30 de out de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 51 - Epílogo

POV ANNA
24 de Dezembro de 2010
     Respirei fundo, anotando o último ingrediente. O programa de culinária estava muito bom hoje, era sobre comidas para o dia de natal. A essas horas, Mike, muito provavelmente, estaria se preparando para a festa de natal da escola, seu par era Debby. Eu não gostava muito dela, mas, não queria interferir. Ele estava feliz, então era o que bastava. Quase um mês depois da partida de Justin, as coisas pareciam ter mudado drasticamente, e ao mesmo tempo, não tinham mudado quase nada. Não sei, até hoje, como não engordei, já que assim que ele partiu, comi tanto, mas tanto, que deveria ter ficado uma verdadeira baleia. Eu tinha mentido para Justin quando disse que meus parentes iriam vir para cá este ano. Eu só não queria que ele pensasse que eu ficaria em casa, porque ele não iria comigo, se bem que essa era a verdade. Ainda era recente para mim, meu amor por ele ainda permanecia vivo e forte, e parecia que sem ele, nada era bom. Já tentei me divertir, admito. E admito também que não obtive sucesso. Comecei a frequentar um pouco mais minha antiga casa, e vi minha mãe por algumas vezes. Trocamos olhares, porém, nenhuma palavra. Mike parecia estar namorando com Debby, é, por incrível que pareça, ele está apaixonado. Não sei o que ele viu nela, mas essa garota não me impressionou muito.  Não sabia da sua existência até ela ter um 'rolo' com Damon, e depois do interesse do meu irmão por ela, parei para observá-la melhor e saber se ele tinha bom gosto; minha conclusão era que ele continuava cego. E por falar em pessoas que se apaixonam, Ashley andava suspirando demais por meu amigo, Damon. Tá, ele era charmoso, bonitão, romântico e bom de cama, mas... Ah, qual é! Ela é minha loira, eu tenho todo o direito de interferir e chutar o traseiro do moleque. Ele a tinha convidado ao baile, iriam juntos. Eu queria muito ir, só pra vigiá-los, pra ter certeza de que não fariam nada que não deveriam. Sem falar que ele, simplesmente, queria morrer. É sério, o jeito que olhava para minha loira, como sorria e falava com ela. Se ele tentar qualquer coisinha, eu chuto o traseiro.
     Sentia uma falta absurda do meu nerd. Eu me perguntava todos os dias se ele ainda se lembrava de mim, de como estava, se seguia todas as regrinhas do livro de receitas com seriedade, se comia direito, se tinha encontrado alguém. Afinal, em um mês, muitas coisas podem acontecer, não é? No quarto ao lado, eu ouvia a loira fazer alguns barulhos, talvez de possíveis saltos no não. Suspirei, levando um nacho à boca. Poxa, eu poderia estar fazendo o mesmo, mas estou aqui, incrivelmente sem ninguém para me acompanhar ao baile. Pensei, comendo outro nacho. A questão não era ter um par, e sim, ser a pessoa que eu realmente queria que estivesse comigo lá. É claro que depois que Justin foi embora, muitos garotos se aproximaram de mim, me convidaram: minha resposta era sempre não. Por um tempo tive esperanças de que ele voltaria, mas, depois de uma semana, tudo isso morreu. Era difícil admitir, mas era o fim de tudo que tivemos e que, de agora em diante teria de seguir minha vida sem ele.
- Abre a porta. - gritou alguém do outro da porta. Abaixei um pouco do volume da tv, agradecendo por a luz do quarto estar apagada. Vai que ela pense que estou dormindo? Assim ela não me enche os ouvidos e posso ficar aqui. Não faz mal ter seu momento de depressão, não é? - Eu sei que você tá acordada Abelha, eu ouvi o som da tv. - insistiu dando leves batidas na porta. Permaneci calada, pedindo mentalmente que ela desistisse. - Você está assistindo ao Culinária Gostosa, abre logo isso. - continuou ela. Bufei. Ela tinha mencionado o nome do programa de culinária, ela sabia que estava acordada. Mas não me rendi. Se ela acha que pode me fazer sair daqui, está muito enganada. - Olha, eu só vim avisar que tem Panetoni na cozinha. E eu trouxe um pouco pra você.
- É? Cadê, eu quero, eu quero! - abri a porta apressada, sentindo meu dedinho do pé doer. É, eu saí tropeçando em tudo, e quanto digo tudo, é tudo mesmo. Olhei para ela, e me arrependi no mesmo instante de acreditar que ela tinha trazido comida.
- AHÁ! Eu sabia que você tava aí. - vibrou vitoriosa. Bufei, cruzando os braços depois e coçar os olhos. - A senhorita ia me deixar chamar ali, até mofar? Sabia que minha beleza poderia cansar? Isso não se faz não! E é tão malvada, que nem me elogiou hoje. - reclamou no final, cruzando os braços abaixo dos seios. Parei para observá-la. Seus cabelos estavam perfeitamente presos e brilhosos - mais do que normalmente - o vestido rosa - ou era vermelho? - dava a ela uma silhueta perfeita, o decote era sexy, mas não vulgar - levou um ponto por isso - usava brincos de argola e uma maquiagem suave. Na boca, um batom rosa. Linda, ela estava linda.
- Ual, Ashley! Você está deslumbrante! - exclamei a admirando de olhos arregalados. Ela sorriu agradecida.
- Brigadinha, eu sei que estou arrasando, mamãe me ajudou com o penteado; já que a senhorita, estava ocupada demais se entupindo de Doritos. - pôs as mãos na cintura. - E porque ainda não está pronta? Hum?
- Pronta para que?
- Ainda pergunta? Para o baile de natal da escola. - falou como se fosse óbvio, fazendo gestos com a mão. É claro que eu sabia do que ela estava falando, só queria adiar uma mentira cabeluda.
- Ah, é.
- Vou esperar você para irmos juntas.
- Eu não vou ao baile, Ashley.
- Como assim, não vai? Quase todos os meninos da escola convidaram você, como pode não ter um par? - perguntou curiosa. Suspirei.
- Recusei todos os pedidos. Eu já disse a você um milhão de vezes que não quero ir. Vou ficar em casa, e comemorar com seus pais...
- Ah, mas não vai mesmo! Você vai sim senhora, e pode começar a se arrumar já!
- Ma-mais... - tentei falar enquanto ela me empurrava para dentro do quarto.
- Nem mais um pio! Você vai tomar um bom banho, e vai fazer isso agora. Vou trazer sua roupa...
- Como é que é? Você comprou um vestido pra mim?
- É claro! Achou que eu iria deixar minha melhor amiga passar a noite inteira comendo e engordando, enquanto pode estar se divertindo e admirando minha beleza?
- Mas eu não vou, não quero ir.
- Não, eu me recuso! Me recuso a deixar você aqui.
- Mas não tenho par.
- Isso nós vemos depois. Agora, vou dar dez minutos para um banho e mais dez para se arrumar, Damon vai chegar em alguns minutos. - depois disso, saiu do quarto, fechado a porta, deixando que apenas a luz da tv iluminasse o cômodo. Eu não queria ir, mas, se a desobedecesse, perderia o traseiro. É melhor não me arriscar. Foi o que pensei antes de me direcionar ao banheiro. Aí vida.
[...]
- Já terminou? - perguntei mais uma vez.
- Está quase. - respondeu concentrada em seu trabalho. Arrumou uma coisinha ali, outra aqui, e mais um bocadinho acolá. Ela me olhou de cima a baixo e sorriu satisfeita. - Agora sim. Pode ver como está, veja que Abelha linda que é você. - disse sorridente. Me virei lentamente para o espelho e me surpreendi com o resultado. Ela tinha mais do que razão. Estava absolutamente linda! Os cabelos presos para trás em um coque bem arrumado - tão arrumando, que nenhum fio estava fora do lugar - os brincos grandes e brilhantes. O vestido vermelho sangue com detalhes, uma pulseira linda em um dos braços. A maquiagem perfeita, destacava meus olhos verdes e, um batom de um vermelho muito forte na boca. Nem eu me reconheceria.
- Ual. - falei admirada com o resultado.
- Verdade, ual. Sei que fiz um bom trabalho, mas só ressaltei o que você tem de belo. - ela falou. Sorri sem jeito. - Ah, qual é abelha! Uma pessoa linda como eu, só pode ter uma melhor amiga igualmente linda. Tá achando, o que? Eu posso, querida. - ri quando ela voltou ao normal.
- Mas e o meu par? Ou você esqueceu que só pode entrar acompanhado? - perguntei rindo levemente. Só ela pra me fazer rir assim.
- Seu parceiro está esperando por você lá embaixo. - piscou para mim.
- Você preparou tudo? - perguntei curiosa e surpresa.
- De nada, pessoa que me ama. - ela sorriu sapeca me segurando pela mão, andando comigo assim até as escadas. Admito que no começo, tive a pequena esperança de que quando chegasse a sala, encontraria o meu nerd, lindo em uma roupa de festa. Mas não foi bem o que encontrei, mesmo vendo dois lindos rapazes parados, de mãos nos bolsos, ao pé da escada.
- Minha nossa, vocês estão absolutamente deslumbrantes! - exclamou Damon. Ele obviamente não tirava os olhos da loira, que fazia o mesmo que ele. Assim que descemos as escadas, ele segurou sua mão e deixou um pequeno beijinho sobre ela sem tirar os olhos de Ashley. Acho que foi por isso que ela pôs esse vestido em mim: assim não poderia chutar o traseiro dele.
- Você está lindíssima. - olhei para frente, vendo meu irmão, lindo como nunca, um largo sorriso no rosto. Ué, ele não estava com a Debby?
- Obrigada. - sorri. - Você também está muito bonito, mas eu pensei que estivesse com a sua namorada. Onde ela está? - perguntei. Ele riu.
- Irei encontrá-la na festa.
- E porque não vai com ela?
- Porque não posso deixar minha irmã sem um par adequado, não acha? - sorriu galante. - Ou achou que eu permitiria que esse idiota levasse você? Iria ficar se gabando o tempo todo, dizendo o quão "gostoso" é... - fez aspas com as mãos e uma careta; eu ri - ... por ser o par de duas lindas garotas.
- E pode um garoto levar duas garotas ao mesmo tempo? - perguntei curiosa.
- Eu sou gostoso, Mike. E não preciso ficar me gabando, minha gostosura fala por si. - respondeu Damon. Mike revirou os olhos.
- Além do mais, eu tenho certeza que ele ia abusar de você. - continuou meu irmão.
- Eu quero abusar é outra pessoa. - resmungou o meu amigo, baixinho.
- Espero que esteja falando do zelador, porque se for quem estou pensando... - não precisei encerrar a frase para que ele ficasse nervoso ao perceber que tinha escutado.
- Vamos tirar a foto, antes que vocês se matem? - perguntou a mãe de Ashley. Mike e a loira riram, enquanto nos posicionávamos para a foto. Cuidado com o se traseiro, Damon. Estou bem pertinho de você.
[...]
- Obrigada. - falei depois de alguns minutos. Tínhamos chegado à alguns minutos, e estava dançando uma música lenta com meu irmão. Ele sorriu confuso.
- Porque?
- Ué, por tudo. Mesmo sendo um idiota, um bobo completo, mesmo roubando minha comida e reclamando de tudo....
- Tudo bem, agora pode ir para a parte do elogio. - interrompeu ele. Ri com isso. Viu como ele é chato?
- Mas você é incrível. Não pensei que pudesse fazer isso por mim, quero dizer, largar sua namorada pra ficar comigo.
- Na verdade, ela não é minha namorada.
- Como assim? Pensei que gostasse dela.
- E gosto. - retrucou ele. - Mas, eu não quero alguém superficial, e infelizmente ela é assim. Debby escuta muito o que as amigas dizem, e simplesmente não gosto. Não quero uma garota que se comporte como uma vadia, mas não sei como dizer a ela que não estou mais interessado. Quero uma garota como você.
- Como eu? Nossa, espera, você está doente? - brinquei passando a mão em sua testa, ele riu. - Porque como eu?
- Por que além de linda, é inteligente, educada, carinhosa. E cozinha muito bem. - sorri convencida. - Eu não devia ter feito isso, agora você vai ficar se achando pro resto da vida. Se falar que disse isso a alguém, eu roubo toda a sua comida. - ameaçou no final.
- Eu também te amo, idiota. - ri, deixando um beijo em sua bochecha depois de abraçá-lo. - Mas acho que deve falar com a garota, ou simplesmente aproveitar a noite. Ficarei bem.
- Promete?
- Prometo. - assenti. Ele me abraçou mais uma vez. Nos afastamos juntos da pista de dança, onde Ashley e Damon dançavam, e Mike caminhou rumo a sua garota. Suspirei.
- Você quer dançar? - perguntou um garoto parando a minha frente.
- Não, obrigada. - neguei saindo rápido dali. Passei pelas pessoas, saindo do salão. Lá estava eu, novamente no jardim da escola. Andando pelo caminho de pedras. Ainda podia ouvir a música de onde estava, e para ali, olhando para o céu, pensei em Justin. Como eu queria que ele estivesse aqui.
- Já disse o quanto está linda? - virei lentamente, logo reconhecendo o dono da voz. Lá estava ele. Parado a minha frente, vestindo trajes de gala, uma das mãos no bolso. Um sorriso brincava em seu rosto, enquanto, com a outra mão, ele arrumava o óculo. Não consegui esconder minha surpresa. Acho que se poderia ouvir o bater do meu coração à quilômetros de distância.
- Justin? - perguntei ainda surpresa - felizmente surpresa - vendo que ele dava passos calmos até mim.
- O próprio. - respondeu em um sorriso parando a minha frente. Não sabia o que fazer ou dizer, mas, era verdade que estava mais do que feliz por vê-lo novamente.
- O que está fazendo aqui? Pensei que estivesse em Atlânta, o que... Como soube que estava aqui?
- Eu sabia que Ashley não deixaria você em casa. - sorriu fazendo um pequeno carinho em minha bochecha, mantendo a pequena distância que havia entre nós. - Mas eu não poderia deixar a mulher que amo, sozinha nesse dia tão especial. - um pequeno sorriso surgiu em minha face. A música mudou lá dentro. Logo reconheci a melodia e a voz. Meu sorriso cresceu ainda mais. Ele se aproximou e pegou gentilmente em minha cintura. Apoiei minhas nãos em seus ombros. - Vamos dançar.
Ouçam - novamente - Jason Derulo - What If
- Mas que coincidência maravilhosa, não é? A nossa música. - comentou ele. A troca de olhares era intensa. Eu tinha uma vontade incontrolável de beijá-lo.
- Você está lindo. - elogiei.
- Não tanto quanto você, é claro. - sorri em meio a dança lenta.
- Não acredito que está aqui. É maravilhoso revê-lo. Eu senti tanto a sua falta. Pensei que nunca mais o veria outra vez.
- Amei você ainda mais enquanto estava longe. Eu não posso simplesmente esquecer o que sinto por você, e nem pretendo. Percebi uma coisa extremamente importante durante esse tempo em que fiquei longe.
- E o que foi? - perguntei sem parar de encarar seus olhos castanhos. Lindos olhos castanhos.
- Percebi que não daria certo. Não daria certo, sabe, simplesmente não.
- E porque não?
- Porque eu não seria feliz; não por completo. Eu percebi que amo essa cidade, amo meus amigos loucos, amo você. - uma de suas mãos largou minha cintura e fez um carinho em minha bochecha. Simplesmente amei o toque. - Eu não poderia viver longe desse lugar que tanto adoro.
- O que está querendo dizer?
- Estou dizendo que estou voltando para cá. Voltando para minha vida, para sua vida.
- Não pode fazer isso por mim...
- É claro que posso. - interrompeu. - E também é por mim. Minha mãe disse que não importa o lugar, o que realmente interessa é a felicidade. Ela perguntou se estava feliz ali, e respondi que não. E sabe o que ela respondeu?
- Disse que estava louco, cometendo um grande erro de perder essa grande oportunidade por uma garota? - arrisquei e ele riu fraquinho.
- Não. Disse que deveria correr atrás da minha verdadeira felicidade. E ela é você. Eu te amo, Anna Mel Montês. Amo do jeito que é, da ponta dos pés, até o fio dos cabelos. Você só precisa me pedir para ficar. Me peça e eu ficarei. - nossos rostos estavam tão próximos que poderia sentir seu hálito batendo contra minha pele.
- Justin...
- Me peça, Anna. Me peça pra voltar para sua vida. - sussurrou roçando nossos narizes.
- Eu quero que fique, Justin. Fique comigo, fique aqui. Eu amo você. - respondi, perdida na veracidade das minhas palavras, perdida pelo calor do momento, pelo meu amor por ele.
- Eu amo muito mais. - ele sorriu e tomou meus lábios em um beijo. Ainda ouvindo a música, a nossa música, sorri entre o beijo mais maravilhoso de todos. Estava tudo bem agora.

NOTAS FINAIS
Bem, aqui está, esse é o último cap da fic, dessa fic. Pois é, acabou ou ou ou - eco - mas eles terminaram juntos, ele desistiu da fama EBA! haha Surpreendi vocês? Espero que sim, haha. Acharam mesmo que iria desistir do meu nerd? hehe Vocês ainda vão ter muito um jujuba totoso por aqui se depender de mim. Obrigada á todos por estarem comigo, pelos que acompanharam a fic até aqui, que comentaram e me fizeram rir que nem idiota. Por todos os elogios, todos os favoritos. Sem vocês essa fic não estaria aqui, e obrigada por ler minha humilde - muito humilde mesmo - história. Vocês são incríveis, muito obrigada de verdade. Mas, eai, o que acharam? Gostaram do cap? Ficou legal? Eu não postei a roupa dos garotos porque estão todos de Smooking, então, não achei necessário, mas a roupa das garotas está aqui, e espero que gostem também. E eu sei que enche o saco sempre ouvir quase a mesma música em momentos críticos, mas ela é tema da fic, e vai aparecer assim mesmo, mas se não gostarem, podem ouvir outra música enquanto leem. Já falando da terceira temporada, estou fazendo alguns ajustes, escrevendo os capítulos; logo logo ela será postada, eu prometo. Vou atualizar esse cap com o link da fic, ok? Fiquem atentos. Enquanto isso, vou dando algumas dicas da fic, só pra ficarem curiosas, porque sou má, haha. brinks. Brigadinha por tudo minha lindas, e até a próxima temporada. Mil beijocas beijcadas pra vocês, e pra quem vai pra Believe Tour, tenham um ótimo dia/show. :3 :')
vestido da ash na festa:
http://dammit.com.br/wp-content/uploads/2013/02/ashley-benson-faviana-fashion-tips-08.jpg
vestido da anna na festa:
http://i00.i.aliimg.com/img/pb/441/330/445/445330441_471.jpg

28 de out de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 50 - Adeus

POV JUSTIN
Ouçam Leona Lewis - I Will Be
- Vamos querido, não podemos nos atrasar. - disse a minha mãe do andar de baixo.
- Já vou, mãe. - gritei em resposta. Arrumei o óculo no rosto com o dedo indicador e parei para observar meu quarto. Era como se todo o meu passado, estivesse voltando à tona. Todos os momentos bons e ruins, a maioria, vividos bem aqui. As noites em que passei chorando por apanhar na escola, por Anna Mel namorar Damon e não perceber o quanto eu a amava; o dia em que tentei me matar e ela salvou minha vida, mesmo depois de tudo o que a fiz sofrer; os dias em que assistíamos filmes, trocávamos carinhos e tínhamos relações. Até mesmo, do tempo livre em que aproveitávamos para ler, comer ou apenas olhar a rua através da janela. Respirei fundo, tomando coragem para andar para fora; e com uma última olhada para o cômodo onde passei grande parte da minha vida, precisei conter as lágrimas. Prometi a mim mesmo que não iria chorar; Anna tinha feito o mesmo, sabia disso. Fechei a porta e comecei a caminhar na direção das escadas. Lembrei do dia em que corri pela casa com o Doritos da minha namorada; ela berrava pela comida, enquanto eu ria como um idiota. No final, nos beijamos e dormimos abraçados.
 A cada degrau, pequenas recordações de momentos maravilhosos passavam pela minha cabeça: O dia em que Anna rolou escada a baixo quando ia a cozinha, isso claro, depois de bater o dedinho nos móveis. Já na cozinha, lembrei do dia em que ela nos fez o jantar - ao qual a loira ajudou a preparar - e nos divertimos muito com com Anna e sua crise de ciúmes, correndo atrás de Damon com uma colher de pau, depois dele tentar roubar um beijo da loira. Parei perto do balcão, e não pude conter o riso ao perceber que relembrava um dos momentos felizes que tive aqui.
- Nossa, como ela fica fofa com essa carinha de sono. - brinquei, apertando suas bochechas. Era hora do almoço. Ela movia os olhos lentamente, e comia no mesmo ritmo. Porém sempre atenta caso eu tentasse roubar a comida dela. Eu ria como um completo idiota. Aquilo era muito engraçado; e muito fofo também.
- Não tente... Não tente roubar minha... Mi-minha lasanha. - reclamou sonolenta, abraçando a comida como podia, sempre em movimentos lentos. Eu, é claro, ri do seu ato maluco, e fui acompanhado por minha mãe. 
- Porque não deixa a comida aí, e vai dormir um pouco, meu bem? - sugeriu minha mãe, sentada à nossa frente, rindo da lerdeza matinal da minha namorada. 
- Não posso. Estou com fome. - respondeu baixo e preguiçosa, dando outra garfada na lasanha. Continuei a rir dos movimentos preguiçosos que fez, até mesmo para mastigar, abrindo e fechando os olhos tão lentamente, que as vezes, tinha a impressão que tinha dormido.
         É, foi nesse dia que ela recebeu uma mensagem do Damon dizendo que a loira tinha um encontro, e ela, em segundos, perdeu toda a preguiça. Eu ri daquilo, dando uma última olhada no cômodo e tornei minha caminhada em direção à sala de estar. Era incrível que, em cada cantinho dessa casa, havia sido o cenário de momentos maravilhosos e inesquecíveis.
- Porque será que você só pensa em comida? - brinquei rindo, deixando um beijinho na ponta do nariz dela.
- Eu não penso só em comida. - justificou Anna.
- É mesmo? - continuei a perguntar brincando, vendo ela levar um bolinho de carne à boca. Eu sabia que ela estava com ciúmes da comida, com medo que roubasse, comesse e bem... Acho que sabem o restante. Afinal, estamos falando de Anna Mel Montês. Mas era tão engraçado, e ao mesmo tempo tão fofo. Adorava aquilo nela. 
- É! Por exemplo, sou completamente apaixonada pelo Johnny Depp; nos meus sonhos, eu caso com ele, tenho dezessete ou trinta pacotes de Doritos, que devoramos enquanto observamos o mar. Isso, é claro, depois do casamento. - justificou dando de ombros. Ela até que tentou não por comida no meio, mas, eu sabia que não tinha conseguido. E eu ri, na verdade, gargalhei alto; ela me olhou estranho.
- E você dizendo que não pensa em comida o tempo inteiro! - continuei a rir com as mãos na barriga, enquanto minha namorada me olhava indignada, cruzando os braços. Ri ainda mais. 
          Aquela era uma das muitas das recordações maravilhosas que tinha. Tiramos diversas fotos naquele dia, comemos como loucos e, bem, nos fornicamos, como diria a loira. Lembrava até do dia em que ela trouxe o cão da vizinha para cá, para que ninguém visse ela dando comida para o animal; um de seus experimentos culinários, é claro. Ela ficou feliz porque o cão pareceu gostar e falou disso por uma semana inteira. Teve momentos críticos, é claro, como a vez que ela saiu correndo atrás de Ashley e Damon com um taco de basebol, porque os dois armaram para ela, fingindo que tinham fornicado. Anna ficou louca, é claro, e não pensou duas vezes para chutar o traseiro do amigo: ela foi bem rápida, devo admitir. Ele nunca mais fez esse tipo de brincadeira, ficou uma semana inteira sem andar direito. Eu ria toda vez que lembrava dele choramingando de dor, apalpando o traseiro.
- Justin querido, vamos depressa. - disse mamãe, me despertando das lembranças maravilhosas. Suspirei, e tornei a andar, agora, na direção da porta. Dei uma última olhada para a casa ao qual vivi a parte mais importante da minha vida, fechei a porta e a tranquei. Quando virei, vi minha mãe pondo as malas dentro do porta malas do táxi. Anna sorria fraco para mim, Ashley estava abraçada a Damon e também sorria, mesmo que triste. Ele acenou com a cabeça. Mike, fazia um leve carinho no braço da irmã e parecia não saber se sorria ou se ficava calado. Quando estava perto o suficiente de Anna, a abracei e beijei sua testa. Segurei seu rosto com as duas mãos e beijei sua boca, um selinho levemente demorado. Ela era a melhor coisa que tinha; e já estava perdendo.
- Vai ficar tudo bem, prometo. - disse Anna, em um leve suspiro.
[...]
POV ANNA
Observei Pattie ao longe, enquanto ela fazia os últimos ajustes para a viagem. Como eu estava? Terrivelmente triste. Nem toda comida do mundo me deixava mais feliz, ou me fazia esquecer um pouco que ele ia embora. Eu aproveitava cada momento que tinha ao seu lado, para guardar na memória todo pequeno detalhe daquele garoto nerd. Ele me abraçava apertado, a cabeça na curvatura do meu pescoço. Ashley estava sentada em um dos bancos do aeroporto, e Damon ao seu lado. Permaneci cadala a maior parte do tempo. Não sabia o que dizer ou fazer. Era verdade que eu não queria que ele fosse; mas isso seria tão absurdamente egoísta que... Droga! Eu odeio esse pequeno fato de que em algumas horas, terei de esquecer tudo isso, de que terei de seguir em frente sem ele e ele sem mim. Parecia até mentira, mas infelizmente não era. Queria que fosse um sonho ruim e quando acordasse e fosse para a escola, o encontrasse sorrindo para mim perto do seu armário.
   O relógio também estava brincando comigo, porque a hora parecia correr, só pra ele ir embora mais rápido. Queria muito pedir pra ele não ir, eu realmente não queria de forma alguma que ele fosse embora. Mas eu não conseguia fazê-lo; não tinha coragem de pedir que ele ficasse, mesmo me doendo profundamente a sua partida. Mas agora já era tarde demais, eu sabia disso.
- Pronto, querido. Eu já fiz os últimos ajustes para a viagem. Em alguns minutos chamarão o nosso voo. - comentou Pattie ao chegar perto de nós. Ele afirmou com a cabeça, sem dizer uma palavra sequer. - Vou ali comprar uma rosquinha e café, alguém quer? Qual sabor de rosquinha você prefere, Anna Mel, querida? Talvez tenha a de...
- Eu não quero. Muito obrigada, mas estou sem fome. - neguei com um sorriso amarelo. Ela parecia não acreditar no que tinha ouvido, mas não insistiu. Justin me abraçou um pouco mais forte, enquanto via a mãe andando para longe de nós. Acreditem ou não: Não estava com a mínima vontade de comer.
- Tem certeza de que não quer nada? Você deve estar com fome. - Justin falou baixo em meu ouvido. Neguei, apoiando a cabeça na curva do seu ombro.
- Mas eu quero. Estou morrendo de fome, Jujubona. - comentou Ash, passando a mão na barriga. Eu não tinha visto, mas não era necessário; conhecia muito bem aquela loira desajuizada.
- Então tente alcançar minha mãe, ela pode pegar alguma coisa pra você. - respondeu o nerd. Ouvi os passos da loira ficarem apressados; ela caminhava para longe de nós.
- Espere, eu vou com você. - dessa vez, foi a vez de Damon falar, correndo atrás da loira. Em tempos normais, eu iria até ele e lhe chutaria o traseiro. Mas não tinha forças nem para virar a cabeça e encará-lo. Não era um dia bom para aquilo. Quero dizer, Justin estava indo embora, e me preocupar em chutar o traseiro do meu amigo não tinha cabimento.
- Não vai querer chutar o traseiro dele? Ainda tem tempo. - comentou baixinho.
- Hoje não. Não quero perder nenhum segundo do meu tempo com você. - respondi. Ele não me respondeu, e por um momento, foi assim que ficamos. Estávamos sozinhos, por assim dizer, abraçados em pé, em um aeroporto, há poucos momentos da decolagem dele.
- Ainda há tempo.
- Tempo de quê?
- Sabe do que estou falando. Eu quero ir, mas não sem você. - respondeu. Suspirei baixo, sem tirar minha cabeça da curva do seu pescoço.
- Não comece com isso, por favor.
- Então você quer que eu vá embora?
- É claro que não.
- E então?
- É egoísta.
- Você poderia parar de falar isso? Eu não ligo para nada disso, pode ser sim, que eu queira uma vida melhor, em questões financeiras, mas, não vai ser a mesma coisa. Não quero perder você.
- Não vai me perder.
- É claro que vou. Porque quando eu entrar naquele avião, não seremos mais namorados. Eu não quero me despedir de você.
- Eu muito menos. Não pense que não dói ver você indo.
- Acho melhor irmos, querido, nosso voo já foi chamado. - falou Pattie de repente, interrompendo a nossa conversa. Estávamos tão concentrados um no outro que não ouvimos a voz eletrônica chamar. Calma, Anna, não chora na frente dele, não chora na frente dele. Pensei.
- Não esquece de mim não, tá bom, Jujuba? Não esqueça da minha beleza linda, do quão maravilhosa eu sou, e do quanto é apaixonado por mim, mas eu resolvi deixar você pra abelha, porque jujuba e abelha combina mais. - eu ri de lado, vendo a minha loira abraçar forte o meu nerd. - Ah, e fica com o meu Bottom de Amo a Mim Mesmo, só pra você ver e lembrar da minha beleza, tá bom? - ela enxugou uma lágrima ao partir o abraço e dar a lembrancinha pra ele. Justin riu encarando o bottom cor de rosa e agradeceu a ela.
- Obrigada Ashley, prometo não esquecer de você e da sua beleza linda. - ela enxugou outra lágrima e sorriu contente. Depois, ela foi se despedir de Pattie.
- Espero que tudo dê certo, você merece. E obrigada por aquele livro, estou realmente conquistando a garota que amo, valeu mesmo. - disse Damon sem jeito; eles deram um aperto de mão logo em seguida.
- É verdade, obrigada pelo livro. Que tudo dê certo, irmão. A gente se vê. - Mike disse e abraçou o garoto de óculo a sua frente. - E obrigada por fazer minha irmã feliz. Ver ela sorrindo é o que importa pra mim. - cochichou no ouvido dele. Mas eu tinha ouvido, e ouvido muito bem. Justin assentiu positivo depois que o abraço foi partido.
- Então... - falei meio tímida pra ele. Estávamos frente a frente, e nesse momento, eu não sabia o que dizer nem o que fazer. Era uma tortura. - Bem, eu quero que fique com isso aqui. Nesse saquinho tem alguns docinhos pra você comer durante a viagem, e... - dei o saquinho para ele, onde tinha Doritos, Ruffles Cebola e Salça e Alcaçuz. - ...Também tem esse livrinho aqui... - mostrei um livrinho feito a mão que tinha guardado na bolsa. - ... Tem algumas receitas, pro caso de você ter fome. Anotei também que você tem que comer de duas em duas horas, e que deve comer nachos ao menos uma vez ao dia para se manter saudável, e que não deve falar com estranhos e ser uma boa pessoa... - parei minha fala para enxugar uma lágrima que ameaçou cair. A essas horas, não sabia o que estava dizendo ou fazendo. Minhas mãos tremiam, apesar de tentar de todas as formas, mantê-las firmes. - E vai ter de prometer que vai experimentar todas as receitas, porque eu não quero que fique desnutrido ou que morra de fome. Você me entende? - falei entre lágrimas - é não consegui segurá-las - e logo fui abraçada com força por ele. Não queria chorar, mas, infelizmente, não consegui me manter firme.
- Vou sentir tanto a sua falta. Prometo fazer todas as receitas, vou comer tudo, do jeitinho que você mandou, prometo. - disse ele, abafado entre o abraço.
- Eu te amo. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo estando longe, eu te amo. Amo de verdade.
- Eu também amo. - juntando nossos lábios em um último beijo, o senti mais perto e ao mesmo tempo longe de mim do que nunca. Quando nos separamos, ainda com os rostos próximos ele beijou a pontinha do meu nariz. - A gente se vê em breve. - assegurou ele. Tirou um papel do bolso e o deixou em minhas mãos; entendi que deveria ler mais tarde. Afirmei com a cabeça, ainda atordoada. Assim que nos separamos de verdade, fui abraçar Pattie. Como sentiria falta dela.
- Cuida bem dele por mim, tá? - falei em seu ouvido. - Não deixe que ele fique desnutrido. Amo você. - ela sorriu triste fazendo um carinho em meu rosto assim que partimos o abraço que nos unia.
- Pode deixar meu doce. Também amo você. - só pude ouvir sua voz doce por alguns segundos, antes que eles caminhassem para longe de nós. Tentando controlar a vontade evidente de chorar, vi Justin parar perto do porão de embarque e olhar para mim: seu olhar triste, a lágrima caindo. Funguei sorrindo sem forças; no segundo seguinte ele deu as costas e sumiu do meu campo de visão.
   Mordendo a levemente os lábios, desdobrei papel que ele tinha me dado. Ali estava a música que ele tinha escrito para mim. Senti Ashley me abraçar de lado, porém, deixei todas as lágrimas que segurava, caírem. Elas molhavam meu rosto de forma impiedosa, e em meu choro silencioso, a ficha finalmente caiu. É,... ele foi embora.

12 de out de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 49 - What If?...


POV ANNA
Olhei para dentro do saquinho e resmunguei baixo. É, a pipoca tinha realmente acabado. Odiava quando isso acontecia. Levantei do sofá e amacei o saquinho da pipoca de microondas nas mãos, andando assim até a cozinha. Deixei ele no lixo e abri a geladeira a procura da torta que a mãe da Ashley tinha comprado. Sorri quando a vi e fui rápida para pegar os talheres e pratos, tirando uma fatia bem grandona para mim. Era de chocolate e tinha um recheio de morango maravilhoso, a mãe dela tem que comprar torta mais vezes. É claro que nem tudo são flores, e meu momento de felicidade foi cortado por um barulho estranho vindo do andar de cima. Os pais da loira tinham ido viajar, e a menos que ela esteja chutando as coisas por causa da unha quebrada, realmente não sei o que está acontecendo.
- Deixa pra lá. Aqui está muito mais interessante. - falei para mim mesma olhando a bela torta e dei outra garfada. Tentei ignorar o barulhinho e minha curiosidade, afinal, estava morrendo de fome, mas isso não durou muito tempo. Sim, porque eu levantei do balcão e limpei a boca - só saí da cozinha depois de ter comido a torta inteira é claro, acha que eu ia deixar a tadinha ali, para qualquer um comer? - e andei na direção das escadas, lentamente, ouvindo com atenção para entender o que era aquele barulho que tinha mais do que interrompido meu momento feliz com a comida.
- Pera... Mas o que é isso? - resmunguei para mim mesma, andando mais rápido na direção do quarto da loira. Parei a porta do quarto, quase colando meu ouvido a madeira da porta.
- Ainda dói? - era a voz de Damon, só que muito carinhosa e preocupada.
- Não. Você pode continuar agora, pessoa que me ama. - respondeu Ash e pude ouvir ele dar uma risadinha. Ah é, né? Vamos ver, vamos ver! Corri até meu quarto e tirei de dentro do closet o meu bastão de basebol. Fechei a porta, tornei a andar na direção do quarto da loira e parei novamente a frente da porta. Eu não posso nem sair da casa do meu namorado e comer em paz depois disso que esse povo já fica assim quando dou as costas?
- Você é maravilhosa. Eu te amo. - ele dizia entre um gemi... Pera! Agora já chega! Abri a porta que a burrinha deixou destrancada - iniciantes - e quando ela bateu do outro lado eles pararam imediatamente o que faziam e me olharam assustados. Eu sabia que eles tinham mais medo de mim do que do pai dela. Acho que vocês entendem o porque.
- Ela é maravilhosa, não é? Vamos ver se você gosta do meu amiguinho aqui.
- Anna eu posso explicar! - tentou ele, ficando de joelhos na cama, com as coisas cobertas pelo lençol. Ashley fazia o mesmo, seus olhos azuis não negavam que estava com medo. Vou bater em você também!
- Explique então. - ele não sabia o que dizer, provavelmente não esperava que eu fosse fazer aquilo. E sabendo muito bem disso, dei alguns passos assustadoramente lentos até eles. Seus fornicadores de uma figa!
- A-abelha, larga isso, não estávamos fazendo nada de mais. - tentou ela. Eu ri, segurando-o ainda mais firme, andando lentamente para perto da cama. É hoje que ela fica sem traseiro!
- Nada de mais? Eu não posso nem sair por algumas horas e você já vai atrás dela pra fazer isso? - me dirigi a Damon. - EU. VOU. ACABAR. COM. A. SUA. RAÇA! - gritei antes de sair correndo atrás dele. Estávamos correndo em voltas pelo quarto, mas não me importava pelo fato dele estar pelado. Eu só queria acertar duas coisas pelas quais sem ele não viveria. - Vou dar uma tacada em você, seu infeliz! - continuei gritando. Eu já tinha acertado o taco nele por umas duas vezes no traseiro.
- Anna, por favor, não faz isso. - pedia ele. Correu até a loira e puxou-a para sua frente, usando-a como escudo. Ela se cobriu ainda mais com o lençol, tinha os olhos arregalados, mas eles, os olhos, não foram a única coisa que ela arregalou hoje, por assim dizer.
- É tarde demais não acha?
- Para, eu sei que você me ama e não vive sem minha beleza linda, mas não faz isso não. - pedia ela.
- Não fazer? Ele abusou da sua inocência!
- Mas foi eu que pedi pra ele fazer. Eu também quero fornicutar. - rebateu nervosa. Piscava meus olhos involuntariamente por várias vezes seguidas sem acreditar. Eu acho que vou desmaiar.
- Anna? Anna acorda. Anna Mel! - senti alguém me empurrar o ombro, mas quando olhei para o lado não estava mais no quarto rosa - de doer os olhos - da Ashley. E sim na cama, ao lado de Justin - que estava do jeitinho que veio ao mundo, hehe - me olhando estranho. - Você está bem?
- Como assim? Desculpa, eu não posso falar com você agora, eu tenho dois idiotas para assassinar.
- O que? Como assim?
- Ashley e Damon, os dois aproveitaram para fornicar enquanto eu não estava em casa e...
- Mas você nem saiu daqui.
- Oi?
- Ashley saiu para jantar com os pais, Anna. Ela ligou para cá dizendo que tinha comprado comida pra você também. Tá tudo bem, ela está segura, foi só um sonho.
- Na verdade é pesadelo, mas tem certeza disso? Por que, tipo, tinha comida.
- Tenho certeza sim, você ficou esse tempo inteiro comigo, mas era tudo um sonho, digo, pesadelo. - tentou tranquilizar. Sentei na cama, tentando arrumar os cabelos e peguei o celular da mesa de cabeceira.
- O que vai fazer? - perguntou ele. Disquei os números e esperei que ela atendesse a minha ligação.
- Quem é que me ama que interrompe meu sono da beleza?
- Sou eu Ashley, você está na sua casa? No seu quarto e sozinha? Seus pais estão aí com você? - saí perguntando.
- Bom dia pra você também, flor que me ama. - resmungou.
- Responde Ashley.
- Não antes de dizer que me ama. - insistiu ela.
- Tá bom eu te amo loira. Agora me responde.
- Eu estava sozinha, porque você acabou de me tirar de um sonho lindo, onde eu estava, era a namorada do Leonardo DiCaprio.
- Não acha que é demais? Eu não posso chutar o traseiro dele, ele é famoso, tem seguranças demais. - argumentei e ela riu.
- O que você quer, abelha? Eu preciso descansar, to com sono. Do jeito que cê tá falando, até parece que eu aproveitei que você não tava por perto pra fornicutar com o Damon. - comentou simples, provavelmente coçando os olhos.
- Mas você não fornicutou com ele, não é?
- É claro que não, Abelha! Mas que pergunta! Mamãe Rosa! - reclamou irritadinha. - E além do mais, você precisa dizer o que tanto queria para me acordar desse jeito, e ainda por cima, não dizer que me ama.
- Mas eu falei que te amo.
- Ah é.
- Então, diz o que foi.
- Nada não. Te vejo na escola.
- Como assim, nada não? Você me acordou do meu sonho maravilhoso sua abelha vaca!
- Tchau Ashley. - desliguei o telefone o repondo em seu lugar de origem, respirando completamente aliviada.
- Viu? Eu disse que tava tudo bem, não precisa se preocupar, o Damon tem medo de perder o traseiro. - ele falou, já sentado ao meu lado, rindo como um bobo. Abracei seu corpo, apoiando a cabeça na curva do seu ombro. Depois eu percebi que o lençol não estava fazendo seu papel de cobrir tão bem, quando vi o Bieber II bem ali. Eu ri sapeca. Justin acompanhou meu olhar e ficou muito vermelho.
- Você realmente quer me deixar exausta hoje, não é? - perguntei ainda rindo. Ele ficou ainda mais envergonhado. Sentei em seu colo e deixei um beijinho na sua bochecha.
- Nós vamos perder a hora de ir para a escola, querida. - comentou como se estivesse em luta interna para dizer aquilo.
- Você quer ir pra escola?
- É meu último dia. - respondeu. Ele tentava parecer firme, mas eu via que seus olhos davam atenção para meus seios descobertos. Não parava de olhar para eles.
- Vou te dar duas escolhas bem simples. - comecei tentando ser sexy. Justin deu alguns segundos de atenção para meus olhos. - Ou você levanta agora e vai pra aquela escola chata, ou...
- Ou?... - me incentivou a continuar. Cheguei bem perto de seu ouvido.
- Fica aqui comigo e bem,... Faz você-sabe-oque. - pude sentir que ele se arrepiou ao me sentir tão perto e assim tornei a encarar seu rosto a espera de uma resposta. - Então, o que você escolhe? - mordi os lábios.
- Escolho você, com certeza. - mal tive tempo de raciocinar quando ele atacou meus lábios com um beijo de tirar o fôlego.  Seus braços rodeavam minha cintura, enquanto os meus, faziam o mesmo com seu pescoço. Rebolei em seu colo, prensando meu corpo no seu. Uma de suas mãos passeava calmamente pela minha coxa, retornou fazendo carinhos em minha barriga e apertou um dos meus seios. Interrompi o beijo para gemer baixinho.
- Você é muito levadinho.
- Tem certeza de que sou o levadinho entre nós? - respondeu e eu ri. Comecei a deixar pequenos beijos em seu pescoço. - Você está abusando de mim.
- Mas você adora quando abuso de você.
- Odeio o jeito que me conhece tão bem. - comentou e aquilo novamente me fez rir. Tomei sua boca em mais um beijo ardente, sem parar de rebolar em cima do seu Bieber II.
- Justin querido? Está acordado? - ouvi a voz de Pattie do outro lado da porta. Não parei o que fazia, mas Justin parecia estar em pânico.
- E-estou sim, mamãe. - gaguejou segurando minha cabeça. - Pa-pare com isso, ela vai nos pegar aqui e assim. - falou para mim em um sussurro.
- Eu vou precisar sair para resolver algumas coisas do trabalho. Não esqueça, você tem aula hoje, não se atrase querido.
- Sim, mãe. - respondeu.
- E Anna Mel está acordada? - tornou a perguntar.
- No banho. - respondeu ele mentiroso.
- Diga a ela que deixei comida na geladeira, e tem bolo pronto. - parei o que fazia ao ouvir que tinha comida na cozinha, comida em abundância. Justin me olhou indignado.
- Comida. - sussurrei para mim mesma.
- Eu já vou então, querido. Mande abraços para ela sim?
- Tudo bem, mãe. - respondeu. Minha barriga roncou. Estou com fome, ué, não tente me culpar por ser eu mesma. Estou com fome, e pronto. Hum!
- Não se atrasem. Amo vocês, beijos. - se despediu.
- Também te amo mãe. - respondeu ele. Ouvimos passos se distanciando. Quando a porta da sala bateu, ele tornou a me olhar, me repreendendo por ter parado. - Porque parou?
- Tem comida lá embaixo.
- E você vai me deixar assim?
- É rapidinho. - tentei. Ele fez uma carinha triste e olhei para baixo novamente. Certo, decida-se, qual é a sua prioridade? Mas que droga, por que ele tinha que ter um equipamento tão atraente? - Ah, tudo bem, depois eu como. - resmunguei e o beijei novamente ainda ouvindo ele rir. Que foi? Estou com fome!
[...]
Ainda no Mesmo Dia, Mais Tarde...
 Fala sério, eu já disse para eles pararem com essa sessão sacanagem, eles são surdos ou o que? Enquanto a moça colocava os pedidos nas bandejas, e minha barriga roncava, olhei para trás, vendo Damon sentar perto de Ashley.
- Ele quer, com toda a certeza do mundo, ter um traseiro deficiente. - reclamei me virando novamente. Que batatinhas bonitas. Estou com fome, que demora desgramada!
- Não acha que chegou a hora dela ver por si mesma, se ele é ou não suficientemente bom pra ela? - retrucou Justin ao meu lado. Neguei com a cabeça.
- Tá doido? Conheço muito bem aquela cabecinha de vento, ela é muito bobinha. - respondi. Ele riu. - Vem cá, porque ela tinha que crescer tão rápido? Porque ela não pode ter onze anos para sempre? - continuei a reclamar e tudo que meu namorado fez foi rir enquanto beijava minha bochecha.
- Aqui está seu pedido, fofinho. - falou a garçonete arrumando o boné vermelho do McDonalds. É, ela tava flertando com o Juju... Pera!... HEY, ELA TAVA FLERTANDO COM O MEU JUJU!
- Você gosta do seu traseiro? - perguntei fazendo minha melhor cara de ameaça. Ela não entendeu. - É melhor medir as palavras, porque a namorada dele está falando com você neste exato momento.
- Mas...
- Você sabe pra serve uma faca, não é? Ótimo. - pisquei e com a maior calma do mundo, peguei a outra bandeja e saí andando até a mesa em que os dois - Ash e Damon - estavam. Deixei minhas coisas sobre a mesa e sentei perto da minha loira. Damon se afastou um pouquinho, mas para mim ainda foi pouco. Justin fez o mesmo, sentando ao meu lado com um sorriso idiota na cara. Ué, o que deu nele?
- Você ficou uma graça com ciúmes. - comentou ele olhando pra mim. Ah tá, era isso.
- Ciúmes? Aquela flertadeira de uma figa merece é ser jogada dentro o óleo que usam pra fazer as batatas fritas. Depois de fritá-las é claro. Se bem que, não posso contaminar o lugar onde assam a minha perfeita batatinha frita, seria até um elogio para aquela vaca sem pés!
- Flertadeira? Vaca sem pés? Oi? Essa palavra nem existe! - exclamou Damon.
- Inventei agora, problema? Além do mais, não estava com ciúmes cuidei do que ainda é meu e isso não é pecado. - retruquei levando uma batatinha a boca. Peguei o hambúrguer - muito lindo e sensual - e dei uma bela de uma mordida. Que gostoso!
- Nossa, Jujubona, essa é uma das raras vezes que vejo você comendo fast-food. Afinal, você até fez um sanduíche de cenoura e outras coisinhas e comeu tudinho e ainda disse que estava bom e que era muito saudável. - comentou Ashley, me fazendo arregalar os olhos ao ver ele dando um belo gole no refrigerante.
- E mudando de assunto, como vai o namoro de vocês? - retrucou meu nerd.
- Namoro? Acho que você está desjujubando, eles não estão namorando. Não são namorados e jamais irão pensar em namorar. - falei assim que minha boca estava livre. Mas que conversa é essa?
- É, não estamos namorando, de onde você tirou essa ideia? - perguntou Damon nervoso, sem tirar os olhos de mim. Não precisei parar de comer para ser suficientemente ameaçadora. Depois de mais algumas mordidas, percebi que o hambúrguer tinha acabado e me refugiei nas batatinhas fritas. Estavam gostosas, mas ainda tinha vontade de chutar o traseiro do Damon. - E como você está se sentindo? É sua última noite aqui. - continuou ele. Ah tá, precisava lembrar que ele vai embora amanhã?
- Eu gosto desse Milk shake. - comentou meu nerd não respondendo a pergunta do futuro Desbundado, mais conhecido como Damon.
- Jujubona, quando você ficar famoso, você me arruma mais livros que nem aquele outro, o Unha do Meu Coração? Eu gostei muito. - comentou a loira. Ele riu.
- Tudo bem.
- E você, Abelha?
- Eu o que?
- Porque tá tão caladinha? Olha, não gosto quando pessoas que me amam, que não vivem sem mim e minha beleza, estão tristes demais, não dizendo o quanto me amam.
- Eu tô comendo, ué! - respondi levando outra batata à boca. Ok, eu tava triste porque o meu nerd ia embora, mas ela não precisava saber. Ela não tinha se convencido com minha resposta, mas mesmo assim não insistiu na mesma conversa.
- Vou fazer mexas cor de rosa no cabelo, o que acham pessoas que me amam?
- Você fica linda de qualquer jeito. - elogiou Damon.
- É, nós sabemos que ela é linda. - resmunguei encarando o moreno. Ele riu nervoso e sugou o refrigerante pelo canudinho.
- Brigadinha, eu sei que me amam, mas não briguem por mim aqui, vai ofender minha beleza. - falou ela. Justin riu, mas eu observei outra coisa.
- Hey, eu já disse pra parar de comer as minhas coisas!
- Mas não estou fazendo nada de mais, ué!
- Vou precisar sequestrar todos os seus esmaltes?
- Não faça isso, eles são seres inocentes. Por favor, assim você me deixa falecida de esmaltes.
- Você é falecida de cérebro isso sim. - resmunguei sugando o refrigerante pelo canudinho.
- Achei ofensivo Abelha. É claro que tenho um cérebro, ele só é um pouco mais lento pra funcionar, porque está admirando a beleza de sua dona. - enquanto ela resmungava, eu peguei da sua bandeja tudo que podia. Uma pena foi que ela acabou reparando que a comida era dela quando eu mordi o hambúrguer. - Hey, pare de roubar o que é meu!
- A culpa é do Justin. - apontei para ele de boca cheia.
- Minha? Mas porque, o que foi que eu fiz? - perguntou quase se engasgando com a comida. Tadinho, ele tava comendo, não se faz isso com alguém quando se está comendo. Você é muito malvada, Anna.
- Me obrigou a roubar a comida da loira e... Hey, devolve!
- Nada disso, o que é meu é meu.
- Não é sua é minha, diz pra ela, Justin.
- Sua uma pinóia! É minha, minha, minha e minha! - ela reclamou.
- Quer saber? - Damon tirou o Hambúrguer da mão da loira. - Para acabar com essa briga... - deu uma mordida tão grande que quase não sobra nada. Sabe aquele tique nervoso de raiva? Pois é, eu e Ashley estávamos assim. - ...Agora nem uma nem outra. - deu de ombros. A loira e eu nos olhamos e encaramos aquele ser de olhos semi serrados. Ele olhou para as duas e riu nervoso. É hoje que ele morre!
[...]
Ouçam Jason Derulo - What If  (Karaoke) 
- Esse é o melhor piquenique de quintal que já tive. - falou ele dando uma garfada na torta - que sem querer me gabar, estava muito boa porque eu fiz - e sorriu para mim. O por-do-sol era ainda mais lindo daqui.
- Você já teve algum piquenique assim?
- Não, mas não preciso de mais outros para ter certeza de que esse é o melhor.
- Mentiroso. - brinquei rindo.
- É verdade! - riu. - Sério! Você fez tudo isso pra mim; é a comida mais gostosa que já comi. - comentou contente.
- Vou deixar você gordo o suficiente para não passar pelo portão de desembarque. - brinquei.
- Ai que maldade! - riu e eu levei um pedaço de bolo de cenoura à boca. Até que não é má ideia deixar ele obeso, né? Para tirar o nervosismo, mordi um nacho ali perto.
- Você já arrumou sua mala?
- Já está tudo pronto. O caminhão da mudança já levou algumas coisas.
- E o restante?
- Ficará aqui, já que vamos voltar pra cá algumas vezes. Lá tem tudo, só vamos levar o mais importante como roupas e essas coisas. - respondeu baixo arrumando o óculo. Afirmei com a cabeça. Comi outro pedaço de bolo. Depois, ataquei o cachorro quente. Ele tomou um gole do suco.
- Você vai ao baile de natal? - perguntou curioso.
- Não sei. Ashley quer muito que eu vá, diz o tempo inteiro que irei ofender a beleza dela caso não vá, mas...
- Não pode deixar de se divertir por mim. - falou ao meu lado. Baixei a cabeça. Não sabia o que responder.
- Eu apenas não quero ir, prefiro ficar com a minha família, eles virão até aqui este ano.
- E sobre sua mãe?
- Não quero falar sobre ela.
- Anna você sabe que pode falar qualquer coisa para mim.
- Tudo bem. - suspirei vencida. Tomei um pouco do suco e peguei outro nacho. - Mike disse que ela está criando coragem de pegar o telefone e ligar. É difícil pra ela ser vencida pelo orgulho.
- Ela sente sua falta.
- Imagino que não. Caso contrário não estaria tão relutante em apenas ligar. - resmunguei.
- Ela te ama, mesmo que ache o contrário. - olhou para mim. Baixei a cabeça. - E como está seu irmão? - perguntou pegando um nacho também. Ainda bem que ele mudou de assunto.
- Está bem. Descobri que ele está saindo com uma garota.
- Ela é legal?
- Acredite ou não, é a Debby. A ex-pegue "barra" rolo do Damon. Ela parece legal, mas é superficial demais.
- Ou seja, não é boa o suficiente para ele.
- Exato. Mas dessa vez vou deixar que ele descubra isso sozinho. Da última vez que interferi em alguma conquista dele, meu armário de doces amanheceu vazio. - reclamei na última parte. Deitei na grama e apoiei a cabeça em seu colo. Ele deixava carinhos maravilhosos em meus cabelos. Passamos alguns minutos assim, naquele maravilhoso silêncio.
- Quer saber? - falou de repente. O encarei a espera de respostas. - Vamos dançar. Agora. - sentei na grama sem entender nada enquanto ele se levantava e ligava o celular, pondo em uma estação de rádio qualquer, que tocava uma música qualquer, com um locutor qualquer.
- Ficou doido?
- Se importa com o que os outros vão achar se nos ver? Não deveria. E em resposta a sua pergunta, não estou nenhum pouco doido. - sorriu.
- Mas porque agora?
- Ué, é tão simples. - dizia com um sorriso idiota na cara. - Vamos dançar a primeira música que tocar. Simplesmente agir por impulso, não pensar em nada além do agora. Você e eu, nada mais. E essa será a nossa música, apenas nossa. - estendeu a mão para mim, que a peguei sem hesitar, levantando do chão.
- Isso é incrivelmente romântico. - comentei entre um sorriso. Ele segurou minha cintura, trazendo meu corpo para mais perto do seu. Pousei as mãos sobre seu ombro.
- Tudo bem, na próxima música, não importa ela qual seja, iremos dançar de acordo com o ritmo. Certo?
- Tá, mas e se for uma música agitada? - questionei e ele riu.
- Viva o momento. - sussurrou em meu ouvido. Quando a música atual tinha acabado, uma nova começou, e como prometido, nós dançamos. Ela era calma, e por mais estranho que pareça descrevia toda a nossa história. Fiquei ainda mais surpresa ao reconhecer a voz do meu cantor favorito. - Jason Derulo - What If... Hum,... Demos sorte. Não seria nada legal ter o tema musical como Candy Shop. - ri olhando para ele enquanto dançávamos. - Eu gosto dessa música.
- Gosta? - perguntei. Eu amava aquele sorriso dele.
- Sim. É sobre o cara que ama uma garota, mas não sabe o que pode acontecer se ficarem juntos, porque nenhum dos dois se conhecem. Mas pensa e se... Se eles... Se... - ele olhou brevemente para o lado e tornou a me encarar. A dança lenta não parou. - Não importa o que aconteça, essa música sempre me descreverá em relação a você. Antes você não sabia meu nome e nem olhava pra mim. Mas agora, agora que tenho você, parece que tudo a nossa volta torce contra nós. Não entendo porque não podemos ficar juntos, porque não podemos nos apaixonar e ser felizes como pessoas normais. As vezes eu me pergunto o que ele se pergunta durante a canção. E se? 
- O que vai acontecer com a gente? - perguntei baixo, alguns segundos depois que ele falou.
- Eu não sei o futuro, mas posso garantir que jamais vou deixar de amar você. - afirmou, fazendo um leve carinho em minha bochecha. - Eu acredito que há um propósito para tudo; você não está na minha vida há tanto tempo assim a toa. O que temos é muito mais importante do que imagina. Algo maravilhoso está preparado para nós. Mas na hora certa iremos saber exatamente o que fazer. Um amor verdadeiro como esse pode adormecer, mas nunca morre. - disse ele. Nunca senti seu olhar tão firme direcionado ao meu; mas não desviei meus olhos, admirando o seu perfeito tom de mel.
- Com sete bilhões de pessoas no mundo fui me amar justamente você.
- E é por isso que sou o homem mais sortudo do mundo. - sorri largo antes de sentir seus lábios em contato com os meus; o beijo mais maravilhoso de todos.


Notas Finais...
E ai, pessoas, como vão, tudo bem? Hehe nem demorei muito né, já demorei bem mais pra atualizar. Mas enfim, esse é o penúltimo cap da fic, é, ela tá acabando. Mas calma, depois do cap final tem o epílogo, vou tentar deixar tudo bem legal pra vocês. Hahaaaaaa peguei vocês, hehe. O fornico da Ash e Damon não aconteceu de verdade, lélélélé kkkk  Mas me digam, o que estão achando? Venham conversar comigo bonecas, não apreçam apenas de vez em quando, estou com saudades das minhas doritas. Apareçam flores. Ainda querem uma continuação? Eu estou disposta a fazer, só basta vocês quererem. Mas bem, acho que é isso. Espero que tenham curtido bastante, venham conversar comigo e beijocas flores do meu jardim :D
Foto do piquenique: http://2.bp.blogspot.com/-rZE4BeePUXE/T3nzDT4MeDI/AAAAAAAA1w0/pdjZ3QirtW0/s1600/pic+-+comida+mesa+posta+piquenique.jpg

5 de out de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 48 - Eu Prometo

POV ANNA
Entediada, resolvi pegar a bolsa e tirar de lá, meu pacote de Doritos de 200g. Abri o saco lentamente pra não fazer muito barulho e o professor me mandar guardar, porque eu realmente não obedeceria. Descansei o pacote sobre o colo e levei um dos Doritos a boca, deixando um sorriso aparecer pela felicidade de estar comendo. Aquele professor era simplesmente irritante, muito semelhante a uma minhoca com fome e a voz dele me dava nos nervos. Acho que não era a única a pensar isso, mas ainda sim eu não gostava daquele cara.
- Estou ouvindo o barulho do seu saquinho de besteiras, Anna Mel. Guarde-o já. - disse ele escrevendo algo no quarto. E porque toda essa implicância com a minha comida? Bolas, para de ser invejoso, só porque estou comendo e você não! Pus a bolsa um pouco mais para a ponta da mesa, para tentar esconder o meu pacote amado, e assim levei outro Doritos à boca. - Eu disse pra guardar, Anna.
- Mas não estou comendo nada. - protestei, mas devia mesmo era ter ficado calada. Estava de boca cheia quando falei, e pude sentir que ouvi algumas risadinhas contidas atrás de mim.
- Não está? - foi só eu quem sentiu ironia na voz dele? - Então o que está na sua boca?
- Minha língua, meus dentes... - ele bateu a mão na testa depois de ouvir minha resposta lógica. Mas é verdade, ué!
- O que é que eu faço com você, hein? - perguntou aparentemente tentando controlar a raiva.
- Me deixa comer minhas coisas em paz. - respondi e ele se irritou ainda mais - Eu juro que não vou fazer barulho. Vou ficar quieta e prestar atenção no que o senhor explicar ai. - apontei com o dedo para o quadro. Depois que percebi que ele estava sujo com o sal do Doritos, abaixei a mão com um sorriso amarelo.
- Tudo bem, mas se voltar a fazer barulho, conversar, olhar para o lado ou respirar alto demais, irá sair da minha sala, entendeu? - propôs. Tudo que fiz foi confirmar com a cabeça e o velho voltou a escrever no quadro. Em outras horas seria implicante com o professor, mas agora, estou comendo então vou obedecer. Além do mais, estou sentada bem embaixo do ventilador e a cadeira poderia ser considerada confortável. Justin, que estava sentado ao meu lado sorriu fazendo um pequeno carinho em minha perna. Dirigi o saco para ele, oferecendo minha comida. Ele negou, ainda sorrindo e tornou a olhar para a frente - sabe né, nerdeando como sempre - e continuei a comer.
  Para quem está curioso, poucos dias depois daquela notícia, ainda não tinha caído a ficha de que ele iria pra longe de mim. Fala sério, porque? Eu demorei tanto para encontrar um garoto como ele e de repente descubro que ele vai ficar longe de mim. E dessa vez, para sempre. Eu realmente não queria que ele fosse embora. Mas não tinha coragem de dizer e isso, seria muito egoísta. Não sabia falar ao certo se ele estava feliz com a viagem ou se estava triste, mas tinha certeza de que eu sentiria uma dor imensa com isso. Aliás, já estou sentindo, não é?
  Damon e Ashley não sabiam que ele iria embora, e nenhum de nós teve coragem de repetir aquilo em voz alta para mais alguém. Aqueles dois, Ashley e Damon, estavam mais irritantes do que nunca. Sempre juntos e aos risinhos e eu não sabia se o que Justin tinha me contado influenciou para meu humor ruim. Mas talvez esse fosse o ponto de tudo. Justin ir morar em outro país.
- ... E agora, como de costume, vocês sabem que na véspera de Natal, a escola dará um Baile de Natal. Todos devem ter acompanhantes; rapazes deverão vestir Smoking e as garotas vestidos longos. Faremos arrecadação de alimentos para crianças carentes, então já sabem que para pagar a entrada, é necessário ter ao menos 1k de alimento não perecível. Podem trazer também brinquedos, livros e roupas, ou materiais de limpeza. - agitação na turma e meu tédio ficou ainda maior. Levei outro Doritos à boca. Ele não estaria aqui mesmo, não fazia diferença. Pera? Aquela era a diretora? É, porque só reparei agora que era ela quem estava falando. - Bem, era só isso o recado, e... Ah, sim, Anna Mel o zelador disse que viu você passando trote na hora do intervalo. E contou que você quase brigou com a moça nova da cantina porque ela queria dar os cinco centavos de troco com balinhas. O que tem a dizer sobre isso?
- Não foi eu, era uma garota parecida comigo. - respondi em troca, a cabeça apoiada na mão livre. Ela fez uma leve cara feia, contrastando com sua feiura habitual e foi embora. Enquanto os demais faziam festas, tratavam de convidar seus parceiros, meu namorado permaneceu olhando para frente, como se não tivesse coragem de me encarar. Agradeci por não ter virado. Eu também não tinha coragem.
[...]
- Passa aquela saleira aí. - pedi a Ashley, sentada a minha frente na mesa do refeitório. Depois que ela fez o que pedi, joguei um pouco do sal nas minhas batatinhas e levei algumas a boca. Aquilo estava muito, mas o clima de festa e romance, pareciam estar testando minha paciência.
- Você nem admirou minha beleza hoje, o que aconteceu Abelha que me ama? - perguntou a loira. Olhei para ela com a boca cheia.
- Você tá muito bonita, Ash. Esse rosa combina muito com você. - respondi ouvindo as risadas de Justin ao meu lado. Tudo isso porque falei de boca cheia? Eu hein, cada doido com seu pote de doces!
- Brigadinha Abelha, sei que rosa combina comigo, qualquer coisa fica bem em uma pessoa lindamente linda como eu, mas você ainda não me respondeu. O que aconteceu?
- Nada.
- Quer perder o benefício do seu traseiro gordo? - ameaçou.
- Hey! Meu traseiro não é gordo!
- Responde aí, Jujuba.
- Responder o que? - perguntou inocente - ou nem tanto - tentando não rir da carinha de malvada que ela tentava inutilmente fazer.
- Responder se ela tem um traseiro gordo ou não.
- Bem,... Ela tem um traseiro muito lindo.
- Eu perguntei se é gordo, Jujubona, e não se é bonito.  - respondeu irritadinha. Eu ri. - Mamãe rosa!
- Mas é lindo, ué.
- Brigadinha. - deixei um beijo na bochecha dele. Mordi outra batata.
- Isso não é justo, são dois contra um; que obviamente é lindamente maravilhosamente perfeita. Mas mesmo assim é apenas uma. - reclamou cruzando os braços, encostada na cadeira. Parecia uma criança birrenta. Se bem que ela é uma criança birrenta.
- O que estão fazendo com ela? - perguntou Damon sentando ao lado da loira com um sorriso idiota direcionado a ela. Parei de rir no mesmo instante. Ele quer mesmo perder o beneficio do traseiro gordo dele.
- Estão sendo maus comigo, Dam. Acredita?
- Acredito sim. Eles são muito malvados, mas eu não sou igual a eles. É por isso que eu estou convidando você para ser meu par nesse tal baile de natal. O que me diz? - ela parecia sorrir ainda mais a cada palavra que saia da boca dele. Eu já disse pra ficar longe da minha loira! Ele quer mesmo perder o traseiro!
- Tudo bem, eu vou com você ao baile. - aceitou sorridente. Ele ia se inclinar para dar uma beijoca nela, as eu não ia deixar que um bonitão qualquer fizesse isso, e ainda por cima, na minha frente. Pigarrei alto o suficiente para que ele soubesse que eu estava ali, e qualquer ato que eu considerasse safado, ele seria desprovido do traseiro.
- Mas eu pensei que você ia comigo, Ash. Pra zombar das garotas acompanhadas! - falei a primeira coisa que me veio a cabeça.
- Mas você vai com o Jujubona, mulher! - rebateu. Encarei Justin por poucos segundos, e constrangida, pus todas as batatas na boca de uma só vez.
- Eu não vou poder ir, loira. - falou meu namorado meio baixinho.
- Mas como assim? Você tá doente? É o que, desjujubamento hormonal? - continuou a perguntar.
- Não, eu apenas não estarei lá. - ele parecia bastante sem jeito, mas não tinha coragem de repetir o que ele tinha me revelado há alguns dias.
- E porque? Porque não vai estar lá e me admirar, sendo linda como sempre. Isso também é muito injusto, Justin.
- Eu menti quando disse que não tinha conseguido uma gravadora, Ashley. Vou me mudar para Atlânta esse final de semana. - respondeu de uma vez só. Ela abriu a boca em surpresa, e logo depois senti o olhar dos meu amigos sobre nós.
- Mamãe Rosa. - exclamou a loira sem saber o que dizer. E eu fiz que sabia fazer melhor: continuei comendo.
[...]
Um Dia Depois...
- Isso não é justo! - reclamei cruzando os braços. Hoje foi um dia legal, largamos cedo acreditam? Pois é, e agora estamos na casa do Justin. Ele me olhava risonho, enquanto eu me sentia completamente indignada por meu Ruffles ter acabado, e por conta disso quase não senti o carinho que ele fez na minha perna.
- Porque você aqui comigo e relaxa? - riu um pouco. Mas sou birrenta, então continuei sentada na cama.
- Não seja mal, minha comida acabou. - acabei me rendando e deitei ao seu lado, apoiando minha cabeça na curva de seu pescoço. Que cheiro bom!
- E por falar em comida, o que fez com os salgadinhos que eu trouxe pra você?
- Eu comi, ué! - dei de ombros e ele riu novamente.
- Vou sentir muita falta disso quando for. - soltou sem querer, fazendo um leve carinho no meu braço.
- Nem me lembre disso. - suspirei. - Está tão perto. Faltam apenas dois dias.
- Eu gostaria muito que fosse comigo.
- Eu também gostaria, acredite, mas não posso. Preciso de uma permissão da minha mãe, tenho de terminar a escola e não posso deixar a minha loira sozinha com tantos urubus por aí. Você não faz ideia da quantidade de garotos que a convidaram para o baile depois do Damon. É claro que ela recusou porque já tinha aceitado o convite dele, mas mesmo assim.
- Os garotos também convidaram você, e para ser sincero, não foram poucos.
- Como sabe?
- Ashley.
- Ah.
- E você sabe que só precisa pedir. Me peça para ficar e eu desistirei sem pensar duas vocês. - insistiu. Me apoiei na cama para olhá-lo melhor.
- Eu não posso, Justin. Eu gostaria muito de dizer isso, mas é tão egoísta. É o seu sonho, uma vida melhor pra você e pra sua mãe, você tem talento e não pode jogar tudo isso pelos ares por uma simples garota.
- Por uma simples garota? Então quer dizer o fato de me fazer amar você, de ter salvado, literalmente, a minha vida não significa nada? E tudo o que aconteceu entre nós?
- Não é isso Justin. E só pra lembrar, você salvou minha vida primeiro...
- Não estamos falando de quem salvou a vida de quem primeiro. Estamos falando de sentimentos, e eu amo você. Então não fale de si mesma como se não tivesse importância, porque pra mim você é muito importante. Você é uma parte da minha vida que não quero deixar para trás, não entende? Você diz que esse é meu sonho, e realmente é, mas não adiantaria de nada se você não estiver lá comigo. - depois dessa eu já não tinha respostas. Tudo que pude fazer foi olhar bem para cada detalhe de seu rosto, pretendendo guardar bem na memória cada traço do seu rosto perfeito.
- Sinto muito.
- Você ainda me ama?
- É claro que sim.
- E vai continuar me amando mesmo quando for embora?
- Acha que vou deixar de amar você? Justin, qual é? Você foi a melhor coisa que eu tive, acredite. E vai ser muito doloroso também quando você me esquecer e ter outros relacionamentos. Mas essa é a vida.
- Não vou esquecer de você, não vou amar outra pessoa. - eu ri triste, mesmo sabendo que era mentira. Sabia que ele me esqueceria quando ficasse famoso, mas nada poderia se fazer a respeito. - Voltarei para buscar te buscar, Anna.
- Promete? - perguntei mesmo sabendo que isso não aconteceria.
- Eu prometo. - respondeu firme e juntou nossas bocas em um beijo. Nos separamos por alguns momentos, que foi tempo suficiente para que eu pudesse sentar sobre suas pernas, enquanto ele, tinha as costas agora apoiadas na cabeceira da cama. O beijo se tornava intenso a cada instante, a casa era só nossa. A cada troca de beijos, ele me prensava ainda mais contra ele, e com o outro braço livre, passava a mão no que podia do meu corpo. Com as pernas entre sua cintura, segurei seu rosto com uma das mãos; a outra procurava desesperadamente retirar a roupa que ele vestia. Era a primeira vez que fazíamos aquilo, desde que ele chegou.
- Nunca vou esquecer você, eu prometo. - repetiu mais uma vez, e foi assim que nos beijamos novamente.

Notas Finais
Então pessoal, demorei mas cheguei e espero que tenham gostado do cap, acabei de fazer ele, tá um pouquinho longo, mas é o ante penúltimo da fic, e ainda estou me decidindo sobre algumas coisas. Mas o que acharam? Ficou bom? Vejo vocês no próximo? Beeeijos meus amores, vou ali comer meu Doritos e meu Ruffles. Tchau :D
Roupa da Ash: http://lookbook.nu/look/5389054-Mar-Bcn-Golden-Snake-Bracelet-Jessica-Buurman
Roupa da Anna:
Escola: http://data2.whicdn.com/images/80463332/large.jpg
Casa do Justin: http://data1.whicdn.com/images/80460368/large.jpg

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