!"
- Vai parecer um pastor com essa roupa. - comentei encontrando alguma sinceridade em minha frase. Ele apenas riu.
- Acha que vão gostar de mim?
- Quem não gostar é um estúpido. Você é maravilhoso.
- E se eu conseguir uma gravadora? - tornou a perguntar.
- Você vai ter conseguido uma gravadora, ué. - lutei para fazer uma pequena piada. Obtive sucesso com ele, mas o som da gargalhada não saiu. Tudo que ouvi, foi apenas uma risadinha sem graça ultrapassar minha garganta.
- Encontrou comida?
- Não. Sua mãe foi ao mercado, não é? - perguntei, feliz por ter mudado de assunto. Porém, não dei chance de que Justin pudesse me dar uma resposta. - Espero que ela traga algo bom. Sei que fazer compras depois do trabalho é cansativo, mas não vou me importar em ajudá-la caso precise.
- As vezes acho que sua mãe comeu demais enquanto estava grávida. - falou em meio a uma risada. Infelizmente não pude acompanhar. Não gostava de lembrar dela, de saber que nada era como antes, e a ausência de alegria no meu rosto pareceu denunciar que tinha falado besteira.  Nervoso, arrumou o óculo, passou a mão pelo cabelo e limpou a garganta.
- Me desculpe. Esqueci...
- Tudo bem. Entendo. - cortei antes que sua timidez o deixasse ainda mais confuso em suas palavras. Apenas notei que estávamos perto demais quando deixou um beijo carinhoso na ponta do meu nariz. Sentiria muita falta disso. - Quer ajuda em algo?
 - Anjo?
- Tudo bem, esqueça.
- Certo. - suspirou. - Poderia pegar os livros do guarda-roupas e arrumá-los na mala para mim? Estão separados no lado esquerdo, na prateleira do meio. Vou organizar os produtos de higiene que estão no banheiro, não vou demorar muito. Poderia fazer isso por mim?
- Claro, querido. - sorri fraco para ele que beijou minha bochecha e caminhou até o banheiro. Respirando fundo, caminhei até o lugar indicado e retirei os livros. Os analisei antes de por na mala. Dois deles eram de escola. Matemática e Química. O terceiro era Harry Potter e o Enigma do Príncipe que tinha emprestado a ele. Sim, ele já estava neste. Acredite ou não. O quarto, na verdade, era um pequeno álbum de fotos feito a mão, onde algumas fotografias nossas estavam coladas, e em baixo delas, estavam suas legendas. Encontrei algumas retiradas no meu aniversário, em nossos encontros, ou em simples momentos de diversão com os amigos. Algumas, antigas eram de apresentações ou ensaio da torcida. Pareciam retiradas de longe, o que dizia que ele tinha batido a foto escondido enquanto me assistia dançar. Outra, em que tomava Milkshake, enquanto devorava com os olhos a comida de Ashley. A mas engraçada, Damon, Ashley eu e Justin de frente a um dos cartazes de filme, quando fomos ao cinema. No rosto de Damon, abraçado a loira, ele desenhou bigodes, cabelos femininos e outros. Na mesma foto, ele beijava minha bochecha de certa forma que seu nariz tocava minha pele, e meu sorriso era, de fato, enorme. Ashley, abraçava o copinho cor de rosa do suco, e durante o momento, jurei que a ouvi dizer que estava sendo seguida por Paparazzi's. Fiquei realmente feliz por ele levar aquelas lembranças com ele. Mesmo sendo apenas por uma única semana. Porém, ao examinar outra página de seu pequeno álbum de fotos, reparei em um papel diferente. Ele não deveria estar ali, foi a primeira coisa que pensei. Tinha o aspecto velho, porém, não em seu extremo. Curiosa, sem me importar se Justin me surpreendesse bisbilhotando suas coisas, sentei na cama deixando o caderno sobre o colo. Abri, logo em seguida, a folhinha. "Para Anna Mel Montês - Meu Anjo" era o que se encontrava escrito no topo da página. Ao seu lado, verifiquei a data. E foi exatamente o que pensei. A folha foi escrita há dois anos atrás, no mês de Agosto. Continuei a ler, ficando cada vez mais imprecionada e feliz com o que lia, ao mesmo tempo que morria de saudade por saber que estava perdendo-o. Aquilo era pra mim. Ele fez uma música pra mim.
 Nerver Let You Go...
[...]Tem um sonho
Que eu venho perseguindo
Quero tanto que vire realidade
E quando você segura a minha mão
Então eu entendo que é pra ser
Porque baby, quando você está comigo

É como se um anjo tivesse vindo,
E me levado para o céu
(como se você tivesse me levado para o céu, garota)
Porque quando eu olho nos seus olhos
Não poderia ser melhor
(eu não quero que você vá, não, não, assim)

Então deixe a música explodir isso
Nós vamos fazer a nossa dança
Louveos que duvidam
Eles não importam
Porque essa a vida é longa
E esse amor é muito forte

Então amor, pode ter certeza
Eu nunca deixarei você partir[...]

Enchuguei as lágrimas que escaparam do meu controle assim que ouvi um barulho no banheiro. Com esforço, devolvi a folha amarela e riscada onde encontrei. Sabia que ele tinha cuidado muito bem dela, e talvez sentisse sua falta caso a guardasse para mim sem que soubesse. Na realidade, percebi o quão fui boba por não ter reparado nele antes. Por não ter me apaixonado por ele antes. Por notar, apenas agora que ele tinha um rapaz maravilhoso louco de amores por mim. Um garoto especial, do tipo que qualquer garota sonha. E ele estava lá o tempo inteiro. Esperando por mim. Sonhando com a possibilidade de que um dia pudesse olhar para ele, ou lhe sorrir. Talvez pensasse que a garota mais popular da escola jamais o amaria. Ele não era como Damon, não era nem de longe, como os garotos populares que desejava ser para chamar minha atenção. Talvez sua timidez tivesse atrapalhado, mas ainda sim ele não desistiu de mim. As cartas eram prova disso. Assim como as fotos tiradas escondido, as respostas de provas e trabalhos. Essa música não era tão diferente, porém, chamou ainda mais minha atenção do que qualquer outra coisa. Não o simples fato de escrever uma música para mim, o que era realmente maravilhoso, mas também as palavras me fizeram desejar ter aproveitado enquanto eu tinha chance. Talvez, hoje tivéssemos anos de namoro, mas agora, tudo que tinha era a certeza de que nunca mais teria o meu nerd depois daquela viagem. E aquilo doía tanto, que desejava que ele não fosse, que ficasse comigo. Era egoísta? É claro que era. Mas eu o amava, e apesar de não impedí-lo de ir, meu coração se despedaçava com a ideia de que a fama mudasse seu jeito de ser. E, principalmente, que nossa história ficasse apenas nas lembranças. Que ele encontrasse outra pessoa, pessoa essa que ocupasse meu lugar. Aquele último pensamento era ainda pior.
- Ah, já os arrumou? Obrigada. - ele sorriu beijando minha bochecha, agradecido. Aparecendo de repente ao meu lado.
- Por nada...
- PESSOAS MARAVILHOSAS DA MINHA VIDA! ONDE ESTÃO, QUE NÃO ESTÃO APRECIANDO MINHA BELEZA? - uma voz alta e conhecida soou pelo quarto. Quando dei por mim, lá estavam Ashley e Damon, deixando duas bolsas jogadas sobre a cama. Depois, sentando-se sobre ela como se fossem donos da casa. Se eles soubessem o que aconteceu ali, jamais cogitariam a ideia de por o popô nela.
- O que estão fazendo aqui?
- É assim  que recebe seus amigos amados? Bata nele por mim, Abelha. - respondeu folgada, olhando para as unhas.
- Vinhemos para....
- Fazer uma festa do pijama antes do Juju ir. - cortou a loira sorridente. Provavelmente ela trazia filmes e esmaltes dentro da bolsa. Caso tivesse algum tipo de comida na 'mala' rosa dela, estaria perdoada.
- Mas fiquem cientes de que ela me obrigou. - comentou Damon, olhando fixo para a loira que deu de ombros.
- Como foi que ela te subornou? - perguntou Justin segurando uma risada.
- Nem queira saber, cara. - retorquiu ele, nos fazendo rir muito, e bem alto. 

[...]
Aeroporto de Stratford, Sábado, 09:20am
- Vai ser tão legal! Prometo trazer todo o tipo de comida diferente que puder. - dizia Justin sorrindo, apertando ainda mais o abraço. Nem mesmo qualquer comida do mundo poderia me deixar feliz por vê-lo partir.
- Não sei não, Jujuba. Você parece um pastor com essa roupinha. - comentou a loira pensativa, encarando de cima a baixo as vestes de Justin. Essa era a última coisa com a qual me preocuparia nesse momento.
- Mas estou apresentável?
- Está, mas não de acordo com a minha moda. Mas que posso fazer? Você só está nerdeando através de sua roupa. - justificou e ele riu. - Ah, se você ver algum esmalte cor de rosa, ou qualquer coisa linda que combine comigo, você trás? - perguntou ela. Aquela carinha fofa fazia qualquer um se derreter.
- Claro que sim. - sorriu. -  Vou trazer muita comida também. Bastante mesmo. - beijou minha bochecha e forcei um sorriso. Pela primeira vez na vida, comida não era tão importante para mim, e simplesmente trocaria tudo que ele poderia trazer se tivesse a certeza de que jamais iria embora.
- Ainda bem que vai embora, não vou com sua cara. - desdenhou Damon, em seu habitual sorriso debochado. Aquela era a forma delicada que ele tinha para dizer: Vá na sombra? Se bem que, Damon e Severo Snape são quase irmãos com a excessão de que um existe e outro não. Até hoje ainda acho que a J. K. Rowling se baseou no meu amigo para o personagem, só pode.
- Idem. - respondeu  Justin, tentando entender se era um: Vá pela sombra, e boa sorte, ou um Não volte nunca mais.
- Vamos sentir saudades, Tia Pattie. A propósito, seu cabelinho está muito bonito hoje. O que pôs no cabelo? - perguntou a loira, entrando em uma conversa com a mulher baixinha antes da primeira chamada para o vôo. Pattie me abraçou forte, dizendo que logo estariam de volta, que sentiria saudades e que desejava muito que pudesse ir com eles. Damon deu um beijinho molhado na bochecha dela, deixando um Justin com ciúmes. "Eu sou o filho dela, não ele", era o que sempre reclamava quando os via conversando. Porém, para meu namorado, deixei apenas um beijo e um até logo. Se falasse demais, poderia dizer besteiras. E aquilo realmente não poderia acontecer.
- É só isso que tem para mim? - perguntou beirando o desapontamento. Não suportei ver aquilo.
- Não sabe o quanto vou sentir saudades. - acariciei sua bochecha. - Vai voltar logo, não é?
- É claro que sim, anjo.  Eu também vou sentir saudades, mas vou estar feliz porque sei que ao retornar, terei você esperando por mim com o sorriso que eu amo. Prometo. - tentando não chorar, o beijei rápido, e o empurrei levemente para que andasse ao avião antes que mudasse de ideia. A ficha só caiu quando vi ele se afastar com lágrimas nos olhos antes de virar e seguir em frente. Não vá! Fique comigo, não vá embora. Essas eram as palavras que desejava dizer, mas a única coisa que fiz foi assistir ele caminhar rápido junto a mãe e sumir do meu campo de visão. Agora já era. Ele foi embora.

Notas Finais
E aí, pessoinhas, gostaram? Ficou legal? Tá simples, eu não gostei muito não, fiz no mesmo dia e acho que foi por isso que ficou ruim. Não revisei, então desculpem qualquer erro ortográfico. Muitos e muitos beijinhos e até o próximo :D

18 de jul de 2013

My Angel - Capítulo 12 - Made in The USA

 04 de Março, Segunda-Feira, New York City, 08:00am
Mordi os lábios, de olhos fixos na janela do carro. A temperatura era excelente, o sol brilhava forte, os poucos pássaros voavam alegres pelo lindo céu azul e sem nuvens. Fazia certo calor, porém isso não me fez retirar minha blusa de mangas. Minhas pulseiras já não conseguiriam esconder, sozinhas, as marcas mais recentes em meus pulsos. Da última vez que castiguei meu corpo por me deixar levar pelas emoções. Por pensar daquela forma a respeito de Justin. Por ser tão estúpida, por ser uma garota frágil que precisa de cuidados. Talvez eu precisasse, mas aquele rapaz não precisava saber disso. Não mais do que já sabia. Não assumiria o papel de garota indefesa mais uma vez. Principalmente agora que, não preciso estar perto das pessoas que destruíram minha vida. Já o garoto ao meu lado, cantarolava e sorria. De mãos no volante, e quase matando um esquilo, dava a impressão de que o ocorrido da sexta-feira não tinha acontecido. Não sabia dizer se aquilo era bom, ou se me sentia péssima por vê-lo minimizar a situação. A questão era que, para ele,... Bem, não sei o que se passa pela cabeça dele. Isso me irritava. Ele era diferente das outras pessoas. As quais poderia sentir as reações antes mesmo de acontecer. E Justin não. Era imprevisível. Viu como tinha razão? Um garoto como esses,... Hum! De doido ele não tem nada. Sei bem o que ele quer. E acho que você também.
- Então, preparada para voltar pra escola? - questionou assim que a música acabou.
- Você fala como se estivesse voltando depois de anos.
- E não é?
- Não sabe contar? Não foi muito mais do que algumas semanas. - respondi de imediato. Ele riu.
- Magoou. - fez bico, tornando a cantarolar baixo. Mas que menino estranho, tem certeza de que é isso que quer para sua vida? É por ele que seu coração bate? Mas que idiota. Ouviu? Hanna, até ela sabe que você o ama... Falei errado. Se ela se apaixonar por esse bobão eu me mato!
- Já pensou em fazer um tratamento, ou algo do tipo? - perguntei sentando melhor ao banco macio do carro.
- Ora, não sou tão ruim assim! E antes que fale algo, a culpa é sua por fazer os melhores Waffles que já provei... Ah, e também tem o Bacon, o Estrogonofe de Frango, o Bife e o...
- Tudo bem, tudo bem. Já entendi. Você gosta da minha comida. - sem nem mesmo pensar, deixei uma pequena risada preencher o carro em poucos segundos depois de respondê-lo. Sabia que depois, precisaria fazer mais alguns cortes. Talvez assim aprendesse a ter controle total dos meus sentimentos, mas, aquilo parecia ser uma missão impossível com aquele garoto maluco por perto.
- Gosto mesmo. Aliás, acho que vai se dar muito bem com minha mãe.
- Como assim?
- Meus pais irão me visitar hoje, não disse? Será a oportunidade perfeita para apresentar a minha...
- Sua oque? Por acaso você disse para os seus pais que sou sua namorada? - arqueei a sobrancelha a espera de uma resposta. As bochechas dele estavam muito vermelhas, e parecia escolher as palavras certas para dizer. Era engraçado vê-lo nervoso. Ui, ele está gostando de você! Vai mesmo dar ouvidos a essa retardada? Cale a boca! Cale-se você!
- Não. Eu quis dizer amiga. Amiga, é. - sua resposta foi nervosa e gaguejante. Ele tinha dito sim. Ou deu a entender. Ou, talvez, os fez pensar desta forma. A vermelhidão em suas bochechas não negavam. Garoto atrevido. E, mais uma vez, sem planejar ou pensar, eu ri. Porém algumas perguntas perturbaram esse momento. Será que ele tinha dito demais? É nisso que dá confiar nas pessoas! Espero que ele tenha dado com a língua nos dentes para aprender a parar de ser tão burra.
- Você não...
- Pode ficar tranquila. Só disse o necessário para que não ficassem confusos quando vissem você lá.
- E o que eles sabem?
- Que você não tinha um lugar para ficar e que resolvi ajudar. Talvez eles façam algumas perguntas, mas se sentir que não pode respondê-las eles entenderão. São pessoas maravilhosas, vai adorar conhecê-los. - tranquilizou deixando a mão livre por instantes em minha coxa, em um carinho. Não, ninguém além de Justin e Kenny poderiam saber que estava ali. E se eles me reconhecessem? Se mencionassem a questão a Iago, perguntando porque estava na casa de seu filho? Acho muito bem feito. Talvez assim, você aprenda agora.
[...]
- Hanna! Céus! É maravilhoso revê-la novamente. - dizia Abigail em meio a um abraço sufocante.
- Tudo bem, é ótimo ver você também... Mas por favor, me deixe respirar. - tentei falar e, para minha sorte, a garota entendeu e soltou meu corpo de sorriso envergonhado.
- Desculpe. Me empolguei.
- Como faz isso conosco, Hanna? Some, passa dias sem vir a escola e não telefona! Iago foi até nós querendo saber por você. Estávamos preocupadas. Nunca mais faça isso. - repreendeu Sara de braços cruzados.
- Bom dia pra você também.
- Hanna Marie Evans!
- Tudo bem, está certa. Me desculpe, deveria ter dado notícias...
- Não liga, nós perdoamos. Afinal, com um gatinho desses do lado, quem vai ligar, não é mesmo? - interrompeu Abigail, mordendo levemente os lábios vermelhos. Sara concordou e sorriu em seguida, sem tirar os olhos do garoto que caminhava para longe em direção ao armário. Arregalei os olhos, tendo em mente a bobagem que elas pensavam que tinha ocorrido entre eu e Justin. Está vendo, Hanna? Até suas amigas acham que vocês formam um belo casal... Ora, cale-se!
- Não! Não é isso, não pensem dessa forma...
- E porque, não? Tudo bem, não faz mal se apaixonar de vez em quando. - acalmou Sara.
- É, ainda mais por um gatinho como esses - concluiu Abigail, agora, de olhos em mim.
- Não, vocês não entenderam. Ele é só um amigo, me ajudou quando mais precisava...
- Sei...
- Estou falando sério, Sara! Ele me deu abrigo e comida... Entenderão melhor quando contar melhor. Mas não agora. Há muitos ouvidos por perto. - em sorte, as garotas pareceram entender bem que não era momento de falar sobre algo inteiramente particular. Porém, as brincadeiras delas, aos quais, Justin e eu eramos os personagens principais durou até a chegada do professor. Minha mente, no entanto, parecia estar em um mundo paralelo onde Justin e sua família eram o centro de tudo. E se eles não gostassem de mim? Se se desse tudo errado? Hanna Evans não tem medo de nada! Peguem essa impostora!
[...]
- Isso é sério mesmo? Qual é, vai ser divertido! - tentou Sara por mais uma vez. Continuei a negar.
- Deixa de ser careta, é só um parque de diversões. Você gosta...
- Gostava.
- Não ligue, Abigail, ela vai sim. - interrompeu Justin de braços cruzados. Conhecido sorriso no rosto. Lindo sorriso... Pare de olhar pra ele dessa maneira, sua idiota!
- Não, eu não vou.
- Sim, você vai. - piscou e, no segundo seguinte, sem sequer esperar por uma reação minha, ele pegou-me em seus braços e jogou meu corpo sobre os ombros como um verdadeiro saco de batatas. As garotas sorriam, enquanto a turma de amigos se dirigia para os carros. Vendo a escola ficar mais longe a medida que Justin caminhava, percebi que ele era mais atrevido do que já pensei que era. Ele parecia não se importar com meus gritos e apelos. Nem mesmo meus leves murros em suas costas o fizeram mudar de ideia. Parecia mais alegre do que o normal, e minha resistência não durou muito. Quando dei por mim, já estava rindo junto aos outros das piadas dele dentro do carro. Os garotos cantavam, gritavam e riam de tudo que olhavam durante o percurso. Sara e Abigail tentavam descobrir quem era o mais sexy entre John, Daniel e Justin. Ele, por sua vez, protestava, dizendo que deveria ganhar. 'Afinal, sou lindo e tenho um traseiro bonito', dizia ele. Esse garoto só pensa em traseiros? É com esse retardado que... Não a ouça, é invejosa e mentirosa. Justin é muito fofo.
- Quem vai na Montanha-Russa? Quem chegar por último é a mulher do padre! - gritou Daniel animado, sendo assim, o primeiro a sair do carro correndo em direção ao brinquedo dito. Os outros fizeram o mesmo, correndo como crianças a procura de doces.
- Vai sair, ou vou precisar carregar você novamente? - perguntou Justin e sem esperar sai do automóvel, fechando a porta em seguida. Ele ria, pela milésima vez ao dia, e nem eu sabia ao certo o porque. Apesar de ser o som mais melodioso e bonito que já ouvi. Sorriso mais bonito que já viu? Que história é essa? Não me diga que está... Que lindo. Viu, não é ruim se apaixonar, principalmente por ele. É um doce... Ela não está apaixonada! 
 Ouçam: Demi Lovato - Made in The USA
- Não acredito! Om Nom's ali! Eu preciso ganhá-los. - corri em disparada para uma barraquinha de tiro ao alvo. Certamente estava completamente diferente da Hanna que não concordava com a proposta dos amigos. Porém, aquela era a pelúcia do meu jogo predileto, Cute the Rope, onde deveria-se achar um jeito de dar doces para um monstrinho muito fofo, o Om Nom. Minha única pelúcia era a de muitos anos atrás, quando conheci um garotinho maravilhoso. O mesmo que me fez rir, que me trouxe para esse mesmo parque, para esta mesma barraquinha. Foi assim que ganhei a pelúcia que guardo com carinho e cuidado até os dias de hoje. Como estaria ele? Por onde está e o que faz? Será que mantem o mesmo jeito doce e engraçado  de quando era mais jovem? Ou se tornou um idiota como todos os homens quando crescem?
- Viu? Sabia que ia gostar... Vai jogar esse primeiro? - talvez, pensei, se não estivesse tão empolgada e ansiosa pra ter as mãos no Om Nom, que não pulei de susto quando Justin apareceu ao meu lado.
- Vai me acompanhar? - perguntei vendo um sorriso brincar em seu rosto.
- Claro, senhorita. - brincou piscando o olho. Eu não gosto desse cara.
- Vocês precisam acertar aquela pequena nave ali. Se conseguirem, poderão escolher o brinde que quiser. Preparados?... Agora! - preparei minha arminha e o jogo começou. A nave era minúscula, e movia-se com uma rapidez absurda pelos diversos obstáculos que a protegia. Meus olhos, porém, estavam atentos e só esperavam pelo momento certo para apertar o gatilho. O que infelizmente houve é que não tive tempo para acertar a nave. As arminhas pararam de funcionar e a nave de papelão não se movia mais. Alguém ganhou o direito de escolher o que quiser. E essa pessoa não era eu. Triste, deixei o brinquedo sobre o apoio, suspirando. É, não foi dessa vez.
- Então, qual desses você quer, rapaz?
- O Om Nom. Ela gosta dele.  - a voz estranhamente conhecida respondeu o vendedor que retirou de uma das estantes a caixinha laranja onde estava o bichinho que eu queria. Ainda de boca aberta, Justin me tirou do meio das próximas pessoas na fila, e, com um sorriso vitorioso, estendeu a caixinha para mim.
- É pra você.
- Pra mim? - perguntei confusa, não acreditando no que acabara de acontecer.
- Não conheço outra Hanna que joga Cute the Rope o tempo inteiro. - sorriu beijando minha bochecha, segurando minha mão livre, levando-nos a outros brinquedos daquele lugar. Mas que lindo! Você está sorrindo de verdade Hanna! Pare de sorrir agora, pare já... Deixe ela ser feliz, saia daqui.

[...]
04 de Março, Segunda-Feira, New York City, Wizarding World Park, 17:15pm
- É muito bonito aqui de cima. - comentou Justin após minutos em silêncio. Para mim, por mais lindo que fosse observar aquele parque do alto, meu estômago parecia dar voltas e morder os lábios não era suficiente para esconder meu medo de alturas. Suportei com bravura voltas e mais voltas na montanha-russa ou em qualquer outro brinquedo daquele parque. O lado bom deles, é que estavam sempre em movimento, fazendo assim, o trabalho perfeito de tirar minha total atenção da altitude. E isso, infelizmente, não acontecia em uma roda gigante. Era muito lenta e parecia ser a atração mais alta - e ao meus olhos perigosa - de lá. Não percebeu que ele é mal? Deve saber que você tem medo e está fazendo isso para lhe torturar. Ainda não percebeu?
- É, é muito bonito.
- Está tudo bem?
- Tudo ótimo.
- Você é uma péssima mentirosa, Hanna... E eu adoro isso. - riu sentando um pouco mais perto. Não fique nervosa, logo sairá daqui. É só a altura, só isso. É a altura, ou o bonitão que está te deixando nervosa? Cala a boca!
- Não estou mentindo.
- Sim, você está. Sei quando está nervosa. Por exemplo, geralmente você morde os lábios, enrola os cabelos nos dedos... O que mais quer que diga? Que olha pro chão, ou respira fundo tentando se controlar. Você tem medo de altura?
- É claro que não. - neguei rápido, olhando agora, para uma sacola de doces, salgados sobre meu colo. Onde estava também a pelúcia que tinha ganhado dele a algumas horas. A velha Hanna que se apoderou de mim, pensou em resistir e continuar a retrucar com ele, mas isso novamente não aconteceu. O brinquedo balançou forte e não pude fingir como esperava. Ele tinha razão, essa nova Hanna mente muito mal.
- Ai Meu Deus, que solavanco foi esse?
- Hum... Hanna, só paramos para que outras pessoas possam subir.
- Mas então porque paramos no topo?
- Tem certeza de que não tem medo de altura? - riu baixo e quando me dei conta do que fazia, minhas bochechas queimaram. As mãos suavam e não sabia o que fazer para não fazer papel de boba. Ele não pareceu se incomodar, e, até passou o braço ao redor do meu corpo, trazendo-me ainda mais para perto. Já os meus, encontravam-se ao redor de seu corpo em um abraço apertado. Algo que fiz no momento de tensão, que a roda gigante proporcionou quando se mexera. O que há de errado comigo?
- Hmm... Desculpe.
- Está tudo bem, adoro ser abraçado. - brincou fazendo carinho em meus cabelos. Engoli a seco, virando o rosto pela primeira vez para a paisagem que evitava a minutos. Não sabia porque, mas, mesmo sentindo constrangimento pelo que acabara de fazer, era mais difícil partir o abraço a cada segundo que passava. Talvez a razão seja a falta de carinho durante dezessete anos de vida, ou por simplesmente... Precisar de alguém que realmente se importasse comigo. Ele transmitia uma sensação maravilhosa de paz e segurança que jamais havia sentido antes. Mesmo negando com todas as forças, de alguma forma aquele garoto atrevido, que me fez retornar a esse lugar depois de tantos anos, era especial. Ou simplesmente diferente. E eu tinha certeza de que ele podeira - quem sabe, não é? - ganhar minha confiança, ou o que restou dela. Agora ela ficou realmente louca! Como assim confiar em uma pessoa que mal conheceu? O que houve com você, Hanna? Não pode confiar nele, e você sabe disso.

- Será que vamos demorar muito por aqui?
- Espero que sim. - retrucou ele. E sua resposta me obrigou a virar e encará-lo. Má escolha. Estava perto demais. Muito perto.
- Porque?
- Porque é o momento perfeito para fazer isso. - meus olhos se fecharam e algo muito diferente aconteceu. Eram sensações estranhas, esquisitas. Meu estômago parecia embrulhar, e o coração, por mais incrível que parecia, batia ainda mais acelerado do que o normal. Foi aí que percebi o que fazia. Percebi, finalmente, que estava com os lábios contra os de Justin. Estávamos nos beijando mais uma vez. Ele, com uma das mãos em meu rosto, deixando ali um pequeno carinho, a outra em minha cintura. Tentava inutilmente vencer o inesperado nervosismo, bagunçando levemente seus cabelos perto da nuca. Mas nada do que ele fizesse parecia ser suficiente. Quando mais sua língua acariciava a minha, quanto mais sentia o gosto doce de menta de sua boca, tinha vontade de querer muito mais. Porque está fazendo isso? Não pediu para que ele parasse com isso? Então porque corresponde? Você está me deixando de cabelos em pé! Ela não pode ser feliz?
- Eu já disse para não fazer isso novamente. - comentei tão baixo que pensei que ele não tinha ouvido. Porém, em troca, Justin fez um pequeno carinho em minha bochecha e sorriu. De lábios levemente inchados, me fazendo perceber que não deveria estar muito diferente. 
- Sei disso. Mas é impossível não fazê-lo quando estou perto de você. - respondeu tão baixo quanto eu. E lá estávamos nós. Unidos em um beijo carinhoso, sem pressa. Nada mais parecia importar. Os gritos felizes das pessoas na montanha-russa, ou da música tocando lá em baixo. Nem mesmo os solavancos da roda gigante, ou o vento frio que bagunçava meus cabelos. O que realmente interessava era a boca de Justin na minha, as estranhas sensações. E para o meu futuro desespero, ele tinha o melhor beijo de todos.

Notas Finais
Ai, caramba, nem creio que terminei esse cap. Ual. Pensei que ia ficar ruim, eu até acho que ficou, mas devo admitir que gostei do finalzinho. Queria muito saber o que acharam. Quem aí acha que ele gosta dela? haha Ficou bom? Fofinho ou coisa parecida? Desculpem pela demora, ok? Beijos :D
Roupa da Hanna: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRgGpDzfFJjKtZyQVZNwme45kGZ-rQZBq3FiyIQ1cNusGZS7J_UUA
Roupa do Justin: http://animespirit.com.br/uploads/fanfics/capitulos/fanfiction-idolos-justin-bieber-r-e-v-e-n-g-e-943509,180720131448.jpg
Pelúcia Om Nom do jogo Cute the Rope: http://blogdoiphone.com/wp-content/uploads/2011/02/cutrope1.jpg

15 de jul de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 43 - Abelha sem Mel

 
 POV JUSTIN
Dois dias Depois...
- Você é muito mole! Não pode ficar fazendo tudo que ela quer! - reclamava Mike, visivelmente bravo pra mim. Bufei arrumando o óculo ao rosto.
- Não sou mole coisíssima nenhuma! Isso porque não foi você que teve de cuidar de uma menininha doente! - rebati na mesma hora.
- Mas não é por isso que vai fazer tudo que ela pedir!
- Mike, olha só, até agora ninguém ouviu gritos, choros, sangue ou pessoas molhadas pela água fria. Quer dizer, deu certo, não é? Assim foi mais fácil. Veja. O Juju não está em estado de choque, já não é um bom sinal? - comentou Ashley em minha defesa, enquanto eu a agradecia mentalmente.
- Está errado de qualquer forma. Não vê que assim só piora as coisas? Vou dizer uma coisa sobre essa garota quando está doente. Ela é terrível, um completo assombro! É um tormento cuidar dela, as vezes é uma missão quase impossível. Sei do que estou falando. Eu a conheço desde que me entendo por gente, e acreditem, essa não é a melhor forma de cuidar dela.
- É mesmo, é qual é então? - desafiei cruzando os braços. Vamos ver se ele a conhecia melhor do que eu.
- O que falei antes... Que terá por fim, gritos, sustos, pessoas molhadas e pequenas poças de sangue. - respondeu ele, como se soubesse o que fazia.
- Isso é loucura!
- Claro que não é! Acha o que? Que deve deixá-la de baixo das cobertas só pra que ela não chore? Justin ela está ardendo em febre!
- Eu sei disso. Foi por essa razão que a mediquei e tirei os excessos de panos sobre o corpo dela. Abri as janelas também...
- Isso não vai resolver. Aquela garota precisa de um bom banho frio pra diminuir a temperatura, até você sabe disso.
- É claro que sei, Mike! Mas é muito ruim ouvir ela choramingar e espernear...
- Essa sua pena dela que está acabando com tudo, garoto! Vivi a minha vida inteira ao lado daquela garota chata, e sei o que é tê-la doente. Também não é fácil pra mim, mas ela precisa de pulso firme. Alguém a quem ela obedeça, que a faça tomar todos os remédios e...
- Mas ela tomou um medicamento, eu dei a ela...
- Não pense que sou idiota. Eu vi os seus bolsos cheios de doces. Ela não sabia que tinha remédio dentro deles, se soubesse eu duvido que os tivesse tomado. - rebateu ele. Certo, estou ficando irritado.
- Ela é muito manhosa quando está assim. Basicamente porque está impossíbilitada de comer por conta da garganta inflamada, as ânsias de vômito, dores de cabeça e ouvido. Fora a moleza corporal. Nesse período ela dorme mais do que o normal. E essa irritação nos faz gritar, rolar, sacudir, correr, vomitar e se molhar. Apesar de tudo isso acontecer nesse período ter pena dela não adianta em nada. Mike está certo. - concordou a Sra. Benson, mãe de Ashley. Estávamos todos parados a porta do quarto discutindo o que faríamos a seguir. E sim, a coisa era séria.
- Talvez ela faça isso porque são brutos demais. Não entendem o que é ter todo o corpo dolorido.
- Eu vá tive garganta inflamada, Justin. Sei exatamente o que ela está sentindo. Mas diferente dela, eu ficava bom mais rápido porque seguia todas as recomendações dos meus pais, por mais difíceis que fossem.
- Não é assim que funciona.
- Ok então, espertinho. Vá lá. Tente convencê-la a tomar banho para baixar a temperatura. Se conseguir eu não vou mais implicar com você. Caso contrário, terá de admitir que estou certo. - propôs Mike estendendo a mão para que a apertasse pra firmar um acordo. Assim o fiz.
- Isso é fácil.
- Não acreditaria nisso se fosse você, camarada. Boa sorte. - e quando sua voz não era mais ouvida, percebi que ele tinha me empurrado para dentro do quarto e fechado a porta atrás de mim. Respirei fundo, e caminhei até a cama, onde uma garota estava deitada de costas para a porta. Tremia, e não estava do jeito que deixei quando saí. E sim, coberta dos pés a cabeça. Tirei alguns lençóis do seu rosto e o acariciei assim que deitei ao seu lado na cama, apoiado sobre os cotovelos para observá-la de cima.
- Anjo? Acorde. - perguntei baixinho e doce. Anna apenas fez uma careta e continuou com os olhos fechados.
- Vamos, você precisa se cuidar. Está ardendo em febre. - continuei, deixando carinhos em seus cabelos. Outro resmungo baixo e ela lentamente abriu os olhos. Ué, ela não é tão assustadora quanto os outros disseram.
- Não quero banho... Frio... Vejo a luz branca... Não... - sua tentativa de falar foi tão inútio, que ouvi apenas fragmentos de uma possível frase.
- Mas precisa. Se fizer, eu trago aquele pacote de Doritos que te dei de presente. Assim poderá comer quantos...
- Não posso... Comer. - cortou com a voz baixa devido a dor na garganta. Ri nervoso. Tinha esquecido que ela não poderia comer direito nessas situações, e era exatamente por isso que ela tinha uma carinha de brava.
- Mas vai poder porque se fizer, vai ficar boa mais rápido.
- Me-mentiroso... Não... Comida... Isso é chato... É igual... Caralho. - mais uma vez não entendi o que ela disse por escutar apenas fragmentos de frases. Se fosse um dia normal, a repreenderia por estar falando um palavrão. Mas não podia brigar com alguém doente.
- Se não melhorar logo, como vai poder fazer as receitas e assistir seus programas de culinária? Sabia que assisti a todos e anotei cada ingrediente pra você não perder nada? - continuei. Eu tinha de tentar convencê-la. E não era pela aposta. Era difícil ver a minha pequena nessas condições. É tão fofinha, mas ao mesmo tempo tão... Doentinha. Porém tudo que recebi foi um sinal negativo com a cabeça. Ela era durona.
- Por favor, Anna é só um banho. Prometo que vai ser bem rápido. - acariciei sua bochecha. Novamente, negou. Porém, depois de me encarar por alguns segundos, ela suspirou e aceitou minha proposta.
- Quando eu... Melhorar... Comida...
- Sim, vou comprar muita comida pra você quando ficar boa. Prometo. - beijei sua bochecha com um sorriso no rosto, ajudando-a a sentar-se na cama. Assim que estava de pé a sua frente e me preparava para carregá-la no braço até o banheiro ouço um resmungo rouco. Estava difícil entender o que ela queria desse jeito.
- Não... Ash... Francis... Pra mim. - resmungou, me fazendo notar apenas agora que estava abraçada a Milhela. Como um namorado obediente fiz o que ela pediu. Querem tradução? Tudo bem. Ela pediu para que pegasse seu pato de borracha, Francis, que estava no quarto da loira. Não me pergunte porque estava lá, eu também não faço ideia.
- Ashley, o Francis está no seu quarto? - perguntei assim que cheguei ao corredor.
- Espera, ele conseguiu? Como assim? - havia confusão na voz de Mike.
- É, não houve gritos, choros, vômitos, pessoas molhadas ou sangue. Meus parabéns. - continuou Damon.
- Não ele sempre fica no banheiro, nunca ficou no meu quarto. Você sabe os ciúmes que ela tem dos bichinhos peludos. - jura que é só disso que ela tem ciúmes, Ashley? Então porque ela tentou chutar o traseiro do Will ontem a tarde? Pensei depois de ouvir a resposta da loira.
- Pra que você quer o Francis? - perguntou Damon.
- Ela o quer. Acho que é para tirar a atenção da água fria. - comentei dando de ombros.
- Pera, você que vai dar banho nela? Ouvi direito?
- Eu acho que isso é bem óbvio. - retruquei e tive a impressão de ver Mike 'inchar'.
- Nem pense nisso. Não toque um dedo nela ou acabo com a sua raça!
- Mike, cê acha mesmo que eles num fizeram nada? Nadinha inha inha mesmo? Jura? - comentou Ashley, como se dissesse 'em que mundo você vive?'. Eu é claro, fiquei muito vermelho.
- Prefiro viver na ilusão de que ela é uma adolescente ingênua e virgem. - retrucou irritado. - Por tanto, quem vai ajudar a Anna a... Bem, vocês entenderam, é a Ashley. - concluiu observando a loira arregalar os olhos. Certo, o que há de errado desta vez?
- Porque eu? - perguntou. Aquilo na voz dela era medo?
- Porque você é mulher e melhor amiga, por isso. Agora vai. Anda, vai depressa. Aproveita que ela está querendo o Francis. - ele empurrou a loira para dentro do quarto e fechou a porta. Logo em seguida, todos fomos atraídos por uma risada estranha de um gato faminto com asma. Ah, tá. Era só o Damon.
- Tadinha da loira.
- Mas se está tudo em silêncio, quer dizer que a Anna não mostrou resistência. - exclamou a Sra. Benson.
- Vocês falam dela como se fosse um monstro de sete cabeças. Ela é só uma garota doente!
- Você é novo nessa área. Logo vai saber do que estamos falando. - retrucou Mike, de braços cruzados e cara fechada.  Dois minutos depois ouvimos uma coisa estranha vir do lado de dentro. Ficamos com os ouvidos a portas para ouvir melhor o que acontecia.
- Não, por favor, não faz isso com o meu cabelinho... AHHHHHHH! - quando dei por mim, estava abrindo a porta e me encaminhando para o banheiro. Aquele grito só poderia ser da loira. Mas a questão era, porque ela tinha gritado. E se querem saber, acho que nunca vi algo mais engraçado em toda vida. Lá estava ela. Jogada na banheira, a água fria tendo molhado-a por completo. A carinha de brava, parte dos cabelos loiros sobre o rosto e um bico enorme nos lábios. Anna, sentada na tampa do vaso, enrolada nos cobertores da cama, e abraçada a Milhela e Francis, tinha uma carinha de garotinha inocente. Os olhos verdes brilhavam. Estava encolhida, longe da banheira onde uma loira a encarava furiosa.
- O que houve, aqui? - perguntei curioso, tentando não rir. Qual é, tava engraçado.
- ESSA... ABELHA... VACA... E GORDA... ME... JOGOU AQUI! OLHA PRO MEU CABELINHO! - gritou protestando, saindo da banheira e pisando forte até sair do banheiro. Anna ficou fazendo carinho nos brinquedos que abraçava, como uma criancinha de cinco anos.
- Certo, pode sair Justin, eu cuido dela agora. - a Sra. Benson me puxou para fora e fechou a porta. Com todos dentro do quarto, sentei na cama e fiquei esperando. Qual é, já tinha visto tudo, porque não me deixavam fazer isso? Não tem condições de fazer algo com ela nessas condições, é até loucura eles pensarem isso. Segundos depois, outro barulho. A porta se abriu e uma figura estranha saiu correndo de lá.
- AHHHH! SOCORRO!... - com a mulher correndo para longe, também toda molhada, o marido foi atrás e assim a porta do quarto tornou a se fechar.
- Nossa...
- Disse que você era novato nessa área... - falou Mike. - Será que sua mãe pode vir aqui? É que a Tia Lisa está resolvendo os problemas da filha.
- A mãe da Clarice está aqui? - perguntou Damon.
- Está. Mas será que...
- Meus amores, desculpem a demora. Quando soube que ela estava doente... Céus! Onde ela está? - espera aquela era a minha mãe? Porque ela está aqui?
- Está no banheiro, será que a senhora pode ajudar ela a tomar banho? É que a Anna está meio molinha, e...
- Pode deixar querido... - ela beijou a bochecha de Mike e foi para o banheiro. Ei! Seu filho sou eu e não ele! Esqueceu de mim, foi? Porém, o que mais me impressionou, foi que se passaram longos minutos e o som era de água e conversas baixas. Ela saiu, entrou no closet e tornou ao banheiro. Alguns minutos depois, elas saíram juntas e um cheirinho floral maravilhoso invadiu o quarto. Ainda de olhos arregalados, como os outros garotos também estavam, vimos minha mãe deitar minha namorada na cama e cobrir-lhe até a cintura. Quando Anna fechou os olhos para dormir, saímos em silêncio sem acreditar no que tinha acabado de acontecer.
- Eu. Não. Creio! - dizia Mike inacreditável. Pois é, seu ladrãozinho de mães. Ela conseguiu. E é só minha!
- Como foi que a senhora fez? Todos que tentaram acabaram chorando e gritando. Como conseguiu? - perguntei curioso ficando ao lado da minha mãe. Ela sorriu e beijou minha bochecha. Agora sim.
- Não posso revelar meus segredos. Aliás, onde está a loira?
- Deve estar no quarto choramingando pelo cabelo molhado. - respondeu Damon. Será que ela passou tanto tempo assim? Mesmo?
- Agora temos de preparar algo pra Anna comer. E vocês rapazes, vão ajudar. - tornou a Dona Pattie com voz mandona fazendo os outros bufares. Preguiçosos!
[...]
Horas Difíceis Depois...
- Qual é, engole isso logo de uma vez! Vai passar rápido. - Mike tentava persuadir a irmã a engolir o suco que ela fazia questão de manter na boca. Aquele era suco de manga. O predileto dela. Mas nada a fazia comer. Até água era difícil dela engolir. Estou falando sério. Tudo que ela fazia era balançar negativamente a cabeça com a boca cheia.
- Tente fazer um esforço, você consegue. - tentei e novamente ela negou.
- Está gostoso, Abelha. Olha como está bom. - Ashley sentou ao lado esquerdo da amiga, pegou o copo das mãos de Mike e tomou um gole grande. Por um instante achei ter notado vestígios de lágrimas nos olhos da morena, enquanto via a amiga beber seu suco predileto sem sentir dor.
- Não vai melhorar se não comer nada. Eu sei que dói, mas tem que se esforçar, Anna. - continuou Mike. E sim, tinha irritação no seu tom de voz. - Você não comeu a torrada com geléia, as frutas.... Ao menos beba o suco.
- Hmm. - murmurrou negativa.
- Engole isso, Anna. - mandou. Outro não. - Bebe isso, engole agora! - insistiu o moreno ficando mais perto. Ela negou novamente. - Engula agora ou eu vou... - acredito que os olhos de todos na sala se arregalaram com o que viram. O meu não estava diferente. Ela tinha mesmo cuspido todo o suco da boca no rosto dele. Ele parecia não acreditar que a irmã tinha feito aquilo, suas pálpebras não se moviam. Estava paralisado. Enquanto ela, claro, tinha um olhar inocente e acariciava Milhela e Francis. Era a quinta vez que aquilo acontecia. Sim, Anna fez o mesmo com Damon, Ashley, Sr. e Sra. Benson e acreditem, até com minha mãe. Porém Mike não queria acreditar que aquilo tinha acontecido de novo. Não com ele.
- Você ficou doida? - perguntou depois de longos segundos. Damon, com um sorrisinho de canto, sorrisinho chato e debochado como sempre, puxou ele para longe de Anna até o banheiro. Não entrou com ele, é claro. O que deduzi, que Mike foi lavar o rosto. Santa Raíz Quadrada, agora era a minha vez! Será que ela vai cuspir na minha cara também?
- Tome só esse suquinho, tem pouquinho. Juro que não vai doer.
-  Não. - repondeu tão baixo que se não estivesse dando toda a atenção a ela, certamente não ouviria.
- E que tal uma água? - outro não. O que é que vou fazer?
- Tudo bem então. O que você quer comer? Quer um sorvete? Tem de Napolitano, é o seu favorito não é? - sentei um pouco mais perto. Não recebi uma resposta negativa. Do contrário. Ela baixou a cabeça e apertou as pelúcias ao corpo. Vi de perfil uma lágrima sólitária molhar sua bochecha. Ela estava chorando. Meu nervosismo aumentou ao ver aquilo. O que iria fazer? Ela amava comida, e no entando não podia comer nada daquilo que tanto gostava. Ou seja, tudo que oferecemos.
- Você sabe que se comer, vai melhorar mais rápido, não é? Então, se você tomar esse copinho pequeno de suco ou de água, eu não peço pra você comer mais nada, tá bom? - tornei a insistir. Ela levantou o rosto, os olhinhos tristes e não disse nada. - Quando melhorar, vou comprar toda a comida que você quiser. Prometo. - quando pensei que ela diria 'não', vi Anna pegar o copinho e, em um único - e doloroso - gole, esvasiou o recipiente e urrou de dor pondo as mãos sobre os ouvidos. Com um sorriso no rosto, Ashley pegou um analgégico específico para dores de ouvido e pingou no ouvido da amiga. Depois de beijar a bochecha dela - e me fazendo perguntar como tinha perdoado tão rápido seu cabelinho destruído na água fria da banheira - saiu com os demais do quarto. Logo estavamos apenas eu e minha namorada. Onde tentava a custo, fazer uma remungona com dores dormir.
[...]
Saí da cozinha, com a loira me puxando pelo braço. Decidimos limpar a bagunça que a Anna fez na bandeja onde levamos a comida para ela, e os pratos que lavava quando uma doida decidiu que seria legal me arrastar pela casa como um bonequinho de criança.
- Juju eu quero falar com você.
- Tudo bem, podemos falar, mas por favor, não arranque meu braço do corpo. - reclamei ouvindo um resmungo dela. Quando meu braço se viu livre de seu aperto, percebi que estávamos na área da piscina. Certo, o que essa doida pensa que está fazendo?
- O que está fazendo? Tudo bem, quer falar comigo, mas porque aqui? Longe de tudo e de todos? - questionei curioso. Ashley chegou mais perto e me encarou os olhos.
- É sobre você e a Aninha.
- Fale, então. Desembucha.
- Certo, vou desembuchar. Eu sei que você vai embora, então...
- Hey! Eu não vou embora, é só por uma semana.
- Pra você pode ser, mas para mim não. Olha Juju, você é uma boa pessoa, uma boa Jujuba, de verdade. Você tem minha admiração, é a Jujuba mais inteligente que já conheci. E por isso estou dizendo que vai acabar indo embora. Porque é talentoso e desinrrolado. Carismático. Acha mesmo que será só por uma semana?
- Ashley...
- Não pense que estou com raiva. Fico feliz que tenha a oportunidade de realizar seu sonho, a Anna me contou que já te ouviu cantando na frente do Avon Theatre. Já vi seus videos... Quero dizer, estou feliz por você, de verdade e...
- Onde você quer chegar com isso?
- Tudo bem, vou falar de uma vez. Estou com medo por ela. Entenda, Anna Mel é minha melhor amiga desde que me entendo por linda e maravilhosa. Se realmente for embora, não dê falsas esperanças a ela. Seja sincero e ela entenderá. Está dando a maior força pra você seguir seu sonho, não é? O que quero dizer, e pedir é que não minta. Se puder ou não levá-la com você fale. Se tiver de ficar, fale. Se tiver de ir, vá. Mas não dê falsas esperanças porque ela gosta mesmo de você.
- Jamais mentiria pra ela. Você deveria saber disso melhor do que ninguém.
- E fico feliz que pense assim. Mas é só pra lembrar você, para que continue a ser essa Jujuba sincera que ela gosta tanto e que me acha extremamente linda. - argumentou erguendo as sobrancelhas. -  Porque todos no planeta sabem que sou linda, e que não preciso de concurso para ser eleita Miss Universo. - ri quando ela voltou ao normal na última frase.
- Você vai ter que prometer que será uma boa Jujuba. - estendeu o dedo mindinho. Fiz o mesmo, fazendo uma espécie de juramento. Apesar de não ser necessário. Afinal, estávamos falando de Anna Mel Montês. Seria a última pessoa ao qual mentiria. - Agora que prometeu, vá lá espalhar e Jujubar, enquanto espalho minha beleza pela área da piscina. - louca ela? Imagina!

Notas Finais...
Oi oi oi, como vão? Aqui está mais um cap da fic. Está bem simples, não tem nada demais, e por isso não gostei muito dele. Fiz esse cap enquanto estava doente, assim como a Anna, com a garganta inflamada. Acreditem, é a coisa mais chata da vida! E ainda pior quando se está com uma porcaria de dor dos ouvidos dos infernos que não te deixa ouvir seus próprios pensamentos. Então achei que a Abelha poderia ficar dodói, pra não me sentir tão sozinha.  hehe Mas bem, espero que tenham gostado do capítulo - mesmo tendo ficado uma bosta - e que tenham rido. Comentem, está bem? Beijinhos :D

8 de jul de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 42 - Meu Outro Lado da Empada


 
POV ANNA
- Posso comer essa batatinha? - perguntou Damon rindo se atrevendo a estender a mão para elas. Mão essa, que pus para longe com um tapinha. Se é que também posso chamar apenas de um 'tapinha'.
- Você quer morrer?
- Hum... Não, obrigado. Sou sexy demais para morrer. - piscou o olho enquanto respondia.  - E onde está o seu namoradinho nerd? Abandonou você? - riu tomando um grande gole do refrigerante.
- PESSOAS LINDAS QUE ME AMAM! ESTÃO SENTINDO MINHA FALTA? AH, É CLARO QUE ESTÃO! MAS NÃO CHOREM, ESTOU AQUI MEUS AMORES. - o grito inegavelmente alto de Ashley me impediu de retrucar meu caro amigo sexy a frente. Quando percebi, a loira eufórica sentou ao meu lado e suspirou alto.
- Hey! Essas batatinhas são minhas! - reclamei quando ela pegou uma das minhas batatas e levou a boca. Porque todo mundo quer pegar as minhas batatas? Mas que coisa! Deixem-nas em paz!
- Shiu. Me admire enquanto saboreio sua batatinha frita.
- E porque toda essa animação? Podemos saber? - perguntou Damon curioso. Eu sabia porque daquilo. Medidas de proteção, é claro.
- É, podemos saber? Porque demorou a sair da sala? Estamos esperando você há quase vinte minutos. - continuei a dúvida de Damon. Se essa mocinha... Arg!
- Bom... Fui ao banheiro me admirar. - respondeu como se fosse a primeira coisa que passou por sua cabecinha de vento. Sei quando ela está mentindo. E aquela era uma das mentiras cabeludas. Há se era. Loira, loira, loira! - Não pode mais não, é?
- Depende de quem você esteve com durante este meio tempo. - rebateu Damon. Sorri aproveitando a deixa.
- É, com quem você esteve?
- Cadê o Juju?
- Está na aula, responda minha pergunta. - insisti.
- Conversando.
- Com quem e a que distância seus corpos estavam? - continuou o moreno.
- Com algumas garotas...
- Ashley...
- Tudo bem, fiquei conversando com o Will. Ele é meu a-amigo, apenas. Vocês não deveriam ficar assim só porque ele é meu primeiro amigo homem.
- Está me chamando de Gay? Eu sou homem e seu amigo, caso não tenha reparado. - ele se ofendeu se apoiando a mesa
- Mas você é diferente...
- E porque?
- Por você não é meu amigo. É o meu melhor amigo, meu Damon Lindão Sexy, meu Chuchu. Meu Outro Lado da Empada, como diria a Abelha. - explicou calma e ele sorriu satisfeito, deixando bem a mostra uma fileira de dentes muito brancos e perfeitos.
- E por falar em Outro Lado da Empada, onde é que o Juju está mesmo?
- Já te falei, Ash. Está na aula, não tem a mesma aula que nós. A de Geografia para ser mais exata. Até agora agradeço pela professora ter faltado. Aulas vagas são perfeitas para descanso.
- É verdade que ele vai pra Atlanta com aquele carinha que... Como é que é mesmo o nome dele?
- Scooter Braun. Ele vai mesmo pra lá...
- Mas vai ficar lá para sempre? - continuou a loira em tom curioso.
- Não, é só por uma semana. Depois ele volta, Ash.
- Mas quando ele voltar, ele vai ficar para sempre, sempre, sempre e sempre?
- Não sei. Se ele conseguir uma gravadora, é provável que vá embora. - levei outra batatinha a boca. Eu não gostava nem um pouco dessa hipótese. E se ele fosse embora para sempre?
- Mas ele não pode ir, Abelha! Quem vai pintar as minhas unhas? Quem vai me trazer a comida, ou dizer que estou linda, além de você, Damon Lindão e o resto do mundo que me ama? Quem vai ser o seu Outro Lado da Empada? - disparou em perguntas se apoiando sobre a mesa. É, até que ela tem razão. Quem vai ser o meu Outro Lado da Empada se ele for realmente precisar se mudar para outro país?
- Eu não sei, mas por enquanto, nada está confirmado, entende?
- Mas e seu o Juju for mesmo embora para sempre?
- Eu não vou embora para sempre.
- Juju! - exclamou a loira com um sorriso no rosto. Levantou e sentou ao lado de Damon beijando sua bochecha. Justin sentou no lugar que ela ocupava, e deixando a mochila no chão sorriu para mim.
- O que está fazendo aqui, pensei que estivesse na aula.
- E estava. Mas terminei o exercício e a professora me liberou mais cedo. Fui o primeiro a terminar de responder as vinte e cinco questões, sabe? - comentou orgulhoso de si mesmo. Vinte e cinco questões? Isso não é uma atividade, é um monstro!
- Nossa, tadinho! Isso é abuso infantil, sabia? Ela não deveria escrever tanto assim. - comentou Ashley.
- Falta um homem na vida dessa mulher, só pode! - completou Damon e concordei com a cabeça.
- Não foi tão ruim assim. Me divertido, adquiri mais conhecimento. É bom estudar. - defendeu Justin. Ou seja, ele estava nerdeando.
- Só você acha isso, querido. - bati fraquinho em seu ombro, e ele riu.
- Olha Juju, vou dizer uma coisa, se você for embora mesmo e nos deixar aqui, você vai para lá Desjujubado. - Ashley retornou ao assunto que estava tentando evitar. Porque ela sempre tem que insistir nesse assunto? Já basta o sonho que tive, o mo que acordei assustada pensando que ele iria realmente embora. Justin a olhou arregalando os olhos cor de mel brilhantes. Ela deu de ombros. - Não me olhe assim. Estou só avisando.
- Mas porque você...
- Porque a Anna não pode ficar sem o Outro Lado da Empada, e você é o Outro Lado da Empada dela. E você sabe que ela adora empadinhas. - justificou tentando parecer assustadora. Porém, tudo que estava conseguindo é que parecesse muito fofa. Bem, ela era fofa, mas... Affs!
- Outro Lado da Empada? - perguntou rindo, mirando olhares entre a loira e eu.
- É isso mesmo!... Ah, você pode me ajudar a terminar o dever de casa de cálculo?
- Você me ameaça e depois me pede ajuda? Que? - tornou a perguntar, e até eu não me aguentei e ri. Ela nem é doida, né? Não, imagina!
- Bem, se você quiser continuar com o seu traseiro no lugar...
- Tudo bem, eu faço todo o seu dever, não se preocupe.
- Medroso. - ralhou Damon de braços cruzados. Uma perfeita pose de Bad boy sexy que te faz suspirar. Ou não, isso depende bastante se seu namorado estiver do seu lado, como é o meu caso.
- Isso porque não é você quem está sendo ameaçado por uma loira maluca!
- Eu não sou maluca!
- Só não em um 'juízo'. - completou Damon. Seu olhar calmo mudou de repente, percebendo o que tinha falado. Ashley não tirava os olhos azuis arregalados de cima dele, com uma carinha de bravinha que dava medo. Admito. Justin riu daquele que a poucos segundos o chamou de medroso e a loira o encarou.Acho que não preciso dizer que ele se calou mais do que imediatamente.
- Como é que é, Damon Lindão? Me chamou de doida? - perguntou apertando os olhos. - Abelha, faça alguma coisa! - virou-se para mim. Arregalei os olhos, abraçando minha bandeja de comida. Bem, eu tentei. O que vale é a intenção, né?
- Porque é que você está rindo, Juju? Tá achando engraçado? - continuou bravinha. Ah tá, então essa risada de um gato com asma faminto era dele. Ah!...
- Não, é só essa doida abraçando a comida! - continuou rindo. Ashley pareceu gostar e o acompanhou na risada.  Apertei os olhos e virei a cabeça lentamente para ele. Se ele parou de rir no exato momento? É claro que sim.
- Bem, que-quero dizer, uma doida muito maravilhosa, e inteligente...
- Você fica melhor calado. - cortei, ele riu nervoso. Aprumou os óculos e encarou a mesa.
- Hey, pessoas que me ama, eu tive uma ideia! O que acham de assistir um filminho sobre unhas...
- NÃO! - gritamos juntos assustados. Aquele filme de novo não. Não aguento mais assistir Querida Querida Unha.
- Não gritem assim. Podem ofender meus delicados ouvidinhos!
- Não gritaríamos se tivesse sugerido esse filme. É horrível! - era impressão ou tinha uma certa gotinha de medo na voz de Damon? Tudo bem, eu o entendia.
- Não é não. É o filme mais brilhante que já produziram...
- Aquilo não é um filme, Ashley. Tecnicamente é um documentário...
- Se eu fosse você, ficaria feliz em ter um traseiro Jujuba. Não me corrija. - reclamou a loira. Nossa! Ele foi muito corajoso, estou falando sério!
- Mas eu gostei da ideia do filme. Tem um lançamento hoje.
- É mesmo, Justin? E qual é o filme, é legal? - pergunte curiosa.
- É um documentário sobre Bactérias, é muito bom e...
- Juju, qual foi a parte em que disse que você era melhor calado que não entendeu? Você nerdeou hoje durante o dia inteiro, dá um descanso. - reclamei levando outra comida a boca. Não, eu não estou com ciúmes do documentário das bactérias, não estou. Não estou não estou... Ah! Qual é! O que é que as bactérias tem que eu não tenho?
- Tem um filme maneiro do Will Smith, o que acham?
- Gostei da ideia, Damon Lindão. - a loira sorriu deixando outro beijinho na bochecha dele.Tudo bem, Anna, se controle. Você não pode chutar o traseiro do Damon, ele conhece suas táticas.
- Mas e a comida? Eu devo dizer que ainda prefiro ir em um bom restaurante.
- Veremos isso depois, Anna.
- Nada disso. Estou com fome!
- Vamos assistir o filme. - cortou levantando-se da mesa. Bufei irritada e levantei junto. Porque sempre deixam a comida por último? Que preconceito é esse? Ela não pode nos acompanhar no começo, meio e fim?
- Epa, epa! Onde pensam que estão indo?
- Não enche, Mike. - respondi preguiçosa. Justin me abraçando de lado. Ainda bem que comi tudo a tempo. Levaria a bandeja de comida junto se precisasse.
- Nós já largamos, esqueceu, bobinho? - continuou Ashley. Meiga e sorridente, recebendo em troca um sorriso do meu irão boboca. - Vamos ao cinema.
- É mesmo, tinha esquecido. Está bonita hoje, Ashley.. - elogiou. Não sei como foi possível, mas o sorriso dela se abriu ainda mais.- Brigadinha, sei que sou linda.
- O que você quer, fala logo.
- Calma, irmãnzoca, só quero ir com vocês...
- Mas estamos em casais...
- Não estamos não! - rebati o comentário da loira. Como assim estamos em casais? Nada disso, ela não faz par nenhum com o Damon. Não, não e não!
- Então acho que posso ir também... Ah, o vovô ligou avisando que ele e a tia Lisa vem pra resolver o problema da Clarice. O pessoal daqui ainda está resolvendo se ela vai cumprir pena aqui, ou se vai ser deportada.Você sabia que ela está grávida? - comentou simples enquanto caminhávamos. Caramba, essa gosta de ter filhos, hein? Deve adorar a coisa. Já é o terceiro! E sim, puxei a loira para caminhar do meu lado.  Nem no Damon se pode confiar? É isso? Como assim, casais? Garotos, esses garotos estão me dando uma dor de cabeça! Porque ela cresceu tão rápido?
- Ô povo que gosta de ter filhos, viu!?
- Vamos comer alguma coisa? - perguntou novamente. Os outros a nossa volta o observaram curiosos e depois a mim.  Ué, ele é meu irmão. Vem da família, fazer o que?
[...]
- O que é que você está fazendo? - perguntou risonho enquanto eu o puxava para o banheiro. Agradecendo por este estar vazio, pus a plaquinha amarela de Piso Molhado na frente da porta e a tranquei assim que estávamos dentro dele.
- O filme estava chato, ué!
- Chato? Ele acabou de explodir uma casa com produto inflamável... - respondeu confuso e nerdeando no meio do caminho. Depois de constatar que não tinha câmeras no banheiro me virei para ele. Vai que tem alguém aí que pode querer dar uma de Britney, né? Preciso me prevenir.
- Você ainda não entendeu porque estava chato. - o empurrei até a parede e beijei seus lábios com urgência. Ele pareceu entender e não se deixou intimidar. Abraçou logo minha cintura, deixou sua língua se envolver ardentemente com a minha e apertou meu bumbum com a mão livre.
- Agora eu entendi porque estava chato. E você tem razão... Estava muito chato. - comentou ofegante depois de partimos o beijo. Logo sua boca estava envolvida com a minha novamente. Abracei seu pescoço quando ele me ergueu no ar e sentou-me na pia enorme de mármore. Ele me prensou contra seu corpo sem parar o beijo que nos unia com um calor que subia em meu corpo. Quando este parou, Justin se apressou em deixar beijos em meu pescoço, gentis para que ninguém notasse marcas indesejáveis nele. Enquanto isso, eu tratava de acariciar a região da calça onde seu membro se encontrava. Estava despertando, era certo.
- Nos vamos mesmo fazer isso em um banheiro?- perguntou ofegando. Sorri fraco.
- Encare isso como uma rapidinha. Ou se quiser, como se eu estivesse devorando meu Outro Lado da Empada. - respondi dando de ombros. O beijei outra vez, não antes de retirar o cachecol e blazer preto. Envolvidos em mais um beijo ardente, ele me trouxe um pouco mais para a ponta da pia, pressionando ainda mais nossas intimidades. Ele apertava minhas coxas, mesmo por cima da calça e por vezes, passava as mãos pelos meus seios por cima da roupa. Ainda trocando carinhos quentes, tirei o suéter que ele usava. Ali vi outra blusa de mangas, ao qual também se despediu de seu corpo. Porque ele usava tanta roupa? Não percebe que fica difícil tirar, bolas?
- Você realmente precisa parar de usar tantas roupas. - reclamei ofegante apertando sua cintura com as mãos.- Mas o dia amanheceu frio.
- Mas vai ficar muito quente a partir de agora. - abracei seu corpo com as pernas antes de nos beijarmos novamente. Enquanto uma de suas mãos apertavam minhas coxas como podiam, as minhas desceram até o cinto. Este, em segundos já não prendia as calças que ele usava. Assim, vi a barra da Boxer cinza, que cobria seu membro visivelmente desperto e pronto para ação.
- ... Mas eu quero ir no banheiro. - uma voz manhosa despertou meus pensamentos mas não o suficiente para largar a boca do meu namorado. Ele, por sua vez pareceu despertar em puro pânico.
- Você não viu a placa de Piso Molhado? Deve ter outros por aqui, venha. - disse uma segunda voz em leve irritação com a insistência da provável amiga. Depois disso, passos foram ouvidos até se tornarem distantes de pararem por completo. Senti o aperto de Justin mais firme em mim. Ele estava tranquilo agora, pensei. Sem demora, fui descendo, como podia sua calça. Dei graças quando ele entendeu o que pretendia e jogou-a para longe.
- Você também vestiu muitas roupas hoje. Não estou gostando disso. - reclamou em troca puxando minha blusa. Logo ela estava jogada no chão incrívelmente limpo junto as outras roupas. Com um sorriso, deixei um selinho em seus lábios e fui descendo meus beijos pelo seu peitoral. Mas fui impedida de continuar assim que ele puxou meus braços e me fez tornar a ficar sentada. Senti outro aperto. Desta vez no seio esquerdo. Ele se livrara do sutiã segundos depois de retirar a blusa do meu corpo. Quando dei por mim, minhas costas estavam sobre o vidro frio, ou devo dizer uma parte dela. Justin fazia um delicioso trabalho no bico do meu seio. Por minha vez, abracei seu corpo ainda mais forte, do jeito que pude, com as pernas. A intenção era sentir seu membro ainda mais firme em mim. E percebi que havia conseguido quando um gemido rouco e sensual escapou de sua boca.
- Porque é que você me deixa tão louco? - sua pergunta retórica me fez rir e rebolar nele bagunçando seus cabelos. Suas mãos apertavam, acariciavam tudo que encontravam pela frente. Minhas palavras sujas em seu ouvido pareciam deixá-lo cada vez mais excitado, e seus toques cada vez mais intensos. Continuei a rebolar, seus beijos descendo por minha barriga, deixando um rastro maravilhoso de marquinhas vermelhas por onde seus lábios passavam. Era delicioso. Direcionando um olhar completamente sapeca para mim, ele retirou meus sapatos, cinto e calça. Deixou um beijo, perdão, beijo não, um chupão na intimidade coberta pela calçinha. Segundos depois, esta peça não se encontrava mais em meu corpo. E antes de fazer qualquer coisa, Justin se inclinou até mim e deixou um doce selinho em meus lábios.
- Você uma menina muito sapeca. - acariciou meu rosto e riu.
- Mas você me ama. Assim como amo você.
- É, eu amo mesmo. Amo muito. - e enquanto nos amávamos, tive a completa certeza de que sentiria muita falta dele quando fosse embora. E eu, sinceramente, não queria.
[...]
- Eu vi vocês saindo, só chegaram meia hora depois. Onde estavam? - Damon cochichou. Ashley, Justin e Mike tinham ficado esperando na mesa enquanto buscávamos os pedidos. Duas pizzas gigantes de calabresa. Uma para eles, e uma inteira pra mim. Que foi, não me olhem estranho!
- Vocês usaram o Golpe do Cachorro Quente para se pegarem? Eu vou realmente chutar o traseiro desse cara, estou perdendo a paciência com ele? Como ousa? - repetiu irritado para si mesmo nas últimas frases. Nem queiram saber como funciona esse golpe.
- Você só fala assim quando assunto é a loira...
- Mas você também é minha amiga, também me preocupo com você. Nunca mais vou entrar naquele banheiro!
- Claro que não, era o banheiro feminino.
- Isso mesmo! Para minha sorte foi o feminino.
- Não vai contar para a loira, não é? - perguntei receosa e curiosa.
- É claro que não! Acha que vou tirar a pureza dela? Não quero ela repetindo o que acabou de fazer. Estou decepcionado, Anna. Não acredito que fez isso aqui, será que não poderia esperar por um quarto?
- Ele vai embora, Damon...
- Pensei que fosse apenas por uma semana.
- E é. Mas eu sinto que ele vai conseguir. Ele é talentoso, divertido e desenrolado. Ainda acha que ele vai ir e voltar com um fracasso nas costas? - rebati baixinho, suspirando fraco.
- Acha que ele deixaria você?
- Essa é uma coisa do qual não faço a menor ideia. Eu quero que ele seja feliz. Ele precisa de dinheiro para a mãe e até para si. Um talento como o dele não pode ser desperdiçado, ainda mais quando se necessita do dinheiro que isso trará, mas... - parei de falar gradativamente olhando o chão. A fila avançou e dei dois passos a frente. Aquele assunto era algo que eu não gostava de lembrar. Doía saber que ele provavelmente não voltaria. Esse era o ruim de se apegar as pessoas. Um dia elas vão embora. E você fica com o coração partido.
- Mas você não quer que ele vá. - completou ele.
- Me sinto egoísta por pensar dessa forma. E talvez eu seja mesmo. É só que... Ele é importante pra mim...
- Você o ama. Entendo. Tem medo que ele vá que esqueça você. Que possa amar outra pessoa. Estou certo? - tornou a perguntar baixo. Mordi os lábios sem responder. - Se arrepende de ter postado os vídeos, não é?
- Seria egoísmo dizer que me arrependo?
- Não, você não quer perder a pessoa que ama. Faria qualquer coisa para continuarem, não é? - tornou a questionar. Afirmei com a cabeça. - A questão é se ele faria qualquer coisa por você. Inclusive desistir disso e ficar aqui. Por você.
- Próximo... Duas Pizza's de Calabresa tamanho família, cinco copos de 5ooml de refrigerante. Obrigada pela preferência e voltem sempre. - dizia a atendente quando demos mais um passo a frente. Enquanto ajudava Damon a carregar as bandejas, a dúvida dominou meu ser. Será ele capaz de tudo por mim, assim como eu seria por ele?

Notas Finais
Espero que tenham gostado do cap, e me desculpem pela parte hot pequena, estou com muita preguiça e pouca imaginação para terminá-la, por tanto ficou essa porcaria, me desculpem. Sinto dizer que a fic está em seus capítulos finais, mas prometo muitas surpresas para este final de temporada. Me digam o que acharam, o que gostaram ou não e o que posso melhorar. Conversem comigo, flores. haha Muitos e muitos beijos e até o próximo :D
Roupa da Anna: http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7191295042569323636#overview/postNum=0

5 de jul de 2013

My Angel - Capítulo 11 - As Coisas Podem Mudar

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Angel - Capítulo 11 - As Coisas Podem Mudar

01 de Março, Sexta-Feira, New York City, 18:20pm
Faziam exatamente dez minutos. Dez minutos em que me encontrava parada de frente ao espelho. Menino insolente! Menino atrevido! Berrava para mim, observando a imagem de uma menina pálida de olhar triste e sofrido. Ora, quem ele pensa que é para fazer isso? E como você se sujeita a esse tipo de coisa? Esse garoto lhe fez uma lavagem cerebral? Passei as mãos pelos cabelos, agora, bem cuidados e macios. Era loucura, de fato. Mas que mal havia? Seria uma comemoração, apenas. Fora tão bondoso e paciente. Era um rapaz notável. Muito diferente do que imaginei na primeira vez que o vi. Ele é...
- Hanna, você estava demorando e pensei que poderia... Céus! Você está linda! - me virei para encará-lo a frente da porta. Os olhos arregalados, boca entre aberta. Seus cabelos continuavam em um organizado topete, seus fieis supras, agora vermelhos, calçavam seus pés. Uma calça preta, 'levemente' caída, que deixava a mostra grande parte de sua cueca da mesma cor. Seguidas por uma camiseta, também preta e um casaco com estampas de velhas roupas de exército. Um look ousado para um garoto ousado.
- Obrigada. Você também está muito bonito. - respondi reprimindo um suspiro. Se você sequestrou a Hanna, a devolva imediatamente!
Seu sorriso se estendeu ainda mais por alguns segundos. Parecia feliz com o elogio sincero e espontâneo. Talvez ele não soubesse de fato onde iria sua beleza. Não, porém, apenas a beleza de seus olhos cor-de-mel, ou seus lábios rosados, ou as bochechas vermelhas e gordinhas. A beleza ao qual me referia era a do seu coração. Vasto em gentileza, humildade e cavalheirismo. Talvez, até, sem nenhum vestígio de maldade. Um rapaz raro em todos os sentidos. Vezes, deitada sobre a cama, cogitava a ideia de que ele poderia ser diferente de Iago. Dias depois, percebi que, cometera um erro. Erro ao pensar que ele poderia ser igual aos tantos outros. Cruéis e frios. Ao menos, pensei, até agora ele não demonstrou ser assim. Não demonstrou ter um lado mal. E, passar esses dias em sua casa, fez-me um bem que nem eu poderia calcular. Seu bom humor e determinação deixava-me frustrada, era claro. Mas por vezes, era bom. Sei, é bem estranho.
Foi atrevido o suficiente para me conduzir a uma caminhada pela cidade de New York. Cidade ao qual, apavorou meus pensamentos, e foi palco de anos de vida difícil. De lágrimas, de dor e injustiça. Lugar onde fui abusada, e tive minhas esperanças jogadas no lixo. Havia ela, se transformado em um lugar desconhecido e cheio de maravilhas para explorar. Essa era a sensação de caminhar pelas ruas conhecidas mundialmente ao lado de Justin. Seus passos eram lentos, os olhos mantinham-se atentos em cada detalhe que lhes era possível alcançar. Suas risadas e piadas tornavam-se cada vez mais presentes e tornava-se impossível não acompanha-las.
- Acredita que vi a mesma velhinha doida dançando? A de ontem a tarde? Louca de pedra! - comentou animado, preparando-se para tomar em mãos o cardápio posto sobre a mesa. Encontrava-se com o conhecido sorriso esticando os lábios, observando curioso, novamente cada lugar do pequeno e modesto restaurante Italiano em que o trouxera.
- Bem aconchegante, este lugar. - tornou a falar, em sua voz, o tom de satisfação era evidente. Ele era uma pessoa tão simples, como pude, eu, pensar grosserias a seu respeito? O que? Ficou louca! Ele é um idiota, quer conquistá-la. Quando conseguir o que tanto quer, dará um jeito de se livrar de você. Não se leve a encantar por este ordinário! Tornou a protestar, a parte racional de minha mente. Não se deixe envolver por ele. Um amigo apenas, é, mantenha-o como amigo.
- O que acha de uma Lasanha, e para acompanhar um Vinho Tinto? - questionou o garoto a minha frente, a espera de uma resposta. Confirmando com a cabeça, vi o garçom se retirar para longe de nós.
- Então, o que falaremos agora?
- Falaremos do quão idiota você é. Como não me contou que completava aniversário hoje? Poderia ter comprado um presente para você! - rebati um pouco chateada. Ele riu. O que esse menino tem para rir tanto? Ele é retardado ou oque?
- Não precisa me dar nenhum presente...
- Mas é claro que sim! Você já fez demais por mim, o mínimo que poderia é presenteá-lo.
- Eu não disse porque sabia que faria qualquer coisa para me dar um presente digno. Ou que na sua mente vem a ser digno. O que quero dizer é que não quero que me dê nada. Já os tenho em muito, e para ser sincero, o mais importante para mim é você ter aceitado sair comigo. Sua companhia é o que importa. - me permitir corar ao ouvir suas palavras. Eram verdadeiras, sim, elas eram. Tiveram a força para deixar-me envergonhada. Pela primeira vez em toda vida. Então era aquilo mesmo? Para ele bastava que estivesse ao seu lado? Eu, Hanna Marie Evans? Não seja boba, sabemos o que os rapazes são capazes de fazer para levar uma mulher para a cama. Não se encante pelas palavras que ele disser. Sua idiota! Certo, você tem razão.
- Isso não é um encontro! - retruquei com a primeira frase ao qual poderia usar para me defender e escapar de seu comentário anterior. Aquilo não pareceu abalá-lo.
- Sei que não. Fui informado durante todo o percurso, até mesmo antes de sairmos. Mas ainda sim, estou contente de festejar meu aniversário com uma pessoa especial. - respondeu calmo, de sorriso de canto. Desarmando minha próxima resposta ousada, caso ele seguisse o meu Scripte. Mas isso não aconteceu. Em seu lugar, ele deixou uma Hanna completamente sem defesas, encarando as próprias unhas, mordendo os lábios. Mas que fofo! Ele acha você especial, Hanna. Ainda acha que ele é igual a todos? É um doce. O que? Você vai mesmo ouvir o que ela diz? Ora, Hanna! Logo você! Como acha que algum rapaz vai olhar para você deste modo? Você não é especial. Apenas tem beleza. É só o que os homens vêem em você. O que todo homem ver em qualquer mulher. Eles apenas são carinhosos até conseguir o que querem. Ou se esqueceu do seu 'amado' pai, Iago?
- Eu só queria pagar de alguma forma o que fez por mim. Apenas. - disse fria. É, ele era igual aos outros. Mas, engana-se ele se acha por algum momento que conseguir o que deseja.
- Já não lhe disse que não precisa? - pareceu confessar, dando uma leve risada. - Aliás, já comentei que você dorme falando?
- O que? Ficou me olhando enquanto dormia?
- É. E, pelo que ouvi, adora comer Nachos e é fã de Johnny Deep e Tim Burton. - continuou. - E você fica muito linda com as bochechas vermelhas.
- E você é um bobo que não deveria me olhar dormindo. - ralhei segurando um riso. O que há de errado com você? Tenho vergonha dessa Hanna que habita seu corpo!
- Eu não olho, admiro. - piscou brincalhão. Mostrei-lhe um quase sorriso, vendo o rapaz nos trazer o pedido. Muito mais rápido do que o comum, diria.
- Não estava brincando quando disse que você era um completo maluco. - retruquei em movimentos com as mãos.
- Mas admita que sou o maluco mais sexy que já conheceu. - brincou novamente piscando por mais uma vez. E novamente foi inevitável não rir. Esse garoto realmente existe? Eu disse que ele era louco! Como pode se envolver com alguém assim? Deixe-a em paz! Ele não parece ser uma pessoa ruim, você sabe disso, Hanna. No seu íntimo, eu sabe que ele é especial. Não vai mesmo escutar o que essa trouxa diz, não é? Sempre que faz o que ela diz algo ruim acontece. Isso se chama acreditar demais em quem não merece. Não seja idiota, não se deixe levar por ele. Na verdade, no fundo eu só queria que esta noite não fosse longa demais. E pior, com ele, tinha a impressão de que tudo passava rápido demais, e para meu profundo pesar, eu não gostava daquilo.
[...]
- ... E foi assim que minha mãe ficou louca comigo. - deu de ombros, dando outra lambida no sorvete de chocolate que carregava. E última, para seu lamento. Era uma noite linda, apesar de que, devido a quantidade absurda de edifícios escondessem as estrelas. As ruas pareciam ainda mais frias, as pessoas mais distantes e rudes. Porém nada disso conseguia apagar o belo sorriso no rosto dele. Contando mais uma de suas muitas aventuras de infância.
- Se eu fosse ela, bateria no seu traseiro.
- Como você é má! - fingiu-se ofendido. - Além do mais, acabou de admitir que deseja o meu corpinho sexy nu. - dei um pequeno tapinha em seu braço no lugar de lhe sorrir largo, seguido de uma gargalhada que ansiava ressoar desde que o conheci.
- O que acha de doces?
- Você acabou de tomar um sorvete! Levando em conta de que acabamos de sair de um restaurante! Como pode ainda estar com fome? - comentei levemente assustada com sua capacidade para comer. Ah, reparou agora que ele tem uma Solitária no estômago, querida? Ele é patético!
- Ah, qual é, Hanna, é o meu aniversário! Acho que tenho licença para ser louco o quanto quiser, não acha? - tornou a perguntar. Um ar de menino sapeca preencheu seu rosto. E foi assim que ele me segurou, mesmo que delicadamente, pelo braço e caminhamos juntos até o super-mercado mais próximo.
- Você, com certeza, é o rapaz mais doido que conheci em toda vida.
- E que você me ama.
- Não amo não! - rebati o mais rápido que pude.
- Ama sim. Como alguém pode não me amar? Sou muito sexy. - piscou apertando minhas bochechas antes que pudéssemos entrar na loja. - Olhe! Doces! E veja lá, tem Doritos... Sou um homem muito feliz. - tornou puxando um carrinho mais próximo. Quando percebi, ele estava jogando todos os doces que podia, e me permiti a ajudá-lo com seu pequeno trabalho.
- Não seja idiota! Apanhe aqueles ali, sua estúpida! - ao ouvir quela voz tão conhecida, me escondi como pude atrás de algumas prateleiras.
- Por que não faz você este trabalho? Um homem burro, é o que você é! Não venha me culpar por jogá-la para fora de casa. - retrucou a mulher, irritando-se ao apanhar alguns pacotes de comida e quase arremeçá-lo contra o carrinho, do outro lado onde, Justin, divertia-se com seus doces, salgados e bebidas.
- E porque não me impediu, sua mulher burra? Agora, poderíamos estar nadando em dinheiro graças a beleza e doçura de Hanna...
- Como acha que pderia ter feito isso, Iago? Estava tão preocupado e entusiasmado em gastar todo o dinheiro em bebidas que não reparou, por sequer um instante, que havia atirado nossa mina de ouro aos ventos. - tornou a reclamar Holy, de olhar rancoroso e perverso. Seu marido, por sua vez, não estava diferente. Sabia porque, e tinha certeza de que não seria boa ideia sair até ouvir tudo que poderia ouvir. Mesmo sabendo dos riscos, aquilo era preciso.
- Não venha me falar que não estou alerta. Sei que errei, Holy, está bem? Você sabe melhor do que ninguém que estou procurando-a.
- Não está fazendo o trabalho corretamente, então. - continuou a reclamar a mulher, calando-se subtamente, ao ouvir passos ao seu lado. Um homem, com seus prováveis trinta anos, virou-se rápido para ela e piscou. Sem dúvida fora correspondido como esperava. Seu sorriso ao se encaminhar a outro corredor, segurando sua cesta, não negava. Iago, porém, não notou que sua mulher flertava com outro homem. Ou parecia não tê-lo feito. Sua concentração estava voltada para algo que julgava mais importante do que olhar para sua esposa.
- Não fale que não estou me esforçando, sua vadia. Acha que não vi você piscar de volta para aquele vagabundo? Tem sorte. Se não estivessemos em lugar público, levaria umas boas palmadas. - retrucou baixo e pensativo, apoiando-se sobre o carrinho.
- É mesmo? Então porque até hoje, aquela vadiazinha não está em nosso poder? Tem ideia de que quando ela completar a maioridade, vai poder fazer o que bem entender? Que não poderemos obrigá-la a nada? Que..
- Não seja tonta, não se esqueça com que está falando! - interrompeu nervoso, finalmente encarando-a. - Não sou burro! Sei bem disto! Mas aquela piranha parece se esvair das minhas mãos como água. Vasculhei a casa de Sara e Abigail enquanto estavam fora. Nenhum sinal dela...
- E a outra?
- Louise viajou, e provavelmente voltará no mês que vem. Não está achando que Hanna fugiu com ela, está? Não seja boba mulher, acha mesmo que ela seria capaz de ter realizado este feito? - riu desdenhoso.
- Você sabe que ela não é burra, ou se esqueceu que planejava fugir? Tinha até recortes de papel de estalagens de baixo custo até conseguir emprego. Dinheiro guardado. Esqueceu? - rebateu Holy. Em seu sorriso maldoso, constatei que de, certo modo, estava orgulhosa por saber que tinha uma filha inteligente. Até mais do que ela mesma. Porém, a outra parte, dizia que sua fúria ainda era maior. Pois, segundo ela, essa inteligência, poderia, apenas, ser usada a benefício dela e de seu marido. E isto, por sua vez, estava atrapalhando-lhe os planos.
- Então me diga, Sra. Esperteza, onde acha que ela se encontra agora? Ela não tem para onde ir, não sem o apoio das amigas.
- E o garoto que ela beijou na festa? Acha que ele tem alguma participação?
- Creio que não. Um menino rico, bonito, poderoso mundilamente. Herdeiro de um império como aqueles... Hum. Tenho certeza de que desejava apenas uma noite de prazer e nada mais. E tendo uma mãe como você, é claro que cederia. Aquela vadiazinha... Acho que se a visse em apuros, a deixaria a própria sorte. Se ele fosse ainda mais rico e poderoso do que o homem de minha ambição para Hanna, ah... Daria todo meu apoio em um futuro relacionamento.
- Esse moleque não se compara a um dos homens mais ricos do mundo. Sei,... Entendo.
- Você gosta de Ruffles Cebola e Salsa? Já peguei Doritos pra você, mas o que me diz... Hanna? - Justin perguntou ao longe, virando-se para mim. Por um momento, esqueci onde me encontrava. E também, senti vontade de bater nele por ter feito isso. Quando me dei conta, precisei contornar a estante vendo que, Iago e Holy repetiam a ação do lado oposto, na outra ponta. Justin parecia não entender o que estava fazendo e porquê. Mas sua voz, alta e animada despertou a curiosidade dos dois. Agora, estando no lugar em que antes os dois monstros conversavam furiosos, eles abordaram o garoto que perdera o sorriso.
- Mas que surpresa vem vê-lo, rapaz! Uma boa e grande surpresa, digo eu. - a voz de Iago forçava simpatia. Justin parecia perdido. Não havia sorriso nenhum em seu rosto, e aquilo era algo novo para mim.
- Está com uma garota? Onde está a donzela? Pode nos apresentar, rapaz? Adoraríamos conhecê-la. - continuou Holy, fazendo um leve carinho em seu ombro. Em sua voz, a esperaça de que fosse eu, a pessoa por quem ele chamava alegremente, era evidente.
Só percebi a dor em meus pés, e as lágrimas quando abri a porta da casa em disparada. Já sentada no balanço de madeira do quintal, tentei em vão enchugar as lágrimas que insistiam em escapar de meus olhos. De molhar meu rosto, não importando quem poderia ver. Eles, como meu intimo informava temeroso, que não haviam se arrependido de tudo que fizeram. Era apenas para me usar em mais um plano sujo. Para enganar mais um bom homem e fazê-lo perder tudo que tem. Seria usada mais uma vez. Como podiam ser tão cruéis? Porque tanta maldade, afinal? Já não bastava os dezessete anos de sofrimento? Jamais desejei mais do que poderia ter. Uma vida tranquila não era pedir demais. Não quero amor, nunca senti vontade de ser, de fazer parte da população apaixonada do planeta. Gostaria de ser livre. Não ter medo de nada, estar em paz. Mas a única coisa que conseguia era ver que o mundo era maldoso, que jamais poderia estar livre para seguir minha vida a meu modo. Lembrava-me até os dias de hoje de uma das maiores decepções de minha vida. Lá estavam eles, mais uma vez, destruindo um sonho de uma criança inocente. Jamais voltei a dançar balé depois daquele dia. Nem mesmo sobe os apelos de Louise, Abigail ou Sara me forçaram a usar as sapatilhas novamente. A dançar minha melodia preferida de Tchaikovsky. A linda Pas De Deux.
- Hanna... Está tudo bem? - limpei o rosto o mais depressa que pude. Lá estava ele. Parado atrás de mim, sentada no banco, choramingando baixinho. Era de lá que vinha sua voz rouca e inacreditávelmente melodiosa.
- Posso acompanhá-la? - perguntou com cuidado, referindo-se a sentar comigo no balanço. Não precisei respondê-lo para que finalmente entendesse a resposta final.
- O que deve estar pasando é doloroso, e eu sinto muito. E entendo que deseje ficar sozinha por um momento, entendo também que prefira guardar o que a aborrece para sí. Não irei julgá-la, também não pedirei explicações. Serei paciente, você me contará quando estiver certa do que fará. E a ajudarei no que for preciso, acredite. Estarei sempre aqui por você... Mas,... Realmente não tem ideia do quanto dói ver você desse jeito. Eles não sabem o tesouro que perderam. - ele parecia nervoso em suas palavras. Desajeitado, com medo de falar algo que não deveria. Muito diferente do garoto ousado e brincalhão de algumas horas atrás.
Own, como ele está sendo fofo. Prestativo, simpático... E o que deseja acrescentar mais? Oras! Não ouviu o que Iago disse a alguns minutos? Você é surda agora, Hanna? Ele estava certo! Nenhum homem iria querer nada sério com você. Nenhum quer algo sério com nenhuma mulher. Para esse garoto, você é só uma garota indefesa e sofrida. Não percebe que ele quer com você, o que todo homem quer? Porque ele é igual aos outros, ponha isto na sua cabeça de uma vez por todas. Ele é tão mal, cruel e nojento quando seu pai... Ah, pare com suas ironias! E pare de soltar veneno também! Ele não é nada disso. É um bom rapaz, eu sinto que sim. Não ouça do que ela diz. Ele é diferente, Hanna, acredite. Isso é ridículo! Onde é que esse garoto mimado é diferente? Porque não deixa que ele mostre? Se deixe levar, ao menos uma única vez na vida. Você precisa amar, Hanna. Só assim se alcança a tão maravilhosa liberdade.
- Não vá, eu... Você pode ficar aqui. - minha voz foi baixa, e minha mão foi novamente ao rosto, antes que ele sentasse ao meu lado e visse meu rosto molhado. Seria vergonhoso chorar na frente dele mais uma vez. Em um gesto aparentemente tímido, ele passou o braço por trás de meu corpo me permitindo apoiar a cabeça em seu ombro. Com um suspiro pesado, senti que ele fazia pequenos carinhos em meu braço, balançando-nos lentamente sobe a luz da lua.
- Me desculpe por isso... Eu não tive intenção de estragar seu aniversário, eu... Sei que é uma data especial, me desculpe. - cortei o silêncio de minutos de voz entre-cortada.
- Você jamais estragou meu aniversário...
- Justin...
- Não, estou falando sério! Nunca tive um como este...
- Com uma garota deixando você sozinho sem motivos? É, realmente nunca teve. - resmunguei irritada comigo mesma. Era difícil acreditar que ainda assim, depois de tê-lo deixado sozinho naquele supermercado, Justin tivesse gostado de comemorar comigo. Viu? Mais uma prova de quele é um mal carater... Ora, cale-se!
- Nunca falei tão sério em toda minha vida. Sei que teve motivos para fazer o que fez, eu jamais julgaria você. Não minto quando digo que o importante foi passar essa data com você. Hanna, você me fez um bolo, doces variados e me ajudou a cozinhar alguns... Ouviu minhas piadas sem graça, e ainda sim riu de todas. Corremos pela casa, e depois sofremos para limpar os restos de comida que deixamos quando passamos. Ainda acha que para mim não significou nada? - nada respondi despois disto. Tornei a repousar levemente minha cabeça sobre seus ombros, ainda sentindo seus carinhos. Porque aquilo era tão bom? Porque eu não queria ir embora, para longe dele? Desse abraço tão gostoso?
- Eu trouxe Doritos Queijo Nacho. - disse simples, entendendo o motivo do meu silêncio. De um lugar onde não vi, ele puxou o pacote consideravelmente grande, e o abriu com a mão livre. Não demorou muito para estarmos saboreando, em silêncio, aquela comida maravilhosa.
- E quer saber a melhor parte? Você está aqui, comigo, segura. Sua presença fez desse dia, um dia melhor do que pode imaginar. - cochichou deixando um beijo em meus cabelos. Nada falei. Fiquei apenas a ouvir a frase que, mesmo lutando internamente para ignorar, aqueceu meu coração. E precisava admitir, que naquele momento, para mim bastava.

Notas Finais


Então, o que vocês acharam? Tá muito grande? Compensou? O texto está azul e separado? Não foi culpa minha, se isso acontecer ok? Gostaram da luta interna da Hanna? Hum, será que ela está começando a gostar dele? Haha, como não gostar de uma fofura como ele, né? haha Eu espero mesmo, de todo coração que vocês tenham gostado do capítulo. Comentem e me digam suas opiniões, ok, gatinhas? Mais uma vez, desculpas pela demora. Ah, a capa da fic mudou, dêem uma olhadinha depois e me digam o que acharam, ok?

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